História Alice - Capítulo 2


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Categorias Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland)
Personagens Absolem, a Lagarta, Alice Kingsley, Chapeleiro Maluco, Coelho Branco, Dormidonga (Mallymkun), Gato de Cheshire (Gato Risonho), Lebre de Março, Personagens Originais, Rainha Branca, Rainha Vermelha, Tweedle-Dee, Tweedle-Dum, Valete de Copas
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Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura e ignorem os erros ok?

Capítulo 2 - Um mundo real... Que não é o meu mundo...


Fanfic / Fanfiction Alice - Capítulo 2 - Um mundo real... Que não é o meu mundo...

Sua mãe a esperava perto do caixão de seu pai e a menina viu que já não tinha tanta gente ali. Ela entrou em sua casa enorme e viu algumas criadas chorando e prestando solidariedade umas às outras. Seus pés a levaram até o seu quarto e Alice pegou seu navio de madeira. Aquele navio havia sido dado pelo seu pai. Um dia ela queria ser assim como ele. Navegar os mares e expandir os negócios da família.

— Alice querida? — a mãe bateu em sua porta — Por onde andou? — Perguntou preocupada

— Ah mamãe! Eu nem contei a senhora — A menina dizia animada

— Contou o que Alice? — Perguntou preocupada

— Eu visitei o País das maravilhas — Os olhos da garota brilhavam e o olhar da mãe ficou perverso — Tinha Rainhas chapeleiro, a lebre de março! — Contava entusiasmada — Mamãe a senhora devia ver! Eu pintei rosas brancas de vermelhas! E eu conheci... — Alice foi interrompida pela mãe

— Chega Alice! — A Sra. Clark gritou — Eu achei que você tinha melhorado, mas vejo que piorou! — A mulher disse brava — Como achei que poderia deixar de ser o que é?! — A mulher se perguntava indignada

— O que eu sou mamãe? — Os olhos de Alice já marejavam

— Louca! És Louca Alice! — Respondeu — Como eu?! Eu?! Daphne Clark pude gerar uma filha como você?! — Se perguntava

A essa altura Alice já chorava e via a mãe andando pra lá e pra cá, se lamentando por ter uma filha como Alice. Ela se deitou na cama e se pôs a chorar, imaginando que a mãe logo sairia dali, mas isso não aconteceu. Daphne pegou a menina pelo braço sem o menor cuidado e a arrastou para fora do quarto

— Vamos! Você vai ao psiquiatra — A mulher anunciou o que fez com que Alice arregalasse os olhos

— Não! Não quero ir! — tentou se soltar da mãe, mas era muito fraca

— Mas você vai e ele vai te ajudar!

— Mamãe por favor — A menina pedia soluçando

— Cale a boca Alice! — A mulher pediu e foi isso que Alice fez. 

Ela foi arrastada até a carruagem da família e levada junto da mãe até o consultório daquele psiquiatra. Quando o mesmo abriu a porta e viu Alice, nem ligou que fosse final da tarde. Mandou a Sra. Clark entrar junto da filha e as conduziu até a sua sala.

— O que houve com a nossa pequena Alice? — Perguntou

— Ela está precisando de alguns remédios

— Não estou, eu apenas falei do país das maravilhas — A menina se defendeu

— Alice, não existe país das maravilhas — Daphne dizia

— Existe sim! Tem um chapeleiro! Rainhas! Tem tantas coisas! — Os olhos brilharam

O doutor bateu as duas mãos na mesa fazendo a garota se assustar e olhar atentamente pra ele.

— Alice, duas doses hoje

— Não! Por favor! — A menina pedia vendo a mãe sair e foi correndo atrás da mesma — Mãe por favor — Pedia

— Sinto muito Alice — A sua mãe disse e logo saiu e o psiquiatra pegou ela e colocou no divã

— Me deixe! — A menina pedia desesperada e se debatendo pra sair daquele divã, antes que o homem a sua frente a prendesse com as cintas

— Você não precisa ficar assim Alice

— Eu quero meu pai!

— Não agora pequena

Ele amarrou os braços e pernas de Alice com a cinta que havia ali e pegou duas seringas. Alice se debatia diante da situação, mas sabia que de nada adiantaria, aquilo iria acontecer querendo ou não. E ela seria mais uma vez abusada.

