História Alice - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Personagens Absolem, a Lagarta, Alice Kingsley, Chapeleiro Maluco, Coelho Branco, Dormidonga (Mallymkun), Gato de Cheshire (Gato Risonho), Lebre de Março, Personagens Originais, Rainha Branca, Rainha Vermelha, Tweedle-Dee, Tweedle-Dum, Valete de Copas
Visualizações 28
Palavras 2.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeira escrita da Alice. Espero que gostem...
Boa leitura e até o próximo!

Capítulo 1 - País das maravilhas...


Fanfic / Fanfiction Alice - Capítulo 1 - País das maravilhas...

Não que fosse a primeira a vez. Por que não era. A menininha de cabelos loiros estava mais uma vez sentada na sala de espera do consultório, esperando por sua mãe que logo sairia da sala do doutor. Ela olhava ao redor algumas pessoas falando consigo mesma e se perguntava se aquilo era normal.

Seus olhos azuis foram de encontro com o de uma menina, que usava um tipo de pulseira tecnológica. A cada vez que a garota tentava fazer qualquer movimento brusco, levava um choque atravéz da pulseira.

Sua mãe finalmente saiu do consultório com um sorriso triste

— Venha Alice — Estendeu as mãos pra garota que às segurou e entrou na sala

Lá estava as agulhas e medicamentos, e o pior de todos. Lá estava o Doutor.

— Como vai pequena Alice? — Ele pergunta interessado

— Estou bem senhor. — Responde

— Como estão indo as noites? — Ele perguntou enquanto guiava Alice até sua cadeira

— Estou dormindo bem — Os olhos negros do médico observam cada gesto da menina — Papai tem me ajudado — Um sorriso escapa de seus lábios

— Como ele te ajuda?

— Só ajuda — Ela responde — Ele me dá atenção e me conta histórias.

— Creio que não seja de sua idade — O Doutor diz anotando algo no papel

— Não... Ele me conta histórias de viagem de navios, de aventuras... Papai sempre me ganha com tais histórias — Os olhos de Alice brilhavam a cada lembrança dos contos que o pai contava a ela

— Vamos tomar mais uma dose hoje, está certo? — O Doutor esperou a confirmação de Alice que logo veio

— Está bem — O sorriso saiu de seu rosto — A mamãe pode ficar? — Ela pede pela milésima vez já sabendo a resposta

— Sabe que não pequena Alice — Ele dirige a senhora Clark pra fora da sala e tranca a porta se virando com um sorriso sádico pra Alice — Hoje eu prometo que não vai doer — Ele disse pegando a seringa, com a agulha enorme

— Doutor, eu estou bem — Alice dizia em súplica para que não tivesse que passar por aquilo — Papai está me deixando bem

— Eu sei pequena Alice, mas isso ainda é necessário — Ele pegou no pulso dela e a colocou sob o divã, para que se sentasse — Não vai sentir nada depois disso — Ele espeta a veia no braço de Alice e afunda a agulha injetando o líquido e fazendo a menina gemer de dor

— Doutor Peterson... Estou... — A visão dela estava ficando desproporcional

— Eu sei querida, eu sei. — Ele começou a desabotoar o vestido de Alice

Aquilo não era algo que acontecia com frequência, e se acontecia, Alice não lembrava. Ela sempre fora sedada e drogada para que não lembrasse que seu psiquiatras abusava dela. Mas mesmo assim, ela odiava ir até seu consultório. Seus olhos começaram a se fechar e a voz que ouvia estava longe demais para ela alcançar. Só sentia. Conseguia sentir uma leve dor entre suas pernas, mas nada insuportável. E via, bem acima dela, seu psiquiatra com um sorriso no rosto, enquanto a devorava.

— Bom sono, pequena Alice — Dito isso, ela apagou

                    Se esse mundo fosse só meu

Tudo nele era diferente!
Nada era o que é porque tudo era o que não é
E também tudo que é, por sua vez, não seria
E o que não fosse, seria
Não é?
No meu mundo os gatos não diriam: miau
Diriam: Sim Dona Alice!
Ó, mas é verdade!
Os animais falariam
Ó, no meu mundo

Meu gatinho ia ter um lindo castelinho
Ia andar todo bem vestidinho
Nesse mundo só meu

Minhas flores
Quanta coisa eu não diria as flores
Contaria histórias para as flores
Se eu vivesse nesse mundo só meu

Passarinhos
Como vão vocês, meus passarinhos?!
Vocês iam ter milhões de ninhos
Nesse meu mundo só meu

Poderia num regato a rir, poder cantar uma canção sem
Fim
Quem me dera que ele fosse assim
Maravilhosamente só pra mim! — pensou a pequena Alice

                       ***

Alice abriu os olhos e olhou ao redor de seu quarto. Olhou seu cavalo de madeira balançando, suas bonecas na mesa de chá. Ela viu a réplica do navio de seu pai encima de sua escrivaninha e sorriu. Seus olhos se voltaram para a porta que foi aberta por seu pai que lhe deu um sorriso acolhedor.

