História All because of that damn ring! - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, meu povo lindo, a quanto tempo! Venho por meio desta história tentar satisfazer uma vontadezinha que tenho a algum tempo hehehe...

Bom, eu meio que acabei de ler "O primo Basílio" de Eça de Queiroz (muito bom, recomendo) e tive umas idéias, então, se vocês perceberem umas coisas meio aéreas, por favor peroem essa desmiolado que vos escreve.

Mas é só isso mesmo meus ♥! Boa leitura para vocês! ♡

Capítulo 1 - Será que isso vai dar certo?


Fanfic / Fanfiction All because of that damn ring! - Capítulo 1 - Será que isso vai dar certo?

P.O.V - S/N (Sábado à noite)


Meus olhos estão fixos na tela do meu notebook, mas meus pensamentos voam longe, mais especificamente na sala ao lado onde o motivo da minha aflição está batendo na escrivaninha com seu anel de prata como se marcando os segundos para eu chegar lá. Tentei prestar atenção no meu joguinho virtual mas foi tarde; um cavaleiro rival já estava arrastando minha última peça para fora do tabuleiro. Suspiro quando não escuto mais som algum, desligo o aparelho e olho para o meu relógio de pulso: 19:15.


 Respirei fundo, pensando no quarto eu sou uma idiota por temer uma coisa que eu já fiz tantas vezes, e me dirigi ao corredor.


 Trabalho como secretária e assistente pessoal da dona da NightHouse, um famoso cassino com sede nos EUA e várias filiais espalhadas pelo mundo. Minha chefinha é muito sexy (NÃO, NÃO, NÃO! Eu quis dizer interessante, focada, foi isso!), sempre muito atenciosa com todos, é verdade, mas quando se zanga, sai de baixo... A coisa é bem movimentada aqui de dia quando todos vão e vem no terceiro andar, "o andar onde a magia acontece", com papéis e mais papéis para manter em dia; e à noite, o cassino mais badalado da história entra em funcionamento, desde políticos à milionários vêem se escaldar nas nossas piscinas termais, salas de jogos e boa companhia.


 Mas hoje é uma noite especial! Nossa chefe completa seus 26 anos, e seu amigo e cunhado, Sr.Castro, resolveu fazer uma festa de aniversário aqui, mais especificamente ele mandou todo mundo se fantasiar e colocar um sorriso na cara, nem que seja falso. E no final das contas, depois de toda a euforia para comprar uma fantasia eu acabei vindo de quê, senhoras e senhores?


Sim, "Anjinha", logo eu! E já postei nos status!


 A festa está sendo organizada no 1° e 2° andar, e desde cedo eu estou aqui em cima, vigiando o relógio para chamá-la na hora marcada para descermos enquanto Bora Collins (ela odeia esse nome, kkk) prepara seu discurso arrasador ou coisa parecida.


 Bati levemente na porta e abri, achando-a sentada em sua poutrona de espaldar alto, brincando com seu anel de prata com uma pedra ônix. Logo que percebeu que eu entrei ela repôs o anel no dedo midinho da mão direita e me olhou de cima a baixo, coçando o queixo, jesto que sempre fazia quando estava decidindo algo importante (pura iludida...), e eu nem preciso dizer que senti minhas bochechas queimarem com aquele olhar.


 - Vamos lá, querida? - disse por fim se levantando e pondo a mão na minha cintura, me fazendo arrepiar quando senti a prata em contato com o tecido da minha roupa. Pensei que ela fosse me conduzir até a porta, mas nem tínhamos saído do lugar e Bora perguntou erguendo uma sobrancelha - Você está bem, Srta.S/N?


 - Estou, Srta.Collins, - ela estreitou os olhos com desconfiança. - É só essas noites quentes que acabam comigo! - ela riu gostosamente e indicou a porta para chegarmos no corredor.


