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História Alguém Que Eu Costumava Conhecer - Bonake Bonenzo - Capítulo 3


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Notas do Autor


olá crazys! seguimos com as memórias da nossa amada bonnie bennett. em breve estaremos nos dias atuais, muita calma nessa hora 😁 no mais, aproveitem ❤️

Capítulo 3 - Lembranças parte Bonnie


Fanfic / Fanfiction Alguém Que Eu Costumava Conhecer - Bonake Bonenzo - Capítulo 3 - Lembranças parte Bonnie

2021 ÁFRICA DO SUL, CIDADE DO CABO - 3 ANOS APÓS SALVAR MYSTIC FALLS


Flashback on

"Após golpear o travesseiro, tento controlar minha respiração... Minhas mãos trêmulas agarrando o lençol, olhos vidrados e enxarcados e o suor excessivo denunciavam: aconteceu de novo. O mesmo sonho que sempre traz o pior pesadelo...

– Olá amor. - ele sorri, fixando seus olhos castanhos em mim

– Ah, senti tanto a sua falta! - digo pulando em sua direção, entrelaçando meus braços em seu pescoço

– O que está fazendo aqui amor ? - ele pergunta apreensivo, ainda segurando minha cintura

– Enzo, estava com saudades e eu... eu voltei pra você, apenas voltei. - digo com um sorriso mas confusa

– Bonnie você não deveria estar aqui... - seus olhos brilhando como que um pedido de socorro

– Enzo, não é definitivo ainda, eu só vim vê-lo. - passo a mão pelo seu rosto

– Amor você não deveria ter vindo. - ele afirma se afastando

– Espera, o que está fazendo ? - questiono segurando sua mão

– Bonnie esse não é seu lugar, você tem que ir. - seu semblante aterrorizado – Ele está aqui, você tem que ir agora amor! - soltando minha mão

Enquanto ele se afasta, ainda com os olhos fixos em mim, viro devagar e começo a correr com um pouco de dificuldade, pelo vestido de gala que eu usava. Ainda consigo ouvir sua voz dizendo que me ama, mas ao mesmo tempo flashs começam a aparecer.

A floresta se tornando noite e dia em um looping descontrolado. Barulho de flechas atingindo a carne, sons de uma respiração quase parando, uma faca sendo amolada, barulhos de pessoas em uma balada, luzes vermelhas e uma música odiável, e os "eu te amo" de Lorenzo enviados a mim são substituídos por uma horrível voz...

– Boooonnie... você não pode se esconder por muito tempo!

De repente caio ensanguentada no buraco que encontramos no mundo prisão e ao olhar para o eclipse no céu, todos os sentimentos voltam.

Tento rastejar e todos aqueles sons aumentando, fecho os olhos na esperança de que diminuíssem, então acordo em Portland desesperada e ao piscar novamente acordo no karaokê...

Eu só queria fugir para longe daquele lugar, dele. Eu comecei a me arrastar no chão com os braços rasgados pelo atrito, enquanto o barulho dos passos chegava mais perto.

Então ouvi o barulho das correntes caindo e rapidamente um pedaço sendo amarrado em meus pés.

– Não, me deixa em paz! Não, não, não! - grito com toda força que tinha no momento

Os passos pararam na direção do meu abdômen, agachando ele crava a faca no chão ao lado do meu rosto. Apavorada eu me viro rapidamente deixando minhas costas encontrarem o chão, então ele segura um dos meus braços

– Onde quer que esteja, eu sempre vou te achar Bonnie... - as lágrimas queimando meu rosto e a mão dele tampando minha boca com uma brutal força

Eu me debato desesperadamente, inúmeras e inúmeras vezes até o momento que minha cabeça bate com tudo contra o chão e imóvel eu acordo.

Aquele terrível, abominável e infernal pesadelo... que me persegue a quase um ano...

Ainda sem saber como reagir, pisquei algumas vezes e olhei na direção da janela entreaberta, me certificando que ainda estava em um hotel na Cidade do Cabo.

Mesmo apavorada, elevei meus pensamentos à minha avó, ao meu grande amor e aos meus amigos. Lembranças boas, claro. E com a ajuda de alguns pequenos feitiços voltei a dormir naquele resto de noite."

