História Aliança Estrelar - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, Xiumin
Tags 2semana Exokids!, Chanyeol¡kid, Exofamily, Exokids!, Starwars, Xiuchen!pais
Visualizações 26
Palavras 2.155
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Universo Alternativo
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa minha loucura. Ainda não foi betado, mas vou correr ali na Talula pra ela dar uma revisada assim que tiver tempo... Foi só msm pra não ficar em branco.

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

Sempre que o telefone deixava a família dos Kim agitada e bastante ansiosa. Era algo que se seguia ao longo de dois anos, e se quer importava o horário ou se era final de semana. O coração de ambos vibrava quase ao mesmo compasso to toque estridente do aparelho fixo. Suas vidas tinha passado a operar em tal sintonia com um aparelho brilhante e com mais botões que alguém pudesse lembrar.

Antes de ligarem-se tanto a chamadas daquele pequeno aparelho, MinSeok e JongDae haviam passado por uma longa avaliação, tiveram sua vida e privacidade invadidas. Todo seu passado revirado, e cada minúcia do seu cotidiano estudado. Até mesmo sua casa foi posta em discussão, em cada pequeno detalhe em decoração.

Profissionais das mais diversas áreas tinha desnudado o casal, julgando sua competência sem qualquer pessoalidade, e MinSeok até diria, uma humanidade. Aquilo tudo foi tão desgastante, que julgaram que ao final daquilo logo poderiam viver seu sonho...

Doce ilusão.

Ao final daquela longa habilitação, quando foi concedido a inclusão a lista de pretensos adotantes, e assim, possibilitados em dizer suas preferências. JongDae achou tamanho absurdo, não estava ali para ter um par de meias, onde diria seu numero e preferências e o vendedor iria encontrar algo que o agradasse. Estavam ali, ambos, para serem um  abraço no meio da noite mais escura, a rirem como se fosse irmãos durante as brincadeiras mais engraçadas, para amarem de modo incondicional como uma mãe, e oferecer um colo seguro como um pai.

Desde quando souberam que devido a problemas de compatibilidade, o organismo do casal não aceitaria a concepção, ambos vinham buscando meios de realizar a plena felicidade, em compartilhar todo o amor que tinham e assim constituírem um lar.

Buscaram de modo bastante insistente, doadores nos bancos de sêmen. Mas algo em MinSeok dizia que aquilo era tão errado, ao menos, errado para eles... Era como procurassem a sobremesa num menu de um restaurante de grande renome.

Demerou algum tempo, sentindo-se sozinhos, sem um pedaço, que se quer sabiam se um dia teriam. Perguntando-se todos os dias aos céus sobre como fazer... JongDae todas as noites conversava com a lua, lhe implorando que aquele amor não se esfriasse, e que mantivesse a fé, e sempre algo lhe sussurrava aos ouvidos, dizendo que tudo iria ficar bem.

E foi em uma noite, uma matéria sobre a ida de um idol qualquer a um orfanato que uma pequena luz acendeu-se naquela casa. Achavam-se um tanto bobo por não ver algo tão lógico e que deveria ter sido uma escolha tão agraciada.

Por isto, não se importavam com gênero, idade ou qualquer aspecto físico, eles apenas queriam apaixonar-se perdidamente pela vida que brilhasse nos pequenos olhos a lhe encarar. A única especificação do casal Kim era poder ter o coração invadido por todo o amor do mundo, que despertassem todos seus sentidos em tão pequenos detalhes.

 

Quando aquele final de sexta feira chegou, e to telefone soou alto, fazendo MinSeok lagar sua pipoqueira ligada e JongDae o ultimo episodio de seu drama favorito. Ambos ostentavam o mesmo sorriso largo, que fazia os olhos brilharem em esperança, ainda que já tivesse passado dois anos. E desta vez os bons astros sorriram para o casal, e ainda que fosse JongDae quem chegou a atender o aparelho, MinSeok sentia seu coração transbordar em alegria.

Tudo se confirmou enquanto ouvia o marido sorrir mais que a própria boca, e de modo eufórico, liga o viva voz.

 

- Bem senhor Kim... Esta é uma situação um pouco delicada... Não só por se tratar de uma criança maiorzinha, mas além de seus cinco anos, ChanYeol é um menino muito especial, e acabou lidando com a perda de sua mãe e único vinculo familiar de um modo bastante lúdico, e isto pode mostrar um pouco de resistência, entende? Ele já passou por dois lares e vem rejeitando qualquer tentativa de aproximação... Então, eu li o perfil de vocês, e pensei que poderia ser uma boa tentativa... Estão dispostos? Vocês querem conhecer o menino?   

