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História Alguns anjos não merecem o céu - Dramione - Capítulo 1


Escrita por: ReidGray

Notas do Autor


Olá, gente.
Eu nunca escrevi nada sobre esse gênero (Anjos e humanos), então dependendo do que vocês disserem eu vou continuar, se não irei excluir e vida que segue.
Então, é meu primeiro teste e espero que eu consiga agradar vocês.
Fanfic de comédia romântica, sem foco no religião. Alguns termos serão usado de forma genérica, então até mais.

Beijos da Lay.

Capítulo 1 - Capítulo um


Fanfic / Fanfiction Alguns anjos não merecem o céu - Dramione - Capítulo 1 - Capítulo um

— Não acredito nisso, Draco! — a voz potente do seu superior fez com que Draco  pudesse tremer levemente se não estivesse acostumado. Ele estava em pé completamente nu olhando para o homem que fazia as regras daquele lugar. — Como teve coragem de deixar que esse Cupido inexperiente lidasse com seus trabalhos sem supervisão? Sabe muito bem que é contra as regras e por causa disso ele quase assassinou a própria humana que deveria está apaixonada e não morta. 

Draco suspirou. Ele fazia parte da segunda esfera, era conhecido como um Anjo Senhorio ou Domínios, tinha como trabalho avaliar, opinar, ordenar e se precisar assumir as responsabilidades dos deveres dos anjos inferiores. 

Ele fazia parte de um grupo que raramente era conhecido pelos humanos, mesmo assim tinha a aparência angelical assim como os outros anjos, Draco se achava muito lindo, sua pele era tão branca, seus cabelos quase platinados caídos sobre seus olhos, tinha os orbes azuis acinzentados, era alto e musculoso. Quem olharia para ele e não diria que era lindo? Ainda mais com um par de asas enormes e brancas que naquele momento tentava mantê-las quietas para não demonstrar seu desconforto diante do olhar severo do seu chefe. 

 Como ali existia uma hierarquia, seu chefe fazia parte da primeira esfera no segundo lugar que pertencia aos Querubins. Perdendo apenas para os Serafins que são anjos tão isolados que Draco nunca conheceu nenhum. Mesmo assim, achava estranho olhar para um ser mais baixo que ele e que tinha mais poder, contudo, Newt Scamander era um anjo lindo que estava completamente irritado com ele. 

— Em minha defesa, eu tinha muito trabalho… 

— Não quero saber! — Newt disse firme. — Qual é a humana que você quase matou, Harry? 

Harry tremeu levemente ao lado de Draco, podia notar pelo bater de asas que ele causou fazendo com que um vento forte atingisse os dois presentes naquela sala branca e praticamente vazia. Ele fazia parte da terceira esfera e estava no final da hierarquia ao lado do anjos da guarda, em teoria eles são aqueles mais apegados ao humanos, já que eles nunca vão saber como os anjos são criados. Apenas que um dia qualquer eles aparecem no castelo angelical e assim como qualquer bebê humano são ensinados e passam por cada fase e cargo daquele lugar, e aqueles que almejam o lugar mais alto passam séculos se dedicando apenas para assumir mais responsabilidades. 

— Hermione Granger. 

— Certo. — Newt disse firme. 

Draco não iria mais abrir a boca, nem poderia, ali dentro ele teria que respeitar aquele que tinha o cargo mais alto. Eram as regras. 

— Você merece uma punição, Draco. 

Ele respirou fundo, da última vez ele teve que passar uma temporada horrível ensinando aos novos anjos como bater as asas. 

— Você irá assumir o lugar de Harry. 

— O quê? Não. — Draco exclamou horrorizado. — De jeito nenhum irei me submeter a esse nível de trabalho inferior. 

Newt revirou os olhos. 

— Ah, vai sim. — disse suspirando. — E como você acha que ser um cupido é um trabalho inferior, irá ficar sem flechas, pode pensar em outra forma de fazer aquela garota se apaixonar. 

— Você ficou maluco? Como eu posso fazer algo sem as flechas estúpidas? E meus poderes? — Draco perguntou ainda mais revoltado, naquele instante suas asas estavam batendo de maneira violenta fazendo com que o ar naquela sala se tornasse mais forte. 