— Como foi lá minha Alice? — Ele perguntou se sentando e consultando seu relógio de bolso

— Quando o senhor envelhecer, eu posso ficar com o relógio? — Ela perguntou e ele deu risada

— Para iria querer um relógio de bolso? — Ele pergunta

— Porque me deixaria mais sábia

— Vem me dar um abraço sua danada — Ela se ajoelhou na cama e abraçou ele

Alice deu um abraço apertado em seu pai e sentiu o mesmo afagar seus cabelos. Quando se desfez, ele beijou a bochecha da menina e lhe deu um dos mais alegres sorrisos que a menina retribuiu. Ela acariciou de leve a bochecha do homem que a segurava em seu colo.

— Alice, eu vou viajar — Ele anunciou e a menina se entristeceu

— Não vá papai! Você acabou de voltar — Ela pediu o abraçando e ele a afastou

— Olhe pra mim Pequena — O homem pediu e a menina o olhou — Você vai ficar com a mamãe e mês que vem, o papai está de volta — Ele disse e ela deu um meio sorriso — Eu prometo meu amor

— A mamãe não me trata bem papai

— Não diga isso, ela faz o que pode

— Ela me levou ao psiquiatra de novo e fui drogada de novo papai — Uma lágrima escorreu por suas bochechas, mas logo é limpa pelo homem

— Deite querida, amanhã irei partir e quero você lá — Ele pede e ela se deita

— Você acha que eu sou louca papai? — Ela pergunta

— Deixe-me ver — Ele coloca uma mão na testa da menina como se estivesse a avaliando — Você está completamente louca — Ele anuncia — Mas deixe eu te contar, as melhores pessoas são assim — Alice da um sorriso e recebe um beijo do pai — Boa noite Pequena

— Boa noite papai.

            Um mês depois

— Alice se comporte por favor — A mãe pedia impaciente — Você já tem 11 anos

— Eu só queria o Papai — Ela chorava abraçada as pernas da mãe

— Eu sei Alice, mas tente aguentar — A mulher pediu fazendo cafuna nos cabelos da mais nova

A missa havia acabado. Alice foi para frente, vendo o seu pai deitado sob o caixao. Ela colocou a rosa branca que estava em sua mão, no peito do homem. Lágrimas caiam e alguns pingos de chuva começavam a cair.

Suas mãos foram até o paletó de seu pai, onde tinha algo volumoso. Ela enfiou a mão ali e pegou o lindo relógio de bolso do seu pai.

— Alice o que está fazendo? — Sua mãe perguntou se aproximando da menina

— Nada mamãe — Ela escondeu o relógio atrás de si

— Fique quieta tá — A mulher disse e soltou um suspiro — Eu já volto querida

Alice suspirou e depois que viu a mãe bem afastada ela observou o relógio. Era muito bonito e sabia que o pai não ligaria se ela pegasse pra ela.

Um barulho de tic-tac fez Alice olhar ao redor a tempo de ver um coelho. Um coelho branco.

— Coelho?

Ele começou a se distanciar e ela logo foi atrás. Suas roupas começaram a ficar sujas, pois havia muito barro ali. O quintal de sua casa era grande, assim como a casa, que mais parecia um castelo. Nunca havia explorado tanto aquele meio de árvores. Ainda atrás do coelho ela viu ele sumir ao trombar com uma árvore e se encostou nela. Viu bem abaixo um buraco, grande o suficiente para alguém cair ali. Pegou um pedra e jogou para ver até onde ia. Mas não tinha fundo. Ou então, o fundo estava muito distante.

— Você está ai?! — Perguntou se debruçando sob o buraco — Ei!

Ela olhava e era tudo escuro, ouviu ao longe sua mãe e pensou se ficaria ou se cairia logo pra achar o coelho que viu a alguns minutos

— Alice?! — Chamou novamente

— Lá vamos — Ela caiu

Alice caia eternamente e não via fim nenhum. Ela se segurava em algumas raízes mas não funcionava, apenas rasgavam seus dedos e sua mão. Ela viu um piano e algumas borboletas a rodeando. Ela gritou quando seu corpo bateu no chão. Sua cabeça explodia de dor, mas ela não ligou muito.

Seus olhos foram de encontro a uma porta bem pequena.

— Como que...? — Havia uma mesa no centro da sala onde tinha uma garrafinha pequena, onde tinha escrito "beba-me" e ela avaliou, pegando em sua mão — Beba-me.. — Ela leu a si mesma — Está bem — Ela bebeu e diminuiu indo até a porta e passando por ela

Do outro lado da porta havia um belo jardim, cheio flores e os insetos era diferentes dos de seu mundo. Ali tudo era colorido e ela ficou fascinada com tudo aquilo e só parou de olhar tudo quando viu o coelho branco nos ladrilhos.

