História All For Love - Capítulo 18


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Categorias Lucy Hale, Shawn Mendes
Personagens Lucy Hale, Shawn Mendes
Tags Drama, Lucy Hale, Musical, Shawn Mendes
Visualizações 143
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


música para o capítulo de hoje "No Love" da Olivia O'Brien.
Boa leitura!.❤

Capítulo 18 - Ain't no love in L.A.


Fanfic / Fanfiction All For Love - Capítulo 18 - Ain't no love in L.A.

Não encontrei com Shawn naquela noite. Na verdade, ele nem mesmo me procurou como disse que faria, nenhuma ligação, mensagem ou alguém trazendo um recado. Nada. O outro dia passou. Meu subconsciente dizia que eu deveria fazer as malas e voltar para New York, mas eu não podia fazer isso com Madeline apenas por um capricho meu. Afinal, não tivemos nada.

A noite caiu cobrindo o céu de Los Angeles, o frio se juntou para uma companhia. As estrelas do céu nem se podiam ver, já que as luzes da cidade as impedia de brilhar. A noite não estava agradável, pelo menos, não para mim. Me sentei no banquinho de uma bar, o primeiro que encontrei enquanto andava sem rumo pelas ruas. Apoiei meus braços no balcão esperando por minha vez de ser atendida.

Uma música melancólica soava nos sons abafados do lugar. As pessoas estavam divididas em grupos, as paredes do bar estavam pintadas em um tom vermelho sangue, e a maior parte da decoração era de madeira, o chão, paredes.. O cheiro do lugar exalava bebidas e cigarros, e algumas garotas circulavam com mini shorts pelo lugar servindo as mesas. Ok. Esse bar é completamente diferente de todos os outros em que já estive.

— O que a bela e jovem donzela vai querer essa noite?.

Uma voz firme me fez erguer a cabeça e me perder em um par de olhos azuis oceano que me analisavam. Um leve sorriso tomava conta de sua boca vermelha, ele fez um movimento de passar a mão em seus cabelos castanhos me despertando de meu pequeno transe.

— Para começar, acho que.. Between the Sheets.

— Para começar, uma ótima pedida.

O homem em minha frente me direcionou uma piscadela e se distanciou para pegar minha bebida. Between the Sheets, tem um pouco do que gosto, rum branco, conhaque, triple sec e suco de limão. Não direi que é minha preferida, por que ainda fico com Cosmopolitan. São consideradas por mim, duas ótimas bebidas para fazer a tristeza sumir em minutos. O homem voltou e gentilmente me entregou a bebida.

— Não é muito comum ver alguém como você por aqui, e sozinha.

— Alguém como eu?.

— Você me parece ser delicada demais para um lugar como esse.

Balancei minha cabeça deixando uma baixa risada escapar, e em seguida voltei minha atenção para minha bebida, assim que o barman voltou a atender outras pessoas. Já tinha um tempo desde a última vez em que sai sozinha para beber, a única coisa chata de tudo isso, é que não vou poder exagerar porque não vai ter ninguém para me ajudar. E assim, a dor não vai ficar totalmente anestesiada em mim.

Um, dois copos de Between the Sheets. Em minutos depois, um de Cosmopolitan. Estavam descendo como se fossem água, a música de fundo não ajudava, me fazia lembrar de Shawn.. Do quanto ele havia sido idiota como Janden. Eu ainda podia me controlar, mas não estava muito segura sobre isso, já que minhas pernas começavam a ficar fracas, mesmo sentada.

— Não acha que já chega por hoje jovem donzela?.

O barman se dirigiu até mim mais uma vez. Olhei em volta e o bar já estava quase todo vazio. Fiquei tão focada em meus pensamentos que até me esqueci das horas e de onde estava. Ele apoiou seus braços no balcão, deixando agora, seus olhos mais visíveis aos meus.

— Não acha que deveria cuidar da sua vida, meu bom senhor?.

— Oh, ok, ok.. Não falo mais nada.

Ele soltou uma risada, que foi acompanhada por um outro barman que estava ao lado dele nos ouvindo, até agora em silêncio. Ele se voltou para mim, tomando a frente do primeiro.

— Desculpe, senhorita. Acho que meu amigo apenas queria dizer que já estamos quase fechando.

— Não ficam abertos a noite toda?._ os dois homens em minha frente negaram, rindo diante de minha cara desapontada._ Que saco! Vou ter que procur outro lugar, e acho melhor começar isso agora.

Forcei um sorriso e deixei o dinheiro das bebidas no balcão, deixando o lugar rapidamente antes que um deles falasse mais alguma coisa. As ruas estavam mais calmas agora, poucas pessoas andavam por elas. Não era uma perte tão movimentada da cidade, nunca gostei de lugares com muitas pessoas ou carros barulhentos. A calma sempre me atraiu. Durante meu caminho contado, peguei meu celular algumas vezes, disquei o número de Shawn e desisti de ligar. E quando finalmente liguei, ele não atendeu.

