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História Alienados - Capítulo 12


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Notas do Autor


aaaahhhhh
a revelação sobre a "essência" da Héstia
😻🔥❤

Capítulo 12 - A Fênix


Fanfic / Fanfiction Alienados - Capítulo 12 - A Fênix

Terra, Via Lactea

1941 anos terrestres

Pécs, Húngria


     

      Hela/ Sarah Maximoff:


 
  Estávamos nesse lugar irritante há um ano! Héstia, vulgo Sofia, estava se saindo muito bem. Ela era pacífica, educada, gentil e conseguia lidar bem com o fato de fazer parte de uma casa. Só o que a perturbava era o fato de seus familiares e amigos estarem presos com a Bruxa Má na Dimensão G, mas eu a tranquilizei dizendo que tinha passado menos de uma semana lá.


 
  Isso tudo era impossível para mim! Essa questão de trabalhar em casa, não poder usar magia nem poderes... Acho que eu ia matar alguém antes do tempo e esse alguém seria eu! Tudo isso era muito chato para mim. Eu gosto de ação, aventura... nada disso eu encontrava aqui, além de deixar as plantinhas bonitas com a minha Magia.


 
  Há dois anos terrestres estávamos presas aqui e nenhuma revelação nos veio a tona. E olha que eu até nos teleportei para Atenas uma vez, para tentarmos passar pelo portal, mas ele não se abriu.


 
  Agora, Sofia estava na casa dela com os Nagy's, e eu estava com os Maximoff. Por mais que o tempo passasse diferente entre a Dimensão G e a Terra, quando estávamos aqui, o tempo parecia normal. Isso era irritante e demorado.


 
  Eu estava ajudando a Wanda a limpar a casa, varrendo o chão. Tecnicamente, eu estava sentada na cadeira em frente a mesa, enquanto pensava nas coisas que faria quando voltasse para a Dimensão G e fazia a vassoura varrer a casa apenas com o meu pensamento.


 
  A Jóia do Ego que roubei de Ravenna antes de morrer e vir parar aqui não me ajudou a descobrir nenhum "segredo do Universo" até agora. Talvez eu não fosse poderosa o suficiente para portá-la.


 
  - Sarah - chamou Wanda e eu a olhei. - Não pode fazer a vassoura limpar a casa por você.


 
  - Na verdade, eu posso. - Falei sorrindo e ela sorriu, revirando os olhos.


 
  - Você me entendeu. - Protestou e eu soltei uma risada. - Agora vem limpar como uma pessoa normal.


 
  - Mas eu não sou uma pessoa normal. - Retorqui, ainda olhando para ela.


 
  - E já sabe quem você é? - perguntou e confesso que isso me tocou um pouco.


 
  - Isso foi maldade! - falei e ela riu.


 
  - Então, enquanto você não sabe quem é, vem limpar a casa. - Tripudiou e eu revirei os olhos.


 
  Me levantei da cadeira para ir até a vassoura, que estava no centro da cozinha, e no primeiro passo que dei, perdi o equilíbrio e caí, e logo tudo de apagou.


 
  "Eu estava em lugar estranho, totalmente desconhecido por mim em imagens e descrição de estudo. Ele tinha uma extensão infinita, e era completamente branco, não sendo possível distinguir seus limites de 'céu' e 'terra firme'.


 
  Não havia mais ninguém ali além de mim. Eu estava completamente sozinha, até ver um pontinho à distância. Comecei a correr em sua direção, já que tentei me teleportar e não consegui, o que indicava que este lugar negava o uso dos meus poderes.


 
  Depois de muito correr, finalmente cheguei próximo ao tal pontinho. Na realidade, não era um pontinho, era um bebê. Ele estava deitado em um pequeno berço de madeira que estava levitando no ar.


 
  O bebê tinha a pele branca e delicada, parecia uma boneca de porcelana. Possuía uma quantidade fraca de cabelos curtos louros, mas era aceitável para um recém-nascido. Ele era sorridente, mesmo ainda tendo seus olhos fechados. Naquele momento, eu imaginei como seria se o bebê fosse meu.


 
  - Oi, gracinha! - ouvi uma voz feminina familiar pairar sob nós e olhei ao rodor. Eu ainda estava sozinha.

 
  Depois ouvi passos se aproximando, e quando voltei a olhar para o berço, vi a figura de Katherine ao lado dele. Com isso, pude deduzir que aquilo não era um feito do presente e muito menos do futuro. Então só podia ser uma coisa passada.

