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História All For Love - Capítulo 31


Escrita por:


Notas do Autor


Olá olá! Cá estou novamente! (。♥‿♥。)
Coloquei o titulo assim pois não deixa de ser uma continuação do capitulo anterior...espero que gostem xD

Ontem já comecei a escrever o final dessa história. Calma que ainda tem umas coisinhas antes desse momento chegar mas já estou chorando muito porque não gosto de finais. (ಥ﹏ಥ)
Muito obrigada à todos que ainda seguem lendo essa história. Escrevo de coração!

Boa Leitura <3

Capítulo 31 - Cassis pt. II


Fanfic / Fanfiction All For Love - Capítulo 31 - Cassis pt. II

[Aoi]

Saímos do cinema e eu ainda estava segurando a mão do Kou. Ele não me afastou e isso era um bom sinal não é? Pelo menos eu pensava que era porque depois daquele tapa que eu levei no dia do baile, sabia que se algo ele não queria, faria todo o possível para me parar. Vou dizer isso a ele quando puder. Quando eu parecer um idiota ele poderá me frear. Ele tem esse direito.

- Aoi, sei que tá tarde mas dá tempo da gente tomar um sorvete, o que acha? – perguntou Ruki animado e eu balancei a cabeça em sinal afirmativo. Kou adora sorvete.

A maioria dos lugares já estavam fechados porque já era tarde então havia somente um lugar pra tentar comprar. Ruki insistiu que iria lá com o Kou enquanto me deixou sentado com Reita.

Tinha certeza que isso era um pretexto que meu querido irmãozinho precisava para fofocar sobre o que aconteceu com Kou e eu no cinema. Esse garotinho quando quer ser inteligente e persuasivo ele consegue.

- Pelo visto vocês se acertavam também – disse Reita me tirando dos pensamentos sobre aqueles dois – acho que demorou muito mas nunca é tarde para os finais felizes. Nosso grupo está quase virando um grupo de casais.

Eu ri da ideia boba dele mas de fato era verdade. Primeiro Kaya e Kamijo, Ruki e Reita, agora possivelmente Kou e eu. Kai se envolveu com alguém que ainda não faço a menor ideia de quem seja. Falando em Kai, onde ele está e porque o Kou estava no lugar dele no cinema?

- Você sabe onde está o Kai? Porque ele não está aqui? – perguntei ao Reita. Ele deveria saber o que aconteceu.

- Assim que o Kou chegou ele pediu que entrassem porque ele ia comprar pipoca – respondeu Reita pensativo – foi o que o Ruki me contou. Ele disse que quando viu vocês dois ali sentados e o Kai não tinha voltado, entendeu tudo. Ele só me disse que certamente isso era um pedido de desculpas à você.

Agora tudo fazia sentido. Porque eu o ajudei no dia do baile e o mal entendido com sua família, Kai percebeu que isso me causou problemas e a maneira que encontrou de resolver a nossa situação era dar um motivo para conversar com Kou e a gente se acertar.

Esse Kai é adorável mesmo! Eu preciso muito agradecer por essa ajuda.

- Não tinha sorvete então a gente trouxe picolé. O Kou gosta, então – disse Ruki dando de ombros se sentando ao lado do Reita e Kou quase de frente para mim.

Kou com seu inseparável picolé de morango. Kami, porque me castiga desse jeito?

Tentei de todas as formas não pensar nisso e nem olhar pra ele mas as imagens se faziam presentes na minha cabeça. Eu precisava sair daqui o quanto antes ou tudo estará perdido.

Comecei a morder meu picolé para andar depressa e sairmos logo daquele lugar mas a insistência de Kou em continuar saboreando aquela sobremesa era demasiado demais pra mim. Eu preciso sair daqui.

Me levantei rápido dizendo que ia ao banheiro e sai correndo de lá. Entrei no primeiro box que encontrei aberto e suspirei. Essa foi por pouco mais uma vez. Me sentia duro só de ter aquela visão outra vez.

Kouyou porque me faz isso? Será que você não percebe como sua ingenuidade causa efeitos em mim? Era pra ser uma simples sobremesa, era pra ser, mas na minha cabeça não é. Nunca foi.

 

- Yuuuuu! Corre aqui senão vai derreter – gritou Kou no andar debaixo me fazendo praticamente correr para alcança-lo. Sentamos no jardim para apreciar a paisagem e também porque estava muito calor, precisávamos nos refrescar.

Kou estava com um shortinho preto curto como sempre gostava de usar e uma camiseta branca larga caída em um dos ombros mostrando ainda mais a pele branquinha que ele tem.

