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História All I Wanted Was You - Repostando - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Capítulo 12


A sala era grande e uma parte da parede tinha uma enorme vidraça o que deixava o lugar claro e nos dando uma ótima vista para cidade. Ao chão havia uma piscina, em cada lado de suas paredes uma espécie de lâmpada o que deixava a luz refletida na água num azul ciano.

O doutor César segurava uma sacola o qual ele logo estendeu a Lauren. 

- Camila, a hidroterapia se é na água. Trate de se trocar, hoje você ficará de molho. - Ele disse e apontou na direção dos vestiários. 

 - Estou pronto. 

Uma voz se fez presente e logo um rapaz alto e um pouco musculoso se posicionou na beirada da piscina. 

- Certo. Camila, aquele é Leo Walk. Ele é meu aprendiz e seu novo tutor. Até outra hora. 

- Obrigada doutor. 

- Senhorita Camila, você já pode se trocar. Tudo que precisa está nessa sacola. 

- Pai me ajuda? 

- Certo, vamos lá. 

(...)

- Suas pernas sofreram um trauma. O quê precisamos fazer é estimular seus nervos. - Leo falou, assim que segurou meus braços já dentro d'água. 

- A água está gelada demais. 

- Na hidroterapia a água pode ser quente ou fria ou então uma combinação das duas. E se uma grande parte do corpo humano é composta por água, nada mais natural do que à procura da mesma 'pra curar o organismo.  - Ele sorriu e então deslizou suas mãos até minhas costas. 

Ficamos alí por volta de seis horas. Sim, seis longas horas. Foi cansativo, mas eu me sentia leve depois de muito tempo. E não foi só ficar de "molho" Leo também explicou que precisaria fazer no mínimo cinco minutos de massagens nas minhas pernas.

- Por hoje é só. - Ele sorriu então se levantou. - Nos vemos amanhã as sete em ponto. Entendido?  

- Entendido. 

Procurei por Lauren e a vi pegando uma toalha seca numa das estantes. Ela andou calmamente até mim e cobriu meus ombros. 

- Estou ansiosa! - Exclamei. E meu pai gargalhau. 

- Você foi muito bem hija. 

- Obrigada papa. 

(...)

Durante o percurso 'pra casa. Lauren se manteve calada, mas seus dedos brincavam carinhosamente com os meus. 

- Vamos tomar um sorvete? - Perguntei e ela me olhou. 

- Vamos. Você quer de quê?

- Chocolate. Pai, dar uma passadinha naquela sorveteria no centro? 

- Tudo bem. 

Ele dirigiu até centro com toda tranquilidade do mundo. Pedimos uma porção de sorvete, e Lauren ficou até surpresa disse que não sabia que vendiam um balde de sorvete daquele tamanho. 

- Papa, o senhor deve está cansado. Por que não vá 'pra casa primeiro, Lauren e eu pegamos um Uber na volta. 

- Tem certeza disso? 

 - Sim. Hoje foi um dia agitado vá descansar, não vou demorar. 

- Eu a a levo em casa senhor Cabello. - Lauren disse e meu pai assentiu. 

- Cuidado, as duas. Não está tão tarde mais ainda sim é perigoso. 

Nos despedimos do meu pai e ficamos por ali mesmo. Lauren começou a falar um pouco mais de sua vida, falou até o que eu estáva doida pra saber. A tal garota dá qual as vi se beijando no outro dia. 

Explicou que haviam terminando mas não disse o motivo. Só deixou claro que se decepcionou demais. 

- Ei aquela alí não é a Dinah? - Perguntou baixinho apontando na direção contrária da sorveteria.  

Olhei na direção que Lauren apontava. E não podia negar, aquela silhueta alta era sim da minha amiga. 

- Devemos ir lá? - Perguntou. 

- Não. Não quero atrapalha o momento delas. 

 As duas derrepente começaram com um beijo, eu até me senti constrangida quando ouvir Lauren rir soprado e engolir em seco segundos depois.

- Você mandou aquela mensagens pra ela? De buscar veronica.. - Murmurei. Ela assentiu e me olhou. 

Encarei seu rosto e naquele momento ela parecia pensar a mesma coisa que eu quando seus olhos bateram na minha boca. 

Hoje os olhos de Lauren estavam escuros. 

  Suas mãos gelidas se posicionaram na curva do meu pescoço. E dessa vez foi eu quem engoliu a seco quando a vi se aproximar de mim.

Eu precisava daquele toque. Apenas um leve toque dos seus lábios, o mínimo possível. 

- Camila? 


