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História All because of a bet - Noart (EM REVISÃO) - Capítulo 31


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Notas do Autor


3/?

Boa leituraa💜

Capítulo 31 - "...me explica isso mãe..."


- Irmã?! 

- Sim, a garota que doou o sangue, você - aponta pra mim. Alguém me explica o que tá acontecendo aqui. 

- Não doutor, eu não sou irmã dele - nego. 

- Bom, não é isso que os exames dizem - O que? 

- O que? - paraliso, com assim? 

- Eu tenho que ir, ele ainda não acordou, mas quando acordar vocês podem vê-lo - ele fala e sai, e eu fico imóvel. Olho pro "pais" dele. 

- Me explica isso - a "mãe" dele olha para o "pai" que assente. 

- Nós nao somos os pais biológicos dele - ela fala com lágrimas nos olhos, sinto alguém me abraçando por traz que nem preciso olhar pra saber quem é - Eu não posso ter filhos e na época nos queríamos muito, até que veio a oportunidade de adotar o Josh, passaram anos, e nunca falamos isso pra ele. 

- Por que o doutor disse que eu sou irmã dele? 

- Nós não sabíamos disso, não sabemos quem são os pais biológicos, temos os documentos mais nunca olhamos - só viro e abraço o Noah, que história é essa, eu preciso de explicações, minha mãe abandonou ele? Não, ela não é assim. 

- Senhores - uma enfermeira nos chama - o Sr. Beauchamp acordou, só pode entrar de dois em dois. 

- Amor, pode ir, eu vou ter que voltar para o trabalho - ele da um beijo na testa dela e sai, ela e Any acompanha a enfermeira e vai até o quarto, eu continuo abraçada com Noah. 

- Como? Como eu vou falar pra ele? - falo chorando. 

- Shh, não pense nisso agora, nós não sabemos de nada, se acalma e depois nós resolvemos. 


[QDT] 

Estou na porta da minha casa com Noah do meu lado, eu fui ver o Josh mais não falei nada sobre esse assunto, é muita coisa na minha cabeça ainda preciso entender. 

Abro a porta de casa e encontro a minha mãe desesperada na sala. 

- Sina minha filha, onde você tava? Te liguei várias vezes, e ainda pegou meu carro - ela fala vindo me abraçar. 

- Eu tava no hospital. 

- Hospital? O que aconteceu? 

- Não foi comigo, foi com o Josh. 

- o-o Josh? - ela engole seco - mais ele tá bem? 

- Tá, mas sabe por que ele tá bem? - ela me olha confusa - segundo o doutor ele está bem graças a irmã dele que doou sangue e sabe quem doou o sangue? Isso mesmo, euzinha aqui - ela fica imóvel, apenas senta no sofá - me explica isso mãe. 

- Sina calma - Noah fala. 

- Então é verdade - ela fala. 

- O que é verdade? 

- Senta minha filha - Eu sento na poltrona da sala. 

- Eu já vou indo. 

- Fica - peço para ele. 

- Não, eu vou deixar vocês a sós - seguro o braço dele. 

- Fica comigo, por favor - ele olha para a minha mãe que assente. 

- Tudo bem - ele senta do braço da poltrona e segura a minha mão. 

- Por que o doutor disse que eu sou irmã dele mãe? 

- Porque provavelmente você é - a olho confusa e Noah aperta a minha mão - você acabou de comprovar o que eu suspeitava- ela suspira - quando eu tava grávida era de um casal gêmeos, eu e seu pai escolhemos Josh e Sina, depois do parto eu fiquei sabendo que houve uma complicação e que só sobreviveu um bebê, você, o que era pra ser um dia feliz se tornou triste - ela da uma pausa e suspira - seu avô não era uma das melhores pessoas, ele não aceitou a minha gravidez por que eu era muito nova mais depois acabou sedendo por causa da mamãe, quando ele morreu mamãe acabou encontrando uns documentos de adoção, entre outras coisas, e tava o nome do Josh, eu fiquei arrasada, eu sabia que ele não aceitava a minha gravidez mas não sabia que ele era capaz de fazer uma coisa dessa - Eu levanto e a abraço. 

