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História All I Wanted Was You - Repostando - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Capítulo 13


POV Lauren. 

- Você pode fazer isso por mim? Por favor, Lauren! 

Suspirei com um sorriso em rendição. Dinah comemorou e me deu um abraço apertado. 

Estávamos no hospital. Hoje era o segundo dia da hidroterapia de Camila e ela estáva animada. Leo já estava junto dela na água e lhe explicava algumas coisas que daqui onde eu estava com Dinah não dava para ouvir nada. Camila por sua vez balançava a cabeça totalmente focada no que ele dizia.

- Ontém sua noite foi boa? - Dinah me olhou. 

- Por que? 

- Curiosidade... - Ela gargalhou. 

- Tá. Onde você me viu? 

- Perto de uma sorveteria. Era ela? 

Dinah assentiu toda boba e passou suas mãos por suas coxas cobertas por uma calça jeans. 

- Estávamos voltando da casa dela. 

- Wow! Já conheceu até a familia dela? - Ela arregalou os olhos e negou com a cabeça. 

- Não! Fomos apenas buscar algumas roupas. Normani vive sozinha. 

- Então aconteceu algo a mais? 

Alí foi a segunda vez que eu vi Dinah ficar toda sem jeito. Ela assentiu meio incerta e me olhou. 

- Foi a melhor noite da minha vida, Lauren. 

Apertei seus ombros e lhe dei um sorriso sincero. 

- Tenho certeza que foi.

- Isso ajuda a estimulação dos seus músculos...

Olhamos para os dois mais a frente que se aproximavam de nós. Camila tinha os dois braços ao redor do pescoço de Leo que a segurava pelas pernas e uns de seus braços passava em sua cintura. 

Olhar aquela cena me deu um certo desconforto. 

- A maioria dos casos são perdas de membros. Seu acidente não foi tão grave Camila.

- E então? - Perguntei tirando aqueles dois de suas trocas de olhares. 

- Vamos continuar amanhã. Os lábios dela já estão roxos...

- É melhor parar mesmo, pode pegar um resfriado. - Avisei. 

- Foi o que eu disse 'pra ela! Mas ela insistiu em dizer que estava bem. Veja, está tremendo! - Eles riram. Eu não estava gostando nenhum pouco daquela interação. 

Andei até o Vestiário com Dinah no meu encalço. Peguei uma toalha seca e sair dalí. Não queria deixar aqueles dois mais nenhum segundo sozinhos. 

- Você tá soltando fumaça... - Dinah riu ao me segurar pelos braços. - Calma! 

Olhamos para os dois que já tinham se retirado da água e agora conversavam animadamente sentados nos bancos que tinham ao redor da piscina. 

- Você gosta dela não é? - Dinah perguntou. 

- Muito. Gosto muito. 

- Quê! Não! - Nos viramos para Camila que olhava para cá assim como ele. Seu olhar sobre mim era tímido. Leo sorriu e pôs uma de suas mão nos ombros dela. 

- Então fala pra ela. Esse médico tá dando em cima dela e ela parece estar gostando. - Arregalei os olhos com o comentário da grandona ao meu lado. 

- E-Eu... Vou lá... 

- Ok. Lauren, eu estou indo me encontrar com a Mani. 

- Tá bom... - Andei até os dois com os pensamentos à mil. Não era possível, que ela estava aceitando as invertidas dele. 

Camila era hétero? 

Com a toalha estendida eu me agachei ao seu lado. Ela me olhou e agradeceu. Seus braços finos se puseram ao redor do meu pescoço. 

Voltei para o vestiário com ela nos braços. Desta vez eu tinha de ajudá-la a se trocar. Por insistência dela, colocamos a roupa seca por cima do biquíni molhado. 

Quando nos despedimos de Leo. Voltamos para o meu carro que estava no estacionamento. Seu Alejando hoje não pôde vir. 

- Não vamos esperar pela Dj? - Perguntou assim que dei partida saindo dalí o mais rápido possível. As chances daquele médico aparecer por alí eram altas demais. 

- Ela foi se encontrar com Normani.

- Quem é Normani? 

- Aquela garota a qual ela está saindo.

- Eu não estava sabendo disso... 

- Talvez ela tenha se esquecido. - Suspiro. - Vamos ao aeroporto. 

- Aeroporto? - Perguntou confusa. 

- Sim. Dinah não vai poder ir. Tinha umas coisas importantes para fazer com Normani.

- Você está bem? Estou achando você diferente... 

 - Estou ótima. - Sorri. Segurei uma das suas mãos a qual ela passou acariciar. - Ainda está com frio? 

- Não. Estou bem agora. 

A primeira chance que tive, me aproximei dela e lhe dei um beijo no rosto. Camila sorriu e perguntou o quê foi aquilo. 

- Você está linda hoje. 

- Só hoje? - Fez bico. 

- Não. Você está sempre linda. - Camila prendeu a língua entre os dentes me dando aquele sorriso que passei a adorar.

[...]

Tudo aconteceu muito rápido. Não tive tempo nem de pensar. Assim que estacionei o carro em frente ao portão principal do aeroporto. Veronica jogou uma pequena mala no banco traseiro e se acomodou em seguida. 

- Achei que Dinah quem viria. 

