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História All I Want… - Capítulo 1


Escrita por: AzamiIlejay

Notas do Autor


Estava eu, revirando minha gaveta (virtual), quando acho essa pérola, que se não foi a minha primeira fanfic do fandom, com certeza, foi um dos primeiros. E com a minha memória de Dory, achei que nunca tinha escrito em primeira pessoa com meu personagem favorito de BSD.

Também fiquei meio "meu Deus! 😳 Era assim minha escrita? 🤔". Sério, eu vi diferença da minha escrita de dois anos atrás pra cá!

⚠️ Prestem atenção nos avisos na sinopse antes de continuarem a leitura. ⚠️

📌 Essa fanfic foi postada no 2° dia da 2ª segunda (originalmente, 27/07) edição de Fitas e Laços. Eu estava indecisa sobre postar aqui e no Nyah, mas finalmente resolvi a questão.

Sejam bem vindos! Para ler a fanfic do dia anterior, basta acessar o meu perfil ou acessar a tag "2a Edição Fitas e Laços".

Obrigada a vc, que está acompanhando desde a primeira fanfic.

Sem mais, bora pra fanfic.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


— Vamos, Akutagawa! Levante-se! — Exclamava Dazai Osamu, o meu mentor. Estávamos em mais um treino usando meu Rashoumon, contudo, eu estava perdendo muito feio para ele. Neste momento, estava de joelhos com as mãos apoiadas no chão empoeirado daquele armazém abandonado. — Levante-se, Akutagawa! Isso é uma ordem.

Eu, definitivamente, odiava aquele tom de voz tirano. Entretanto, por ser um superior (por ser meu superior), eu deveria obedecê-lo a todo custo. Por isso, com as últimas forças que me restavam, levantei-me devagar. Primeiro, apoiei meus pés e — aos poucos — fui levantando. Porém, mal estava de pé, e levei mais um soco com força total na boca do estômago. O movimento em si havia sido tão rápido, que não pude me defender a tempo. Logo, a única opção que me restou foi a de me encolher e tentar me manter em pé, com as pernas bambas.

Merda! Eu estava cansado e machucado.

— Você é tão fraco, que nem sequer se tocou de fazer a droga de um escudo enquanto levantava. — Ditou estranhamente calmo. Foi quando o senti puxar meu cabelo com força pra trás, a ponto de encará-lo. Nossos rostos estavam próximos o suficiente para as respirações chocarem-se, e isso me fez engolir em seco. — Olha pra você… é de dar pena. É isso que você é, Akutagawa? Um idiota digno de pena?! O que faz na Máfia do Porto, então?! Seu imprestável! — Puxou meu cabelo com ainda mais força, e quase pude jurar que iria arrancar meus fios. Acabei por gemer baixo. — Quando vai aprender a usar a porra da sua habilidade, seu inútil?!

E por fim, soltou meu cabelo com força, fazendo-me cambalear para trás. Estávamos desde o início da tarde treinando, e eu continuava a apanhar feito um saco de luta do Dazai. Odiava todas aquelas humilhações! Mas, odiava mais ainda o fato de querer a aprovação, o respeito e a admiração de alguém como Dazai Osamu…

— E-eu… — comecei com certa dificuldade, recuperando-me do soco na barriga, encarando o chão de forma constrangida sem conseguir disfarçar — vou melhorar… não vou ser assim pra sempre. 

Ouvi sua risada de escárnio para mim. Ergui meu olhar, ainda um pouco constrangido e desnorteado, com uma mão pressionando meu abdômen.

— Realmente, não vai ser pra sempre… porquê se você não morrer treinando, vai morrer para algum inimigo em missão com essa sua falta de destreza com a própria habilidade. — Disse totalmente sério, o que era perigoso para alguém como Osamu. Seu olhar estava em chamas com puro sadismo, o que me fez encolher ligeiramente. Ele analisou-me por alguns instantes, e então deu as costas pra mim. Foi até um de seus homens presentes no local e pegou uma arma com ele. Arregalei os olhos minimamente, entrando em dúvida sobre o que faria com a arma. 

