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História Alienados - Capítulo 13


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Notas do Autor


aaahhhh
mais uma revelação, dessa vez da Hela
😆🍃❤

Capítulo 13 - Fênix Cósmica


Fanfic / Fanfiction Alienados - Capítulo 13 - Fênix Cósmica

Terra, Via Lactea

1941 anos terrestres

Pécs, Húngria


     

      Héstia/ Sofia Nagy:


 
  - Quer dizer que eu sou uma Fênix? - perguntei e ela assentiu.


 
  Isabela e eu já tínhamos voltado para casa e nós estávamos no meu quarto conversando. Sarah me explicou os detalhes da visão que teve e eu me emocionei quando ela contou que a Katherine disse que iria me proteger. Ela morreu cumprindo a sua palavra.


 
  Nós ficamos muito aliviadas e animadas com o fato de a jóia finalmente ter nos revelado algo, mas esperávamos que depois disso ela mostrasse mais sobre a verdade. Sarah me disse que iria para a guerra quando descobrisse a verdade sobre si própria, o que pelo visto, iria demorar um pouco.


 
  - Tipo aquele pássaro enorme de fogo? - falei, sentada na cama, enquanto ela estava sentada no pequeno carpete circular marrom no centro do quarto.


 
  - Nunca leu sobre as fênix antes, Sofy? - perguntou indignada por eu fazer perguntas da qual já deveria saber as respostas.


 
  - Claro que sim. - Garanti. - Só acho que é algo incrível demais para alguém tão humilde quanto eu.


  
  - Se declarar "tão humilde" não faz de você humilde, sabia? - observou brincalhona, se deitando no carpete com um sorriso divertido no rosto.


 
  Eu peguei uma das almofadas da minha cama, indignada, e joguei na direção dela, mas antes que a almofada caísse nela, a morena fez um movimento com as mãos, parando-a no ar e fazendo ela voltar na minha direção, batendo no meu rosto e fazendo ambas rirem.


 
  - Para que acha que Ele me abençoou com este poder? - perguntei curiosa, me deitando na cama.


 
  - Bom, na visão - explicou a deusa -, a voz Dele disse que você é "aquela que protege, aquela que tem o poder, a que purifica". Você é a protetora do lar, e faz um papel de purificação de certa forma.


 
  - Perdão? - falei, pedindo uma explicação mais clara.


 
  - Você purifica, torna as pessoas pacíficas e verdadeiras, transforma eles, as conforta e ensina que o ódio e a vingança não leva a lugar algum. - Esclareceu a deusa da morte, olhando para o teto como eu.


 
  - Uau - exclamei surpresa. - Eu não sabia que era tudo isso. - Sarah riu.


 
  - Agora sim você foi humilde. - Comentou e dessa vez eu ri.


     

      Algum tempo depois


     

Terra, Via Lactea

1942 anos terrestres

Pécs, Húngria


 
  Mais um ano se passou, mas minha aflição em ter deixado as pessoas que amamos na Dimensão G com a Bruxa Má não era tanta por saber que devia ter passado apenas uma semana lá. Acho que eles conseguíriam se cuidar durante uma semana sem nós, Ravenna não podia ser tão má assum. Poderia?


 
  Sobre a verdade em relação ao que eu sou além de ser a deusa do fogo não se desenvolveu bem. Durante este um ano inteiro nada relacionado à essa capacidade aconteceu. Sarah disse que ele funcionava como um gatilho espontâneo, só dispararia quando ele achasse que fosse necessário. E eu estava esperando que não fosse necessário na batalha contra Ravenna, já que não faço a mínima idéia de como controlar isso.


 
  Já sobre a própria Hela e a jóia, nada aconteceu. Acredito que talvez a jóia esteja nos dando tempo para nos prepararmos para o que virá a seguir. Sarah não pensava assim, ela era impaciente e, agora confirmado, bipolar. Seu humor variava de tranquila e animada, para aflita e triste, ou para impaciente e irritada, ou até pior, para assassina à sangue frio. Em um de seus surtos, ela matou um homem que iria assaltar o banco. Tudo bem, era um homem mal, mas e quando a bipolaridade dela chegar no ponto em que ela mate um homem inocente?


 
  Nós estávamos caminhando juntas, era tarde, horário em que o Sol estava se pondo. Estávamos caminhando fora da cidade, indo na direção de onde caímos quando passamos pelo Portal Oregon, Oreon, ou alguma coisa assim. A cidade tinha avançado um pouco mais do que quando chegamos, mas ainda assim não havia chegado no lugar onde caímos.


