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História Algumas pessoas. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá! Tudo bem?
Vamos conhecer um novo personagem e voltar para alguns.. as histórias vão começar a se cruzar...

Obrigada pelo novo comentário! ❤️

Vamos ao capítulo...

Capítulo 4 - Colégio Magnólia.


Fanfic / Fanfiction Algumas pessoas. - Capítulo 4 - Colégio Magnólia.



AnoXX101


Vamos voltar para Magnólia, onde mais um de nossos personagens mora. Seu nome é Laxus Dreyar, loiro e alto, com seus dez anos de idade.

Laxus morava com o pai, o que não era nada bom para ele, pois o pai o batia sempre que estava bêbado ou de mal humor. Laxus não era espancado até o ponto de não conseguir andar, mas sempre tinha um olho roxo, ou um corte na boca ou na sobrancelha por mês. 

Laxus odiava o pai, mas não sabia como conseguiria viver longe dele, pois tinha medo de ser pior se fugisse. 

Na escola Laxus não dava problema, mas também não tinha amigos, pois todos morriam de medo do garoto, pois ele era mal humorado e vivia com hematomas, o que as crianças achavam que era briga na rua e os professores imaginavam que era verdade, pois Laxus realmente tinha brigado com um menino e ele ganhou.

Então ninguém tinha muita coragem ou vontade de falar com o brigão, e Laxus ficava mais furioso por não ter ninguém com quem conversar e assim, não tinha para onde fugir.

A única coisa que Laxus tinha era a esperança de que um dia tudo daria certo. Ele arrumaria um jeito de se livrar do seu pesadelo.


-x-


AnoXX105


Quatro anos se passaram, e voltaremos a falar dos nossos personagens, começando novamente com Jellal e Erza.

Agora, eles estudavam no Colégio Magnólia, mas ainda moram no orfanato, e aos doze anos, suas chances de serem adotados diminuem cada vez mais.

- Vamos combinar assim, se não conseguirmos até os dezesseis fugir, vamos pedir a emancipação.- Jellal falou e Erza não entendeu.

- Que negócio é esse que você falou?- ela perguntou.

- Emancipação, quando você consegue um papel que diz que você não depende dos seus pais. Deve ter um para órfãos.- Jellal explicou e Erza concordou.

- Então combinado.- ela falou e eles sorriram, voltando para seus respectivos quartos.

Na manhã seguinte, eles acordaram e fizeram as tarefas, depois se trocaram, almoçaram e foram para a escola.

Na escola os dois viviam juntos, algumas pessoas tentaram provocar eles em relação ao fato de morarem no orfanato, mas Erza deu uma nos garotos e ninguém mais quis mexer com eles. Então eram só os dois.

- Erza, você viu que as meninas falaram?- Jellal perguntou sem graça.

- Não.- ela falou procurando as garotas com os olhos.

- Elas falaram que somos namorados.- ele falou baixo, mas Erza ouviu e paralisou.

- Não podemos, é proibido no orfanato.- ela falou envergonhada e os dois estavam já de costas um para o outro.

- Eu sei, mas na escola não.- ele falou e ficaram mais nervosos.

- Ei vocês dois! Só faltam vocês na van!- um garoto do orfanato chamou e eles correram.

Ficaram o resto do dia sem se falar, a verdade é que os dois tinham percebido que se gostavam, mas nenhum deles admitiria.

Voltaram a se falar na escola, mas estavam estranhos e ficaram estranhos por mais duas semanas.

Quando tudo estava voltando ao normal, Jellal decidiu que precisavam conversar.

- O que foi?- Erza questionou sem querer realmente saber.

- Quer ser minha namorada da escola?- ele perguntou envergonhado e vermelho, que ela também ficou.

- Namorar? Mas não podemos.- ela falou tentando se safar.

- Se vamos fugir juntos, podemos esconder isso também.- Jellal falou e ela riu.

- Tudo bem. Namorados.- ela concordou e saiu correndo.