Estava prestes a entrar em um outro bar, mas desisti de fazer tal ato e apenas dei meia volta, agora indo para a direção do hotel. Talvez eu só precisasse descansar no conforto de uma cama confortável e macia. Contando meus passos, eu já podia avistar o grande letreiro do hotel piscando, diminui meus passos aos poucos ao ouvir assovios e gritos. Pensei um pouco antes de me virar, e quando me virei de uma vez, avistei duas silhuetas masculinas se aproximando.

— Vocês estavam me seguindo?.

Perguntei assim que os dois pararam em minha frente, tentando recuperar o fôlego. Como se tivessem corrido quilômetros.

— Não, você só esqueceu o seu troco.

Confusa e sem entender nada. Olhei para o primeiro que falou comigo, assim que ele pronunciou suas palavras.

— É sério? Tenho certeza de que deixei o tanto certo.

— Sim.

— E onde está?.

— Eu esqueci no bar.

— Ah, qual é.

Soltei uma risada alta e balancei minha cabeça e mãos, negando, voltando a caminhar na direção do hotel, que agora. Estava só a alguns passos. Diria que era só atravessar a rua. Senti uma mão agarrar a minha assim que meu pé direito tocou a rua pronta para atravessar.

— Espera. Você não esqueceu o troco. Estava tudo certo.

— Então? Veio porque quer o meu número?._ perguntei brincando, mas parei e fiquei séria ao ver que ele apenas assentiu com seus olhos azuis me fitando.

— É.

— Sabe que eu não vou passar, não é?.

— Vale a pena tentar.

— Quem sabe em uma próxima.

Me soltei de sua mão e voltei para meu caminho, o ouvindo resmungar enquanto me assistia ficar distante. Não vou negar, ele é lindo, mas no momento meus pensamentos, tempo e sentimentos estavam voltados para Shawn. Eu só queria que ele voltasse sua atenção para mim, nem que fosse por alguns segundos.

A agitação no hotel era de se estranhar, um lugar que sempre esteve calmo e tranquilo, agora estava agitado e com várias pessoas circulando. Meu coração começou a bater forte por imaginar que fosse por causa de Shawn, ele estaria ali? Comecei a procurar com meus olhos até que as portas do elevador se fecharem. Talvez seja alguma outra pessoa famosa.

Já no quarto, eu me joguei na cama e fiquei durante alguns segundos encarando o teto. Peguei meu celular mais uma vez, tentei mais uma vez, e mais uma, e tentei a última. Apenas chamava. Eu já estava bancando o papel de chata da história. Antes de deixar o celular, caiu uma notificação, uma página, com notícias de Shawn. Na foto, ele sorria em uma festa, com alguns amigos, Kylie também estava ao seu lado, seu celular em sua mão, e a legenda “Shawn, com alguns amigos agora em uma festa em LA.”

Eu estava sendo ignorada. Era isso. Ele estava com o celular em mãos, seria estranho se não visse minhas ligações. Ele só estava, por alguma razão, me bloqueando completamente de sua vida. Eu não deveria ter aceitado vir para Los Angeles. Estou vivendo a mesma merda que vivi em New York. Fechei meus olhos e comecei a cantarolar “No Love” da Olivia O’Brien, como se aquilo fosse fazer todo peso e dor desaparecer de meu peito.

— I hate going out, I hate coming home. I hate how you're never pickin up your phone, yeah. Just pick up your phone, yeah.

(eu odeio sair, eu odeio vir para casa. eu odeio como você nunca atende ao seu telefone, sim. apenas atenda ao telefone, sim.)

— I hate faking like, like we get along. I hate how everybody wanna do me wrong, yeah. Ain't even like mine songs, yeah.

(eu odeio fingir como, como nos damos bem. eu odeio como todo mundo quer meu mal, sim. e nem gostam das minhas músicas, sim.)

— You act like you did it yourself. But you're just taking credit for somebody else, yeah. You're somebody else, yeah.

(você age como se você mesmo tivesse feito. mas só está recebendo créditos por algo que alguém fez, sim. você é outro alguém, sim.)

— You look like you're nice, but you're not. And if anyone likes you, It's just cause you're hot, yeah. And you think you're hot, yeah.

(você parece legal, mas não é. e se alguém gosta de você, é só porque você é sexy, sim. e você acha que é sexy, sim.)

— Love ain't a thing in L.A... Ain't no love in L.A... Love ain't a thing in L.A... Ain't no love in L.A.

(o amor não é nada em L.A… não tem amor em L.A… o amor não é nada em L.A… não tem amor em L.A.)

— But nothin’ is real anyway.

(mas nada é real de qualquer forma.)

Parei de cantar quando ouvi passos se aproximando, eu não me mexi, continuei lá deitada. Provavelmente seria uma das meninas. Meu corpo ficou tenso segundos depois quando uma voz masculina, baixa e rouca ecoou no quarto.

— Me disseram que você canta bem, só não imaginei que seria tanto assim.

Merda, eu não tranquei a porta?.



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