História Algum lugar em São Francisco - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Fofo, Intrigante, Real
Visualizações 13
Palavras 1.441
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Esse é apenas o começo


Fanfic / Fanfiction Algum lugar em São Francisco - Capítulo 1 - Esse é apenas o começo

 

São Francisco

Olá.

Aos quatro anos eu fiz as minhas duas primeiras amizades. Foi com uma menina loira de cinco anos chamada Laura, e com um menino da minha idade, chamado Gabriel, o que é curioso, já que eu me chamo Gabriela. Tenho cabelo loiro escuro e crespo. Outra coisa em comum é que o nome de nossas mães é o mesmo, Cláudia, nessa idade, eu não falava direito, então eu o apelidei de Dedél, e ele passou a me chamar de Dedéia, (eu sei o que está pensando mas lembre-se que nós éramos pirralhos, que nem sabiam falar o próprio nome). A amizade com a Laura não durou tanto, por ela ser mais velha, ela foi ao Colégio São Francisco dois anos antes de mim, o que nos afastou um pouco. A minha amizade entre o Gabriel e eu durou até o terceiro ou quarto ano, pode parecer pouco, mas para mim foi ótimo. Não foi por briga ou algo do tipo, apenas encontramos novos amigos, antes nos encontrávamos todos dias, depois passou a ser uma vez por semana e depois quase nunca. E foi isso.

Mas durante o nosso tempo juntos nós fazíamos coisas um pouco peculiares, até o segundo ano nós sempre fomos ruins em esportes. Até hoje eu sou um pouco, mas naquela época eu evitava jogar. Até que eu descobri uma coisa estranha sobre o chão do ginásio durante o tempo que ficava sentada sobre ele durante a educação física.

- Ei, Dedél, tem isopor dento do chão – eu nunca entendi isso direito. Não sei se era apenas nas bordas do chão, ou em baixo chão tinha muito isopor, mas na nossa mente de criança achávamos que se pagássemos isopor e colocássemos numa tomada iria faltar luz na escola toda e não teríamos mais aula. Ficamos fazendo isso por mais de um ano. Nunca faltou luz.

No segundo ano da educação infantil fiz uma nova amizade, seu nome era Rafaela, eu achava que ela falava inglês (achava que inglês e português era as únicas línguas do mundo) já que eu nunca intendia o que ela falava, até que eu descobri que ela tinha lábio leporino, que era algo que dificultava a fala, mas depois de um tempo, acabei fazendo uma amizade, e por um tempo, eu era a única que entendia o que ela falava. Ao contrário do Gabriel, eu acho que nunca tivemos uma grande aventura (para mim colocar isopor em tomadas era um tipo de aventura) mas foi uma bela amizade.

Na educação infantil eu também criei inimigos, principalmente com uma das minhas professoras. Uma delas foi a(por motivos de segurança não vou revelar o seu nome), que parecia que adorava pegar no meu pé e do Gabriel, já que qualquer coisa que nós fazíamos era motivo para nós perdermos a hora do lanche ou qualquer bobagem que nós considerávamos a melhor coisa do dia. Um dia ela nos fez ficar uns quinze minutos inteiros (para nós era muito) em pé vendo os outros comerem seus doces e petiscos só porque o Gabriel demorou no banheiro e eu fiquei esperando ele no lado de fora. Nunca gostei dela. Infelizmente, aquele ano não foi o último que tive que olhar para a cara de cavalo dela, no quarto ano (eu acho) ela voltou a nos dar aula, não foi tão ruim quanto eu imaginava.

Entre outras histórias acabei de me lembrar de outra que envolvia a minha amiga Rafaela. Um dia eu acabei fazendo uma amizade com uma menina mais nova e mais alta que eu, Carolina, uma menina que a nossa amizade acabava e voltava no tempo de uma ida ao banheiro. Um dia, ela e suas amigas começaram a me incomodar quando estava junto com a Rafa, estava aguentando, mas até o momento em que uma delas olhou para a minha amiga e disse: Ió, ió. Isso pode não significar nada para você que está lendo isso agora. Mas tanto para mim, para a Rafa, e para maldita amiga da Carolina significava o jeito que a Rafaela falava. Fiquei com uma raiva que acho que nunca tinha sentido antes, por algum motivo que eu até agora não sei, eu chutei com a maior força que eu tive naquele momento na canela da menina ao lado da que tinha falado aquilo, acho que a altura da maldita me intimidava, então descontei minha raiva na canela da outra. Não me arrependo, mesmo que depois ela tenha chamado o orientador do colégio para me dar um sermão no meio da aula.