                      ***

Os olhos de Alice se abriram e lá estava ela, deitada sob o gramado verde daquele mundo tão cativante. Ela se debruçou em seus cotovelos tentando identificar o local que estava. 

— Minha cabeça — Ela colocou a mão direita na cabeça se deitando novamente — Está doendo demais — Seus olhos se fecharam com força

— Quer ajuda Srta. Clark? — Ela abriu os olhos novamente e viu um garoto ruivo e olhos verdes vivos.

— Chapeleiro? — perguntou e o mesmo sorriu

— Quem mais haveria de ser?! — Ele estendeu a mão pra Alice que aceitou e se levantou

— Obrigada

— Achei que não fosse voltar — ele disse triste — Mas me sinto tão feliz de te ver novamente — Ela sorriu com tal confissão e o beijou no rosto 

— Eu preciso de uma roupa — Ela disse vendo o seu vestido preto 

— Cadê o azul?

— Fui a um funeral e usei esse — Alice explicou com os olhos marejados

— Na minha casa tem muitos chapéus! E muitas roupas que eu mesmo faço! Você quer ver Alice? — Ele pergunta animado

— Claro!

Os dois seguem pelo jardim cheio de flores e cores. E vão até a casa de Ian. Chegando ela se encanta ao ver vários vestidos de diferentes tons de azul e modelos. Alice se encanta por um que sua manga é comprida e rendada, batia acima de seus joelhos e o tecido era tão fino que quase se tornava transparente, com sua cor azul turquesa.

— Eu fiz todos para você Alice — O garoto dizia orgulhoso — Porque não experimenta esse?

— Posso?

— Vá em frente!

Ela entrou no vestuário que tinha ali e vestiu, e olhando no espelho pareceu ter ficado lindo nela. Alice ajeitou seus cabelos e mordeu seus lábios antes de se mostrar pra chapeleiro que deu um sorriso bobo ao ver ela.

— Está perfeita — Ele vai até ela e a avalia — Você vai esquecer de mim quando for embora de novo? 

— Nunca, eu prometo — Os olhos de chapeleiro brilhavam e ele não se conteve e pegou a menina no colo a rodando, lhe causando risadas altas — Pare já com isso!

— Nunca, Minha Alice! — Os dois davam risadas e quando chapeleiro parou, a menina pareceu tonta

— Chapeleiro... — ela segurou no pulso do mesmo e ele a sustentou — Acho que... Estou partindo...

— Não vá!

— Eu volto... — Foram as últimas palavras e ela voltou

O mundo real cheirava a morte. Sua visão estava embaçada. Ela se via deitada enquanto era levada a algum lugar. Talvez o seu quarto. Seus olhos se fecharam de novo e seu corpo relaxou quando a colocaram em algo macio e a cobriram. Quando se viu sozinha ela levantou e foi até a porta tentando explorar mais. O lugar era sua casa. Mas aquele não era o seu quarto. Alice andou pelo corredor procurando alguém e ouviu a voz de sua mãe. Se escondeu e ao lado de uma porta e já ia entrar mas o que viu a chocou. Era seu psiquiatra agarrando a sua mãe e os dois se beijando com voracidade e luxúria.

— Mamãe? — Alice derramou lágrimas vendo aquilo, mas a mãe não havia ouvido a mesma

— Ainda bem que o incompetente do Anthony morreu — Daphne dizia presunçosa — Agora posso ser sua, somente sua meu Doutor — Ela disse puxando o homem pela gravata 

— Você é minha Vadia Daphne, só minha — Ele jogou a mulher contra a parede e beijou seu pescoço, fazendo a mesma soltar um gemido 

— Vou te deixar louco por mim John... — A mulher dizia

— Eu já sou louco por você — Ela passou a mão pelo membro do homem que gemeu baixo — Vou te deixar bem satisfeita minha dama — Ele disse sorrindo

— Mamãe! — Alice gritou no meio do corredor e chorava 

Os dois pararam o que estavam fazendo e olharam para a menina chorosa no meio do corredor. Daphne parecia desesperada, mas o psiquiatra viu uma oportunidade ali. Ele olhou pra Alice de cima a baixo e depois para Daphne.

