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História Alice in Borderland A rainha de copas Chishiya-reader-Niragi - Capítulo 1


Escrita por: isahhcaroline

Notas do Autor


Primeira historia de Alice in Borderland!!

Capítulo 1 - Harumi Tsukumo


Fanfic / Fanfiction Alice in Borderland A rainha de copas Chishiya-reader-Niragi - Capítulo 1 - Harumi Tsukumo

 

Quando o pesado portão de ferro se fecha apenas uma pessoa de onze sai viva, com ferimentos nos joelhos que sangravam e machucados nos dedos que lhe custaram duas de suas unhas, Harumi Tsukumo se levanta do chão com o rosto arranhado causado por um galho de árvore do traiçoeiro jardim onde a duas horas atrás se iniciara o jogo. 

A mulher caminha até a pequena mesa diante do portão pegando ali a carta seis de copas, ela bufa pelo cansaço e pela dor assoprando assim uma mexa escura de seu cabelo que caia sobre seu rosto, ela guarda a tão preciosa carta e caminha a passos lentos e torturantes para o carro a alguns metros da arena.

Dois homens da milícia se encontravam rindo sobre algo, Harumi abre a porta de trás do veículo jogando seu exausto corpo no banco e fechando a porta a seguir, no rádio o motorista avisa que estão voltando a praia. A jovem olha para fora do carro pela janela sem interesse algum de trocar palavras com os ali presentes, aquele mundo vazio e silencioso era sua casa des de que em uma manhã ela acordou em seu quarto e não havia mais ninguém, quando chegou a praia depois de quase dois meses sobrevivendo sozinha.

 Ninguém sabia quem ela era, a única coisa que ela disse era seu nome, apenas isso, sem pais, sem amigos, sem endereço, nada ela comentou, apenas disse precisar de um lugar para ficar e que faria de tudo para ter as cartas, sem saberem muito sobre ela o chapeleiro permitiu que ficasse lá, para ele o mais importante era mais um para lutar pelas cartas e pela possível volta para o mundo real.

Ao passar do tempo podia se ver o potencial da garota ali presente, carta após carta iam ganhando graças a ela, principalmente as cartas de copa, a inteligência e frieza de Harumi eram surpreendentes quando tratava de ter o que desejava, o chapeleiro viu nela uma aliada forte, uma luz a apelidando assim de Rainha de copas.

 

Enquanto as ruas iam passando as luzes das grandes janelas se aproximavam, o que antes era um paraíso litorâneo de Tóquio agora se tornara uma utopia de um lunático,  a música podia ser ouvida do lado de fora, as risadas e diversão preenchiam a casa, tudo uma grande ilusão, por um momento parece que todos esqueciam que a morte rondava tudo naquele mundo paralelo.

Ao entrar no grande lugar a confusão na frente da piscina já estava formada, Aguni e o chapeleiro se encaravam, não precisava ser nenhum gênio para ver que a milícia fizera algo de errado novamente, o chapeleiro olha fixamente o homem a sua frente antes de sair, Harumi vai em direção do grupo atraindo a atenção do chefe.

— O que houve aqui?-Ela pergunta

— Onde você estava?-Aguni pergunta parando diante da mulher

— Caralho o que ouve com você? Esta parecendo que foi atropelada-Niragi caçoa.

— Eu estava terminando o jogo para conseguir a maldita carta para o chapeleiro-Ela mostra a carta a ele que revira os olhos com um sorriso debochado-Deveria fazer algo de útil também além de desfilar com seu rifle.

— Já chegou com ignorância?-Niragi se aproxima da jovem se abaixando um pouco a altura dela-Deveria tomar cuidado com suas palavras.

— Já chega! Os dois.-Aguni diz.

— Entregarei a carta ao lunático, preciso descansar-Ela se afasta das pessoas ali presente sentindo olhares queimando em suas costas

Ela entra no local atravessando os corredores e subindo as escadas, ela sentia os joelhos doloridos pelos machucados e seus dedos queimavam pelo vento que batia em sua carne, demoraria umas três semanas para que as unhas crescessem novamente. Ela avista a grande porta e os dois seguranças nela que as abrem dando espaço para ela passar. Chapeleiro estava sentado em seu sofá com duas mulheres ao seu lado e a frente dele um garoto que ela não conhecia, ele se vira para ela quando Takeru se levanta observando a mulher machucada a sua frente.

