História Alice - in Wonder Underground - - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), Buck-Tick, Labirinto - A magia do tempo, Labyrinth, X Japan
Personagens Chapeleiro Maluco, Gato de Cheshire (Gato Risonho), Hideto "Hide" Matsumoto, Higuchi Yutaka, Hoshino Hidehiko, Imai Hisashi, Lebre de Março, Personagens Originais, Sakurai Atsushi, Yagami Toll, Yoshiki
Tags 2019, Alice, Atsushi Sakurai, Aventura, B-t, Buck-tick, Hidehiko Hoshino, Hisashi Imai, Jrock, Lemon, Nazuki, Shounen Ai, Songfic, U-ta, Visual Kei, Yagami Toll, Yaoi, Yutaka Higuchi
Visualizações 6
Palavras 1.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei \o/ *surto pela foto do Acchan*

Menos de uma semana, isso é uma vitória! Depois de muitos rolês, cá estou eu com mais um capítulo!

A música do capítulo é Masquerade, do Versailles. Boa leitura ♡

Capítulo 8 - O Fechar de Meus Olhos


Fanfic / Fanfiction Alice - in Wonder Underground - - Capítulo 8 - O Fechar de Meus Olhos

“[...] “A porta em direção ao inevitável enfim estava aberta.







O pequeno Cheshire Cat, enroscando-se nos pés da Imperatriz, miou e ronronou, exigindo ao menos um pouco de atenção. O ser loiro, dirigindo um sorriso sucinto ao felino aos seus pés, acomodou-se no pequeno colchão de retalhos e afagou seus pelos escarlate, sem esquecer jamais do embrulho miúdo que serenamente ressonava em seus braços.

bebê dormindo? — sussurrou o filhote de gato, as presas pequeninas marcando a língua ágil e rosadinha. Na pontinha das patas, pode ver de relance a cabeleira escura e lisa da criança adormecida, comprida até demais para alguém tão pequeno.

— deve acordar em pouco tempo — sussurrou o loiro, tocando com cuidado a face do ruivinho. — você me parece febril, deite-se um pouco. Seu pai há de chegar logo.

Sem dar-se ao trabalho de mudar sua forma, o felídeo se acomodou ao lado da Imperatriz, recostando sua cabeça nas pernas alheias. Em poucos instantes e com algumas carícias em suas orelhas, a criança caiu no sono, ainda que seu frágil corpo tencionasse, conforme o decorrer de sonhos turbulentos.

O tempo passava devagar naquela casa; ninguém ali precisava que ele o fizesse de outro modo, assim como, com exceção do Chapeleiro, nenhum dos três sentia necessidade de aventurar-se naquele mundo estranho e bonito.

Nada podia ser mais belo e feliz do que a vida que tinham em seu Cogumelo, e para todos, isso era suficiente.



















“o mundo é como um baile de máscaras onde, mascaradas,

As almas estão dançando no Baile.

E os olhos só começaram a refletir o nosso abraço de verdade.”











Ao sair da porta, tudo o que se via por metros e metros era um extenso e largo corredor, de paredes frias como as do quarto. Pinturas, numa tentativa de colorir o ambiente, estavam dispostas pelos muramentos de pedra, dando ao lugar uma aparente leveza; de certo modo, tornou-se uma diversão momentânea vagar pelo amplo passadiço, admirando os traços de tantas obras de estilo único. Atsushi jamais havia visto tal tipo de arte na vida, mas algo em si apontava a existência de outros parâmetros para medir tal coisa; sem compreender esse tal quê revoltoso, continuou sua análise até que o pequeno saguão chegasse ao fim.

Todas as portas ali pareciam mais altas, mesmo que não se recordasse de alguma outra para ter como comparação. Seus arcos de ferro mesclavam-se as portas de madeira negra, com brasões e flores de metal retorcido dando ainda mais beleza aquela visão; por mais estranho que se sentisse, Atsushi sabia que aquele lugar era realmente bonito.

“Um lugar tão belo e tão vazio”, sua mente apontou, enquanto o moreno suavemente prendia uma mecha de seus cabelos entre os dedos finos e compridos. Sua pele leitosa se encontrava cada vez mais fria, conforme a temperatura do próprio ambiente. Infelizmente, nada próximo à si parecia emanar calor próprio, o que o levou a demorar-se um pouco na porta; ela o levou até uma sala ampla, com tantas portas que até mesmo escolher uma correta era difícil. Todas tinham gigantescos portais brancos, com maçanetas e entalhes variando entre dourado e prateado, formando rosas e baraços milimetricamente realistas.

