História Alice e o Julgamento - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alice, Julgamento, Mistério
Visualizações 1
Palavras 3.624
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Mistério
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Este é a minha segunda história,a primeira foi Herdeiro da Águia (inacabada), ainda continuo inexperiente nessa área. Por favor deem o seu veredito e criticas construtivas, agradeço.
xp

Capítulo 1 - I


- Réu, se aproxime por favor. A senhorita é a Alice?

- Essa é a Corte?

- Agora, nós te executaremos

- O que? Como assim? Espere um momento? Pelo o que eu estou sendo acusada?

- Você sabe muito bem pelo que está sendo acusada

- Não, espere! Eu sou inocente!

- A Corte decidiu que você é culpada senhorita Alice

- Onde estão as provas?

- Nesta Corte nós executamos e depois olhamos as provas

- Mas isso não é justo!

- Alguém falou em justiça?

- Espere!

Ouço o som de uma lâmina cortando o ar

.

.

.

.

.

Abro os olhos de repente, minha cabeça apoiada na mesa começa a latejar. Levanto a cabeça com os olhos fechados enquanto os esfrego com as mãos. Bocejo bem devagar. Após esfregar os meus olhos, ainda com os olhos fechados, elevo minhas mãos para o alto e estico todo o meu corpo.

Ao abrir os olhos, me vejo em uma escola, em uma sala de aula. Eu estava sentada em uma cadeira de madeira escolar bem confortável, uma mesa também de madeira estava na minha frente. Em cima dela havia um pequeno caderno de capa roxa com o meu nome escrito a caneta no canto esquerdo, uma pasta vermelha surrada no lado direito. Minha mochila estava no chão do meu lado esquerdo, estico o meu corpo e pego as minhas coisas e coloco um por um com bastante cuidado.

Essa mochila sempre me acompanhou, uma mochila azul de alça com um dos zíperes quebrados, tinha uma pequena macha no seu lado esquerdo, acho que sujei ela em algum lugar, mas não consigo lembrar onde a sujei e de que a sujei. Quando terminei de colocar tudo dei uma olhada a minha volta.

A sala de aula é grande, bem grande. Tem ao total vinte cadeiras e mesas exclusivas para cada um dos alunos. Várias janelas na parede bege à esquerda iluminavam a sala com o Sol vespertino que iluminava a sala com cores amarelas e vermelhas, duas portas de correr em cada extrema parte da ponta da sala e uma parede bem ao meio dividiam as portas. O teto era todo branco, semelhante ao piso do chão que estava perfeitamente limpo. Tinha uma mesa de madeira larga onde, eu supus que ficava o professor. O quadro negro ficava na atrás da mesa, ao lado direito do quadro negro, um mural cheio de folhetos com desenhos que eu não conseguia enxergar pôr causa da distância. No quadro negro estava escrito uma mensagem em giz branco:

- Caindo no buraco do coelho? – Balbuciei

Me levantei e coloquei a mochila no ombro direito, caminhei com cuidado em direção ao quadro negro. Percebi que tinha uma pequena elevação de madeira, um palco, deixando o professor mais alto para os alunos do fundo poderem vê-lo, provavelmente. Subi no palco e me aproximei da mesa.

Era apenas uma mesa de madeira, envernizada com uma pequena cadeira acolchoada escondida debaixo dela e duas gavetas do lado direito com maçanetas redondas pintadas de branco. Voltei os meus olhos para o quadro. A pessoa que escreveu a frase tinha uma letra suave e no final da frase fez questão de desenhar um rosto de um coelho usando um giz rosa.

Toquei com a ponta dos dedos o quadro, sentir a aspereza natural dele, andei alguns centímetros para o lado direito. Olhei para os folhetos que tomavam o mural.

Vários folhetos com informações aleatórias: o que serviria na cantina, cronograma e clubes dos mais variados, desde clubes de estudo até clubes.......clubes de Homens-carta?

A imagem do folheto tinha uma carta de copas desenhada a mão no centro e escrito em negrito com letras em caixa bem grande:

VENHA PARTICIPAR DO CLUBE PARA OS HOMENS-CARTA. NÓS TEMOS CHÁS E DOCES

- Certo, isso é meio estranho

- Concordo

Uma voz feminina saiu de trás de mim. Dei um salto para trás e, acho, que saiu um pequeno gritinho.

- Eu nunca entendi o porquê eles têm que escrever tão grande que eles têm chá e doces. Acho que compartilhamos a mesma pergunta, não é?