 
  Queríamos ir até lá para tentar descobrir algo que deixamos passar em branco, algo que não notamos antes ou até receber a própria revelação. Talvez desse certo, e a idéia foi minha caso dê.


 
  - Porquê isso funcionaria? - perguntou Sarah, quando estávamos nos aproximando do lugar onde as nossas cinzas caíram.

 
  Ela devia ter um motivo bem melhor que o meu, mas só queria escutar a minha explicação mesmo.


 
  - Ah, qualquer deus que tivesse passado pelo Portal Oregon...


 
  - Oreon. - Corrigiu ela, quase que imediatamente.


 
  - Isso aí. - Falei simplesmente. Eu não me importava com o nome, ele nos matou. - Então, qualquer outro ser que tivesse passado por ele, até mesmo um deus, teria morrido. Mas nós não, o que significa que não somos apenas deusas, somos algo amais. Já descobrimos o que eu sou, qual é a minha essência. E você teve a visão de repente. Talvez perto de um lugar com significado e energia mágica dimensional ajude os seus poderes a se intensificar e contatar a verdade.

 
  Houve silêncio por alguns minutos, e quando olhei para ela, vi um sorriso em seus lábios.

 
  - Bela explicação, priminha. - Falou e eu sorri. - E qual a sua explicação? - perguntei curiosa.

 
  - Exatamente a mesma. - Falou simplesmente e nós rimos.

 
  Quando nos aproximamos das cinzas, o tempo começou a mudar. O Sol se pôs e os poucos minutos em que o céu deveria ficar uma mesclagem de rosa e laranja, nuvens escuras e carregadas de luzes internas que piscavam (relâmpagos). Olhei para trás e vi um vento forte passando pelo interior da cidade, levantando poeira e soltando folhas das árvores, e vindo na nossa direção como um furacão.


 
  - Sarah... - falei preocupada e ela olhou na mesma direção que eu, vendo aquilo vindo rapidamente até nós.


 
  - Eu vou dar um jeito, espera. - Falou se voltando nesse sentido e estendeu uma das mãos para frente, na intenção de parar aquilo com Telecinese ou alguma outra habilidade mágica.


 
  Quando o furacão chegou em nós, eu fechei os olhos, com medo de ser atingida. Mas nada aconteceu. Abri os olhos e vi a agora Maximoff parecendo fazer força para controlar aquilo. Será que ela está ficando fraca? pensei preocupada na possibilidade.


 
  Logo a morena teve de estender a outra mão para tentar segurar o furacão. Ela fazia força para evitar que ele no atingisse, até que o mesmo começou a nos empurrar para trás com a pressão que estava sobressaindo sobre nós. Foi quando eu entendi.


 
  O furacão representava a verdade que queríamos tanto descobrir, mas tínhamos medo de deixá-la nos atingir, vir até nós. Tínhamos medo de não suportá-la, como estávamos fazendo agora. Mas nunca saberíamos se éramos capazes se não deixássemos que ela nos mostrasse o caminho para a verdade.


 
  - Sarah! - gritei, sendo arrastada para trás, e ela olhou para mim. - Deixa ele passar!


 
  - Está louca? Olha para isso! - gritou ela de volta.


 
  - É a sua verdade - gritei novamente e ela pareceu entender, mas estava assustada. - Deixe ela vir até você! - gritei e ela suspirou, em conflito consigo mesma.


 
  Eu anui com a cabeça, indicando que ficaria tudo bem, e então, em um suspiro, a morena abaixou as mãos e fechou os olhos, permitindo que fôssemos atingidas pelo furacão, que nos atingiu como uma grande e pesada onda, nos lançando para longe, e fazendo com que caissemos no chão. Hela caiu desacordada.


     

      Sofia Nagy/ Off


     

      Hela/ Sarah Maximoff:


 
  "Eu estava em um lugar completamente escuro, não possibilitando distinguir o céu do chão. Era silencioso e não havia ninguém ali além de mim, eu já estava até me acostumando com isso, mesmo acontecendo apenas uma vez por ano.


 
  Comecei a caminhar sem rumo, até escutar vozes distantes, vozes familiares, me dizendo coisas que já tinham sido ditas antes.


