História Algoz - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Kai, Lu Han, Xiumin
Tags Assassinato, Assassino, Baekhyun, Baekmin, Detetives, Exo, Homicidio, Investigação, Jongin, Kai, Kaimin Lumin, Lgbt, Luhan, Minseok, Mistério, Xiubaek, Xiuhan, Xiukai, Xiumin
Visualizações 56
Palavras 1.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem! ~

Capítulo 2 - Investigadores


 

— Então o garoto foi assassinado na praça, onde ocorria um festival não muito longe dali, e ninguém viu?

 Foi Minseok quem quebrou o silêncio pela primeira vez, desde que a delegada terminara de relatar o homicídio de um jovem rapaz, chamado Oh Sehun — que acabara de ocorrer em uma praça a cerca de dez minutos da delegacia. Minseok espiou por cima dos ombros o seu parceiro que estava sentado despreocupadamente na cadeira bem ao seu lado. O detetive então sorriu contido ao visualizar seu companheiro Luhan estalar a língua no céu da boca, hábito esse, que ele sempre tinha quando estava prestes a dizer alguma besteira.

 A delegada também havia passado-lhes as informações das pessoas mais próximas ao rapaz e dado-lhes a trágica notícia, deixando também, ambos investigadores a par dos prováveis suspeitos. Minseok não estava muito convencido dos fatos que lhe foram apresentados. Achava impossível que um crime como aquele pudesse realmente ter passado despercebido.

— Para mim parece óbvio que foi esse tal amigo dele — seu parceiro, Luhan, pronunciou-se recebendo toda a atenção. E consequentemente ignorando a fala do outro. — Quero dizer. O cara só tinha uma pessoa de quem era realmente próximo. Vocês não veem? Já é um caso solucionado.

 Luhan cruzou os braços sobre o peito de forma prepotente, fazendo com que a delegada negasse com a cabeça em descrença, e Minseok revirasse seus olhos já acostumado. A delegada sempre perguntava-se como Luhan conseguira um cargo tão importante como aquele sendo alguém tão inconsequente e nada profissional.

— Não seja tão precipitado e imprudente, Luhan — advertiu-o Minseok, dando um longo suspiro, e ajeitando a lapela de seu terno cor ônix. — Delegada Soojung, nós vamos investigar o caso. — falou levantando-se e dando o assunto como encerrado. Minseok observou Luhan fazer uma careta ainda sentado na cadeira e deu de ombros ignorando-o. Minseok estava decidido. — E algo me diz que isso não é tão simples quanto parece. 

 Portanto, sem mais demora, o jovem investigador rumou a porta deixando um Luhan visivelmente indignado para trás. Enquanto o som de seus sapatos ecoavam contra o piso de concreto, Minseok analisava mentalmente cada informação que lhe fora passada, tratando de sempre anotar algo importante que lhe vinha num lampejo de lembrança, em seu bloquinho de notas.

 Minutos mais tarde, ao chegarem no local do crime quase quarenta minutos após o ocorrido, o corpo ainda jazia ao chão sob a gigantesca árvore decrépita, onde em seu tronco envelhecido, continha o sangue fresco do jovem desfalecido no gramado.

 Os policiais haviam interditado toda a área e poucas pessoas passavam por ali naquele momento. Muitas delas, paravam para ver o que tinha de fato acontecido, e as fofocas começavam a espalhar-se pelas redondezas. Todos os cidadãos que por ali passavam iam espiar para confirmar se o episódio era real, e consequentemente, assustavam-se ao perceberem que um homicídio realmente ocorrera ali. Precisamente, em uma praça pública e não tão distante de um festival que realizava-se na vizinhança, localizado em uma das cidades mais pacatas da Coreia do Sul.

 O tenente Kim JongIn esperava impacientemente os investigadores, após ter recebido uma ordem da delegada, para deixarem-nos averiguar o caso. Para JongIn, era apenas mais uma morte comum, de um assaltante qualquer que não conseguira o que queria. Nada que realmente precisasse de uma averiguação como aquela. Ele estava farto de esperar.

— Olá senhores — o tenente acenou com a cabeça quando viu os dois homens aproximando-se. — Vocês podem ir. — falou o tenente, dando passagem para que os investigadores chegassem até a cena do crime.

— Olá, Kai — cumprimentou Minseok, sorrindo simpático para o homem de farda, que respondeu com um aceno constrangido de cabeça pelo o uso de seu apelido, justamente no momento em que exercia o seu trabalho. — Perdão, senhor Kim — corrigiu-se Minseok, rapidamente adotando um jeito mais formal perante ao amigo de longa data. Afinal, não era hora para cortejos.

 Kai sorriu abertamente para ele, e Luhan fingiu uma tosse seca, estava visivelmente incomodado com toda aquela cordialidade entre os dois. Sem esperar Minseok, o detetive passou a frente de ambos rapazes para chegar próximo ao corpo primeiro, logo sendo seguido de Minseok que tinha seus olhos atentos no corpo do garoto desfalecido.

 Minseok analisou toda a cena. Seus olhos escanearam categoricamente cada milímetro entorno do corpo ensanguentado, e de forma cautelosa, sondou com minúcia sem deixar que qualquer detalhe passasse despercebido. Ele é claro, ao longo de seus vinte e oito anos de vida, já tinha visto crânios estourados mais vezes do que gostaria de recordar-se, e em todas elas, era difícil ver uma cena tão brutal e carregada de violência como aquela diante de seus olhos. Contudo, era preciso ignorar o bolo em sua garganta, e vestir sua capa de frieza para que nada que fosse exterior afetasse o seu trabalho. Portanto, naqueles momentos, sentimentos deviam ser aprisionados no cofre mais obscuro de seu subconsciente.