Eu me acomodei no banco enquanto ele sentou nas escadas de tijolinhos avermelhados. Ele olhava para as flores do jardim, as que ele mais gostava que eram as Peônias e de tempo em tempo comentava sobre algo que eu nem fazia a menor ideia do que era.

Kou porque você tem que chupar esse picolé de morango assim com tanta vontade? Quando ele não passava aquela língua que eu imaginava ser muito gostosa, ele por vezes raspava aqueles dentinhos infantis na ponta.

Eu já estava chegando no meu limite observando aquele espetáculo sem perder nenhum detalhe. Eu me sentia incendiar, as ondas de prazer me invadiam a cada movimento que ele fazia com a sua sobremesa parecendo perdido em pensamentos enquanto que eu estava enlouquecendo ali sentado.

Sentia o membro duro e bastante dolorido. O ápice foi quando Kouyou abocanhou o seu picolé de morango me fazendo convulsionar em um orgasmo daqueles. Minha mão foi rápida o suficiente para segurar quaisquer gemido que pudesse me denunciar.

Sentia meu rosto queimar de vergonha por isso ter acontecido na frente dele e parecendo notar como o silencio reinava ao nosso redor, ele olhou pra mim ainda divertido e sorriu bonito.

- O que foi Aoi-chan? Seu rosto está vermelho...tá tudo bem? – perguntou ele prestes a se levantar porem fui mais rápido, saindo correndo casa a dentro. Eu precisava de um banho. Eu precisava me trocar.

Como que eu olho pra ele agora? Será que Uru-chan percebeu o que aconteceu?

 

Fiquei tentando acalmar a minha respiração e contar até quanto fosse necessário para que essa ereção me deixasse em paz assim eu poderia voltar para junto dos outros. Aoi você é um idiota!

Sai do Box e lavei o rosto olhando meu reflexo no espelho vendo que podia sair dali já que o perigo havia aparentemente passado. Nem me importei com a maquiagem que o Ruki tinha feito em mim.

Voltei para onde eles estavam e ouvi meu irmão perguntar se eu estava passando mal ou algo assim e respondi que era a pressão que havia alterado devido ao ar condicionado ou por causa da forme.

Reita disse que levaria meu irmão para a casa dando a entender que queria fazer isso sozinho e não tive outra alternativa senão a de me despedir deles ficando as sós novamente com Kouyou.

- Kou, eu...eu posso te acompanhar até em casa? – perguntei nervoso e tropeçando nas palavras fazendo ele rir – se v-você quiser é claro.

- Eu quero Aoi. Vamos? – perguntou ele e afirmei com a cabeça. Seguimos lado a lado bem próximos até que nossos dedos se resvalaram e nós demos as mãos.

Vi quando ele corou instantaneamente me fazendo quase suspirar. Quanto tempo eu perdi sem poder ver aquele sorriso envergonhado e as bochechas rosadas dele?

Parecia ter sido até em outra vida. Mesmo que tenhamos crescidos um pouco e termos mudado, de mãos dadas andando assim parecia que o tempo não havia passado. Ainda podia ouvir sua voz me chamando de Aoi-hana-chan pelo jardim e eu o chamando de Uru-chan quando fazia cafuné no seu cabelo até que pegasse no sono.

O cinema não era muito longe de casa então logo que chegamos meu coração começou a bater descompassado outra vez. O que eu faço agora? O que eu digo?

- nee, Aoi. Obrigada pelo filme hoje, ele foi muito bonito. Eu adorei passar esse tempo com você – disse ele se confessando mais uma vez e eu não conseguia fazer outra coisa senão olhar pra ele. Como ele é bonito! Yoshiki não poderia ter escolhido palavra com maior significado do que aquele. Uruha era perfeito para ele.

Agora era a minha vez de fazer as coisas direito, ou tentar. É a minha deixa para conversar e tentar resolver de vez a nossa situação. Dessa vez tinha que dar certo.

- Uruha – o chamei vendo ele corar instantaneamente e é claro que o puxei pela mão para mais perto – eu sinto muito pelo que fiz você passar. Confesso que essa distância não foi fácil pra mim. Me perdoa, por favor.

- Você me chamou de Uruha... – afirmou ele me fazendo rir. Fazia tanto tempo que essa palavra não saia da minha boca que até eu estava duvidando do que dissera.

- Você não disse se me perdoa – disse e então ele me abraçou. Quanto tempo eu esperei por esse abraço. Sentir a maciez da pele e do cabelo. O cheiro do perfume. Tudo nele era perfeito.

