História All for your Blood - Capítulo 65


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Adultério, All For Your Blood, Aminésia, Amnésia, Anemia, Anorexia, Ayato, Ayato Sakamaki, Azusa, Azusa Mukami, Carla, Carla Tsukinami, Comedia, Crossover, Depressão, Diabolik Lovers, Doenças, Dor, Drama, Garota, Gotica, Harem, Harém Inverso, Kanato, Kanato Sakamaki, Karl, Karlheinz, Kou, Kou Mukami, Laito, Laito Sakamaki, Luta, Medo, Morte, Nobresa, Passado, Pecado, Reiji, Reiji Sakamaki, Reinhart, Remédios, Rico, Riqueza, Ruki, Ruki Mukami, Sakamaki, Sangue, Shin, Shin Tsukinami, Shu, Shu Sakamaki, Shuu, Shuu Sakamaki, Subaru, Subaru Sakamaki, Tortura, Tougo, Tragedia, Trauma, Vampiros, Vida, Yuma, Yuma Mukami
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Palavras 5.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"I hate that I'm still hoping." ~Liz Ryzia

~~~~~~~~~~~ s2 ~~~~~~~~~~~~

Boa leitura!! ^^

Capítulo 65 - I'm Giving up on You


Fanfic / Fanfiction All for your Blood - Capítulo 65 - I'm Giving up on You

 

ON.: Ayume

 

Seven..

- N- Não... – dizia ainda ofegante, virando o olhar para mim, sorridente – Não tem mais como fugir.

Eu não vi outra opção.

Não naquele momento.

 

*             ~             *

 

- Pensei que demoraria mais. – resmungou Emiko, recolhendo os copos de Kuro e Kyo deixaram na mesa de jantar, que desviavam o olhar da senhora que ficava bem à frente da televisão não muito nova da qual eles aproveitavam para jogar – Querem mais, garotos?

Os mesmos negaram.

Kairo havia saído para resolver alguns negócios pendentes, os outros Sakamaki se espalharam pela casa, Subaru junto de Kanato cuidavam do gatinho, uma cena completamente duvidável daqueles dois vampiros sanguinários fazendo carinho com o dedo indicador na barriguinha do animal; Reiji novamente acompanhava Emiko, pareciam mais próximos do que entre os outros, na cozinha, iniciavam uma nova receita para alimentar todos da casa; Shuu dormia em um dos quartos; e por ultimo, Ayato e Laito jogavam cartas ao lado dos gêmeos que continuavam concentrados no jogo e Hayato deitado no sofá esticando os braços para cima que sustentavam um pesado livro que estava a ler.

O mesmo abaixou os braços, interrompendo sua leitura com um bocejo, passando a mão por de baixo de sua camisa e a levantando um pouco deixando apenas visível a entrada que tinha no começo do seu abdômen.

- Essa casa sempre foi muito espaçosa. – mencionou o moreno – Mas não pensei que caberia tanta gente assim.

Um suspiro veio de Laito, abaixando as cartas que tinham em suas mãos, revelando ao seu gêmeo ruivo, Ayato, que já havia ganhado o jogo pela décima vez.

- Merda. – resmungou Ayato entre os dentes, jogando as outras demais cartas para o centro da “mesa” que no caso, seria o chão – Essa casa fica muito quieta quando a Ayume sai.

- Um paraíso, eu diria. – aproximou-se Kanato acompanhado de Subaru, deixando o filhote dormir em paz debaixo da cama da morena, o seu lugar da casa, já que devia ser mantido em segredo – Há quanto tempo eu não sentia uma paz de espirito tão plena?

Hayato apenas revirou os olhos, começando a cochilar.

O barulho da cerca de madeira pintada de branco que delineava a casa de Emiko rangeu, mostrando que alguém havia chego.

Passos rápidos vieram até a porta, e quando abriram-na, logo deram um empurrão na mesma adentrando rápido repetindo a mesma palavra.

- VÓ! VÓ! – gritavam.

A mesma vinha rapidamente da cozinha até o corredor que dava na sala de estar com passos curtos, porém ligeiros.

 Hayato pulara do sofá em um piscar de olhos por conta do susto.

Os gêmeos pararam de jogar, da cozinha passos largos se aproximaram seguindo Emiko, e os mesmos vieram do quarto até a sala, que por minha ordem, estavam proibidos de se teletransportar por ai.

Todos tiveram a mesma visão naquele momento.

Haru, o albino, o mais forte de todos e mais capacitado a correr o caminho todo do mercado até aqui, o mais rápido possível, ainda por cima me carregando, e logo atrás dele os outros cinco se aproximavam aos berros também.