— E então, Minseok? — perguntou Luhan, após alguns minutos de silêncio. Ele mordia seu lábio inferior tentando a todo custo tirar Minseok de sua cabeça quando, na realidade, deveria estar ajudando-o. Entretanto, Luhan não se importava com o crime naquele momento, e continuaria observando seu parceiro descaradamente mesmo que posteriormente, isso significasse que poderia levar uma bronca vinda do mesmo.

 A verdade era que o hobbie favorito de Luhan, era estudar as expressões faciais de Minseok, sempre que um crime ocorria. Não podia evitar de atentar-se às particularidades do outro a cada caso investigado. O jeito sério com o qual o homem à sua frente desvendava cada crime fazia com que Luhan sentisse todos os pelos dos braços se eriçarem. Em outras palavras mais simplistas, Minseok era um homão da porra, e sequer tinha consciência disso.

— É só mais um crime comum, não é? — perguntou o tenente JongIn de braços cruzados. Diferente de Luhan, não havia qualquer pose superior naquele ato, apenas a mais pura falta de paciência.

— Ora, Kai — disse Minseok, virando-se parcialmente para o homem de pele levemente bronzeada, deixando de lado qualquer formalidade. — Pensei que fosse mais esperto. — concluiu sorrindo em divertimento ao ver a expressão do tenente fechar-se. Ele apenas deu de ombros esperando uma explicação que fosse no mínimo cabível, para que o fizesse acreditar que aquele crime era por certo, premeditado.

 Minseok, sem oferecer-lhe qualquer resposta verbal, foi até o corpo do rapaz e apontou para um pedaço quase invisível do aparelho celular escondido sob o torso sem vida. Logo em seguida, abaixou-se pegando-o, e tocou os bolsos restantes tanto da calça quanto do casaco que o rapaz usava. Encontrou tudo ali. A carteira cujo encontrara uma quantia razoável de dinheiro; chaves e uma lista estranha com nomes do que pareciam serem de jogos que ele pretendia comprar mais tarde naquele mesmo dia.

— Está tudo aqui — aquiesceu Minseok, sem olhar uma única vez para os dois homens que assistiam-no calados. — Um assaltante comum, teria levado ao menos algum destes itens. E mesmo para uma cidade tão pacata como essa, seria mais provável de que um homicídio planejado acontecesse, a uma ação tão impensada como essa sem benefícios para o assassino. Quem se arriscaria tanto assim com a possibilidade de ser visto e imediatamente denunciado?

 Kai estava boquiaberto. Mesmo na posição de um tenente, por mais simples que aquele raciocínio pudesse parecer, ele ainda não o teria pensado. Estava mais acostumado a cuidar de arruaceiros que viviam importunando por aí, do que averiguar quaisquer casos. Para ele, era mais fácil imaginar pessoas no auge de sua cólera, explodindo de raiva e cometendo algum delito sem pensar nas consequências, do que um assassinato planejado a sangue-frio.

 Sem esperar por uma resposta, Minseok entregou todos os pertences que recolhera de Sehun ao seu parceiro Luhan, que ainda o observava admirado. Mesmo que Luhan estivesse acostumado com tudo aquilo, ele não conseguia deixar de admirá-lo. Minseok por sua vez, retirou de seu paletó um saquinho plástico e uma pinça. Debruçou-se mais uma vez sobre o corpo do jovem de rosto disforme com o crânio estourado, e retirou a bala que causara-lhe tanto estrago em seu rosto agora tão irreconhecível, em meio a miolos e o sangue escuro que tingia a grama esverdeada. Colocou então o projétil dentro do saquinho e selou-o sem dizer uma palavra. Quando terminou, enfim ergueu o rosto para encarar os dois homens que conhecia tão bem.

— Você pode levar isso para análise, Kai? — indagou Minseok, estendendo o minúsculo objeto dentro do embrulho plástico em sua direção.

 JongIn apenas acenou que sim com a cabeça, sorrindo pequeno para o homem mais velho, e de estatura mais baixa a sua frente. JongIn ignorou o apelido do qual fora chamado novamente, e pegou o pequeno pacote sem hesitar. Guardou-o no bolso da farda que usava enquanto devaneava que nem mesmo ali, após chegar tão perto da carne exposta do jovem morto, Minseok parecia menos simpático. Ele conservava um rosto de aparência infantil que para um homem quase no auge seus trinta anos, dava-lhe um ar altamente fofo quando não estava tão centrado em seu trabalho. De certa forma, Kai o invejava. Minseok parecia ter ficado inerte no tempo, e talvez aquilo, fosse um de seus maiores charmes.

— Agora se nos der licença, temos alguns suspeitos para interrogar — falou Minseok, dando um aceno de despedida, com Luhan em seu encalço.

 Kim JongIn observou-os ir até o carro estacionado a alguns metros de distância, vislumbrando assim, a partida dos dois detetives. Quase desejou mentalmente um boa sorte para o amigo de longa data, mas interrompeu tal devaneio, lembrando-se de que ele não precisaria. Afinal, tratava-se de Minseok. Virou-se então de costas para o carro que desaparecia pela rua com tão pouco movimento, e mentalmente exausto, observou o corpo que jazia esquecido bem a sua frente. JongIn sorriu fraco fitando a face que mais parecia um amontoado de pele exposta e ensanguentada, e proferiu, quase com pena:

— Pobre Sehun.

 

 

 


Notas Finais


Peço perdão pelos erros e que não desistam de mim sdahjkhfsdj


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