Uma garota magra, vestindo trapos azuis, descalça, sua pele era morena, me encarava. Seria uma visão quase normal, se ignorássemos o fato que ela cobre o rosto com uma grande máscara de coelho. A máscara de coelho era marrom, com grandes orelhas em pé, bochechas cheias, olhos verdes lindos me olhavam através da máscara com curiosidade, seria adorável se essa curiosidade não viesse com uma loucura e um sorriso estranho e assustador da própria máscara. Conseguia ver umas mechas de fios marrons, acho que é o cabelo dela por detrás da máscara.

- Por que essa cara, Senhorita Alice? – Perguntou

Eu fiquei uns segundos calada olhando para aquela pessoa. Como ela conseguiu chegar perto de mim? Ela já estava na sala? Como não a notei? E principalmente, como ela sabe o meu nome?

Questões explodiam na minha cabeça, mas agora tinha algo mais importante para se questionar neste exato momento. Eu não sabia se deveria ter medo dela, se deveria correr, se deveria gritar ou, talvez, fazer todos ao mesmo tempo.

- Hum. Tudo bem, não precisa responder agora – Ela colocou a mão no que seria o queixo da máscara como se estivesse pensando.

Ela parecia ser uma criança de no máximo 10 anos. Por que ela está vestida assim e em um lugar como esse?

- Ahhhhhh! – Ela abriu a palma da mão e deu um leve soco na palma como se tivesse lembrado de algo importante.

Ela rapidamente começou a mexer em um bolso que eu nem havia notado que existia. Eu a olhava incrédula pela situação e pelo o que estava acontecendo. Bem na minha frente tinha uma garota magra vestindo trapos que parecia que não havia sido alimentada a semanas. Se prestasse um pouco de atenção dava-se para ver os seus ossos saltando da pele. Onde diabos estavam os pais dessa criança?

Depois de uns segundos de procura impaciente, ela finalmente achou o que procurava com tanta intensidade.

- Aqui, Senhorita Alice – Ela esticou o punho em minha direção e abriu revelando uma pequena chave de aço – Estão te esperando no ginásio, Senhorita Alice.

- Quem está me esperando no ginásio?

- Então, tchau, Senhorita Alice, foi um prazer te conhecer – Diz ela ignorando completamente a minha pergunta

Ela saltou do palco e correu para a porta. Empurrou a porta com toda força causando um grande estrondo e a força que ela realizou causou um pequeno vento que levantou o que seria a sua saia. Pulou para o corredor, fez um aceno para mim antes de fechar a porta com um novo estrondo.

- Ei espera um momento! – Gritei

Corri até a porta e a abrir. Me deparei com um homem-carta bem atrás da porta.

- A Senhorita é a Senhorita Alice?

Me assustei, dei um passo para trás

- Sim, sou eu mesma – Respondi esperando que a minha voz não falhasse

- Por gentileza, me acompanhe

Ele se virou e começou a andar pelo corredor.

O homem-carta era como o próprio nome remete. Uma carta que tinha pernas e mãos, ele era um 8 de Copas, carregava uma longa lança vermelha com a ponta em formato de coração. Seu rosto era desenhado, olhos simples, igual a pontos e um longo risco abaixo o que seria a boca. É como se uma criança tivesse pego uma carta e desenha-se nela.

- Onde o Senhor está me levando?

- Para a Corte

- Onde fica a Corte?

- No ginásio – Responde o homem-carta com um pequeno tom de impaciência.

- Obrigada

O caminho prossegue

- O Senhor viu uma garota com uma máscara de coelho correndo pelos corredores? – Pergunto quebrando o silêncio

- Quem? – O Homem-carta se vira e olha para mim, com feições do que seria de questionamento

- O Senhor não viu uma garota correndo pelos corredores?

- Não

Ele se vira e continua a caminhada

Seguimos o caminho calados. O corredor tinha o mesmo estilo da sala, piso e teto brancos, paredes bege com várias janelas de um lado e do lado oposto as salas com pequenas placas no topo a cada duas portas com número e letra separadas por um hífen definindo cada sala.

Estava anoitecendo, acho que a maior parte dos alunos estavam em casa ou no ginásio, pois os corredores estavam vazios e não se ouvia barulhos vindo das salas.

Depois de uns minutos de caminhada silenciosa descendo algumas poucas escadas chegamos no ginásio.

A porta de entrada do ginásio era grande com duas grandes barras horizontais para se abrir. Não conseguia ouvir nada que vinha de lá. O que está acontecendo aqui?