Nos braços de Haru, eu estava completamente desacordada, com os braços caídos para o chão e a boca levemente aberta.

- Ayume viu a gente fingiu desmaio, caiu no chão bateu a cabeça e desmaiou de verdade! – alertou o albino de olhos azuis celeste.

 

*             ~             *

 

- Às vezes eu me pergunto, Ayume... – minha vó veio se aproximando de mim com um saquinho de gelo – Por que você é assim? – fez uma pausa dramática – Desse jeito tão... Você?

- D- Desculpa. – abaixei a cabeça, sentindo uma dor aguda.

- Podia ter quebrado a cabeça. – comentou Kakeru, o mais velho do grupo, cabelos castanhos iguais aos seus olhos espelhados pelo óculos que usava.

Hayato logo pegou o gelo da mão de Emiko e agradeceu com um gesto, sentou-se atrás de mim, em cima do encosto do sofá, me puxando para trás para ficar apoiada nele e com a cabeça bem perto de seu alcance.

- Onde foi? – indagou.

Coloquei a mão na cabeça, bem em cima, mostrando para o mesmo que posicionou o gelo.

- A- Ai. – resmunguei.

- Vai doer um pouco mesmo. – suspirou, ainda colocando o gelo.

- O que você tem na cabeça?! – indagou Mizuki, a morena de olhos verdes e um cheiro indiscutível de cigarro, indignada – Kakeru disse, poderia ter realmente quebrado a cabeça!

- Melhor cabeça quebrada do que pulmão destruído. – retruquei, com um sorriso provocador nos lábios.

- Mas menina... Se me respeita! – partiu para cima de mim, e no mesmo momento me encolhi segurando forte nas pernas de Hayato – Vou quebrar a cabeça que você ainda não conseguiu quebrar!

- Opa, opa. – Haru, o mesmo albino que me carregou, segurou-a por debaixo dos braços, dando uma volta por trás e a deixando em distancia de mim.

- O que você estava pensando?! – Seven, o ruivo de olhos mel, que davam uma sensação de dourado, sentou-se ao meu lado, o mesmo também usava óculos de armadura listrada na diagonal de amarelo e marrom, combinando com o casaco costumeiro que usava.

- Eu não sei. Entrei em pânico. – revirei os olhos.

- Por...? – insistiu a ruiva, no canto da sala de braços cruzados, Touka.

- N- Nada. – virei o rosto.

- Não se mexe. – pediu Hayato, passando a mão pelo meu cabelo e levando-o para o lado que não estava inchado pela batida.

- Ayume. – forçou-me a falar novamente Kakeru.

Revirei os olhos.

Eu até abri a boca para falar, eu tinha tudo ensaiado, eu sabia o que eu tinha que falar, mas não. Não saia da minha boca.

Shuu estava do meu lado. De pé, vendo atentamente minha aproximação com Hayato, mas não dizendo nada, mantendo uma feição de pura indiferença.

Viu claramente o momento em que abri a boca, no momento em que meus lábios tremularam e percebeu o fino grunhido que dei tentando falar qualquer coisa, mas não saiu nada.

- Só não estava com vontade. – rebati com desdém.

O mesmo virou o olhar para o lado, resmungando um breve “Tsc”, e então meu olhar seguiu seus fios loiros, caindo em sua testa.

Ele sabe que não é só isso.

Quando foi que deixei-o me conhecer tão bem? Apenas pela intensidade da minha voz.

A diferença é que...

Senti as pernas de Hayato fazendo mais pressão sobre meus ombros, por ele estar sentado no encosto do sofá ainda, e eu embaixo, para poder me ajudar melhor com o gelo.

Hayato. Hayato me conhece tão bem, até melhor que Shuu.

- Como é que você me some por meses e simplesmente diz “Só não estava com vontade”?! – indagou aos berros Mizuki, chegando bem próximo de mim e torcendo minha orelha.

- AI AI AI! – reclamei me contorcendo toda para ver se ela parava.

 

*             ~             *

 

- Vó, quer ajuda? – ofereceu Haru, o albino.

Impaciente e completamente descontentada com minha irresponsabilidade Emiko foi por si mesma fazer as compras.

- Não, meu querido. Muito obrigada.

“Meu querido”, balbuciei com ironia em minha mente “Muito obrigada”.

Aquela velha ranzinza se fazendo de educada...

- Como é gentil. Certas pessoas deveriam seguir seu exemplo. – jogou uma indireta bem direta para mim.

Haru deu um sorriso meigo, um sorriso do qual mostrava que ele era apenas uma criança por dentro.

- Gostou tanto, adota. – afrontei.

Shiro logo me deu um beliscão no braço, como se estivesse chamando minha atenção.