E assim, começaram a namorar, enquanto planejavam uma fuga e todo o futuro juntos.


(*-*)


Ano XX105


Novamente falaremos de Levy McGarden, ela finalmente saiu da antiga escola, mas seus melhores amigos não foram com ela, então estava sozinha na nova escola, mas resolveu que ninguém saberia que ela era um ano mais nova, a garota de onze anos na sala do pessoal com doze.

Por não conhecer muitas pessoas, ela vivia sozinha, mas não se incomodava com isso, pois amava se ocupar com as leituras.

- Garotinha!- uma menina chamou a atenção dela no intervalo.

- Pois não?- ela sorriu.

- O que está fazendo?- a garota sorriu.

- Eu estou lendo. Esse livro é muito bom.- Levy sorriu mostrando a capa e a garota puxou o livro de sua mão.

- Qual seu nome mesmo?- a garota perguntou folheando o livro.

- Levy.- ela falou olhando para o livro, podia estar enganada, mas sentia que a garota não queria ser amiga dela.

- Eu sou Kagura.- ela falou e fechou o livro- E não gostei nada de você.- ela falou e Levy a olhou sabendo que estava certa.- Você fica lendo pelos cantos, se acha muito esperta?- a garota falou sorrindo superior.

- Eu não me acho nada.- Levy falou firme- Devolva meu livro por favor.- ela pediu esticando a mão.

- É bom que saiba que você não é nada.- Kagura falou e jogou o livro em Levy, que tentou não estragar ele quando o segurou.

Levy respirou fundo e ficou arrumando o livro.

Eu não fiz nada para ela.” Levy pensou enquanto arrumava o livro encostando novamente as costas na parede. O sinal tocou e ela levantou.

“Escola nova, problemas velhos. Voltamos à estaca zero.” ela pensou segurando seu livro, lembrando do seu antigo sofrimento e acabou esbarrando em um garoto.

- Desculpa.- ela pediu distraída e continuou andando, algumas pessoas olharam para ela, afinal, ela tinha esbarrado em Laxus Dreyar. Mas ela não percebeu.


(*-*)


Vamos aproveitar e voltar a falar de Laxus Dreyar. Ele ainda morava com o pai, mas as coisas não estavam tão melhores, pois ele se rebelou e acabou repetindo um ano da escola, sendo o único garoto de catorze na sala onde todos tinham treze, o que não ajudou nada em sua fama de bad boy.

Laxus sentiu alguém esbarrar nele, olhou para baixo e viu uma garota de cabelos azuis, que nem o olhou para pedir desculpas. Ele ficou sem reação, mas percebeu que ela era da turma mais nova.

No fim da aula, Laxus viu novamente a garota, ela ia para casa com um livro em mãos e saia apressada, o que ele achou engraçado.

Laxus foi para casa direto, não queria ficar o dia na rua, como fazia há um bom tempo, mas não entrou em casa, pois ouviu algumas vozes.

- Ele é meu filho, não quero ele em contato com você. Você é fraco.-  o pai falava e Laxus decidiu se esgueirar para olhar.

- Ele pode ser seu filho, mas é meu neto. Ele tem catorze anos e nem sabe que eu existo!- um senhor baixinho e velho discutia com seu pai.

- Saia daqui pai. Já falei que não quero você com ele e se tentar algo eu me mudo de novo!- o pai ameaçou e o senhor negou com a cabeça enquanto saía.

- Eu não sei porque ainda tento conversar com você Ivan.- o senhor falou e saiu andando, Laxus se escondeu e esperou um pouco, percebendo que o homem saiu sozinho, e o senhor, que provavelmente era seu avô, que ele não sabia que existia, estava indo embora com um olhar triste.

- Senhor!- ele chamou já bem próximo do velho.

- Pois não?- o homem olhou para ele meio curioso.

- Você conhece o homem e o menino que moram ali?- ele perguntou e o velho o encarou.

- Eu vim para Magnólia assim que descobri que meu filho veio para cá com meu neto. Eu não conhecia o menino.- o senhor falou e Laxus o encarou.