— Ah, por me insultar ficará sem eles. Terá apenas suas asas e como sabe elas ficarão invisíveis para os seres humanos, algo natural. — Newt disse calmamente. — Não tem tempo para esse trabalho, pode passar décadas na terra, tchau.

— Newt… 

O anjo estalou os dedos fazendo Draco sumir. Ele olhou para Harry que engoliu em seco olhando para ele. 

— Você pode seguir com outra lista e se tiver dúvidas me procure. — Newt disse isso antes de sumir. 


[...]


Menos um dia. 

Hermione bocejou quando terminou de fechar a porta do estabelecimento. Havia passado o dia tentando pensar em estratégias para salvar seu negócio da falência, havia lutado tanto para ter sua própria floricultura que seria tão triste se ela tivesse que fechar as portas. Havia até despedido sua funcionária por não ter dinheiro para pagar o salário dela e decidiu apenas quitar as dívidas de uma só vez e ter que se virar sozinha para fazer tudo. 

Tristemente as pessoas não estavam comprando tantas flores e plantas assim, o que fazia Hermione querer chorar, ela estava com trinta anos e queria apenas ter um dia de trabalho com bons faturamentos e descansar calmamente em sua residência. 

Começou a andar após colocar seus fones, ela seguiu com suas mãos dentro dos bolsos da jaqueta, estava na fase do inverno e tinha que garantir que não ficaria doente facilmente, o que sempre acontecia, ela não tinha ninguém para cobri-la no trabalho. Como havia optado por morar mais perto, Hermione seguiu calmamente até descer as escadas e passar pela ponte. Seu celular tocou, fazendo Hermione pegá-lo para ver que era sua melhor amiga. 

"— Alô?" 

— Oi, Astória. 

" — Nossa, cadê a animação? Liguei para perguntar se você vai para o encontro com o meu amigo de trabalho?"

Hermione fez uma careta, ela não está muito afim. 

— Olha, eu mudei de ideia. 

" — Vamos lá, amiga. Vai ser divertido, e você não vai estar sozinha, vou estar lá nessa festa com você, precisa ir para conhecer o gatinho e se divertir."

Hermione revirou os olhos. 

Foi nesse instante que ela olhou para debaixo da ponte onde passava um rio, a água estava tão escura que fazia o estômago dela embrulhar toda vez que passava por aquele caminho. A buzina de um carro que desviou de outro na avenida ao seu lado fez ela pular de susto e deixar o celular cair no chão. 

— Que droga! 

Ela se abaixou para pegar. 

“— HERMIONE? VOCÊ QUER ME MATAR PRAGA, FAZ MENOS DE DUAS SEMANAS QUE SAIU DO HOSPITAL."

— Foi mal, eu me assustei com os carros. — Hermione falou olhando para os automóveis vendo eles seguirem seus caminhos. — Acho um absurdo não fazer outra rota para pedestres nesse lugar. 

" — Com certeza, deveria ir atrás do seu carro."

— Sabe que não dar… — Hermione falou e voltou a andar, foi quando seus olhos novamente olharam para o rio vendo uma pessoa se debatendo lá embaixo. — MEU DEUS! 

"— O QUE ACONTECEU?" 

— Alguém pulou da ponte, eu nem vi. Eu preciso ligar para a polícia, até mais.

"— Hermione não ouse desligar na minha…" 

Ela rapidamente desligou a chamada e ligou para a emergência falando sobre o que aconteceu, ainda conseguia ver o corpo se debatendo até o momento que começou a nadar contra a correnteza e ir em direção de um pequeno morro de areia. Hermione passava por ali todos os dias, havia um lindo parque que se estendia mais longe, contudo, a prefeitura decidiu deixar que o acesso ao rio não fosse possível, colocando um enorme portão ao redor do rio. 

Hermione arregalou os olhos vendo ele sendo puxado novamente pela água e quando o corpo dele afundou por alguns segundos ela entrou em pânico, contudo, respirou aliviada quando novamente emergiu e voltou a lutar contra a correnteza. 