— Minha rainha-Ele caminha rapidamente até ela segurando sua mão-Esta bem?-Ele pergunta

— Ficarei bem-Ela tira do bolso os seis de copas tirando um sorriso do homem-Aqui esta seu precioso

— Os seis de copas-Ele pega a carta tirando os óculos escuros

— Se me permite, agora só quero dormir

— Harumi-Ele a chama quando ela se vira-Antes de ir, quero que conheça Arisu-Ele aponta para o garoto que se levanta observando a mulher seria que o estudava dos pés a cabeça

— Arisu-Ela repete-Novato?

— Chegou mais cedo, creio que ele será bem útil — Chapeleiro diz caminhando pelo local

— Talvez sim-Ela responde-Logo descobriremos, agora se me permitem, tenham uma boa noite-A moça diz antes de sair do local em direção ao seu quarto

— Arisu-Takeru o chama-seja esperto com ela — ele se aproxima olhando aos lados e cochicha-Aquela, é a rainha de copas.

 

 

Harumi abre as portas de seu quarto as batendo logo em seguida, ela tira sua roupa e solta o rabo de cavalo caminhando até o banheiro, ela liga o chuveiro no morno e deixa a água percorre-la, tudo era dor, sua pele ardia, seus longos cabelos escuros antes presos agora eram molhados, ela passa a mão por eles enquanto mordia os lábios pela ardência em seus dedos. Tudu aquilo por cartas, quem imaginará, um dia você esta vivendo sua vida normalmente e em outro matando e morrendo por simples cartas de baralhos.

O vento que entrava pelas janelas arrepiavam seu corpo, ela era uma bela mulher, forte e segura, chegara a esse mundo destorcido aos dezesseis, a três anos ocupa uma posição de destaque na praia, ela tinha um namorado, Hiroshi sato, o homem havia roubado o coração de Harumi a um ano, mesmo com a desconfiança de Aguni que a via como uma filha e o desafio de conseguir a permissão do líder da milícia eles conseguiram.

A um ano os dois eram um casal, mesmo o garoto ter mudado seu comportamento com a ela a uns dois meses para cá, a mulher percebera o distanciamento e a ignorância do mesmo, mais se negava a acreditar que o que ela pensava era real, mesmo ela sendo a rainha de copas da praia, a responsável pelas cartas, tendo uma posição de traidora em jogos e manipuladora, ela nunca, nunca, aceitaria a traição fora de um jogo, ela mesma era fiel a todos que a mostrasse lealdade.

Ela desliga o chuveiro e sai dele com a sensação de seus joelhos iriam fraquejar, ela se senta na cama enrolada a uma toalha branca enquanto os cabelos molhados estavam pingando em suas costas e molhando a cama, ela abre a gaveta em seu criado mudo pegando o ‘kit’ de primeiro socorros e de lá tirando os  esparadrapos, ela enrola envolta dos seus dedos que não possuíam unhas, ela range os dedos, “tanto trabalho para cuidar para perdê-las com tanta facilidade”.

Ela deixa o kit sobre a poltrona pegando uma camisa que estava na cama e a vestindo, ela sem se importar com os cabelos molhados se deita se cobrindo com os volumosos edredons, podia se ouvir a música alta e o barulho da festa que acontecia a baixo de seu quarto, ela foca na parede do quarto escuro e não demora a adormecer.

 

___*___*___

 

Harumi acorda com a luz do sol batendo em seu rosto, ela se vira incomodada se cobrindo, ao lado da sua cama o rádio comunicador apitou antes da voz de Niragi sair dela “Alô? Harumi, Niragi aqui cambio”-Ele caçoava — Ela vira de bruços na cama olhando o aparelho com uma sobrancelha arqueada” Dorminhoca? Acho melhor você acordar antes que subamos aí”, ela pega o aparelho o atendendo.