- Meninos, - a velha com a cartela de ovos nas mãos direcionava-se aos meus primos, sentados no chão fazendo parte da rodinha de conversa que havia se criado – Hora de dormir.

- Mas vó...! – reclamou Kyo, o de olho vermelho profundo e brilhante.

Kuro, o de olho azul, não retrucou, mas também não acatou a ordem, esperava que Kyo resolvesse a discussão, parecia brevemente exausto.

- Kuro? – indaguei, enquanto os outros ainda conversavam.

Aproximei meu rosto de sua direção, estava sentado na minha frente, enquanto do meu lado, Ayato passava o braço em torno de minha cintura, mantendo-me próxima da conversa.

O garotinho gêmeo de olhos brilhantes e cristalinos parecia muito distante para ouvir no primeiro chamado.

Aproximei-me um pouco mais, me desprendendo de Ayato, mas o ruivo nem sequer reparando ou sentindo falta, realmente todos os Sakamaki e os outros estavam em uma conversa bem entretida ali.

- Kuro. – chamei-o um pouco mais forte.

- Ahn? Ah, oi. – disse com desprezo.

Até me sentiria ofendida caso eu não soubesse que Kuro trata tudo com indiferença e uma paz plena.

- Está tudo bem? – perguntei.

O mesmo hesitou em me responder exatamente naquele momento.

- Está. – disse com firmeza, da mesma forma que o ensinei a mentir.

Mas ele não sabe que ainda não está na hora do aprendiz superar o mestre.

Eu sei que ele está mentindo.

- Subindo! Subindo! – ouvi minha voz de canto.

Rapidamente, mas de um jeito preguiçoso para não sair muito de seu normal, Kuro levantou-se do chão, sabendo que indo dormir iria se livrar do questionário que eu faria até ele deixar escapar a verdade.

- Kuro...! – resmungou Kyo, segurando na camisa do irmão, não querendo ir.

- Opa, opa. – Kairo, o meu tio, pai deles, logo abriu a porta da sala, fechando-a por trás, indo rapidamente na direção do filho de olhos vermelhos que fazia birra ao levantar, e o agarrando por trás, levantando-o no colo – Obedeçam a sua avó! – entreviu ele.

- Mas, pai! – Kyo tentou novamente.

- Sem mas! – Kairo nem sequer deu chance para o menino, seu tom autoritário na voz era o de um pai presente e brincalhão. Um tom amigável. Era até caloroso – Subindo!

Kyo, abatido, levantou-se pulando em cima das costas do pai e a escalando, para que assim Kairo o levasse para a cama, com Kuro já passando pelo corredor indo para as escadas na dianteira.

- Boa noite, meus filhos. – sorriu minha vó, colocando a mão na cabeça de todos, até mesmo na do meu tio.

- Noite, vó. – ambos disseram da mesma forma que eu digo, por habito.

- Depois eu desço de novo. – afirmou Kairo e a mesma acenou com a cabeça.

- Então... – ouvi de fundo Mizuki ainda prosseguindo o assunto entre eles.

Voltei a me apoiar no pé do sofá onde eu estava sentada, embaixo de Kanato, Laito, Subaru e Reiji que dividiam o extenso sofá da sala. Meu lugar de cochilo.

Apoiei-me novamente no ombro de Ayato voltando a prestar atenção no assunto, brincando com os fios ruivos de seu cabelo enquanto voltava a passar sua mão pela minha cintura, me envolvendo nele.

- Já conhecem a cidade? – perguntou a garota de cabelos castanhos pouco mais claros que os meus e olhos verdes curiosos.

- Sim, brevemente. – concluiu Reiji.

- Já saíram à noite? – indagou ela.

Alguns negaram, dizendo que não muitas vezes.

- Precisam! A cidade é pequena, mas interessante. – deu um olhar um pouco perverso para eles.

Os olhos dela iam muito para a direção do loiro, Shuu. Ele estava distraído, não prestava atenção em muita coisa, mas eu prestava atenção dele.

Parecia cansado. Estava com um suéter azul claro de bordas escuras, um jeans cinza, parecia gasto, mas caia nele muito bem. Um olhar distante, parecia pensar em mil outras coisas, nem percebia a atenção que Mizuki estava dando para ele.

Espera.

Voltei o olhar para Mizuki, focando nela.

Por que ela estava olhando tanto para ele.

Eu conhecia aquela garota. Ela é bem interessada em relacionamentos, mas Shuu?

Voltei minha atenção para ele e logo depois para ela.

Ela não tinha um olhar de desejo nem de qualquer outra coisa semelhante e sim duvida. Aquela cara de quem já havia o avistado em outro lugar.