— O que…? — Nem tive tempo de perguntar direito, pois, no instante seguinte, Dazai virava em minha direção atirando. Consegui invocar Rashoumon a tempo de formar uma barreira protetora, evitando que três tiros acertassem bem no meio da minha testa, era como se ele engolisse o próprio espaço-tempo. Meus olhos arregalaram ao máximo ao constatar que ele havia atirado pra me matar; que se não fosse a minha habilidade, eu estaria com o corpo estirado no chão com balas na face. — Você… ia me matar?

Ele sorriu de canto, perverso.

— Parabéns, você conseguiu defender-se dos tiros. No próximo, serão seis! — Sorriu abertamente. Entregou a pistola para seu segurança novamente e encarou-me com desdém. — Na Máfia do Porto, não existe espaço para fracos que não sabem usar a sua própria habilidade. Aprenda!

Eu estava assustado. Osamu não tinha pena de ninguém e não poupava ninguém na hora da execução. Não o havia escolhido para ser meu mentor, simplesmente fui jogado para seus braços pelo próprio líder da Máfia. Não era a primeira vez que ele me levava ao limite, todavia, era a primeira vez que ia tão longe. 

— Você está dispensado por hoje. Amanhã, no mesmo horário, esteja aqui. Sabe o que irá acontecer caso se atrase, não sabe? — Indagou casualmente já se arrumando para se retirar do local. Tratei de me recompor e, ainda sentindo dores pelo corpo devido ao treino, peguei meu sobretudo jogado em um canto qualquer do local. Apenas soltei um "hm-hum" como resposta, sem querer qualquer maior interação com ele. — Ótimo! Odiaria perder meu tempo tendo que disciplinar um moleque com capacidade suficiente para cumprir horários. 

E sem dizer mais nada, eu ouvi seus passos ficarem cada vez mais distantes dali para, logo depois, ouvir o som da porta do carro se fechando. Escorei no batente da porta do armazém observando seu carro de luxo se distanciar. 

Eu odiava Dazai Osamu. Mas odiava ainda mais o que sentia por ele!

•••

Finalmente estava mais adaptado ao Rashoumon, e frequentemente era solicitado para missões de altos riscos. Entretanto, meu ex-mentor já não estava mais na Máfia do Porto para ver o quão bom eu estava. A cada luta, a cada missão, a cada adversário… eu estava mais forte, e me orgulhava disso, apesar de nunca estar verdadeiramente satisfeito. Afinal, Dazai não estava ali para ver.

Como eu queria esfregar na sua cara a minha gloriosa evolução, Dazai Osamu!

Era tudo que eu conseguia pensar; em como seria magnífico acabar com aquele sorrisinho de desprezo do Osamu pra mim. Queria tanto despedaçá-lo lentamente com meu Rashoumon, só para eliminar seu olhar sem vida. Entretanto, sabia que essa última coisa citada não seria possível já que, apenas com um toque, ele anula qualquer poder — essa era sua habilidade, infelizmente!

Grr! Que desprezível!

•••

Dazai havia sido capturado pela Máfia do Porto, o que era difícil de acreditar levando em conta toda sua experiência e destreza em combates e missões passadas. Porém, eu iria degustar dessa cena pessoalmente. Não iria perder essa oportunidade única.

— Higuchi, quero que cuide de tudo por aqui até eu voltar. Entendido? — Ordenei para minha mais nova subordinada, esta que apenas confirmou com um acenar. Ela sabia fazer um bom trabalho burocrático e de segurança, eu confiava nela para tais serviços. E dado isso, fui ao encontro do meu maior infortúnio ambulante da vida.

Sendo assim, nunca imaginei que fosse ser tão prazeroso ver Dazai acorrentado em uma das celas de tortura da Máfia. E acabei por sorrir de canto minimamente.

— Quem diria que o ex-dirigente da máfia estaria sendo feito de refém dessa maneira não é, Dazai Osamu? — Indaguei alto suficiente para que ele, enfim, desse conta da minha presença no recinto. Vê-lo assim me deu vontade de fazer coisas sádicas a ele, depois de tudo que me causou. 