Quase fiz amizade com uma menina tarada que era amiga de uma prima minha, aos sete anos já queria tirar as roupas da Barbie e do Ken (bonecos para quem não sabe) para ficarem um encima do outro sobre um travesseiro. Eu era um ano mais velha que ela, e só entendi o que ela queria dizer naquela brincadeira quatro anos depois.

No quinto ano fiz amizade com uma menina. A menina mais inteligente e mais sobrecarregada que havia conhecido, mas ela foi também uma das minhas amigas mais leais, incrivelmente legal, com uma personalidade única, era a Maria Gabriela. Excêntrica, acho que é essa palavra que poderia descreve-la, mas num bom sentido da palavra. Gostava da maioria das coisas que eu gostava, porém duas coisas que discordava dela era que ela achava Instrumentos mortais uma história boa e que Chris Hemsworth é feio.

Aos onze anos participei das olimpíadas do colégio, joguei handebol, mas por algum motivo não fizeram a minha camiseta do time, o que fez com que eu pedisse para o meu pai comprar uma parecida com as delas, a nossa mascote era o da mulher maravilha, o dos meninos era o Super Homem, já que as fantasias eram pequenas os mais baixos da turma eram quase que obrigados a ter que ser as mascotes. O Júlio, o menor da turma não pareceu animado quando vestiu uma roupa colada que parecia que ele estava usando uma cueca por cima da calça. Um dia eu esqueci que tinha jogo, e então eu deixei a minha camiseta do time pirateada em casa, então liguei desesperada para o meu pai busca-la, quando peguei ela, percebi que não daria tempo de eu ir ao banheiro primeiro para me trocar (o que é estanho, já que o banheiro feminino ficava ao lado do ginásio) então eu fui a sala de aula (que estava vazia) e vesti lá, foi uma das coisas que poderiam dar mais errado que eu já fiz, mas por sorte ninguém entrou lá. Toquei na bola apenas uma vez durante o jogo inteiro, por apenas alguns segundos, e foi apenas para passar para outra para passar para outra e fazer um gol. Mesmo detestando esportes, eu quis participar dessa olimpíada só para ganhar uma medalha no final. Adoro medalhas. Ainda tenho ela até hoje.

No oitavo ano participei novamente das olimpíadas, mas desta vez tinham colocado uma nova modalidade, o campeonato de xadrez, lembro que era no mesmo período do jogo da minha amiga Maria Gabriela no Handebol, não pude torcer por ela. O time dela perdeu de cinco a um, e o time masculino da nossa equipe perdeu de nove a dois. Perdemos em quase tudo, se não me engano acho que ganhamos em apenas competições não físicas. Estávamos em último lugar. Quando fui jogar xadrez percebi que era a única menina, eu joguei e ganhei do primeiro, depois fui para as semifinais, e ganhei de xeque mate, depois fui para as finais jogar contra um menino asiático, o Enzo Sue (me perdoe se estiver escrito o seu nome errado), perdi, fiquei em segundo lugar, o que significava 200 pontos para a minha equipe, quando contei o meu time, uma delas me abraçou e disse “obrigada, você foi a única que ganhou hoje, e nos outros dias também”.  Por surpresa nossa, não ficamos em último lugar, o que nos deu uma medalha de terceiro lugar (eram quatro equipes competindo) a equipe verde havia perdido pontos por terem doado roupa rasgada e intima da campanha de doações, o que era proibido. Eu também tenho essa medalha até hoje.

Essa foi um pouco de minhas histórias completamente verdadeiras, sem alteração nenhuma com a verdade (obviamente). Mas agora vou criar leves fantasias, e mudanças de nomes, não vou dizer que sou eu, nem quem são os que apresentei antes, sempre colocarei um ‘’ quando a história for puramente verdade, já que acho que se mostrar toda vez que a história for mentira vai tirar o brilho da leitura. Tentem adivinhar quem é quem, eu vou revelar no final, e dizer o que aconteceu com cada um.


Notas Finais


E aí? O que acharam? Se tiverem gostado eu continuo, se não tiverem eu continuo mesmo assim. kkk


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