POV Lauren.

- Camila?

O leve susto que tomamos fez com que o copo de sorvete caísse sobre minha calça. Era muita falta de sorte, aquela calça era uma das minhas favoritas. 

- Nossa, perdão, não queria assustá-las. 

Olhei ao dono daquela voz. Era o fisioterapeuta, Leo. 

 - Desculpa mesmo. - Ele segurou meus ombros e me deu um sorriso sem graça. 

 - Tudo bem. Eu vou tentar lavar 'pra vê se essa mancha de chocolate saí. 

- Leo, não é? O que está fazendo aqui? 

- É sim. A mãe do meu filho vive aqui perto. Estou indo buscá-lo. 

- Entendi. 

- Eu estou atrapalhando vocês duas? 

Sim! 

 - Não, quê isso. Você não atrapalha em nada. 

- Enfim, desculpa pelo sorvete... Eu estou indo agora. Nos vemos amanhã Camila... Desculpa, eu ainda não sei seu nome. 

- É Lauren. 

- Satisfação Lauren, como sabe, sou o Leo. - Apertou minhas mãos. 

- Então? Até amanhã doutor Leo. 

- Estou lisonjeado, mas não sou um doutor ainda. Sou apenas um residente. 

Ele despediu-se de nós seguindo pela sorveteria. Olhei para minha calça e vi a grande mancha do achocolatado perto da minha virilha. 

- Droga. Acho que perdi minha calça favorita. Isso não vai sair nunca.

- Era sua calça favorita Lo? - Assenti. - Sinto muito... 

Derrepente ela começou ter uma crise de risos, e aquilo me deixou frustrada. Camila passou o dedos pela mancha e concordou. 

- Realmente, não vai sair nunca. Diga adeus à ela. 

- Adeus calça... 

Ela riu outra vez e bateu levemente no meu ombro. 

- Você é tão boba, Lauren. Já que a idéia de tomar sorvete foi minha, eu vou lhe comprar uma calça nova. 

 - Não é necessário Camz... 

- Eu sei, mas eu quero lhe dar uma. Você vai aceitar? 

- Vou sim. Agora vamos embora, você precisa descansar.

- É verdade. - Riu. 


POV Verônica.

- Não foi assim que aconteceu Lucy. Me escuta primeiro? 

Ela negou e bateu nos meus ombros. Suspirei cansada vendo-a repetir cada palavra mais uma vez naquele dia.

Uma vez que morei em Londres, conheci Lucia Vives. Meus sentimentos começaram na escola quando meus pais me matricularam. Eles viviam viajando e sendo assim se mudando. Não tinha escola que eu parece quieta. E foi quando eles decidiram dar um tempo e sossegar.

Mas agora meus pais vivem em Miami. E de vez enquando eles passam na empresa que eles administram aqui em Londres. 

Eu amo aquela mulher, e nunca a usaria. Mas ela cisma que eu a usei e atraí 

Queria explicar que volto a Miami amanhã de manhã, mas já fico até repreensiva sobre isso. 

- Babe, eu nunca usaria você. Estamos juntas a tanto tempo, me magoa bastante saber que você pense em traição da minha parte. 

Lucia tampou a boca com as mãos e vi seus olhos transbordando em lágrimas. 

- Amor, por que você está chorando? Eu não te traí. Olha, meu avô disse que vai me ajudar a comprar uma casa, e vamos poder viver juntas. Isso não é ótimo? 

Ela assentiu. Lucia sentou-se na cama agarrando os cabelos. Eu não estava entendendo aquela crise de choro tão repentina dela.

- Veronica. Eu estou grávida.

Arregalei os olhos no mesmo instante tornando sua choradeira mais elevada.

 - O quê? 

- Eu estáva bêbada... 

- Grávida? Como assim Lucia? Como isso aconteceu?! 

- Uma semana atrás. Numa festa a fantasia que aconteceu naquela mesma noite que nos falamos por vídeo chamada.

- Isso é mentira não é?! V-Você estava me acusando agora pouco de traidora. Mas na verdade quem traiu foi você! 

- Desculpa... Eu estava com medo... 

- Medo? Você me traiu porra! Você está grávida, você tem noção do que está acontecendo?!

- Me desculpa amor... 

- Não. Não me chame assim... - Ela soluçou. - Com quem você transou? 

- Que? 

- Quem é a porra do pai, Lucia?! 

- E-Eu... Vero me desculpa...

- Responde! 

- Keaton. 

Aquilo foi como um tiro no meu peito. Foi como se um buraco abaixo de mim se abrisse. Aquilo só podia ser um pesadelo, um horrível pesadelo. 