— Ora, ora… se não é o cachorrinho que me adestrei há alguns poucos anos, Akutagawa Ryuunosuke. — Disse com desdém. Olhou-me dos pés a cabeça dando um sorrisinho de canto debochado. — Me diz, você continua apanhando dos outros até desmaiar? Ou finalmente aprendeu a usar essa coisa que chamam de habilidade? 

Sentindo ódio de suas palavras, sem precisar chamá-lo, a besta negra avançou na direção dele — que apenas anulou o ataque. 

— Pelo visto, você continua o mesmo suicida babaca de sempre. — Observei friamente, enquanto me aproximava dele. — Eu gostaria tanto de te matar, Dazai… você não tem noção do quanto…! 

Aproximei meu rosto do dele até nossas respirações colidirem, sentindo meu coração falhar algumas batidas, e observei cada detalhe de seu rosto rapidamente. Como esse idiota conseguia ser tão… atraente?!

— Então, por que não me mata? — aproximou-se ainda mais da minha face, quase fazendo nossos narizes tocarem-se. Eu me senti desafiado de duas formas. — Aproveita a oportunidade, Akutagawa. Não é todo dia que me permito ser morto por um sujeitinho qualquer! 

E perdendo a paciência, que eu já não tenho com ele, puxei seu cabelo para frente até sua testa encostar na minha. Afinal, Dazai continuava sendo mais alto que eu.

— Não. Me. Provoque. — Ditei palavra por palavra, com os olhos a faiscar em fúria, fitando-o. Ele riu anasalado. — Eu só não te mato porquê você se banquetearia com isso.

— Ou porquê é incapaz de fazer isso! — Devolveu em presunção. Não me segurei, e com a outra mão soquei seu estômago, do mesmo jeito que ele fazia comigo em treino. Segurei seu cabelo com ainda mais força, observando sua face contorcer em dor. — Parece… que andou treinando os socos…

— Treinei isso e muito mais, seu idiota de merda! — Exclamei tomado pela raiva. Queria acabar com a raça desse babaca, mas aquele sentimento estúpido me impedia. Não só ele como alguns outros.

— Você, por acaso, me ama, Akutagawa? É a única explicação que vejo pra tanta perseguição. — Fui pego de surpresa com a sua sentença inusitada, após recuperar-se mais pouco do golpe anterior. Meus olhos arregalaram e, por impulso, dei outro soco nele. Mas, desta vez, acertei seu rosto. Afastei dele virando de costas. — Ohh, então é isso? Você é apaixonado por mim, Akutagawa?

— Cala a boca! — Exclamei alto, sentindo vergonha por algo assim estar sendo dito em voz alta. Em especial, por ele, Dazai Osamu. Ouvi sua risada sarcástica.

— Quem diria, hein? Um dos cachorrinhos da máfia apaixonado por mim…! — Até ele parecia desacreditado com a própria conclusão. Então, ouvi outra risada. Eu estava me sentindo um completo ridículo.

— Cala. A. Porra. Da. Boca. — Falei mais baixo que da outra vez, ainda de costas pra ele.

— Me admira que depois de ter levado tanta surra de mim, você sinta algo por mim… ainda mais de cunho romântico! — Ele continuava a rir de mim. — Me diz, por acaso você é masoquista?! Ficava de pau duro quando eu te metia a surra?! Que pervert…!

— EU MANDEI CALAR A BOCA! — Gritei dando um soco mais forte que os anteriores bem na sua bochecha. Ele ficou de rosto virado para o lado, com a área acertada começando a ficar muito vermelha. Segurei em sua gola e puxei-o em minha direção. — O QUE VOCÊ ENTENDE SOBRE RESPEITAR ALGUÉM?! QUERER ADMIRAÇÃO DE ALGUÉM DESESPERADAMENTE?! QUERER O MÍNIMO DE AFETO DESSA PESSOA, NÃO IMPORTA QUAL SEJA?! OU MESMO… — Estanquei em minhas palavras percebendo que tudo, até aquele momento, havia entregado meus reais sentimentos em relação a ele. Nossa troca de olhares era intensa e cada um com os seus significados. — Ou mesmo, o que você entende sobre… gostar de alguém, Dazai Osamu?

