História All For Love - Capítulo 52


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Notas do Autor


Hey babes!!
(mais uma vez, perdoem a demora)
A fic já tem um tempo e eu pensei em inovar um pouquinho, mostrando como são os outros personagens!
Então a cada capítulo, vou colocar um! Já que vocês só conhecem o Shawn e a Yovanna! ksks

esse moço (adrien sahores)
é o Janden Willians, como vocês sabem, ex da Anna, na fanfic ele tem 26 anos e é arquiteto.

Capítulo 52 - Crying in the club.


Fanfic / Fanfiction All For Love - Capítulo 52 - Crying in the club.

Agora que tudo havia acabado, eu deveria trilhar um novo caminho, sozinha, sem ele. Segurando minhas lágrimas e entrei em nosso antigo quarto e peguei as minhas coisas, em cada cantinho da casa, havia algo nosso, que lembrava Shawn e que o faria se lembrar de mim. Talvez começamos errado e aceleramos as coisas, minha vida não estava resolvida quando o conheci e ainda hoje é uma bagunça, mas fico feliz que um de nós esteja indo muito bem. 

Voltei pra casa de Hermione, mas com o desejo de logo conseguir ir para o meu próprio apartamento conquistado com meus méritos. Em outros dias, eu me trancaria no quarto com uma caixa de bombons e uma garrafa de vinho. Mas o meu relacionamento com Shawn me amadureceu bastante para me impedir de fazer tal coisa.

fui para a agência com Hermione e as gêmeas. Ouvi que manter a mente ocupada com o trabalho é a melhor coisa para se fazer em momentos como esse. Eu me sentei no sofá de canto do estúdio e observei em silêncio as crianças que estavam animadas no lugar porque logo iriam fotografar. Se eu tivesse sido criada por Hermione, certamente teria vivido algo assim e talvez até teria gostado.

— Você não pode passar a vida apenas no balé, isso pode não te levar a lugar algum.

Uma mulher alta e bem vestida se aproximou segurando a mão de uma garotinha que deveria ter seus oito anos de idade. Ela tinha decepção em seu rostinho, enquanto a mulher estava de cara fechada.

— Mas mamãe, eu não…

— Chega! Eu vou falar com Hermione e você vai fotografar sim! Já está tudo certo para que você seja a principal.

A mulher deixou a garotinha e se afastou pisando forte no chão. Ou talvez eu teria sido como essa garotinha.

— Oi! Qual é o seu nome?.

Os olhos azuis oceano dela se voltaram para mim, estavam bem abertos, a euforia das outras crianças parecia espanta-la.

— Molly.Sua voz baixinha, era tímida.

— Prazer Molly, eu me chamo Yovanna. Vai fotografar?.

Ela escolheu os ombros e assentiu, olhando para seus pés.

— E não está animada? Você não gosta?.

Molly balançou a cabeça e me olhou nos olhos.

— Eu gosto de balé!.

Vi os olhinhos dela brilharem com gosto enquanto ela pronunciou as palavras.

— Ah! Balé é muito bom! Você não faz aulas?.

— Faço. Mas minha mamãe diz que é besteira, por isso estou aqui.

Logo a decepção voltou para os olhos dela.

— Você pode fotografar com a roupa de bailarina!.

— Eu gostaria de dançar, mas vou apenas ficar parada com as outras crianças.

Realmente fiquei tocada com as palavras da garotinha, eu gostaria de fazer algo para ajuda-la, mas Hermione me obrigou a ficar de boca fechada e não me meter em assuntos assim enquanto estivesse na agência. A mulher voltou e levou Molly com ela para se trocar.

Olhando todas as crianças, me lembrei de Kristoff, por instinto minhas mãos foram para minha barriga. Não foi planejado, mas eu o desejava. Não via a hora de o pegar nos braços e o mimar, eu faria de tudo para ser uma boa mãe e o dar a melhor educação. Ele agora seria meu consolo.

                           (….)

Foi uma sessão de fotos demorada pelo fato de ser com crianças, algumas foram bem espontâneas, como se tivessem nascido com preparamento. Outras foram tímidas e precisaram de uma ajuda mais cuidadosa na frente das câmeras.

Hermione teria duas reuniões antes de ficar com o dia livre, então a missão de cuidar das gêmeas passou para mim. As levei para almoçar em um restaurante próximo, ouvi suas histórias sobre fadas e princesas com atenção e entusiasmo pela forma em que elas contavam.

Passar o dia com elas me deixou com o ânimo um pouco melhor. Voltamos pra casa no finzinho da tarde, eu recebi um convite de Medaline para uma noite de meninas e não pensei em recusar. Eu precisava manter minha mente ocupada o tempo todo e sair seria ótimo.

— Quando você disse, uma noite de meninas, logo pensei em cobertores quentinhos e brigadeiro em frente a um filme romântico que faz chorar.

Falei para Madeline, e olhei para as outras quatro mulheres que me olhavam com um sorriso amplo.

— Qual é! Queremos te colocar pra cima, não te fazer chorar.

Madeline respondeu entrelaçando seu braço ao meu, me puxando levemente para andar.

— Mas.. Caso queira ficar em casa, não vejo problemas.

Hillary me olhou sorrindo compreensiva.

— Nada disso! Hoje que consegui enrolar a babá de Callie para passar a noite toda com ela, não vou voltar pra casa.

Frida resmungou, mas tinha entusiasmo na voz. As ruas de New York como sempre, estavam animadas, as pessoas andavam de um lado a outro procurando por diversão. Assim como eu e as meninas, que conversaram o caminho todo sobre coisas aleatórias.