- Qual seu nome?- Laxus questionou curioso.

- Makarov Dreyar.

- O senhor é pai do Ivan?- ele questionou surpreso.- O que fez para ele?

- Vamos garoto, você deve estar com fome, além de ter esse monte de perguntas.- o senhor falou saindo andando.- Quem é você?- ele perguntou, pois suspeitava que estava conversando com seu neto, pois o menino parecia a mulher de Ivan.

- Laxus.- ele falou encarando o homem.

- Nome interessante. Você conhece meu neto?- Makarov questionou e Laxus ficou surpreso por ele não saber seu nome.

- Sim. Ele é meu único amigo.- Laxus falou e Makarov o encarou.

- Ele está chegando?- Makarov questionou parando.

- Não, ele quase sempre só volta quando o pai já está dormindo ou escondido.- Laxus falou e Makarov assentiu.

- Então o que quer saber de mim?- Makarov perguntou e eles entraram em uma lanchonete.

- Eu quero saber, o que aconteceu pra você não conhecer seu neto?- Laxus questionou e Makarov desviou o olhar.

Ficaram em silêncio, Makarov fez seu pedido e Laxus fez um também.

- Tenho que falar com alguém, espero que acredite.- Makarov falou e Laxus ficou atento.- Eu criei Ivan praticamente sozinho, mas ele sempre perguntava da mãe, eu sempre falava tudo, mas a mãe dele morreu cedo demais e Ivan não aceitava isso. Eu tentei ser o melhor pai para ele. - Makarov falou meio triste.

- Você não foi?- Laxus falou pensando que talvez fosse esse motivo dele ser tão ruim.

- Ao meu ver eu fui. Tentei ensinar ele a ser bom, mas ele era rebelde na escola. Tentei amar ele por dois, mas ele rejeitou minha tentativa, ele não queria a mim, porque eu não podia dar uma mãe para ele.- Makarov falou.

- Nem se você casasse de novo?

- Eu não queria casar de novo. A mãe dele é o amor da minha vida, e eu levei uma amiga em casa uma vez, o que piorou tudo. Ela tinha um gênio forte e quando eles discutiram, Ivan decidiu que não acreditaria em mulher nenhuma.- Makarov falava meio nostálgico.

- Mas ele teve um filho.- Laxus falou sem entender.

- Quando ele conheceu a mãe do meu neto, ele chegou a acreditar um pouco, mas ela tinha uma mãe rígida e odiou Ivan, então quando o bebê nasceu ele tentou convencer ela a fugir, mas ela falou que a mãe entenderia em algum momento, então ele fugiu com meu neto. Demorei sete anos para achá-lo em Oshibana, depois mais sete para encontrá-lo de volta em Magnólia.- Makarov falou e Laxus ficou impressionado.

- Ele foge tão bem assim?- Laxus questionou preocupado.

- Eu não consegui falar com meu neto da última vez, mas agora eu vou conseguir. Onde ele estuda?- Makarov questionou pensativo.

- Colégio Magnólia.- Laxus falou e Makarov concordou.

- Eu posso ir até sua casa, me passa o endereço, não precisa ir pra escola e colocar tudo em risco de novo.- Laxus falou e Makarov o encarou.

- Talvez seja melhor mesmo.- Makarov falou e pediu um papel. 

Após dar o endereço, eles pagaram a conta e foram para fora da lanchonete.

- Obrigado por contar a história.- Laxus falou meio envergonhado.

- De nada. Eu te espero amanhã?- ele questionou e Laxus concordou.- Então até amanhã.- Makarov o olhou esperançoso, mas Laxus não falou nada.- Estarei esperando.

- Até amanhã.- Laxus falou e os dois se viraram para ir.- Foi bom te conhecer vovô.- Laxus falou e Makarov parou.

Laxus estava parado, olhando para o avô, Makarov virou lentamente, seus olhos encontraram o de Laxus, Makarov chorava de emoção, sabia desde o início que aquele era seu neto, mas Laxus não deixou transparecer em nenhum momento.