Flashback off


*Trimmm, Trimmm, Trimmmmm*

Pulo levemente no sofá e virando o rosto percebo de onde vem o barulho. Estavam interfonando da recepção, aposto que para perguntar se podiam subir com o café da manhã, já que olhando no relógio, vejo que perdi mais uma vez.

Levanto em direção ao telefone

– Bom dia Nadjne. - digo com a voz baixa

– Bom dia senhorita Bennett! - ela diz suavemente – Presumo que não teve uma noite muito boa... mas não desanime! Se não for incomodar posso levar pessoalmente o seu café da manhã! - diz entusiasmada

– Sim Nad, você já me conhece tão bem não é mesmo. Mas acompanhando as guloseimas, eu gostaria de uma garrafa de Bourbon, pode ser ? - pergunto a jovem

– Claro Beni, precisando de mais alguma coisa eu estarei às ordens. Tenha um bom dia.

– Um ótimo trabalho Nad....

Nadjne (lê-se Nadine) sabia que quando eu pedia a bebida favorita do meu melhor amigo, é porque eu não queria conversar no momento, mas me sentia muito agradecida pela forma que ela me tratava bem.

Então me sentei novamente no sofá pra aguardar o tão esperado café da manhã.

Alguns minutos depois, Nad tocou a campainha e eu fui pegar meus pedidos, ela apenas me dirigiu um sorriso largo que me foi suficiente. Fechei a porta e fui pra cozinha colocar as coisas na mesa.

Na verdade, guardei o que estragaria na geladeira e só deixei a garrafa com um copo sobre a mesa, e me deixei levar mais alguns minutos nas lembranças sobre a madrugada...

Depois que perdi minha conexão com o Enzo, os dias eram mais cinzas sem a sua "presença" mesmo depois da promessa que eu lhe fiz, mas apesar de tudo decidi vir para cá, dar início a essa jornada para a tal liberdade. Dadas algumas semanas, comecei a ter somente o sonho: eu e Lorenzo nos encontrando na floresta, assim como a visão que tive na época em que a Elena estava desacordada pelo feitiço.

Era lindo, Lorenzo era lindo... poder sentir a paz de sua presença, o calor vindo de seu corpo e os carinhos vindos de suas mãos era como o céu para mim. Mas sempre éramos interrompidos por uma nuvem que escurecia toda a face da floresta.

Eu não entendia o que isso significava, e chegando aqui na África decidi pesquisar com os bruxos locais sobre meus dons psíquicos e a situação do Enzo, como se de alguma forma ainda houvesse uma saída para a sua morte.

No começo até surgiram faíscas, eu sempre contatava Caroline ou a Elena e Damon sobre os "avanços" mas não saiu disso e passados 6 meses, os pesadelos começaram.

E sim, antes de sair de Mystic Falls eu estava certa de que havia vencido Malachai Parker ao prendê-lo no novo mundo prisão feito por mim, Josie e Lizzie, mas algo me dizia que não era o fim.

Com a pressão de ter salvado a cidade do fogo do inferno, dos meus "novos" poderes, a falta que Enzo me fazia e talvez uma junção de traumas exclusivamente causados por Kai e alguns por meus amigos, os pesadelos se faziam reais, noite sim, noite não, às vezes semanas inteiras ou uma vez ou outra no mês...

Nessa hora minha garganta da um nó, e instintivamente pego a garrafa e despejo em meu copo, enchendo até a boca.

E como um dejavu, faço um brinde e viro o álcool em minha boca. As lágrimas jorram.

Eu sabia que estava precisando de ajuda, não para minha magia ou algo sobrenatural, mas para minha sanidade, minha saúde mental, coisas naturais que eu ainda precisava cuidar pois sou humana.

Cada parte de mim a meses gritava por socorro em um lugar tão distante dos meus queridos, eu preciso ficar bem, eu sei, eu preciso muito ficar bem... mas por hoje, pelo menos hoje, afogarei os meus males em mais uma garrafa de Bourbon.



Notas Finais


realmente as lembranças da bonbon não tem sido as melhores. nossa bennett precisa de ajuda, mesmo depois de 3 anos de seu ato indescritível de salvar mystic falls do fogo do inferno. estão gostando ? teremos mais alguns flashs e saltos temporais, fiquem de olho ❤️


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