Suas mãos seguraram cada lado do meu rosto e limpou a duas lágrimas que despencou dos meu olhos. 

- Vero. Podemos lidar com isso? Juntas? - Murmurou com sua testa colada a minha. - Amor...

- Já disse pra não me chamar assim. Acabou Lucia.

- O quê você está dizendo? 

- Estou dizendo, que tudo entre nós está acabado. Eu vou embora agora, não me ligue mais, sequer pense em mim. Não conte comigo 'pra mais nada. 

Dito isso, sair dalí deixando-a sozinha. Até o fim do corredor de sua casa eu pude ouvir seus soluços. Aquilo cortava meu coração, mas nada se comparava dela ter transando e engravidado da pessoa cujo eu mais odeio no mundo. 

Keaton Stromberg. O homem mais filho da puta que já tive o desprazer de conhecer. 

Keaton e eu éramos melhores amigos na infância. Quando meus pais decidiram ir embora de Londres, eles sequer deixaram eu me despedi. Depois de anos voltamos por causa de alguns problemas. E foi quando meus pais me matricularam na mesma escola que ele freqüentava. 

Ele estava diferente, muito diferente do garotinho que eu conhecia. Lucia naquele tempo era apaixonada por ele, mas Keaton era rude. E não dava a mínima atenção pra ela. 

Lucia e eu nos aproximamos e nos apaixonamos. 

Quando ele soube que eu havia retornado, eu achei que fôssemos voltar com aquela amizade que tínhamos. Mas não foi bem assim. Brigávamos muito, ele estava rebelde e me excluía de muitas coisas. Seus país eram donos de muitas coisas na cidade, e quase sempre eu vinha a ser expulsa de bares, boates e até restaurantes, até mesmo na companhia dos meus pais. 

Tudo aquilo só terminou quando minha família se mudou de vez 'pra Miami. Lucia e eu namoramos desde os dezesseis anos,  e mesmo com a longa distância conseguimos levar esse relacionamento adiante.

- Onde esteve, Veronica Iglesias? 

Sair dos meus pensamentos inertes com minha mãe de braços cruzados na porta do hotel que estávamos hospedados. 

Ela pegou nos meus braços e me arrastou até o elevador. 

- Você tem idéia das mentiras que eu tive que dá ao seu pai, Veronica? 

- Não faço idéia.  - Rir sem ânimo. 

- Deixe de gracinhas. Escute. Seu pai e eu não vamos voltar amanhã com você, uns dos funcionários perdeu um documento muito importante e isso é um problemão. 

- Ótimo! Justo agora que eu estava doida pra ir com vocês 'pra casa. - Ela fechou a cara com meu comentário. 

 - Tenha respeito Veronica. 

- Eu tenho mãe. Não se preocupa comigo, vou chegar bem em casa.

- Não me apronte nada. Não quero deixar seu pai irritado. 

- Claro que não. Nem eu. - Ela riu do meu comentário sarcástico. 

- Agora vá. Seu pai quer falar com você, ele está na sala. 

 

POV Camila.

Meu papa já tinha me ajudado com o banho e as trocas de roupas. Antes de dormir resolvi fazer uma leitura. O dia podia ter sido cheio mais eu não estava com um pingo de sono. 

Lauren e eu havíamos trocado contatos e agora pouco ela me mandou uma mensagem de boa noite. Aquela simples coisinha me deixou radiante. 

Fiquei ali tão inertes nos meus pensamentos que nem mesmo olhei minha mãe parada no batente da porta. 

- Ei, o quê está fazendo aí? 

Ela sorriu e veio até mim. 

- Vim me desculpar.

- Pelo o que exatamente? 

- Eu tentei ir no seu primeiro dia com o fisioterapeuta, mas a empresa hoje estava uma loucura. - Ela se sentou ao meu lado. Sorri e segurei suas mãos. 

- Não se preocupe com isso mama. Eu sei muito bem quando os negócios por alí decidem ficar malucos numa hora 'pra outra. 

- Agora me diz? Como foi?  

- Não foi nada especial. Como o próprio médico disse, eu tive e fiquei de molho por seis horas e meia. 

- Pela sua cara foi cansativo. 

- Muito, só espero não pegar um resfriado depois.

 - E amanhã? Vão fazer os mesmos procedimentos?

- Com certeza! 

- Fique bem logo filha. Eu te amo, não se esqueça disso. - Ela me deu um sorriso meio... Tiste? E se levantou. 

- Eu também te amo mama.



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