- Realmente a cidade é muito bonita! – comentou alegre Shiro – A noite fica mais linda ainda por causa das luzes. – disse ela, repousando a cabeça por cima do peito de Kakeru, que apoiava o braço em torno dela.

- E à praia, já foram? – comentou Haru, também curioso.

Eles são tão bons em puxar assunto...

- Se não foram ainda, precisam ir. – disse sem ênfase nenhuma, Kakeru, mas era o jeito dele.

Kakeru me lembrava muito Kuro em alguns aspectos de personalidades, mas só  alguns. Diria que Kuro é mais uma bela mistura minha e de Hayato, assim como Kyo, mas ambos absorveram características nossas que divergem entre si.

- É uma cidadezinha antiga, Konoha. – comentou uma das poucas vezes que abriu a boca, Touka, a ruiva de olhos fortes e vermelhos – Tem trilhos de trem, algumas roças, poços.

Esse era o jeito dela. Parecia calculista. Parecia sempre estar anotando tudo mentalmente, como se fosse relatar essas conversas bobas para alguém.

- É interessante. – acrescentou Seven, pouco quieto, assim como Touka, mas a diferença é que Seven está assim apenas por conta de serem novos e não com todos.

- Diria intrigante. – reformulou Kakeru, ajeitando seu óculos e aproveitando para empurrar um pouco do seu cabelo castanho acinzentado para os lados – É uma cidadezinha pequena, litorânea, que no fundo dela tem certa parte aglomerada de árvores, com aspecto antigo, porem bem tecnológica.

- Vocês moram aqui faz tempo? – indagou Kanato, levemente interessado.

Parecia intrigado, assim como diria Kakeru, os poucos humanos que conversavam calmamente com ele eram apenas Missa, Jackie e eu.

- Nascemos aqui! – respondeu, radiante como sempre, Shiro, a albina.

- Todos? – rebateu a pergunta, Ayato.

- Todinhos! – respondeu Mizuki, formando um coque em seu cabelo, deixando aparente o traço de arco-íris que tinha nos fios de sua nuca, tingidos.

Os olhos de Laito fixaram-se na garota morena, que prendia seu cabelo completamente distraída.

- Quantos anos disseram que tinham? – indagou ele, como conheço ele, se importando muito mais com a resposta de Mizuki.

- Não disseram. – intervi – Nem sequer vocês se apresentaram. – suspirei – Esses são meus amigos de infância, o mais velho, de vinte e dois anos, Kakeru. – o de cabelos castanhos acinzentados, olhos mel e um óculos de armação preta acenou – A segunda mais velha, Shiro, vinte. – a  albina de olhos vermelhos sorriu – Os gêmeos dizigóticos, tipo vocês, - referi-me aos trigêmeos Sakamaki – Ou seja, gêmeos diferentes entre si, Haru – apontei para o albino de olhos azuis, um corpo completamente definido que não sentia mínima vergonha de exibir – E Seven, - apontei para o ruivo de olhos mel, bem dourados, com um óculos de armação listrada de amarela e marrom, sorrindo – Ambos tem dezoito. – passei para o próximo – Mizuki, dezoito - apontei para a garota morena de olhos esverdeados e um sorriso no rosto – E Touka, também dezoito. – apontei com o olhar para a ruiva de olhos flamejantes combinando com seu cabelo.

Depois de uma longa suspirada já comecei novamente, sem dar chance de ninguém falar.

- Gente – olhei para os antigos amigos – Esses são os Sakamaki, a família que me adotou quando... – revirei os olhos – A Tsunade praticamente me vendeu.

- Ela te vendeu? – indagou indignado Seven.

- Assim, nem vendida foi. – comentou Ayato, me provocando com um sorrisinho.

Logo senti as mãos gélidas de Laito pegando em minhas bochechas e as apertando por trás, ainda sentado no sofá, rente a onde eu estava sentada.

- Ela apenas falou “Fica com isso ai”, e nos entregou Ayume. – acabou de zombar, Laito.

Eu realmente tenho muitos problemas com esses dois ruivos.

Balancei a cabeça quase rosnando para que tirasse as mãos de mim.

- Ela não nos disse nada disso. – adicionou Kakeru.

Imaginava.

- Na verdade... – Mizuki levantou de onde estava e logo correu para trás da cadeira onde Hayato estava sentado, abraçando-o por trás – Você não estava morto?

O mesmo revirou os olhos, tão enojado com as mentiras de Tsunade como eu, aceitando o abraço da morena.

Sempre ela se aproximava muito de Hayato, tornando-se amigos muito próximos.

Próximos... Até demais.