— Niragi vai ver se eu to lá na esquina-Pode se ouvir algumas risadas de fundo

— “Mais que mau-humor, são quase dez horas da manhã, deveria estar agradecida por te deixarmos dormir”-Ele diz

— Ficaria agradecida se não ficasse me acordando com esse maldito rádio

— “É para eu te acordar pessoalmente?”-Ela bufa enquanto desliga o rádio sem responder o homem

Ela se levanta e ouve que a música continuava a tocar alto a fazendo querer estourar os miolos de todos por sua cabeça estar explodindo, ela caminha ao guarda-roupa vendo que não havia nada além de roupa de banho e roupa de jogo “Regra um da praia, sempre use roupa de banho”

— Regra patética-Ela diz pegando um biquíni preto

Ela se arruma e sai do quarto, seu salto não emitia som enquanto ela descia as escadas, ela vai para a piscina vendo todas aquelas pessoas conversando e brincando com as grandes bolas coloridas pelo lugar, logo a milícia pode ser vista sentados envolta de uma grande mesa. harumi se aproxima se sentando ao lado de Saiko, os óculos escuros escondiam seus olhos vermelhos causados pela noite péssima de sono.

— Dormiu bem?-Niragi pergunta com o rifle sobre o ombro e sendo ignorado pela mulher-É parece que não

— Não tem outra pessoa com mais paciência para você encher?-Ela tira os óculos

— Não-Ele responde

— Onde esta Aguni?

— Ele disse que resolveria algumas coisas-Um homem da milícia diz

— Viu os novatos?-Saiko pergunta

— Vi, o… _ela procura o nome na mente-Arisu, ele estava com o chapeleiro ontem a noite

— Fazendo o quê?-Ela pergunta

— Não sei, não prestei a atenção 

— Harumi-Kuina se aproximou tirando um sorriso da amiga

— Bom dia-Ela diz

— Tenho que te contar uma coisa-Ela parecia aflita, logo Chishiya aparece acenando e colocando as mãos no bolso de sua blusa branca

— O que seria?-Harumi pergunta se virando completamente para a amiga-Não parece muito bem

— Eu vi Hiroshi com outra menina no corredor-A rainha de copas perdeu o rumo da conversa se levantando lentamente e olhando nos olhos da amiga 

— Como?-Ela pergunta para ter certeza que ouviu certo

— Ele estava no corredor dos quartos com outra menina, achei que você deveria saber-Harumi olha para Chishiya que se mantinha calado e observava a reação da garota

Ela sai apressadamente atrás do homem, Niragi e os outros logo seguem atrás com a dupla que lhe dera a notícia, ela mantem a sua calma e não se permite chorar ao ver ele conversando com uma garota na beira da piscina, ela sorri ao homem que corresponde dando um gesto disfarçadamente para a garota que se afasta.

Niragi sente a vontade imensa de explodir a cabeça de Hiroshi, enquanto ele sorria para Harumi que se senta ao lado dele.

— Esta tudo bem meu amor?-Ele pergunta— Ela pega a mão dele 

— Onde você estava mais cedo?

— Que pergunta é essa Harumi?-Ela percebe o queixo dele começar a tremer

— Onde estava?-Ela insiste

— Harumi pare com isso-Ele puxa a mão fugindo do toque dela-Não confia em mim?-Ela bufa e se levanta pegando a arma de Niragi e apontando para ele-O-o que é isso Harumi? Abaixa isso-Ele levanta as mãos.

— Perguntarei e quero que me responda-Ele concorda-Esta me traindo?

— Quer pergunta é essa?-Ela atira para cima fazendo pessoas saírem dali ou se encolherem em algum canto

— Você não é nenhum idiota Hiroshi-Ela aponta a arma para ele-Então me responda sim? Esta?-Ele fecha os olhos sentindo as pernas bambearem.

— E-eu… harumi-Ela levanta as sobrancelhas esperando uma resposta-Foi apenas uma vez-Ela sente os olhos marejarem, mira e atira na perna do homem a sua frente que cai

— Com quem?-A moça que antes cedo estava com Hiroshi tenta sair mais é parada pela katana de Last-Claro-Harumi diz abaixando a arma, ela fecha os olhos com força e entrega a arma a Niragi-Faça o que quiser com ele, é todo seu — Ele solta um sorriso quando a mulher sai apontando para Saiko pegar a mulher

— Agora daremos um passeio-Niragi sorri e da uma coronhada no homem que desmaia

Arisu e Usagi observavam tudo como as outras pessoas ali, eles viram a mestiça passar por eles colocando os óculos escuros para esconder as lagrimas enquanto a mulher era arrastada por Saiko

— Ela não é assim o tempo todo-Kuina diz com o cigarro entre os lábios

— O que acontecera com eles?-Arisu pergunta 

— O que acredita que ira acontecer?-Chishiya diz surgindo atrás do grupo

 

 

Niragi ria enquanto chutava insistentemente a cabeça do homem caído a sua frente, ele se afogava com o próprio sangue, seu rosto estava desfigurado pelos chutes e coronhadas, quando Niragi parou pode se ouvir a porta ser aberta e nela surgir Aguni.