- Aoi eu não tenho que te perdoar. Você não fez nada. Tudo foi um mal-entendido. Eu queria ter te chamado mas foi tudo tão rápido. Eu juro que quis voltar no tempo só pra não ter ido – respondeu ele e o abracei mais forte.

Uruha se afastou de mim sem soltar minha mão dizendo que tinha algo para me mostrar. Achei a ação estranha mas segui com ele, fomos para o fundo de sua casa onde tinha um jardim tão lindo quanto a casa anterior dele mas paralisei ao ver a quantidade de flores ali. Eram muitas mesmo.

- I-isso é? – perguntei e ele riu. Aquela risadinha gostosa que eu amo.

- Sim...papai deixou eu plantar todas elas – respondeu ele e eu também sorri. Deveria ter cerca de cem flores intercaladas entre Peônias e Malvas Negras. O cheiro daqui era tão bom.

O cheiro! Tem o mesmo cheiro do perfume dele. O perfume é malva. Uruha cheira a malvas e fazia tanto tempo que não via uma Aoi-hana que nem associei.

Eu ia puxar ele para mais perto mas acabei desequilibrando pois não vi uma válvula de água e nem preciso dizer o que aconteceu, não é? Cai entre as flores e Uruha caiu por cima de mim. Havia pouca iluminação no jardim àquela hora mas ainda conseguia ver o rosto bonito dele.

Afastei os cabelos loiro mel e o beijei em seguida. Minha mão seguiu para o seu pescoço enquanto que a outra se firmava em sua cintura. Ficamos ali aos beijos nem sei dizer por quanto tempo até que ele se deitou ao meu lado segurando a minha mão.

Agora olhando para o céu, nem percebi como estava estrelado. Eu gostava de olhar as estrelas e com ele aqui comigo, tudo parecia ainda mais incrível.

- Eu não quero que você vá embora, Aoi – disse ele e eu sorri sentindo meu coração se aquecer como a muito tempo não aquecia.

- E nem eu quero ir, Uruha – respondi e era verdade. Eu não quero ir, não quero me afastar – eu posso ficar aqui com você o tempo que quiser.

- Então fique para sempre, Aoi-hana-chan. Fica pra sempre – respondeu melosamente se aninhando ao meu lado, descansando a cabeça no meu peito. Ficamos naquele clima até que senti a respiração pesada do loiro entendendo que havia pego no sono. Fiquei passando os dedos por seus cabelos macios, enquanto admirava as estrelas.

Se era um sonho eu não queria acordar. Eu quero ficar pra sempre, Uruha. Pra sempre...

Nem percebi quando adormeci e fomos acordados com o sistema de irrigação automática funcionando e nos molhando. Acordamos assustados e depois que vimos do que se tratava começamos a rir.

Nem nos demos conta que dormimos a noite toda ali no jardim. Não que isso fosse um problema, pelo contrário, parecia que nada podia estragar a nossa felicidade.

- Aooooiii nós precisamos entrar, vamos perder aula – disse ele sussurrando ainda segurando meu braço me fazendo rir ao lembrar o quanto ele é carinhoso.

- É verdade. Preciso ir pra casa e nem avisei que dormiria fora. Meus pais devem – estava dizendo ao Uruha quando fomos surpreendidos com uma voz já conhecida.

- Sim, Yo-chan. Eles estão aqui e pelo jeito dormiram no jardim porque tem grama e gravetos pelos cabelos e as roupas amassadas. Esses meninos tem cada ideia – disse a tia Mel ao telefone fazendo com que corássemos instantaneamente.

Assim que ela encerrou a ligação veio nos perguntar o que fazíamos no jardim.

- Fui mostrar o jardim pra ele, mãe e a gente acabou dormindo. O filme acabou tarde. Me desculpe por não avisar – respondeu ele.

- Tudo bem, meu filho mas não faça mais isso. Me deixou preocupada – respondeu ela e em seguida se virou para mim – Yuu, seja bem vindo de volta.

- Mãe a gente precisa ir para a escola então precisamos nos arrumar. Com licença – respondeu ele me puxando para dentro da casa me matando de vergonha.

- Uruha... por Kami! Eu não posso ficar – respondi o fazendo rir. Ele sempre achava graça das coisas que eu dizia mesmo quando estava bravo. Mas parando para pensar, era impossível ficar bravo com ele. Houve somente uma vez e me arrependi pelo resto da vida.

