História All I Ask - Capítulo 1


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Palavras 428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Tô começando agora, nem sei se vou continuar. Espero que alguém leia e se interesse.

Capítulo 1 - Uno


Eu descobri que tinha medo de escuro durante uma sessão de terapia. Assim como quando quebrei meu braço aos seis anos e, mesmo diante da fratura mais que evidente, só descobri que era sério quando meu pai analisou e disse: "é, está quebrado". Deve haver algo estranho em mim por somente aceitar os fatos quando eles vêm da boca de outra pessoa. Sempre precisei da opinião alheia, nunca constatei meus próprios problemas sozinha.

- Heloísa. - a terapeuta me encarava. - Não há nada de errado em ter medo do escuro mesmo após a infância. É bem comum! Você só precisa entender do que realmente tem medo para que possamos corrigir seu temor. Por exemplo, o que te incomoda? Você imagina criaturas sobrenaturais como fantasmas ou monstros?

- Não. Eu não tenho medo do que eu vejo. Eu tenho medo é de começar a ver algo. Tipo, sabe quando entra uma fresta de luz pela janela do quarto e você vê vultos?

Ela sorriu e esperou que eu terminasse de falar. Contei que não dormia bem há meses e não suportava mais passar horas escondida debaixo do cobertor tremendo de medo e prestes a desmaiar com todo e qualquer barulho que ouvia na rua.

Ainda era estranho pra mim me abrir tanto em uma sessão. Sempre comecei tratamentos psicológicos e abandonava logo no segundo ou terceiro encontro por achar tudo aquilo uma bobagem. Ou me tratavam com carinho demais ou exageravam na frieza. No fundo, sentia que nunca encontraria alguém que escutasse e realmente entendesse a minha cabeça. "Eu sou louca" era sempre meu pensamento dominante e, por mais que as profissionais ou minha mãe tentassem anular essa crença, mais eu sabia que estava no limite da minha sanidade. Eu era uma bomba prestes a explodir.

Se você perguntar à alguém se o Ensino Médio foi bom, provavelmente ouvirá muitas respostas negativas. É incrivelmente difícil passar pela fase mais instável da vida com toda aquela confusão de hormônios e as mudanças corporais, a pressão do vestibular e as grandes descobertas da vida. É horrível até para quem é normal, imagina para uma garota louca. Imagina pra uma garota louca que odiava o próprio corpo e tinha poucos amigos. Uma garota que queria sair daquele inferno de cidade pequena, religiosa e hipócrita. Uma garota que largou a última psicóloga porque ela constatou o óbvio, mas foi a primeira a dizer a verdade sem entrelinhas: "você gosta de garotas".

 Foi um inferno a minha adolescência de garota sem influência social, presa em uma redoma, louca e que gostava de garotas.


Notas Finais


that's all folks


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