— Ei! Espera! — Ela gritou para o coelho branco que voltou a saltitar para longe dela. — Volta aqui!

Ela começou a correr enquanto segurava a barra do vestido que ia até acima do joelho. Ela só parou quando se encontrou entre vários caminhos e sem nenhum Coelho, mas em vez disso, ela viu um gato roxo e risonho

— Licença — Ela pediu e o gato se virou pra ela — Poderia me ajudar?

— O que precisa minha jovem? — O gato perguntou sorrindo

— Para que lado devo ir?

— Depende aonde você quer chegar — Ele responde sumindo e aparecendo novamente na árvore

— Não me importo muito em que lugar irei chegar — Ela responde indiferente

— Então não importa que caminho deve seguir — Ele sumiu novamente e não voltou

—Certo...

Ela seguiu um caminho norte, e viu uma floresta densa a frente. Alguns animais esquisitos andando a sua frente. A trilha acabou dando em um campo muito bonito, um jardim pra ser mais exata. Era florido, mas tudo aparado. E no centro havia uma enorme mesa, com dois garotos e uma menina ali sentados. Alice foi dando alguns passos a frente e acabou chamando a atenção de um garoto de cabelos ruivos com uma cartola em sua cabeça e com roupas formais, mas de cor vinho. Ele se levantou e se aproximou de Alice, beijando sua mão e lhe indicando a cadeira.

— Da onde você vem? — O menino perguntou

— Lá de cima — Alice respondeu indicando o céu

— E como você se chama?

— Alice, Alice Clark — Respondeu vendo os doces saborosos na mesa — E você? Como se chama? — Ela perguntou olhando no olhos do menino

— Ian Chevalier — Ele diz sentando ao lado dela

— Eu sou Sora — A gorotinha se manifesta

— Eu sou Louis Laurent — Um garoto de cabelos mel e orelhas de lebre dizia — Me chame de Louis — pediu com um sorriso e ofereceu um cupcake a Alice que aceitou

— Me chame de Alice!

— Alice, como é lá encima? — Sora perguntou

— Muito triste — Respondeu — Lá às pessoas são más

— Eu sempre quis ir pra lá!

— Eu não voltaria

— Porque não vem conhecer as nossas rainhas? — Ian convidou e Alice sorriu pegando na mão dele

— É longe?

— Dez minutos

Os dois andaram enquanto conversavam sobre como aquele país era maravilhoso, como era tudo lindo. Quando eles chegaram ao castelo Alice ficou em êxtase. Era o castelo mais lindo que já vira.

— Aqui tem rainhas? — Ela pergunta

— Tem sim! — ele diz animado

— Aqui deveria ser o país das maravilhas! — Alice disse risonha

— E porque não seria?! 

Os dois entraram e se deparam com uma entrada enorme e com uma rainha andando no andar de cima, perto da escada gritando com duas garotinha que vinha logo a frente.

— Eu já pedi pra não mexerem com as vermelhas! Elizabeth! O que irei fazer agora?! — A Rainha gritava

— Mas mamãe... Eu só queria brincar

— Mas não é para brincar! Brinque com as brancas!

A Rainha parecia brava. As meninas tinham diferenças de idade, pelo que parecia. A mais nova tinha cabelos brancos como a neve e olhos castanhos como nozes. Já a mais velha, tinha cabelos vermelhos como sangue, mas com os mesmos olhos da irmã. A rainha tinha cabelos bem loiros e olhos verdes. E parecia bem irritada por suas rosas vermelhas terem sido arrancadas por finalidades de brincadeiras

— Porque não às pinta? — Alice sugeriu

— O que? — A Rainha olhou pra Alice curiosa, assim como as meninas

— Porque não pinta as brancas de vermelho?

— E funciona? — perguntou a Rainha se aproximando

— Como não haveria de funcionar? — Alice perguntou retóricamente — Eu posso ajudar

A Rainha aceitou a tal sugestão e colocou Alice e as filhas para pintar. A de cabelos vermelhos de chama Elizabeth e a de cabelos Platinados se chamava Miranda. Elas se entenderam. E pintaram todas as flores, fazendo a Rainha ficar satisfeita com isso e como recompensa dar a Alice um líquido de coloração roxa que a levaria pra casa.

— Você vai mesmo? Vai embora do País das Maravilhas? — Ian perguntou

— Eu irei voltar Chapeleiro

— Quando?!

— Quando você chamar por mim... Eu nunca vou esquecer o país das maravilhas — dito isso ela bebeu

Ela sorriu ao ver uma última vez Ian e voltar a chata realidade. Onde seu pai estava morto e sua mae a levava no psiquiatra.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...