- Entre, por favor – O homem-carta fez um sinal com a mão me convidando para que eu entrasse.

Olhei para ele esperando alguma outra reação e ele apenas repetiu o mesmo gesto dessa vez olhando para baixo.

Voltei os meus olhos para a porta, apertei a minha bolsa contra o meu corpo, mordi os lábios de nervosismo. Peguei a barra de ferro e antes de a pressionar para baixo. A porta se abriu para mim. Um vento frio saiu de lá de dentro. Não conseguia enxergar nada que vinha de dentro.

O homem-carta se mantinha na posição que o havia deixado.

Entrei naquela escuridão.

A porta se fechou atrás de mim. Fiquei apenas em uma escuridão profunda. Percebi que conseguia caminhar um pouco para frente, então, continuei andando com cuidado para não pisar em nada ou cair. Tateando aos poucos o meu caminho

Me bati em algo, algo circular de madeira. Tateei aquele objeto com cuidado e notei que ele circundava o meu corpo.

A luz foi ligada, me ofuscou por uns segundos me obrigando a colocar o braço para proteger os olhos daquela repentina luz. Esperei até que a minha visão se adaptasse a luminosidade.

Ao me dar conta, percebi que aquele não era o ginásio, pelo menos, não aquele ginásio que eu conhecia.

O lugar era gigante. Um grande salão feito de mármore e piso de madeira. O teto era abobado com uma grande cúpula acima de mim. Grandes pilares de mármore mantinham aquele teto incrível. Vários candelabros de ouro pendurados ou presos a parede iluminavam aquele lugar dando a ele um ar épico e nobre. A abobada do teto era desenhada a mão no gesso com um cuidado digno de muitos artistas famosos e igrejas europeias que eu via nos meus livros de História.

Notei finalmente que havia uma plateia atrás de mim, era vários homens e mulheres vestidos pomposamente olhando com curiosidade para mim. Sentados em cadeiras de madeira pomposas e acolchoadas.

Mulheres com vestidos longos de variadas cores, cabelos em peteados que nunca tinha visto, maquiagens exageradas com muito pó de arroz que dava a eles quase um ar de que fossem fantasmas.

 Os homens vestiam ternos giz ou roupas de gala, cabelos organizados sistematicamente e para aqueles que tinham barba, penteada e amarrada em trança para aqueles de barba muito longa. Homens e mulheres tem a mesma coisa em comum, muita maquiagem e pó de arroz.

Dois homens-cartas estavam com suas lanças formando um X atrás de mim para que impedissem a minha passagem. Dessa vez eram dois homens-cartas diferentes um 3 e um 7 de paus. Me encaravam fazendo cara de mau.

Um tapete vermelho se estendia até onde eu estava. Aquilo de madeira que me circundava, era um grande círculo da altura da minha cintura.  Era o móvel onde naquelas séries policiais os réus eram julgados em frente ao juiz. Coloquei a minha mochila lentamente no canto tentando não chamar muita atenção, algo que eu falhei. Eles, os homens e mulheres atrás de mim, começaram a cochichar entre si.

Olhei para frente e tinha um grande trono com uma mulher sentada. O trono era maior que ela a deixando com bastante espaço para poder procurar por uma posição confortável, caso, se sinta desconfortável. A mulher se vestia melhor que a minha plateia. Abaixo do trono estavam os homens-cartas de número 9 e 10 de espadas me encaravam com feições neutras.

A mulher no trono usava um vestido preto e azul escuro de mangas longas, seus seios eram grandes, o que dava muito volume para o seu vestido que ia até a garganta. As mãos brancas dela estavam apoiadas com cuidado sobre suas pernas que estavam cruzadas. Seu rosto era coberto por um véu preto que apenas deixava ver os seus suaves lábios rosados, estavam cerrados. Acima do véu tinha uma grande coroa com pedras preciosas a recheando. Seu cabelo estava amarrado em um coque mostrando os seus cabelos negros.

- Senhorita Alice? – Ouvi um cochicho de um homem-carta

- Sim?

Ele falou alguma coisa que eu não conseguia entender por causa dos barulhos das conversas paralelas que vinha da minha plateia atrás de mim.

- Desculpe, não consigo te ouvir

- Silêncio – Disse a mulher com uma voz calma, mas incisiva

Imediatamente as conversas cessaram. Olhei para ela, ela tinha uma expressão como se não tivesse feito ou dito nada.

- A Senhorita é ré em um processo.

- Não, o que?