- Seu bobo! Seu quarto ainda é o mesmo e eu vou arrumar um uniforme pra você. Vai ficar um pouco cumprido a barra mas é só você dobrar, tudo bem? – respondeu Uruha abrindo a porta do quarto que ficava do lado do seu. Estava como da última vez que estive aqui.

O que me chamou a atenção foi a quantidade de fotos nossas que ainda estavam no mural e o cheiro característico de malva presente no ambiente. Haviam dois vasos das flores no quarto o que me fez sorrir.

- Eu troco as flores daqui todos os dias. Deixo tudo organizado para quando você voltasse – respondeu ele. Então ele cuidava desse lugar. Eu Nunca tinha nem imaginado que isso poderia acontecer.

- Você sabia que eu voltaria? – perguntei e ele sorriu tão lindamente com o reflexo do sol já fazendo-se presente no ambiente.

- Meu coração nunca deixou de chamar por você, Aoi – respondeu ele me abraçando – nunca deixou e nem vai deixar.

Ele então selou meus lábios com carinho o que era bem-vindo.

Tomei banho e a roupa que Uruha me arrumou serviu como ele havia dito. Pegamos alguns pães de leite que a mãe dele preparou e fomos para o colégio de carro já que estávamos muito atrasados e a pé não daria tempo de chegar.

Desci do carro me despedindo da tia Mel e ajudei o Uruha a sair do automóvel. Lógico que as pessoas lá fora nos olhavam com curiosidade e quando adentramos o colégio todos nos olhavam admirados, cochichando com o colega do lado como se fosse algo grandioso ver nós dois chegando juntos.

Quando o nosso grupo viu a gente pareciam que tinham parado até de respirar o que era um exagero na minha opinião.

- Nãaaaaoooo – disse Kaya – Não me diga que vocês também se acertaram? Já digo que na próxima vez nos avisem com antecedência porque quase fomos a loucura com o Ruki e Reita entrando aqui de mãos dadas. Agora vocês chegam juntos. Meu coração não aguenta de emoção!

- Que exagero, Kaya. Nós nem estamos de mãos dadas nem nada – respondi mas claro, meu pequeno irmão não podia deixar essa passar.

- Exagero, Aoi? Isso é praticamente um evento! Só dos dois conversarem e nem voltarem pra casa depois do cinema já significa muiiiiita coisa – disse Ruki e a vontade era de calar aquela boca dele. Fofoqueiro!

- Cinema? Aoi-senpai foi ao cinema com Kou-chan? – perguntou Yomi. Não é possível que isso está acontecendo. Meu irmão e essa boca dele.

- Foi sim, Yomi-chan e sabe o que aconteceu? – perguntou Ruki.

- Eles se beijaram – disse Reita dando corda para o papo mole do meu irmão fazendo todos arregalarem os olhos nos olhando admirados e eu senti meu rosto queimar de vergonha.

- E depois fomos tomar sorvete – disse Ruki.

- E o Aoi ficou de levar o Kou em casa mas não voltou pra dormir – disse Reita. Eu preciso calar a boca desses dois e urgente.

- Aoi dormiu com o Kou? – perguntou Kamijo e todos em volta olharam pra gente. Isso não está acontecendo.

- Psssst, eu não dormi com ele. Que absurdo esse interrogatório – respondi já de mau humor pra mostrar que não estava achando a menor graça naquela conversa.

- Nee, Aoi. Na verdade nós dois dormimos no jardim, lembra? – perguntou Uruha e todo mundo fez um coro de exclamação.

Não é possível, o Uruha ainda dá corda pra eles. Eu mereço, viu?

 

“Quero permanecer sorrindo desse jeito.

Não te machucando nunca mais. Mesmo que o tempo volte

Não quero que aquelas lembranças se repitam

Amanhã, mesmo que seus sentimentos se separem de mim

Com certeza continuarei te amando

Amanhã, mesmo que você não possa me ver

Com certeza continuarei te amando

Por favor, olhe para mim

Por favor, deixe eu te alcançar

Eu andarei junto, ao futuro ainda não prometido, yeah

Continuaremos andando juntos, para o futuro onde você está”


Notas Finais


Link: https://youtu.be/37dGDZ0hlB4

O que acharam do capitulo de hoje? Fortes emoções não?(♡´౪`♡)
Amo essas lembranças do Aoi...tem hora que são muito engraçadas.
Estou amando esses dois juntos <3
Viram como os dois cuidaram das lembranças um do outro mesmo se mantendo afastados por tanto tempo? Se isso não é amor...não sei mais o que é ╮(╯_╰)╭


Kissus <3


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