 - Sei muito bem que tipo de calor lhe embrasa a noite! - disse me olhando com malícia, mas eu bem sabia que era uma malícia de irmã; uma cumplicidade sem luxúria. - Sei muito bem o que se passa nessa sua cabecinha de vento, viu?


 "Há, se você sobesse que eu quero que você me coma sem piedade nesse elevador agora," pensei olhando para aquela mulher deslumbrante numa fantasia de demônio, principalmente aquele colo alvo como neve, mas logo que a ruiva sorriu para mim a dura realidade me deu um cruzado de direita bem no queixo. "Mas infelizmente, ela só me vê como uma irmãzinha que ajuda no trabalho..."


 Quando as portas do elevador estavam se fechando eu fiquei imaginando como seria se eu tivesse entrado na sua vida de outra forma, sem tanto drama.


 Dois anos atrás eu estava passando um momento difícil na minha vida: meus pais tinham morrido, eu estava desempregada e minha vó estava enternada com Leucemia. Juro que naquele dia eu estava decidida a largar tudo e morrer, e foi isso que tentei fazer naquela ponte... só não contava com aquela explosão de fios ruivos que me salvou no último segundo. Bora Collins, dona do NightHouse e minha futura chefe, foi assim que ela se apresentou! No começo eu fui trabalhar cheia de preconceitos (imagina EU um cassino? JAMAIS, NÉ?) . Pensava que, sei lá, a minha chefe uma hora ou outra me mandaria ficar depois do expediente "para fazer um serviçinho extra", mas isso nunca aconteceu, infelizmente.


Na verdade, no começo eu detestava essa mulher! Quando ela virava as costas eu jurava ela de morte e a xingava dos piores nomes possíveis, de tanto trabalho que ela me dava, como fichas técnicas de cento e cinquenta páginas para entregar traduzido e separado em ordem alfabética no dia seguinte!


Era ou não era o Titio Lucy?!


 Aí, depois de um tempo eu acabei me acostumando e, como me enturmando com meus colegas de trabalho comecei a entender que ela pegava pessado com todos os novatos mesmo, para saber se eles eram realmente competentes ou só fingiam bem. Daí, um dia (e que dia!), me ligaram do hospital justamente no meu horário de expediente, dizendo que minha vó tinha tido alta e já podia voltar para casa, mas adivinha: minha ficha só caiu quando eu estava servindo cafezinho para a chefona. E o que essa mulher equilibrada e segura fez? Ficou tão trêmula que derrubou a bandeja no chão, sujando tudo; chorando feito um bebê. Quando eu pensei que seria demitida, xingada ou até mesmo agredida, eu senti aqueles braços quentes a me rodearem pela primeira vez depois de quase morrer, num abraço que me dizia sem palavras que estava tudo bem. Depois que eu me recompus e tentei me explicar com o rosto fervendo, Bora só me disse aue eu tinha muita sorte de não ter acertado nenhuma gota de café no anel dela (quem entende, né?)


 - A senhorita está me ouvindo? - Bora agitava a mão com o anel na frente do meu rosto, e só agora eu fui perceber que o elevador já tinha parado. Não sei como não despertei dos meus devaneios só pela música estridente que tocava no salão - Ouviu o que eu disse sobre o meu sobrinho Diego?


 - Ouvi, claro, - na verdade não, mas ela não precisa saber. - Pode deixar, Srta.Collins! - coloquei um tom bem responsável para parecer mais realista.


 Depois de um breve segundo me encarando a ruiva suspirou, comprimiu os lábios e disse com frieza depois de sair comigo em seus calcanhares:


 - Espero mesmo que tenha entendido, por que eu não vou me dar ao trabalho de salvar ninguém no fim da festa.


Notas Finais


E aí, meus lindos, gostaram? Se sim, comentem, se não, esculhambem, kkk. Tenho um aviso para dar: essa história só tem dois capítulos porque, de uns tempos para cá a inspiração simplesmente foge de mim, sabem? Enfim, espero que tenham gostado, não deixem de ver a minha outra história, O Sol e a Lua, e até mais, ♥♡!!


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