— É tão bom não ter que enfrentar filas enormes!.

Rosália falou animada e tomou a frente para entrar no local de onde vinha um som alto, mas ainda, contido pelas paredes. Algumas pessoas na fila resmungaram ao nos ver passar na frente, me senti um pouco abalada por fazer tal coisa, mas sozinha eu não teria forças para convencer as cinco garotas a entrar na fila que sumia no quarteirão.

— Eu vou pegar nossas bebidas.

Kylie me olhou e em seguida se afastou. Não demorou muito para que só sobrasse eu e Hillary no sofá vermelho de canto que pegamos. As pessoas dançavam animadas na pista com a música alta ecoando, os corpos pingando, corpos se esfregando sem se conhecerem. Realmente não é o meu mundo.

— Vai ficar sentada aí mesmo? Estamos aqui pra nos divertir!.

Rosália apareceu alguns minutos depois acompanhada de Kylie, a mesma se aproximou e me entregou o copo de bebida.

— Desculpa se não tenho o seu pique.

Falei rindo, em seguida, bebi um pouco do líquido que logo desceu queimando minha garganta.

— Ah! Depois de mais uns copos, você vai estar na pista.

Ela saiu pulando no ritmo da música me fazendo rir. Hillary logo se juntou as outras pessoas na pista, sumindo na multidão. Kylie estava ao meu lado olhando para alguém que eu não fiz questão de saber quem era. Perdida nas pessoas e nas luzes, senti algo tocar minha barriga. Meus olhos rapidamente foram para Kylie.

— O que foi?.

— Você está vendo o mesmo que eu?.

Confusa, balancei minha cabeça em negação e ela se aproximou, apontando o dedo na direção do bar. Segui com meus olhos e estreitei os mesmos para tentar ver direito. Uma loira dançava com um copo na mão rindo, na companhia de outras pessoas.

— Espera, é a…

— Isso aí... Nicole.

— Mas ela… O que ela está fazendo aqui?.

Kylie riu diante de meus olhos espantados.

— A pergunta é, aonde está a barriga de grávida?.

Fiquei mais confusa ainda. Kylie estava certa, como que a barriga de grávida desaperece assim? Será que ela... Talvez eu devesse ir falar com ela, a questionar, embora não tenha tanto direito assim.

— Aonde você vai?.

A mão de Kylie imediatamente agarrou meu braço.

— Falar com ela! Ela não tem o direito de enganar Shawn assim.

— Yovanna, esse assunto não deve mais te interessar. Vocês são, passado.

Agora ela estava de pé em minha frente, pensei sobre suas palavras, mas eu queria!.

— Eu sei. Mas não é justo ela fazer isso com ele.

Senti meus olhos pinicarem. O efeito do álcool começava a surgir. Em algumas pessoas, o efeito é como Rosália, em outras, bem, é como eu. Não me sinto bem, e só fica pior, chorando por tudo.

— Deixa ela pra lá! Shawn é adulto, vai saber lidar com isso.

E elas desceram, sem minha permissão, sem me dar um tempo antes, me afundando em lágrimas na balada, com a música alta e várias luzes que quase cegavam.

— Eu não quero ficar aqui.

Kylie me olhou rindo.

— Eu não deveria ter te embebedado. Como vou controlar as cinco?.

Um beicinho surgiu em meus lábios e eu abracei Kylie com toda força.

— Desculpa, eu sei que sou uma péssima companhia pra beber.

Choraminguei.

— Ok. Eu vou te levar para o hotel, as outras estão melhores.

Não que eu tenha saído do lugar tropeçando, não cheguei a tanto, mas minha maquiagem deveria estar borrada e provavelmente, devo ter falado várias coisas sem sentido. Já que me lembro de ir cantarolando "Crying In The Club" o caminho todo até o hotel.

— Eu sou um ser humano horrível.

Kylie riu, enquanto me deixava na cama, com um pouco de dificuldade.

— Você não deveria rir, estou falando sério!.

Certo. Não pensei que eu fosse ficar tão sensível assim depois de algumas bebidas.

— Tudo bem, eu sei, você é um ser humano horrível mesmo.

— Kylie!.

Eu não sabia como me parar, não tinha controle sobre mim mesma e nem conseguia ter o controle de minha emoções.

— Eu vou ter que ir buscar as meninas.

— Não! Por favor, não me deixa sozinha.

Chorei mais e me sentei na cama rapidamente. Eu só precisava de companhia. Vi Kylie suspirando e andar um pouco pelo quarto, em seguida como se lembrasse de algo, ela pegou o celular e digitou algo.

— Vai, você precisa descansar. Amanhã vai estar melhor, ok?.

Ela se aproximou em seguida com um sorrisinho nos lábios. Me deitei novamente e fiquei em uma posição confortável pronta para pegar no sono.

— Você vai me deixar sozinha?.

Ela negou e se afastou.

— Eu pedi para alguém ficar aqui com você.

Alguém... as palavras dela ficaram distante, era o sono que se aproximava com tudo. Bocejei e meus olhos começaram a pesar, as lágrimas pararam como mágica.

— Que alguém?.

Ainda perguntei a Kylie, mas já não prestava tanta atenção, sua voz saiu como se ela estivesse com algo na boca. Só me lembro de ouvir o seu "Você o conhece bem, é o…". E tudo virou um borrão, como se eu estivesse me perdendo no mundo dos sonhos.



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