Hermione não pensou muito começou a correr pela ponte, porém, ela era enorme não iria chegar a tempo de salvar aquele homem, mesmo assim ela foi, correu tanto que ficou cansada rapidamente se sentindo dolorida pelo esforço, ainda teve que dar a volta pelo parque e ainda pular o portão para chegar perto do homem que estava metade dentro do rio e metade fora dele. Essa sua atitude deveria ganhar pontos extras pela empatia, afinal, estava com seu corpo todo ferrado desde que quase morreu. 

— Ah, meu Deus, você está bem? — Hermione perguntou tão de repente que assustou ele. — Desculpe. — ela se abaixou ao seu lado observando-o cuspir água para fora, ajudou ele a se virar a ponto de se sentar ao seu lado. Ela agradeceu silenciosamente por ele estar vivo. 

Porém, no exato momento que viu o corpo dele, apenas não entendeu o porquê dele está pelado. 


[...]


A queda nunca era legal. 

Draco caiu tão rápido que apenas teve tempo de xingar Newt enquanto sentia seus poderes serem bloqueados e seu corpo cair com tudo numa água gelada que poderia dizer ser dos infernos. Ainda estava tonto por não ter seus poderes, sabia que não morreria, contudo, teria o vislumbre de como seria se um humano morresse afogado. 

Ah, que droga. 

Draco teve que nadar para sair da água enquanto sentia-se sem fôlego. Maldito Newt por enfiá-lo nessa confusão toda e de Harry que parecia um lunático e não um anjo. Mesmo assim, consegui andar contra a água e saiu cuspindo água. Quem é que cospe a água, por céus? 

Draco quis rosnar por se sentir cansado, agradecia por não está sentindo o peso de suas asas ou ele estaria ferrado. Ainda mais quando fosse andar como se tivesse uma tonelada pendurada em suas costas. 

Ele havia se assustado com a figura humana repentina que surgiu ao seu lado, estava de noite e escuro, era de se imaginar que não havia ninguém para ver um homem caindo do céu, contudo, havia uma pessoa sim e quando Draco olhou para ela apenas chamou a mulher extremamente bonita e que poderia ser facilmente um anjo. E como sabia que Newt provavelmente o mandou em direção ao caminho certo, poderia apostar que aquela era Hermione Granger. 

Os sons de sirenes o fez se sentir confuso, tinha muitas coisas que ele havia esquecido quando foi sua época de ser um anjo da guarda e um cúpido, teria que se lembrar de que no seu tempo a terra era outra coisa e naquele instante tinha que se virar no lugar que estava vivendo. 

— A ambulância está chegando… 

Draco se levantou rápido, aquele lance de ajudar nunca era legal, os humanos sempre pediam algo que Draco nunca tinha para dar para eles e assim ser deixado em paz. Ou no caso, quando tinha seus poderes para garantir a própria liberdade, o que não tinha no momento. 

— Preciso ir… 

— O quê? Não. Você acabou de tentar se matar, se sair assim nunca vou conseguir dormir em paz… 

— Eu não tentei me matar foi o contrário. — Draco respondeu em um resmungo. 

— Oh, meu Deus. 

Não tinha nada de Deus nisso. 

— Tudo bem… 

— Qual é o seu nome? — ele a interrompeu. 

Sabia que era ela.

Hermione olhou para trás vendo a polícia se aproximando, neste instante Draco apenas correu em direção da escuridão do parque, abriu suas asas e voou. Até parar em cima de um prédio apenas para observar Hermione falar com os policiais que anotavam tudo. 

Draco apenas suspirou, antes de se encontrar com ela de novo, tinha que descobrir sobre aquela sociedade atual, e também uma forma de se aproximar dela. E responder a pergunta mais importante: Por que a linda Hermione Granger não se apaixonou? 

Se lembrou da conversa que teve com Harry quando foi perguntado quantas flechas ele havia usado até aquela que foi aplicada na pessoa errada e quase causou a morte da humana. 

"Foram 365 flechas disparadas e nenhuma fez ela se apaixonar."

— Droga, isso vai ser problemático. 



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