  
  Katherine brincava e sorria para o bebê.


 
  O bebê, ainda sorrindo alegremente, abriu os olhos e eu pude ver que as suas íris eram de um vermelho-vivo intenso e hipnotizador. Héstia! concluí assim que os vi.


 
  Quando me inclinei um pouco para frente, para saber se a Perry conseguia me ver ali ou não, pude ver à mais ou menos um metro para a minha direita outro berço, dessa vez apoiado sob quatro suportes de madeira, em um quarto de algum castelo de Andrômeda... Mas quando voltei a ficar ereta, ele desapareceu. Algo queria que o meu foco fosse essa bebê cujo o berço flutuava.


 
  - Héstia, a deusa do fogo - falou a bruxa, brincando com a sua agora protegida. - Foi o nome que os seus pais te deram. - Fez uma pausa. - O seu pai ama você, sabia? Mais do que tudo. E ele me escolheu pra cuidar de você. Eu nem sei como ele se sentiria se algo te acontecesse, se você fosse tirada dele...


 
  E foi ali que eu percebi o porquê de Ravenna ter manipulado Héstia emocionalmente sendo que ela jamais tomaria uma atitude rebelde contra a rainha como eu, sendo que ela jamais faria mal à alguém. Ravenna quis obter controle sob ela, ter Héstia nas mãos, porque assim seria mais fácil acabar com ela e fazer Hades e Teka sentirem a mesma dor que os meus pais sentiram quando ela e Freya foram tiradas deles.


 
  A imagem de Katherine, assim que obtive essa conclusão, foi fazendo os movimentos, ações e falas contrárias àquelas que acabara de fizer, como se estivesse sendo voltada no tempo. Depois que ela voltou a sair do quarto que não era visível, a bebê também foi voltando no tempo, até o momento em que foi colocada no berço.


 
  Nesse momento, eu ouvi uma voz pela extensão inteira do lugar onde eu estava. A voz era grossa e rouca, mas agradável e causava uma sensação de tranquilidade.


 
  - Você - disse a voz -, Héstia, será aquela que protege, aquela que tem o poder, a que purifica. - Fez uma pausa. - Você... será a Fênix."


 
  - Sarah - ouvi alguém me chamar e fui abrindo os olhos lentamente. - Sarah, você está bem? - era a Wanda. Ela parecia preocupada.


 
  - Há quanto tempo eu apaguei? - perguntei, enquanto meus sentidos se aprimoravam.


 
  - Hã... um minuto, dois talvez. - Respondeu e sinceramente, eu não fiquei mais surpresa com a mudança de tempo durante as visões e o tempo real do lugar.


 
  Ela me ajudou a levantar e me segurou enquanto recuperava o equilíbrio das pernas. Meus outros sentidos já tinham voltado ao normal, na verdade, pareciam estar melhor do que antes.


 
  - Preciso falar com a Sofia, é importante. - Falei já totalmente recuperada, como se não tivesse desmaiado pela terceira vez na minha vida.


 
  - Não, não, não, mocinha. - Negou a morena, colocando as mãos na cintura e entrando na minha frente quando comecei a andar na direção da porta, bloqueando a minha passagem. - Eu não sei o que aconteceu aqui, mas sei que não é normal entre deuses. Você pode precisar de repouso. - Suspirei e disse:


 
  - Você tem razão. - Sorri de forma atenciosa. - É muito amorosa, sabia? - falei e me inclinei em sua direção, beijando sua bochecha.

 
  Wanda já estava há tanto tempo comigo que parecia desconfiar de todas as minhas ações. Era divertido!


 
  Assim que me afastei, sorri animada e disse:


 
  - Tchauzinho! - e me teleportei até a mercearia, antes que Wanda me matasse.


 
  Sofia estava na mercearia próxima à nossa casa com a sua mãe postiça, Isabela, para fazerem as compras mensais. Como eu disse: uma bela deusa do lar.


 
  Apareci em um lugar onde as pessoas não me veriam, é claro, e saí de lá o mais rápido possível. Estava extremamente ansiosa e animada para contar a notícia à minha cunhada. Era fantástico! Melhor até do que eu podia imaginar. Héstia, a deusa do fogo e do lar, a deusa mais gentil de todas... uma Fênix!