 

Nem foi preciso dizer que o casal se quer pensou sobre o assunto, e em uma troca de olhares completamente cúmplice, concordaram em total sintonia.

 

-Claro...

 

O que fez a assistente social rir de tal empolgação.

 

- Então vou os agendar para amanhã, às nove horas, okay? Um pouco antes das visitas de outros casais, assim ficam mais a vontade... Vamos ficar esperando.

 

          O casal agradeceu por algumas vezes antes de se despedirem de fato. E ao encerrarem a ligação abraçaram-se de modo terno, confortando-se na esperança do silencio, e nenhuma palavra precisou ser dita para que um soubesse sobre o que se passava nos pensamentos do outro.

 

§§§

 

MinSeok acordou ainda mais cedinho que o costume, agradecendo aos céus por ter uma excelente panificadora logo no final da rua, onde pode comprar vários bolinhos confeitados. Na verdade comprou todos da vitrine, e mais alguns do estoque. Estava bastante eufórico e também queria levar algum agrado para as demais crianças abrigadas.

 

Em casa JongDae cantarolava ao passear pelo closet do casal, pensando como poderia parecer mais legal tanto para o pequeno quanto para os assistentes sociais.

Deveria escolher uma camisa mais social, ou alguma pólo... Mas algo em seu coração o fez pegar uma camisa branca, com mangas e colarinho laranja e um com um símbolo da aliança rebelde em seu peito. Sabia que não demonstraria o rigor que os avaliadores priorizavam, toda via, sentia como se algo bom sussurrasse aos ouvidos que aquilo era um bom pressagio.

 MinSeok o fez colocar uma outra camisa por cima, deixando o símbolo de uma franquia pop mais escondido, quando o marido recusou a trocar de roupa, e apenas torceu para ninguém reparar enquanto dirigiam para a parte leste da cidade.

 

[...]

Ao chegarem lá, ainda quando estavam sendo recepcionados, puderam ouvir um grande bum seguidos de gritinhos infantis.

Assustaram-se muito com aquilo, começaram a caçar com o olhar a todos os cantos, buscando algum pequeno ferido ou focos de alguma coisa bastante perigosa. E não entendiam como o agente só revirava os olhos, e balançava a cabeça negando.... Este mesmo homem, disse que estava tudo bem, e deu-lhes a direção para que seguissem.

MinSeok o fez de pronto, ainda que não muito confiante nas palavras do homem... Mas como um bom jornalista, JongDae sabia ouvir seus sentidos, e caçar os melhores furos apenas usando seus sentimentos, e foi assim, que seguindo de modo contrario, JongDae seguiu para o pequeno parquinho que existia no único pátio do local.

Ali, onde existiam algumas arvores de frutas que no momento tinha esquecido o nome, ele pode ver um pequeno serzinho dotado de uma agilidade bastante impressionante para o seu tamanho, subir por entre os trocos e pular em seu galho...

 

Por mais que fosse habilidoso, ainda se tratava de uma criança diminuta, e logicamente toda sua coordenação motora tinha um  limite, e assim, em meio as suas peripécias, o menino logo se desequilibrou e caiu daquele galho mais frágil.

Sorte que JongDae não estava tão longe, e assim, pode correr ao encontro da criaturinha pequena e o tomar-lhe nos braços. E este, tão logo percebeu que não estava mais a pular na arvore, e sim, acolhido entre braços estranhos, tratou a se debater e até mesmo morder o Kim.

 

- Calma, calma, pequeno rebelde.... Eu só quero o ajudar.

 

Sempre teve muita paciência, e ainda que tivesse realmente doido, estava mais preocupado no bem estar daquele menino.

 

- Mentira... Você é só mais um daqueles clones que estão a mando daquele general sití (sith)...

 

O menino parecia muito bravo. Mas aquilo que falava lhe era como a verdade, JongDae pode notar isto, o que o deixou um tanto confuso. Por isto, sem se importar com as coisas ao seu redor. Colocou-se de joelhos, pondo o menino sobre os próprios pés, e ficando em sua altura, podendo assim ver seu rostinho pela primeira vez. JongDae foi esperto, e o manteve no lugar, segurando em seus ombros.

 

-General Sith? Porque não me explica o que esta acontecendo para eu te ajudar?

 

- Nunca irei me render ao lado sombrio da força... Eu e o xiubaca (Chewbacca) nunca iremos falar de nosso plano...

 

JongDae acabou por ter que conter um riso que queria brotar daquela situação. Mas para entender tudo teria que manter-se serio Usou de alguns segundos para olhar os detalhes daquela miniatura de gente, que ainda usava um pijama azul bem comum e com uma mochila nas costas, descalço e agarrado ao seu Chewbacca de pelúcia... Sendo um amante de star wars, o Kim decidiu por fazer sua aposta ali.