Ele saiu ignorando a minha pergunta.

- Como sabemos, a Senhorita Alice é culpada pelo assassinato do Coelho, exijo a sua execução imediata!

Olhei para onde vinha a voz.

No meu lado esquerdo tinha um homem dentro desse mesmo círculo de madeira que me circundava.

Era um homem vestido de terno preto, um colete e gravata verde da mesma cor da sua calça e luvas brancas. A gravata estava bem mal colocada e amassada. Do colete saia um pequeno lenço branco. Uma cartola verde estava em sua cabeça cobrindo os cabelos castanhos, pele pálida, nariz fino e olhos verdes que me encaravam enquanto ele sorria quase como um psicopata. Apontava para mim com a sua bengala de madeira com um grande cristal verde na ponta.

Seus olhos são muito bonitos, mas expressam uma loucura e, talvez, uma nova forma de enxergar o mundo.

- Concedida Chapeleiro – Ela levantou um martelo de juiz e bateu no braço do trono

- Ei, espera! – Gritei

- Algum problema, Senhorita Alice? – Disse o Chapeleiro colocando a bengala para baixo e fazendo uma expressão de dúvida.

- Qual é a prova?

- Primeiro executamos e depois olhamos as provas – Respondeu – Essas são as leis da Corte.

- Mas eu sou inocente!

- Depois decidimos isso

- Eu não quero morrer!

- Isso não podemos fazer nada - Sorriu

- Soldados, levem a para ser executada – Disse a mulher no trono

Os soldados se aproximaram de mim com armas em punho, meu coração começou a bater mais rápido. Eu não quero morrer, não dessa forma! Cada um segurou os meus braços e apertaram, mesmo não parecendo, eles eram muito fortes.

- Espere! – Uma voz surgiu da multidão – Ela é inocente!

A mulher levantou a mão pedindo que os soldados parassem. Eles pararam segurando ainda o meu braço com força.

- Quem disse isso! – Gritou o Chapeleiro

- Eu!

Uma mulher surgiu entre as pessoas que estavam na plateia.

- Minha Rainha! – O Chapeleiro e todos se curvaram perante ela

Os cochichos ressurgem.

Uma mulher bonita, cabelos curtos castanhos, seios grandes, olhos vermelhos, pele branca, nariz fino e pontiagudo, lábios finos com um batom vermelho. Vestia um longo e elegante vestido vermelho e preto com a manga curta. O corte do vestido era no formato de um coração. Na cabeça ela também usava uma coroa, menor do que a da mulher no trono, mas tinha a mesma grandeza em joias. 

- Levantem-se – Todos se levantaram enquanto ela fazia um gesto com as mãos

- O que a Senhora quer dizer com isso? – Perguntou o Chapeleiro

- Ela é inocente, tem algo a mais a dizer isso?

- Porque devemos acreditar em ti?

- Porque é a minha palavra, a palavra da Rainha dos Corações

- A Senhora pode estar escondendo que a ré matou o Coelho – Questionou o Chapeleiro

- Ela não matou o Coelho!

- De que forma a Senhora pode provar que o que a Senhora diz é verdade?

Ela ficou pasma por uns segundos. Merda, eu preciso fazer alguma coisa.

- Eu preciso ver as provas! – Gritei olhando para a mulher no trono.

A mulher no trono olha para mim, sinto a pressão que o seu olhar tem. Todos calaram esperando a reação daquela mulher. O Chapeleiro a olhou, questionando silenciosamente. A mulher o olha e ele entende o recado que foi mandado. Ele suspira irritado.

- Tudo bem. Soltem-na – Os soldados me soltaram, sentir meus braços ficarem leves e um pouco doloridos. Os soldados voltaram para as suas posições originais – O que você deseja ver?

Pensei por uns instantes.

- Onde foi visto o Coelho foi visto pela última vez antes de ser morto?

- Na sala de aula, o horário, já interligando foi as 17:50, logo ao final das aulas – Respondeu o Chapeleiro tirando a cartola revelando os cabelos castanhos sedosos, mas logo depois ele coloca a cartola de volta para a cabeça.

- Onde o Coelho morreu?

Ele sorrir sadicamente para mim.

- Ao invés de eu te contar porque você não ver? – Ele saca uma foto do bolso do lenço e entrega para o soldado que estende os curtos braços, se esforçando um pouco para pegar a fotografia. Após pegar a foto ele corre na minha direção e a entrega para mim.

Estico o meu braço e pego a foto.