- Ela tinha uns assuntos para resolver. Que cara é essa Veronica? Brigou com teus pais de novo? - Ela cruzou os braços e negou. 

 - Podemos falar disso outra hora? Estou tão cansada. Não dormir a noite toda. - Suspirou. Eu assenti e tentei o máximo não perguntar o porque dos seus olhos estarem tão inchados como se tivesse chorado a noite toda. 

O caminho até a casa de Veronica foi tranquilo. Eu nunca tinha visto tal comportamento dela. Veronica era agitada e tagarela, seu maior passatempo é tirar sarro das pessoas. Fiquei até desconfiada se aquela garota no banco detrás do meu carro era realmente minha melhor amiga. 

Queria tirar alguma satisfação dela mas eu tinha certeza que ela não me diria nada. Aquilo alí era orgulhosa demais 'pra dizer quando está magoada com algo.

 […]

Camila e eu estávamos na sala de sua casa, havíamos acabado de chegar. Ela contava os detalhes para os seus pais de como tinha sido a hidroterapia. Alejandro estava soltando fogos de artifícios com cada coisa que Camila dizia sentir. Era bonito a relação que eles tinham um com um outro. 

Minha família era tão complicada. E ao pensar nisso meu celular vibrou na minha mão. Era minha mãe. Pedi licença para os demais e caminhei até a porta de entrada. 

— Lauren? 

Sua voz estáva trêmula. E do outro lado da linha pude ouvir os berro do meu pai. 

- Mãe? Aconteceu alguma coisa? 

— Onde você está?

- Eu estou na casa de uma amiga. O que está acontecendo? 

Passei as mãos nos cabelos em total aflição. Meu olhos passaram rapidamente por todo corredor e pude ver Sinuhe. 

- Que foi querida? Está acontecendo alguma coisa? - Ela se aproximou de mim. Parecia preocupada, muito mais do que eu. 

E-Eu não sei... Mãe? 

— Lauren. Seu pai bebeu um pouco e estar fora de controle... Eu já não sei mais o quê fazer. 

Droga. 

- Tudo bem. Fica calma! Eu já estou indo. 

 Ela mais nada respondeu. A ligação caiu e aquilo me deixou mais preocupada. 

- Lauren? -  Sinuhe segurou meu braço. E me olhou me maneira firme. - O quê aconteceu? Você está pálida. 

- Não é nada demais. Minha mãe ligou, parece que não está se sentindo bem. - Menti e ela não pareceu acreditar. Mas concordou com a cabeça e soltou meus braços. - Poderia explicar a Camila? Eu vou tentar vim pela noite. 

- Tudo bem, querida. 

[…]

Entrei em casa e já ouvindo os gritos histéricos de Michael. Corri até a sala de onde o berreiro vinha e entrei no momento exato em que ele erguia a mão para bater nela. 

- O senhor endoidou? Você não tem direito de bater nela!  - Me coloquei em sua frente. Lhe empurrei pelos ombros e de tão bêbado cambaleou para trás. 

- Já lhe disse Michelle. Nunca entre sem antes bater. - Falou. Ele passou as mãos pelo terno e em seguida endireitando a gravata.  - Tenha modos, filho meu tem de ser educado. 

Passou por mim e caminhou até minha mãe. 

- Você sabe quão vergonhoso foi ter quê ouvir piadinhas por todo meu departamento, Clara? Eu sempre fiz tudo 'pra você. Lhe dei amor, dinheiro... E três filhos. Mas em troca você me vem com traições. 

 Arregalei os olhos encarando minha mãe. Ele levantou as mãos e lhe desferiu um tapa. 

- Chega! O que você quer com isso?  - Agarrei a gola do seu terno. E ele pareceu surpreso. - Não diga mentiras. Minha mãe nunca faria isso! 

 - Mentiras? Por que eu inventaria uma coisas dessas Michelle? Fique fora disso garota. 

- Eu não vou deixar você encostar um dedo nela!

O tapa que ele acertou meu rosto fez minha mãe puxar minha camisa e empurrá-lo para trás. 

- Você não tem direito de tocar nenhum dedo na minha filha, Michael. 

- Nossa filha, Clara! Essa daqui e os outros dois, nossos filhos! - Gritou e andou mais uma vez em direção a ela. 

- Você não toca mais um dedo nela ou eu não respondo por mim! - Exclamei. Ele riu.

- Lauren. Eu quem não vou responder por mim se continuar mentendo o nariz onde não foi chamada.  - Meu pai tentou segurar meus braços mas eu me afastei. - Criança mal educada! Você estragou essa garota, Clara. 

- Calado Michael. Se ela ficasse aos seus cuidados, Lauren estaria doente agora. 

- Eu sou pai dela. - Ele gritou. Michael andou até seu pequeno bar enchendo um copo de wisky. O silêncio pairou por ali alguns segundos. - O será que não? Não, não, estou enganado. Lauren é filha legítima minha, esse rosto me é bem conhecido. Mas enquanto a Christopher e Taylor? 

- Claro que são seus filhos, Michael! 

- Trate de dizer a verdade, ou eu digo! 

 - Mãe... 

Chamei por ela quando avistei meu pai fechar  a cara e sair dali. Minha mãe por sua vez caiu no sofá e me olhou de modo estranho. Ela suspirou algumas vezes antes de abrir a boca. 

- Eu tenho outra familia, Lauren. 



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