 

- Calma pequeno rebelde. Eu sou da aliança também, mas estou em uma missão disfarçado junto com meu general... Veja ! – usando apenas uma de suas mãos, JongDae afastou um pouco o tecido escuro da camisa externa deixando aparecer rapidamente o símbolo da aliança rebelde – Agora me diga o que esta acontecendo, pequeno padawan...

- Bem... Minha mãe é da aliança, e ela saiu para uma missão, mas ai o império pegou ela, e ela foi lá pra estrela da morte... Depois, o general sití (Sith) apareceu com os clones e me colocaram aqui, pra me fazerem ser um  ixtromituper  (stormtrooper)... Mas eu vou fugir...

 

-Entendi pequeno rebelde... E qual é seu nome?

 

-Park ChanYeol, senhor....

 

E naquele instante, JongDae perdeu o ar. Tinha encantado-se com tamanha desenvoltura da criança e até mesmo sua habilidade em se comunicar... Havia algo de especial naquela convicção ao narrar que tinha fascinado o maior. E todo este encantamento apenas fez-se ainda maior   quando percebeu que o universo inteiro estava conspirando para aquele momento. E sabia, que naquele instante que desviou seu caminho até o meio das arvores, tinha tornado-se pai.

Os olhos do maior tomaram um brilho novo, e com carinho, afagava os cabelos todo emaranhado do pequeno Chanyeol.

 

- Bem ChanYel, eu me chamo Kim JongDae, e vim aqui com o general  Kim MinSeok para respondermos o chamado de ajuda do chewie... Então, você quer vir com a gente para nossa base, e assim, nós três... –  JongDae parou um pouco, e logo alargou seu sorriso aos olhar para a gasta pelúcia nos finos braços do garoto – Ou melhor nós quatros, lutarmos contra as forças do império?

 

ChanYeol ainda estava meio desconfiado, e assim, olhou para seu amiguinho chewie em busca de resposta. Ao que lhe pareceu uma conversa , onde o pequeno grunhia baixinho, ChanYeol deixou-se convencer. Afinal, este tal de JongDae era alguém da aliança, e podia confiar... Era melhor que ficar ali, e tentar a sorte com mais um daqueles clones.

Precisou apenas acenar positivamente com a cabeça, para que o maior o tomasse nos colo mais uma vez. E ao invés de protestos e mordidas, ChanYeol pode repousar sua cabecinha aos ombros largos e reconfortantes do Kim, pois sentia-se seguro mais uma vez, como a muito não se sentia.

 

 

§§§

 

 

Ao voltar para o caminho indicado, outrora, pelo agente daquele abrigo. JongDae sentiu as mãozinhas de ChanYeol apertarem em seu pescoço bem forte, ao entrarem na sala da diretoria, e de modo bem discreto, o pequeno lhe sussurrou que ali jazia o temido General Sith, e como resposta, o maior lhe prometeu o proteger.

 

Encontrou um MinSeok tenso, tentando justificar o paradeiro desconhecido do marido a um senhor alto e bastante magro, com profundas olheiras por detrás daqueles óculos grossos. Até mesmo JongDae temeu.

Qualquer coisa ali dita, foi suspensa com a chegada de ambos. E a raiva, camuflada em um sorriso nada cordial, do diretor, não lhe passou despercebido.

 

-Vejo que já encontrou nosso menino especial... Então, já posso até mesmo perguntar se vão querer fazer uma experiência .

 

Era claro as suplicas implícitas nas ultimas palavras, e elas eram bastante ofensivas ao ver do casal, tanto que JongDae estava prestes a rebater. Mas o que não tinha reparado, foi que o marido ao ver sua entrada, tendo em seus braços aquele pedacinho de gente tão vulnerável, teve seu coração preenchido pela paixão e ternura mais pura. E dentro de seu coração, ele pode conceber a Chanyeol como seu filho, e assim, fora rápido em responder ao direor.

 

- Ele não é uma roupara para ser experimentado... Mas sim, temos total desejo de sermos a sua família.

 

ChanYeol não disse nada, mas o pequeno tinha sorrido da forma como aquele adulto enfrentou o General do Império, e sentia-se ainda mais feliz e protegido com aqueles dois  da aliança...

 

Enquanto JongDae mantinha ChanYeol em seu colo, ele o apresentou ao seu marido, e com algumas promessas de bolo de chocolate, logo ganhou a atenção do menino e até mesmo a substituição dos colos, alternando entre o casal Kim, enquanto toda a papelada da guarda provisória era providenciada e assinada.

 

Nada daquilo importava... Pois a partir daquele dia, há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante,ChanYeol apareceu para salvar o dia,e levar uma nova esperança para o lar dos Kim.  



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