Falei por fim. Meus olhos transbordavam com lágrimas que eu não ousava soltar, enquanto o olhar de Dazai era irredutível e inflexível. 

Como sempre, insensível.

Eu não conseguia soltar sua gola, assim como não conseguia me livrar daqueles sentimentos conflitantes dentro de mim. E eu também me odiava por isso. Tendo tudo isto em mente, decidi cometer a maior e mais grande cagada da minha vida: quebrei o espaço que restava entre nossas bocas e tomei seus lábios cheinhos pra mim. Fechei meus olhos imediatamente para não ver sua expressão de repulsa. 

Eu era inexperiente nisso, porém, tentei fazer da melhor forma possível. Pressionei mais meus lábios contra os seus, percebendo que ele não tinha nenhuma reação (nem de me rejeitar nem me aceitar), e movimentei minha boca para um encaixe melhor. Perfeito! Após isso, percebendo que ele começava a querer resistir, puxei seu cabelo ainda mais e forcei a entrada da minha língua em seu espaço bucal. A língua dele parecia querer recolher, porém, entrelacei com a minha a tempo.

O mais incrível é que ele pareceu ceder, entrando no ritmo do beijo agressivo e, surpreendentemente, lento. Sua língua procurava submeter a minha a todo custo, mas eu não permitia. Pelo menos ali, eu iria vencer. E com muito custo, consegui dominar aquele pedaço de músculo pequeno e macio. Acabei soltando um gemido extremamente baixo por entre o beijo enquanto a minha outra mão ia até sua nuca e o puxava para mais perto a fim de aprofundar o beijo. E foi quando o senti morder meu lábio inferior com força, fazendo-me afastar de si e acertá-lo com um tapa forte do outro lado de sua face.

— Cretino! — Exclamei baixo, entretanto, ainda é audível pra ele. De imediato, levei uma mão à minha boca, sentindo o sangue escorrer devagar. Ao fitar Osamu mais uma vez, notei seu rosto corado (assim como o meu) e seu olhar de confusão. 

— Você acabou de me beijar à força, e eu que sou o cretino?! — Agora, ele demonstrava fúria e indignação. 

— Como se eu tivesse te violentado…!

— Isso é assédio, de qualquer forma. 

— Dane-se! Isso nunca mais vai se repetir. — Decretei por fim, dando as costas para ele. E quando estava subindo as escadas daquela sala infernal, ouvi sua voz:

— Não mesmo! Nem de homem eu gosto, seu fedelho idiota! — Ouvi exclamar alto, sem paciência. Pelo menos, tenho uma recordação e ainda o tirei do sério.

— Pense bem, Osamu… por alguns segundos, eu não te beijei sozinho, se é que me entende. — Falei pela última vez de costas e me retirei do local sem olhar pra trás.

Eu odeio o que sinto por você, Dazai Osamu!

•••

Eu havia sido derrotado pelo “homem tigre” naquele navio, estava acordando do coma e estava um tanto resignado. Pedi perdão para Higuchi por todas as vezes que a tratei tão mal, pois por fim reconheci seus esforços em fazer tudo dar certo para mim. E em breve, estaria de volta com as missões. O líder da máfia não era muito paciente, e eu queria a revanche contra aquele moleque que me desafiou, que ganhou Osamu com tão pouco; que tinha não só o respeito como a consideração, o respeito e, se duvidar, até o afeto dele. 

Como aquele garoto havia conquistado-o com tão pouco?!

O modo como Dazai sorria pra ele, como o olhava — quase devoto e com cuidado —, até como falava com ele… tratava-o de uma forma que nunca, acho que sequer, cogitou me tratar! 

Deus, por quê?

Senti as lágrimas se formarem novamente, mas não deixei que caíssem. Eu os observava de longe. Atsushi, o nome do tal homem tigre, tomava sorvete acompanhado do suicida, que vez por outra o encarava com brilho nos olhos. Senti um nó formar na garganta, meu estômago se revirar e meu peito apertar com aquela cena. 

Dazai nunca relaxou desse jeito comigo… ou mesmo teve um momento como esse para compartilhar.

O garoto falou algo que o fez rir discretamente, enquanto colocava uma mecha do cabelo dele atrás de sua orelha com carinho. 