 
  Entrei na mercearia e procurei as duas com o olhar. Logo avistei uma jovem loura e uma mulher mais velha de cabelos castanhos-claros, puxados para o loiro. A que aparentava ser mais velha (que na verdade era milhares de anos mais nova), estava com uma cestinha com grades finas metálicas em sua mão, enquanto a loira pegava os mantimentos e os colocava na cestinha.


 
  Sofia! falei em sua mente, de forma entusiasmada, e a deusa procurou por mim com o olhar no recinto. Ela costumava ficar de cabeça baixa por conta dos olhos vermelhos únicos que poderiam causar um certo espanto nas pessoas, mas ignorou isso dessa vez. Olhou rapidamente pelo local e ao me ver, voltou-se para a sua mãe postiça e disse:


 
  - Bela, eu vou falar com a Sarah. Prometo não demorar.


  - Tudo bem, querida. - Disse Isabela. - Me de a cesta e pode ir. - Sofia lhe entregou a cestinha com algumas das compras e veio até mim.


 
  Como eu escutei isso? me perguntei, espantada. Eu nunca tinha escutado nada à essa distância antes.


 
  - Sarah, o que está fazendo aqui? - perguntou confusa. - Como me encontrou?


 
  - Oi, para você também! - exclamei rapidamente e ela soltou um riso. - Preciso falar sobre uma coisa com você, é muito importante.


 
  - Claro, e o que é? - indagou num tom neutro, mas logo sentiu a minha vibração animada e arrumou sua postura. - A jóia te falou alguma coisa? Teve uma visão? - sussurrou a loira.


 
  - A jóia não fala, Sofia. - Corrigi com cara de tédio e ela bufou.


 
  - O quê foi? - perguntou irritadiça, mas ainda em tom de voz baixo.


 
  - Eu tive uma visão. - Sussurrei de volta.


 
  - Sobre o quê? - indagou a deusa do fogo, interessada.


 
  - Não podemos falar sobre isso aqui, com todas essas pessoas. - Informei olhando ao redor e vendo mortais entrando e saindo da mercearia.


 
  - Ou no beco ou na sua mente, você escolhe. - Esclareci dando de ombros.


 
  - Fica fora da minha mente. - Repreendeu em voz baixa, me apontando o dedo indicador.


 
  - É inevitável - falei lentamente, abaixando o seu dedo. Ela suspirou.


 
  - Não pode esperar até eu voltar para casa? - questionou olhando para mim.


 
  - Você vem me lembrando há um ano que deixamos todos com quem se importamos para trás, e eu digo que preciso de respostas. - Comecei a fazer o meu discurso para não ter que usar a persuasão ou manipulação mental. - Agora que tive finalmente uma resposta, pede que eu espere para lhe contar? - Ela bufou.


 
  - O fato de você ser uma sabe-tudo é irritante, sabia? - reclamou a loira e eu não pude resistir à travessura.


 
  - É claro que eu sei, sou uma sabe-tudo. - Falei sorrindo de forma marota e ela me deu um tapa no ombro. - Ai! - exclamei acariciando a área atingida enquanto ria discretamente.


 
  - Idiota! - exclamou e eu sorri.


 
  - Vamos. - Falei e nós saímos da mercearia.


     
      No beco


 
  - O que você viu? - perguntou quando chegamos ao beco.


 
  Olhei ao redor, para garantir que não havia alguém por perto que nos taxaria de loucas se nos escutasse. Como não vi ninguém, voltei a minha atenção para a deusa do fogo.


 
  - Foi uma Retrocognição, Sofy. - Falei e ela fez uma cara engraçada de confusa.


 
  - Uma o quê? - indagou ela e eu suspirei.


 
  - Uma visão do passado. - Esclareci e ela compreendeu dessa vez. - Era sobre você.


 
  - O quê? - indagou descrente. - Te mostrou o quê sobre mim? - Eu não pude evitar o meu entusiasmo, que a contagiou.


 
  - Deus te abeçoou ao nascer, Héstia. - Falei sorrindo, a chamando pelo nome de verdade. - Ele deu a você um bênção incrível, uma força incrível! - Fiz uma pausa dramática.


 
  - Fala logo, com o quê Ele me abençoou! - apressou a loira, segurando as minhas mãos e dando pulinhos.


  
  - Héstia - falei e vi seus olhos vermelhos brilharem de expectativa. - Você é uma Fênix!



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