- Hayato está vivo, eu não sai da cidade exatamente por vontade própria. Isso é tudo que precisam saber. – afirmei.

Pareciam insatisfeitos com a resposta. Sabiam há muito tempo que eu estava ocultando alguma coisa, mas não só uma coisa, mas varias coisas. Tantas coisas que eu nem sei mais o que é verdade.

É tudo uma mentira tão grande que parece ser uma bola de neve gigante que vai me esmagar.

- Eles são de uma família no interior, como a gente, só que longe do litoral. – não prolonguei muito – Família Sakamaki, Shuu, o mais velho, duzen... – percebi o que estava falando – Dezenove anos. – tentei concertar – Reiji, dezoito; Ayato, Laito, Kanato, trigêmeos diferentes de dezessete e por ultimo, Subaru, dezesseis.

Muitos olhares foram para Subaru, os mesmos que o meu quando descobri a idade dela pela primeira vez, o mais velho com mais cara de homem formado.

- Prazer. – comentou Reiji, com a mesma educação refinada de sempre.

Mesmo com tanto eles falando, apenas uma coisa matutava em minha cabeça.

Cadê ela?

Fiz-me de despercebida.

Olhei para os lados como quem não quer nada e logo pronunciei:

- Onde está a Liz?

Naquele momento todas as conversas pararam e alguns olharem de repressão e pena vieram para mim.

- Ela... Não pode vir. – comentou Shiro.

- É mentira. – afirmei.

Por tanto mentir ao longo dos anos eu sabia claramente quem estava mentindo.

Evidencias são claras e obvieis.

Movimentos rígidos, tensos, repetitivos com mãos, braços ou pernas; "afundar" a cabeça dentro dos ombros; corpo tremula; quanto mente, o mentiroso ergue um pouco o ombro enquanto o outro fica imóvel; para ganhar tempo a pessoa demora em responder as perguntas ou se utiliza de algumas frases como: "por que eu mentiria para você?", "por que está me perguntando uma coisa dessas?"; tom de voz diferente.  Poderia mencionar muitos outros.

- Onde ela está? – forcei novamente a pergunta.

Um silêncio se fez naquele momento até que alguém o quebrou.

- Ayume. – começou Kakeru, o mais velho e mais responsável.

Naquele momento não pude me conter em tremer, normalmente quando o assunto é mais serio, Kakeru é aquele que toma a dianteira por falar com mais firmeza.

- Liz não quer mais te ver.

Gelei naquele momento.

Soltei-me dos braços de Ayato me encolhendo um pouco, pensando.

- De... – Mizuki logo tentou cortar o clima gélido que havia se formado – De qualquer forma. – sorriu a mesma, tentando disfarçar a cena, mas claramente meio preocupada comigo – Já que saem pouco, o que acham de irem a uma festa com a gente agora? – indagou ela, tentadora.

Tentadora demais, mas não para mim.

- Concordo! – Laito logo se levantou, chamando atenção da morena pela primeira vez.

Varria-o apenas com os olhos.

- É uma boa ideia. – Kanato disse, surpreendendo-me com o afeto que criou por eles.

Todos foram concordando aos poucos, mesmo alguns hesitando um pouco, não só dos Sakamaki, mas mesmo no grupinho, não parecia ter sido planejado.

- São quase onze... – reclamou Seven.

- Deixa de ser velho. – reclamou Haru, dando um empurrão no ombro do mais velho.

- Eu realmente não posso. – mencionou Reiji, claramente inventando uma desculpa rápida, mas era bem ágil nisso – Preciso preparar algumas roupas para amanhã. Estou ajudando Emiko.

Reiji era tão desinteressado nessas coisas quanto eu e Kanato, por isso foi surpreendente a atitude do roxeado.

- Ayume? – Ayato me estendeu a mão.

Logo percebi que estava com pensamentos distantes novamente, tão distantes que nem sabia onde estavam.

Eu estava gelada por dentro, todos, exceto Reiji haviam concordado em sair.

- Eu estou me sentindo um pouco mal. – coloquei a mão sobre o estomago – Acho que vou ter que ficar.

- Que? – indagou Seven, empurrando Ayato pro lado bem de leve, o que claramente incomodou o outro ruivo, e me levantando com força – Nada disso! Você some por sei lá quantos meses e acha que tem condições de negar um convite nosso?!

Virei para o lado colocando a mão por cima da boca como se fosse vomitar e logo forçando uma ânsia para tentar ser convincente.

- É melhor ela ficar. – Haru colocou a mão por cima do ombro do seu gêmeo ruivo.

- Mas, divirtam-se! – sorri e logo virei-me aos Sakamaki – Tudo o que disseram é verdade, a cidade é muito bonita a noite, aproveitem. – disse, caminhando para a direção da escada.