Ele nunca fez isso…

E sem aguentar mais ver tudo aquilo, virei de costas para aquela cena e me retirei dali. Contudo, antes que pudesse sumir daquele local, senti dedos longos e esguios agarrarem meu pulso com firmeza e me jogarem em direção a um beco mais escuro e não distante. Mal tive tempo de invocar meu rashomon e senti meu poder ser dissipado com uma mão segurando meus pulsos acima da cabeça.

Porra, Dazai!

— O que faz por aqui, cachorro assustado? — Indagou baixo, encarando-me seriamente. Devolvi seu olhar com indiferença, disfarçando minha infelicidade. — Não vem dizer que veio enfrentar Atsushi comigo por perto…!

— Do que isso interessa agora? Eu já estava dando o fora. — Respondi inexpressivo. — Dá pra me soltar?

— Humpf! Deve ser horrível ter que bater em retirada só de me ver não é, Akutagawa? — Insistiu naquele diálogo inútil e irritante. Rosnei em resposta e tentei dar uma cabeçada nele, esse que apenas se afastou um pouco mais para evitar o impacto.

— Eu não bati em retirada, seu imbecil. Agora, me solta! — Exclamei mais alto. Eu me sentia impotente com ele me segurando os pulsos e me levantando alguns poucos centímetros do chão, sem contar com o caralho da habilidade dele, que anula a minha.

— Tsc! O que foi? Incomodado com a inversão de papéis? — Arqueei o cenho em confusão, vendo um sorriso de canto satisfeito enfeitar aqueles lábios que tive nos meus um dia, por alguns segundos. Porém, logo desfiz essa expressão ao notar a referência.

— Ué… faz tanta questão assim de lembrar desse dia já distante, Dazai? Não sabia que me beijar tinha sido tão marcante pra você. — Falei em deboche, de fato, invertendo os papéis. De repente sua expressão mudou, e ele me encarava seriamente. Sorri de canto com gosto.

— Aquele dia… em específico, o beijo não significou nada pra mim, seu cachorrinho estúpido! — Levou a outra mão ao meu pescoço, apertando-o levemente. Eu não iria ceder a ele. Não mais. 

— Q-qual o seu problema comigo? — Indaguei com dificuldade por conta do aperto em meu pescoço. Meu olhar era irredutível, apesar do abalo emocional. — Po-r que… ele você trata bem? Até sorri! — Comecei, e senti o aperto aumentar gradativamente. Ele tinha o olhar indecifrável. — Por que… me odeia tanto… Dazai Osamu?

E então, seu aperto foi ainda mais forte que os anteriores. Eu podia jurar que iria morrer em breve, já que sentia meu rosto perder ainda mais a cor. Seu olhar continuava indecifrável; até que o senti chegar mais perto da minha face, seus lábios roçando nos meus.

— É divertido. — E por fim, afastou-se bruscamente, soltando-me no processo. Eu caí de joelhos no chão, apoiando-me com as mãos também. Ele encarava-me inexpressivo, e sem dizer mais nada, retirou-se do beco.

Mais uma vez, eu fui deixado pra trás por Dazai Osamu. Desolado. Ferido. E sangrando. Também, continuava a odiá-lo, assim como odeio o homem tigre e a mim mesmo por sentir o que sinto, como sempre. O ciclo parecia se repetir, e eu estava desgastado demais para tentar saber como quebrá-lo. 

Era feito de gato e sapato por Dazai. Ele abalava minhas estruturas mesmo longe de mim. Enlouquecia-me por completo! Deus, o que faço?

— Achei que não gostasse de homens, seu estúpido. — Murmurei baixo, desejando que a brisa fria levasse a minha mensagem até o homem que me fazia sofrer silenciosamente.

E tudo que eu queria era seu amor, Dazai Osamu. Além da admiração e do respeito.


Notas Finais


O que acharam? É, não tá inglês. No dia que eu estiver fluente, eu me arrisco a escrever algo grande e tal.

Deixa teu feedback nos comentários e, se gostou, deixa teu favorito também, por favor.

Obrigada por ter lido até aqui.
Beijos de leão.


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