— O que é isso?-Aguni pergunta calmo

— Isso-Niragi o responde colocando a ponta do rifle no rosto completamente machucado do rapaz-É um traidor-Ele olha para Aguni-Ele traiu a Harumi chefe — Os olhos rígidos do homem vão diretamente para Hiroshi, ele vai a passos rápidos o pegando pelo pescoço

— Você se lembra o que lhe prometi a um ano atrás? Que se a magoasse eu iria te deformar, e nem o diabo te reconheceria-Aguni o olha-Você me subestimou-Ele soca o rosto do homem que bate o cranio mais uma vez contra o chão-Ira se arrepender por isso.

 

A garota tentava gritar mais a fita em sua boca a impedia, seu nariz sangrava pelo soco que Saiko a dera quando tentara fugir, Harumi a observava se debater na cadeira que estava amarrada, no rosto da mulher não havia expressão alguma, ela esperava tudo menos uma traição, o que ela mais temia aconteceu.

— Sinceramente não sei o que fazer-Ela se ajeita na poltrona-Talvez eu apenas atire em sua cabeça e acabe com sua existência inútil-Harumi se levanta tirando a fita da boca da jovem que levantou seu olhar assustado para ela

— Não, por favor, imploro não me mate

— Eu estaria até te fazendo um favor, sair desse maldito lugar, mas bem-Ela se agacha na altura da mulher-Você me traiu!

— Me desculpe, por favor-Ela chorava

— Você me enjoa-Ela se viro observando os homens com as armas apontadas ao chão-Cuidem disso, eu não quero sujar minhas mãos hoje, Saiko vamos-Ela da uma ultima olhada para a mulher que realizava um sinal negativo com a cabeça, saindo do quarto pode se ouvir os gritos do local e os pedidos de socorro até tudo se silenciar no quarto e a porta se fechar.

 

__*__*__

 

Harumi estava sentada no bar que ficava na praia, ela gostava de ficar lá a noite quando não estava cansada, ela enrolada uma mexa escura de seu cabelo no dedo enquanto mantinha o olhar focado no balcão. Ela não vira Niragi des de que pedira para ele cuidar de Hiroshi, Aguni não viera falar com ela, na verdade, não o vira também.

O banco ao seu lado é ocupado ela fecha os olhos ao sentir o cheiro agradável que ela conhecia tão bem, ela sorri levemente sem desviar o olhar do ponto do balcão.

— Você sabia?-Ela pergunta sem o olhar

— Eu imaginava, mais não te contaria até ter certeza-Chishiya responde a olhando 

— Um ano-Ela continua a enrolar a mecha-Um ano vivendo uma mentira, é, fui uma idiota-Ela toma um gole da bebida amarga

— Ingenua eu diria

— Ingenua… que patético-Ela bufa se jogando na cadeira-Confiei nele, confiei noventa por cento

— Noventa?-O loiro se vira para ela

— Não se pode confiar em alguém cegamente ao ponto de chegar a cem-Ela olhava o teto 

— Acho muito, talvez uns quarenta virgula sete por cento

— Talvez trinta virgula sete-Chishiya solta um sorriso discreto ao ouvir a mulher rir devido ao álcool — Pelo lado bom, agora estou solteira novamente — Ela olha para Chishiya que levanta uma sobrancelha-O que acha em?-Ela se aproxima do rosto do homem que segura seu rosto a olhando

— Acredito que esta bêbada e precisa descansar-Ele diz

— Não estou bêbada seu chato-Ela se afasta com um olhar de reprovação-Estragou o clima-O loiro ri enquanto vê a mulher bufar apoiada sobre o balcão — Amanhã a noite teremos que renovar nossos vistos.

— Mais um motivo para descansar

— Esta me expulsando daqui? É isso Chishiya?

— Vou avisando, se amanhã durante o jogo, eu não segurarei a barra de ninguém-Ela revira os olhos para o garoto

— Eu só vou nessa merda se for para ganhar, não importa o que eu tenha que fazer-Ela toma um gole da bebida-Vou sempre vencer.

 

 

“O ser humano gosta de ser seguido por alguém mais fraco porque se sente melhor.”


Notas Finais


oq acharam gente?


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