- Obrigada – Digo sorrindo e ele retribui sorrindo de volta.

Ele corre de volta ao seu posto ao lado do Chapeleiro que se mantém sorrindo para mim.

Olho a foto e vejo a cena. Fico horrorizada.

A foto mostra o cadáver do Coelho.

O Coelho estava jogado no chão coberto de sangue com uma faca enfiada no abdômen, o uniforme escolar, uma camisa branca e uma calça azul, estavam empapados de sangue e a sua máscara de coelho branco estava coberta com o seu sangue espirrado. Ele estava entre as cadeiras e as mesas, sua bolsa estava em cima da mesa. O chão estava sujo de sangue e no lugar onde ele estava havia se formado uma poça.

- Ele foi encontrado na Sala de Vídeo, as 18:30. Apenas uma chave foi encontrada e nela há as digitais, mas não sabemos a quem pertence – Disse o Chapeleiro sorrindo e quase rindo do meu horror.

- Sobre a arma do crime? – Pergunto com um pigarro seco na garganta

- A faca foi encontrada no abdômen da vítima, sem digitais. A faca perfurou o estomago e o fígado causando vários danos, o assassino girou a faca rasgando bastante o local da ferida. – Dessa vez ele para de sorrir e volta ao seu estado “normal”.

Eu ainda encarava a foto pasma

- Algo a mais?

- Quem o encontrou?

- Fui eu – Disse a Rainha dos Corações

Todos voltaram os seus olhos para ela.

Ela estava com a mão direita levantada que aos poucos foi abaixando

- O que a Senhora foi fazer na Sala de Vídeo? - Perguntei

Ela olhou para o lado, cruzou os braços abaixo dos seios com vergonha.

- Não quero falar – Cochichou

- Então você matou o Coelho? – Disse o Chapeleiro sorrindo

- Não! Eu não o matei!

- Porque não diz o que estava fazendo, então?

Ela se calou

- O silêncio prova que ela é culpada. A execute, meu Rei!

- Não! Não foi ela – Gritei

- Então foi você?

- Não

- Então porque não foi ela?

- Eu.....eu não sei – Respondo com a voz falhando

Eu tentei responder algo, mas eu percebi que não tinha como refuta-lo. Meus lábios secaram e olhei para baixo.

- Prove para nós e para mim que você é inocente Senhorita Alice – Ele abre os braços e o seu sorriso se torna uma gargalhada

- Não consigo provar – Cochichei

A Rainha olhou para mim

- Meu Rei, como pode ver, ela não consegue provar sua inocência, vamos executa-la agora! Como dizem é culpado até que se prove inocente

- Não! O certo é inocente até que se prove o contrário – Bati o meu punho na madeira - Meu Rei deixe-me investigar o caso e provar a minha inocência, eu posso provar que eu sou inocente.

O Rei olhou para mim, eu podia não está vendo os seus olhos, mas sentia eles me analisando.  Eles me fitavam como se estivessem lendo a minha alma ou toda a minha vida.

- Prove – Disse o Rei

- Obrigada – Eu sorrir de felicidade

- Meu Rei, a Senhora não pode.......

O Rei virou os olhos para o Chapeleiro, o Chapeleiro murchou. Eu senti toda a pressão dos olhos sobre o Chapeleiro. Senti uma pena por ele.

- Quem é você para decidir sobre o que eu devo fazer ou não?

- Me desculpe, minha Senhora – Ele se curvou tremendo

O Rei se virou para mim e se levantou, todos se curvaram.

- Você, Alice, terá ajuda da minha esposa – Sua voz era calma, mas mostrava todo o poder que ela possuía. A sua voz tomava o salão.

- Mas o que? – Gritou a Rainha

- Algum problema? – Os olhos do Rei devem ser assustadores porque assustaram até mesmo a Rainha.

- Nada – Respondeu timidamente

- Tem uma semana, resolva o caso, se não eu mesmo faço questão de te executar você e a minha esposa.

As últimas palavras gelaram o meu coração. Apenas uma semana?

Como vou conseguir resolver esse caso em uma semana?

- Agora saiam daqui! – O Rei voltou-se para o seu trono e a plateia começou a sair.

O Chapeleiro andou em direção ao trono onde ele arrodeou e sumiu por de trás do trono. A Rainha me pegou pelo ombro

- Vamos, precisamos conversar, agora!


Notas Finais


Este é a minha segunda história ainda continuo inexperiente nessa área. Por favor deem o seu veredito e criticas construtivas, agradeço.
xp


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...