 
  '- Você é uma deusa tão incrível e destemida, Hela. - Elogiou Layla, a mãe de Rodrigo. - Querem que assuma o trono.'


 
  '- E você pretende ser má como ele diz? - perguntou a voz de Layla, referindo-se ao fato de Zeus me taxar de cruel e má.


 
  - Não! - escutei minha própria voz na imensidão daquele lugar. - Talvez. Eu não sei. As pessoas me repreendem e esperam que eu simplesmente aceite isso sem reagir? Isso não vai acontecer.'


 
  '- Todos somos propícios a serem corrompidos - ouvi minhas próprias palavras novamente -, na minha opinião.'


 
  '- Só porque somos de Andrômeda não significa que somos obrigadas a agir de acordo com o que eles querem. - Opinou Queen.'


 
  '- Hela. - Ouvi a voz de Zeus e me lembrei imediatamente da noite em que ele entrou na minha mente. - Hela, minha filha. Pode me ouvir? Preciso que faça algo para mim. Quero que sequestre a filha favorita de Hades e faça dela prisioneira. Isso é uma ordem!'


 
  '- Eu não sigo ordens de ninguém - escutei a minha voz pairar sobre mim -, muito menos de um pai negligente como Zeus.'


 
  '- Quero que conheçam à mim em minha verdadeira essência. - Ouvi a minha voz e lembrei do discurso que fiz no baile de comemoração dos meus 15 anos.'


 
  '- Você nunca conseguirá me deter - falou Ravenna, num sussurro que ecoava pelas sombras negras de onde eu me encontrava -, pois nunca foi forte o bastante. Você é apenas uma deusa reprimda que não sabe o sentido da própria existência.'


 
  '- Quando libertar o quê há dentro de você, só então conhecerá a verdade sobre o que é capaz. - Disse a voz da Ravenna, e então pude compreender o que ela quis dizer com isso.'


 
  As vozes cessaram e o silêncio reinou novamente no lugar. Era estranho estar em paz, além daquela fornecida pela Héstia, claro. Sem críticas, julgamentos ou ordens. Apenas paz e silêncio.


 
  Fiquei olhando ao redor, procurando por algo, até encontrar um pontinho branco à distância. Corri até lá, já que aqui os meus poderes também eram reprimidos. Quanto mais eu chegava perto, mais pesado o meu corpo pesava e mais difícil ficava de continuar. Um som agudo ressoava por todo o lugar, atordoando os meus sentidos, e a cada passo uma força parecia querer rasgar o meu peito.


 
  Descobrir a verdade sobre os outros é bem mais fácil do que descobrir a verdade sobre si mesmo, ao que parece.


 
  '- É a sua verdade - disse a voz de Héstia, vulgo Sofia, num tom calmo e pacífico. - Deixe ela vir até você!'


 
  Com isso em mente, parei de correr, fechei os olhos e respirei profundamente. Quando decidi aceitar a verdade sobre mim, a minha verdade, qualquer que fosse ela, o pontinho branco ainda longe desapareceu de onde estava, e logo reapareceu na minha frente.


 
  Era um bebê, em um berço de madeira flutuante. Este não era a Héstia, os poucos cabelos que possuía eram de um tom de castanho e não louros. Tinha pele branca e não era tão sorridente quanto a deusa do fogo, mas eu podia jurar que ele estava sorrindo de uma forma orgulhosa/ travessa. Como um bebê consegue fazer isso? me perguntei e soltei uma risada.


 
  Assim que o bebê abriu os olhos, eu pude ver que ele possuía heterocromia completa, tendo um olho azul-celeste e outro verde-folha.


 
  - Sou eu - falei surpresa, frente ao berço. - Esse bebê sou eu!


 
  Logo, a mesma voz grossa, rouca e tranquilizadora da outra visão surgiu dizendo:


  
  - Hela, você será a que domina, aquela que pode causar e dar o fim ao caos, aquela que tem o poder sobre a vida, você será... - Pelo visto Deus gosta de uma pausa dramática quando vai abençoar alguém, pensei irônica. - A Fênix Cósmica, aquela que tem domínio sobre o Universo."


 
  Depois disso, ouvi a voz de Sofia chamando pelo meu nome e então senti uma energia imensa percorrer o meu corpo, fazendo com que eu flutuasse em uma velocidade acelerada, permitindo que ela tomasse conta de mim. Assim que tudo ficou claro, de um brilho intenso, eu voltei a cair e tudo voltou a escurecer.




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