Se conhecesse o termo "nostalgia", talvez ele o usasse para definir o sentimento atual. Haviam tantas opções! Qual delas seria a correta? Nem ao menos havia como diferenciá-las...

Podemos fielmente crer que Atsushi, como qualquer pessoa mentalmente sã, decidiu qual seu destino através de uma minuciosa e delicada investigação, observando através de fendas e fechaduras, pensando muito antes de optar por qualquer caminho. Ou então podemos simplesmente aceitar que ele estava exausto e fez uni-duni-tê para decidir tal coisa.

Não é tão fácil pensar quando se tem tantos problemas que o único foco de seu inconsciente é impedir que você se lance ao chão e chore como uma criança. Não é possível culpar o moreno por não ter tido capacidade de escolher melhor, mas caso alguém o faça, lembre-se que, ao fim, todas as portas de nossas vidas levam ao inevitável.

À sua frente, uma escadaria lúgebre alongava-se em direção as trevas, com degraus pequenos e lisos. Ao longe, bem acima de todo aquele percurso, podia-se ver uma pequena luz brilhando discretamente; Sakurai, curioso, juntou forças e começou a subida.






Ao fim de tantos degraus — dois mil, quatrocentos e oitenta e nove, ao todo —, o moreno se viu dentro de um pequeno cubículo, com menos de dois metros de altura e um de largura. Suas pernas doíam como se estivessem quebradas, cada vértebra de sua coluna gritava devido ao longo tempo em má postura; entre suas coxas e seu umbigo, não sentia nada além da sensação de ser rasgado pelos metais do espartilho, a carne ardendo, latejando sem trégua.

Ao abrir a porta, uma melodia doce surgiu, envolvendo todo o salão na qual Atsushi agora se encontrava. A palavra majestoso ainda não fazia parte de seu vocabulário mas, se o fizesse, poderia se aplicar à beleza de tudo aquilo.

Um amplo saguão de paredes pálidas e impecavelmente tingidas de creme, com tantas obras vitorianas espalhadas por sua totalidade que até mesmo era difícil escolher uma para observar. Dezenas de pessoas dançavam pelo hall e, ainda que não visse semelhantes há algum tempo, Sakurai não se interessou muito por suas vidas e danças.

Uma orquestra embalava a coreografia perfeita e ritmada, com músicos e convidados mascarados. Aliás, de todos ali, Atsushi era o único que ainda exibia sua face nua e crua.

O corpo ferido retesou ao sentir braços ao redor de sua cintura modelada à força, puxando-o para o meio de toda aquela gente risonha e animada. Ninguém ali parecia diferente, mas não lhes parecia incomum encarar o moreno de vestes escuras e espalhafatosas; tantos olhares, no entanto, fizeram seu âmago doer, recuando ainda mais a cada toque do desconhecido.

— as pessoas dizem que eu não sou capaz de amar. Isso é... ultrajante.

O anônimo sussurrou rente à orelha de Atsushi, com uma voz rouca e grossa. Cada pelo de seu corpo se eriçara ao sentir tal timbre invadir seus ouvidos, perdendo-se dentro de si até que se tornasse uma memória recente.

O toque bruto se tornara ainda mais forte, puxando o moreno para junto do peito alheio; se houvesse um coração batendo ali dentro, ele poderia facilmente ouví-lo. Contra a pele delicada de sua face, Sakurai podia sentir um tecido desgraçadamente áspero, que não se policiara em resumir como um borrão branco e pomposo. Ah, e aquele perfume — maldito fosse aquele perfume! — impregnado em seu ser, adentrando sem permissão por suas narinas, causando-lhe náuseas.

— ah, o amor... o amor, o amor que faz girar o mundo! Como poderia um Rei como eu não conhecer o significado do amor?












Quando eu fecho meus olhos.

Eu gostaria de poder

Encontrá-lo lá.













Atsushi, perdido em si, apenas engoliu seco, sem saber dizer o porquê de seu peito estar tão apertado.


Notas Finais


É isso! Espero que tenham gostado, depois de um certo tempo consegui escrever algo um pouquinho maior do que o comum *chora* ♡

Muito obrigado a todo mundo que vem lendo e um beijo especial pra minha sENPAI MASTER AMOR DO MEU KOKORO *contola* Zoraida-chan ♡♡♡

Obrigado por ler <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...