- Eu pensei que você tinha abandonado ele - falo no abraço e ela o desfaz. 

- Não, eu e seu pai estávamos muito feliz de saber que íamos ter um casal de gêmeos, eu não tenho culpa nessa história. Quando eu fiquei sabendo da história eu fui procurar ele mais não deu em nada , quando você me falou dele pela primeira vez meu coração encheu de esperança porque poderia ser o meu Josh, quando eu vi ele naquele dia aqui em casa eu senti que ele era meu filho, ele é parecido com você, mais eu não tinha certeza, até você comprovar agora. 

- E-e- ele é m-meu i-ir-mão? - falo com a voz falha por conta do choro. 

- É o que tudo indica - ela limpa algumas lágrimas que caíram, eu coloca a mão no rosto e choro. 

É muita coisa pra raciocinar, como será que o Josh vai reagir a isso tudo? E os "pais" dele? Será que vai falar que ele é adotado? E o papai? Será que ele sabe? 

- O papai sabe disso tudo? - tiro a mão do rosto e olho para ela que apenas assente - MAIS QUE MERDA NINGUÉM ME FALA NADA, EU TINHA O DIREITO DE SABER - Não dou tempo para ela falar nada apenas subo para o meu quarto. 

- Vai atrás dela - escuto ela dizer, logo Noah entra no meu quarto, eu apenas vou até ele é o abraço. 

- Por que a minha vida tem que ser assim? 

- Se acalma, vem vamos sentar ali - caminhamos ainda abraçados para a cama, ele sentou apoiado na cabeceira da cama e eu me aninhei em seu peito, fazendo ele passa o braço por trás e acariciar o meu cabelo. 


Noah Urrea

Meus Deus, é o que eu tenho pra dizer, é muita coisa ao mesmo tempo e ainda é de manhã, não quero nem imaginar o que ainda pode acontecer nesse dia, se pra mim tá assim, imagina pra Sina, o bom é que agora eu posso tá do lado dela. 

Sinto a sua respiração calma, provavelmente dormiu, continuo fazendo cafuné em seu cabelo e agora pensando no Josh, como será que ele vai reagir a isso tudo?, saber que seus pais não são seus pais, e que é irmão da Sina e ainda gêmeo, provavelmente ele vai ficar arrasado de saber que seus "pais" esconderem a vida toda que ele era adotado. 

Resolvo sair para comprar um lanche pra Sina e alguns doces para quando ela acordar, ver se anima um pouco né. Tiro ela lentamente dos meus braços e apoio a sua cabeça no travesseiro, me pra sair mas a mesma segura meu braço. 

- fica comigo - ela fala meia sonolenta. 

- Eu vou ali rapidinho e já volto - dou um beijo na testa dela e saio. 

[...] 

Fui no Mcdonald's comprei lanche com refri para a gente, passei no mercado comprei soverte, chocolates e algumas balas finis, já que já são 12:45, provavelmente ela vai acordar com fome. 

Chego na casa dela e não bati, apenas entrei, não tinha ninguém embaixo, ignorei e subir para o quarto da mesma, encontrando ela dormindo lindamente, deu até pena de acordar. 

- Sina - falo fazendo carinho no cabelo dela - Sininho - sussurro próximo ao seu ouvido - acorda baby - dou um beijo na bochecha dela, a mesma abre os olhos lentamente e com um sorriso nos lábios. 

- É pedir de mais para acordar sempre assim? 

- Posso te acordar assim pelo resto da sua vida, basta você querer. 

- Onde você tava? 

- Fui comprar comida - mostro as sacolas para ela que abre um sorriso maior e toma das minha mão - isso tudo é fome? 

- Não sabe o quanto - sorrir quando ela pega um hambúrguer. 

É bom saber que eu estava novamente do lado dela.


Notas Finais


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