— Minha dama eu já irei voltar — Ele disse e ela não pareceu satisfeita — Me espera no quarto — Ele sussurrou e ela o olhou cheia de luxuria.

— Fique longe de mim! — Alice ordenou quando o psiquiatra se aproximava dela

— Alice eu e sua mãe somos adultos e agora eu sou seu novo pai — Ele dizia vitorioso

— Você é um monstro! — Ela disse e saiu correndo para seu quarto

— Ah Alice — Ele foi atrás dela em passos largos e arregaçou as mangas 

Alice corria pelo corredor até ver que não tinha mais saída. A porta a sua frente estava trancada, e ela olhou pra trás vendo o homem de cabelos negros se aproximar dela. Alice tentou abrir a porta a sua direita e conseguiu, mas quando ia fechar John abriu com violência fazendo Alice cair pra trás e acabar por se tremer por causa do susto. 

— Eu vou te ensinar boas maneiras, minha cara Alice — Ele trancou a porta e ela engoliu a seco.

— Você é um monstro John! Não pode ficar com minha mãe! — Alice gritava ainda caída no chão 

— E porque não?

— Porque ela é do meu pai!

— O seu pai está morto Alice! — Ele a pegou pelo braço — Agora escute — Ela o olhou com medo — Se comporte, se não vou ser obrigado a lhe dar mais sedativos, é isso que você quer?! — Ele pergunta furioso

— N-nao — Alice guagueja

— Então seja uma boa menina, ou irá se arrepender — Ele ameaça 

Alice se soltou, destrancou a porta e saiu. O homem deixou. Adorava a sensação de assustar uma criança, ainda mais uma tão saborosa como Alice. Ele voltou ao quarto e viu sua amante ô esperando na cama. Enquanto a pequena entrava em seu quarto e o trancava com medo.

— Aí papai... Estou com medo — Ela disse como se fosse obter resposta 

Quando ela sentia medo, sempre cantava com seu pai a música "maravilha". Ela começou a chorar em pensar que ele não estava ali para acalma-la com sua voz doce soltando a linda melodia. E como um pedido de socorro ela começou a cantar:

Que cor é a flor maravilha

Verde e azul
Rainha vai ser maravilha
Quando rei eu for

Quem te falou, maravilha

Quem te contou?

Seu coração, maravilha
Que lhe falou

Vamos plantar maravilha, para colher
Eu e você maravilha
Nos aquecer

Que cor é a flor maravilha
Verde e azul
Deves me amar maravilha
Porque eu te amo..."

Ela ficou acordada a noite inteira, ouvindo sua mãe gemer alto a noite inteiro e os insultos que o Doutor fazia a ela. Seus olhos não paravam de marejar. As lágrimas caiam e ela não tinha mais controle sobre isso.

Seus olhos foram de encontro com a seringa encima de sua escrivaninha. Ela injetou em sua perna e deitou sentindo seu ar faltar, sua cabeça girar e logo tudo apagar. Alice dormiu e acordou no outro dia. Seus olhos ainda estava inchados da noite passada. Ela olhou ao redor e viu o quarto vazio. Se levantou e se dirigiu até o seu quarto, acabando por esbarrar com o seu psiquiatra que lhe deu um sorriso, que Alice não retribuiu, apenas continuou andando.

Seu quarto estava do jeitinho que havia deixado. Ela viu seu cavalo de madeira balançando e sentiu vontade de brincar com o mesmo, como sempre brincava. Mas o que adiantaria? O Papai não estava ali para fazer da brincadeira completa. Alice se sentou em frente a sua escrivaninha e começou a ler "Romeu e Julieta". Um livro bonito mas trágico. Papai nunca havia lhe contado aquela historia, então ela resolveu ler por si própria. 

O livro era romântico. Um amor verdadeiro parecia algo bonito. Ela lembrou do chapeleiro. De Ian. Ah como ela queria abraca-lo. Ele parecia ser seu melhor amigo. O único que lhe entendia de verdade e que não se queixava de qualquer lágrima que Alice derramava.

— Você é o melhor, Ian... 






Notas Finais


Logo mais o próximo cap!!


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