- Laxus. Você é meu neto? É Laxus seu nome?- Makarov perguntou ainda chorando paralisado.

- Sou eu.- Laxus falou e foi lentamente se aproximando do avô, quando estava próximo o suficiente, Makarov o abraçou em prantos.

A partir daquele dia os dois começaram a passar um bom tempo juntos na casa de Makarov. E Laxus começou a cogitar a ideia de que talvez ele tivesse uma chance de fugir de seu pai.


-×-


Um mês se passou, Laxus estava feliz com o avô, claro que continuava sem amigos na escola, mas tinha uma vantagem sobre o pai, uma rebeldia que nem seu pai imaginaria que ele estava aprontando.

Laxus andava distraído pelo corredor, indo para o intervalo, quando escutou vozes, então resolveu prestar atenção antes de interromper.

- Eu já falei para você que não quero te ver na minha frente.- ele ouviu a garota dizer e achou que talvez fosse briga de casal.

- Eu não estava na sua frente. Você que apareceu. Eu só quero ir para o pátio.- outra garota falou e Laxus parou de ir embora.

- Eu deveria fazer você ser expulsa.- a outra falou e Laxus achou que conhecia a voz.

- Ela só fica lendo! É tão magra e pequena. Fraca demais.- outra garota falou e Laxus reconheceu a voz. Era uma garota folgada que quis ficar com ele.

Laxus saiu de onde estava, lembrando das palavras de seu pai: “Os fracos deveriam ser destruídos.”.

- Com licença.- Laxus falou e as meninas o olharam, inclusive a que estava meio encurralada, que ele reconheceu de quando ela esbarrou nele.

- Laxus!- a garota que ele reconheceu a voz sorriu para ele.

- O que estão fazendo?- ele questionou se aproximando.

- Elas só estão me incomodando, sabe o famoso bullying.- Levy respondeu e ele a olhou. Ela não era fraca.

- Eu gostei de você. Que tal se formos amigos?- Laxus falou com Levy, ignorando as outras.

- Você não gostou tanto assim dela. Só quer ser amigo.- a garota falou rindo.

- Ela é uma sem peito, parece criança.- Kagura falou rindo mais.

- Ela tem mais conteúdo que vocês, e sinceramente as crianças que estou vendo aqui são vocês.- Laxus falou e Levy sorriu.

- Quer saber Laxus.- Levy falou e foi pro lado dele- Vamos nos conhecer melhor, para poder dizer que somos amigos. Não precisamos perder tempo com essas discussões inúteis.- ela falou empurrando levemente as costas dele.

Levy não sabia como ele reagiria a tal ato dela, mas a cara das meninas de surpresa pela ousadia da garota em tocar em Laxus foi ótima e só melhorou quando Laxus começou a andar e eles saíram lado a lado.

- Você tem razão baixinha.- Laxus falou e Levy parou.

- Não me chame de baixinha.- ela brigou com uma careta.

- Está bem. Que tal algum apelido para o seu nome?- ele sugeriu e ela concordou.

- Eu te chamo de Lax e você arruma alguma coisa com Levy.- ela falou e ele a olhou.

- Lê então. É até meio óbvio.- ele falou e eles riram. Saindo da vista das garotas que não só estavam surpresa com os dois conversando, mas em como Levy tratava Laxus de forma normal, a garota não tinha um pingo de medo dele.

Laxus ficou aquele intervalo inteiro com Levy, foi a primeira vez que Levy não ficou o intervalo todo lendo e a primeira vez que Laxus sentiu o que era ter um amigo, e mesmo que fosse uma garota, ele não podia estar mais feliz.




Notas Finais


Espero que tenham gostado do nosso novo personagem! Ainda falta uma, eu sei...
Resolvi colocar Laxus e Levy como melhores amigos, eu gosto dessa relação deles...

Espero que estejam gostando! Até o próximo! BjoOs! 😍😘❤️


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