- Vai ficar bem sozinha? – Hayato me parou.

- Não se preocupe. – sorri, reconfortando-o, olhei para os lados vendo que ninguém olhava – Eu realmente odeio festas. – disse baixo, tirando um sorriso de canto de seus lábios, que sabia que eu não estava enjoada coisa nenhuma.

Caminhei mais um pouco.

A tentação foi maior, passando por Shuu virei meu olhar para ele.

Cruzamos os olhos. Lembrei que, não muito tempo atrás, ele havia se declarado de novo. Eu pedi um tempo para decidir.

A verdade é que eu ainda gosto... Um... Pouco, talvez muito, dele.

Mas eu não sei como ter certeza de que tudo isso, tudo o que ele diz, esse novo discurso, isso tudo seja verdade.

A verdade é que eu não sei qual parte do meu coração quebrado eu devo ouvir dessa vez.

- Boa noite! – disse subindo rapidamente para o meu quarto, fugindo dessa tal festa.

 

Algumas horas depois, nessa mesma noite...

 

O sangue pingava dos pulsos da morena, tanto eles quanto seus pés estavam cortados devido aos cacos de vidro quebrados. Lágrimas escorriam pelo seu rosto e as olheiras em seus olhos denunciavam que há tempos não dormia.

Ao olhar para cima deparou-se com a presença dos sete garotos, todos a olhavam e não faziam a mínima questão de esconder o desejo que tinham pelo liquido que escorria pela sua pele.

Seus olhos azuis percorreram de um a um, até focar em m certo loiro no canto da sala, o mesmo caminhou até a garota com seu olhar ainda sério, passando por seus irmãos e se ajoelhando em cima dos cacos de vidro. Puxou a nuca da menina para aproxima-la e quando já estava perto o bastante falou em seu ouvido:

- Isso não é porque eu te amo, nem porque quero seu bem. Isso tudo é um jogo e o prêmio é o seu sangue.

E pela primeira vez na noite, sorriu, mostrando as presas em um sorriso presunçoso e sarcástico.

- E eu ganhei esse jogo.

E fincou-as na morena.

 

Ofegante a garota deu um salto na cama.

Colocou a mão sobre o peito, sentindo-o palpitar como nunca. Seus batimentos aceleraram.

Lágrimas começaram a escorrer, ainda sentada na cama, segurando-se ao lençol branco, atormentada pelo pesadelo que para ela podia ser tão real.

O quanto poderia doer um dia ouvir essas palavras saírem realmente da boca daquele que ela amava.

- Shuu... – a garota começou a cutuca-lo.

- Uh...? – o mesmo murmurou, ainda de olho fechado, sem conseguir pronunciar palavras pelo sono.

- Shuu. – insistia Ayume.

- Por favor, Ayume... – pediu ele – São duas da madrugada.

- Mas...

O loiro passou o braço ao entorno da cintura dela, puxando-a para cama e abraçando-a por trás, encaixando o corpo dela no do próprio.

- Só dorme. – sussurrou na sua orelha – Eu te amo.

Um sorriso se formou nos lábios da garota.

- Eu também.

 

Abri meus olhos, percebendo mais um sonho.

Olhei para a janela do quarto, vendo a lua gigantesca que até iluminava algumas paredes do quarto.

E então me virou para o lado, passando a mão pelo lençol liso do qual não tinha ninguém ao meu lado.

- Droga... – suspirei, afundando novamente minha cabeça no travesseiro.

Tentei pegar no sono mais algumas vezes, mas não adiantava.

Eu demorei muito para conseguir dormir da primeira vez, e não conseguia mais.

Tudo o que matutava na minha cabeça era.

- Eu estou aqui... – olhei para a pulseira dourada em meu pulso – Não, você não está.

Não aguentava mais. Era tortura ficar parada.

Levantei-me da cama, coloquei uma roupa simples. Uma jeans preta com uma camisa branca e um sobretudo negro por cima. Ajeitei-o bem. Penteei o cabelo. Fiz o básico de uma maquiagem e coloquei o tênis costumeiro.

Eu não aguento mais um minuto sequer sem uma resposta dela.

Liz.

Eu sabia que festa eles estariam. Não é uma das piores, na minha opinião, ela acontece com frequência, todo final de semana, e com mais frequência ainda nesse período de férias. Eu até que vou nessa, mas só quando realmente me obrigam.

E ela, a Liz também vai.

Aposto que eles a convidaram.

Sai pelo corredor, corri mais um pouco e logo trombei com um anão de jardim.

Dei passos para trás perguntando se era Thor, nosso cachorro de menos de trinta centímetros, andando em duas patas, mas não, era só Kuro.

Mesmo com um olhar perdido e sonolento, esfregando os olhos, estendeu a mão.

- Pedágio. – pronunciou de forma lenta e preguiçosa.

- Você só pode estar brincando.

- Quer que a vó saiba que você está saindo para beber com os seus amigos? – indagou ele.

- Mas eu não vou! – retruquei.

- Não vai ser isso que ela vai ficar sabendo. – deu um pequeno sorriso – Mil ienes.

- Kuro...

- Dois mil. – afrontou – Quer discutir mais?

Eu não acredito que estou sendo chantageada por um garoto de treze anos.

- Pega e vaza. – disse pegando o dinheiro do bolso e colocando em suas mãozinhas de criança.

- Tenha uma boa noite. – disse.

Argh... Pirralho!

 

*             ~             *

 

Em cidade pequena, tudo é muito rápido, tudo muito perto.

Cheguei ao lugar, andando um pouco mais acelerado, em mais ou menos vinte minutos.

Já era tarde, ou melhor, cedo. Quatro da manhã. A festa já estava acabando e eu tenho certeza que eu conseguiria trombar com eles na saída.

Dei um sorriso. Um sorriso esperançoso.

Vi-os saindo. Estavam do outro lado da rua.

Era uma rua pouco movimentada, mas por isso, quando carros passavam, passavam em velocidades absurdas.

Olhei de um lado para o outro e rapidamente atravessei, pulando um canteiro verde.

- Ayu...? – indagou aos bocejos, Seven.

- O que foi? – Hayato perguntou com um pouco de preocupação.

Fiz um gesto com a mão para que se acalmasse, meu olhar estava fixo em outra coisa.

- Vamos para casa. – pediu Shuu, com a voz rouca e exausta de sempre.

Não consegui nem prestar atenção.

- Ayu. – Haru tentou chamar minha atenção.

- Ayume? – Touka também teve sua tentativa, mas meus olhos e minha atenção estavam fixos na porta do estabelecimento.

Quando cheguei já havia muitas pessoas saindo, talvez eu tenha a perdido no meio da multidão.

- Ayume! – Ayato gritou na minha orelha, segurando meus ombros – Vamos!

Despertou-me do fundo de meus pensamentos, mas não desviava os olhos.

- Se é isso que tanto quer saber. – Kakeru começou – Sim ela veio, estava com a gente. – comentou ele, referindo-se a quem eu queria saber.

- Liz? – indaguei repentina – Onde ela está?

O mesmo levantou a mão, apontando para trás de mim.

A garota andando sozinha no meio da escuridão, já do outro lado da rua, caminhando com o salto dourado na mão junto de um simples vestido branco com detalhes dourados ao entorno da saia.

Seus cabelos roxos e longos, com as pontas enroladas, balançavam de um lado para o outro conforme andava. Não muito alta, não muito baixa, diria que fofa. Era pouco mais alta que eu, e pouco mais velha. Fazia aniversário meses antes que eu.

Liz Ryzia, dezessete anos.

Lembrei-me das apresentações que fiz nessa noite.

Preparei-me para correr atrás dela, pronta para atravessar a rua.

- Não. – Seven segurou meu pulso, me impedindo – Não faz isso.

Voltei o olhar para ele com uma interrogação.

- Ela está muito magoada, você só vai piorar a situação. – concluiu Haru – Tanto pra você, quanto pra ela, Ayume.

Eu não conseguia distinguir que tipo de olhar era aquele que eles estavam dando para mim. Estavam me reprimindo? Estavam com pena de mim? O que era tudo isso? Dois extremos tão misturados e confusos.

Puxei meu pulso de sua mão sem nem dizer nada e logo começando a correr para o outro lado da rua, por pouco desviando de um carro que buzinara quando por centímetros não me atropelou.

- Ayume! – chamou Mizuki, levemente bêbada, mas não tanto, parecia controlada dessa vez – Merda...

- Liz! – gritei me aproximando dela, correndo para sua direção.

Corria um pouco mais e por um momento, abracei-a o mais forte que pude, segurando-a por trás.

Dei um sorriso forte, aumentando a força em meus braços.

Ela havia parado de andar, meu cabelo negro, iluminado pela luz da lua, passou a frente de seus olhos enquanto passava os olhos pelos braços da pessoa que havia a abraçado do nada.

Parou em meu pulso, viu aquele pingente na pulseira dourada.

Ela já sabia que era eu.

- Liz! – disse novamente.

Empurrou-me para trás, distanciando-me dela, sem dizer nada.

- Liz...? – indaguei fraco, indo colocar a mão em seu ombro, para faze-la virar para mim – O que...?

- Não me toca! – gritou ela.

Arregalei os olhos.

Faz mais do que sentido estar irritada. Eu sai sem me despedir, não atendi ligações, praticamente sumi. Eu a abandonei.

- Eu queria me explicar... – disse baixo.

- Não precisa. Não quero. – retrucou rápido – E também, estou atrasada.

- Para o seu compromisso das cinco da manhã? – indaguei com sarcasmo – Me poupe, Liz.

Naquele momento, apontou para o centro da minha cara.

- Me poupe você! – gritou – Entra em depressão profunda e não da satisfação! Não me deixava te ver! Não fazia nada! Some por mais de meses, não avisa nada! E agora... E agora quer dar uma de boa amiga?! – indagou ela.

Apenas me calei ouvindo tudo o que tinha para falar.

- Quer saber de uma coisa, Ayume?! – gritava ainda no meio da rua.

Ela nunca foi de fazer isso, ela parecia tão cheia de raiva e rancor. Tão amargurada.

O que foi que eu fiz? Eu machuquei-a tanto assim?

- Eu sabia que você ia voltar! Eu sabia desde o começo que você iria voltar! Muitos deles duvidaram, mas eu não! – continuou.

- Lógico! – tentei interferir – Eu nunca iria...!

- Eu não terminei! – me interrompeu na metade – Eu queria dizer que... – ia completando – Eu esperava que você voltasse em um caixão. – terminou ela.

Gelei mais uma vez.

Abri a boca, tentei pronunciar qualquer coisa, mas eu não conseguia, não saia absolutamente nada além de gaguejos e:

- L- Liz...

Os Sakamaki e o grupinho de amigos se aproximaram, rente a calçada do outro lado da rua, ainda sendo possível ouvir tudo o que ela falava.

Ninguém além deles se importava. Muitas pessoas passavam por nós e nem nos olhavam na cara, conversando sobre a festa e sobre o dia seguinte, sobre a amizade que elas tinham.

Alguns pingos de chuva começaram a cair, e logo se multiplicando começando uma densa chuva.

- Não faria diferença! Você morta ou não, você nunca realmente confiou em nós! Nem nos seus momentos mais difíceis! – gritou mais um pouco.

Desculpa.

Queria gritar.

- Você se trancou! Você tem ideia de quão desesperador foi todo esse tempo?! – indagou.

Eu faço ideia.

- Você...! – faltava-lhe palavras – Você tem ideia o que é acordar todos os dias e pensar que nunca mais vai ver sua melhor amiga?! – continuo.

Melhor amiga. É... Costumávamos ter essa relação.

Eu tinha ideia de tudo isso. Eu senti a dor e desespero. Em todos os momentos que meu sangue era drenado, quando no inferno todos tentaram me matar, quando fortes todos eles se mostraram.

Eu tinha o peso na consciência de morrer sem nem me despedir de nenhum deles. Sem dizer adeus para minha melhor amiga.

- E então eu comecei a desejar isso. Eu só queria te ver de novo no seu próprio enterro, Ayume! – continuou – Tem ideia do quanto é frustrante te ver de pé, assim, na minha frente?!

Gritava enquanto suas lágrimas eram camufladas pela chuva, assim como as minhas.

- Some da minha vida. – pronunciou por último – Você já tem meses de pratica nisso. – virou-se de costas, seguindo seu caminho.

Abaixei a cabeça. Apenas ouvia. Eu ouvia o som se aproximando rapidamente.

Corri no mesmo momento, calculei a hora exata de quando iria passar.

E então, simplesmente corri.

Segurei com força o meu sobretudo, e fui para o meio da rua.

Ouvi a buzina rente ao meu ouvido, todos os olhares foram para mim naquele momento.

Gritaram para que eu percebesse.

Mas eu já tinha percebido.

Gritaram querendo me empurrar da frente do carro.

Mas estavam longe demais.

O farol iluminou meu rosto, estava abaixado, cerrei bruscamente os olhos e então, meu corpo e meu rosto foram arremessados para longe no chão.


Notas Finais


Liz Ryzia.: https://i.pinimg.com/236x/3a/11/62/3a116263618b25b3f547b2a5191e3c1b--girl-with-purple-hair-the-purple.jpg
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https://uploads.spiritfanfics.com/fanfics/historias/201708/a-irma-mais-nova-da-cordelia-9962555-110820171916.jpg

Como identificar um mentiroso.: https://www.vix.com/pt/bdm/estilo/como-saber-que-alguem-esta-mentindo-5-sinais-infaliveis



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