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História All I Wanted Was You - Repostando - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Capítulo 14


Suas lágrimas grossas continuaram caindo. Seus olhos prendiam-se nos meus e suas mãos trêmulas seguravam meus pulsos. 

O que ela estava dizendo? 

- Lauren. Eu não tenho palavras 'pra dizer qualquer coisa a você. Sequer posso pedir perdão, mas quero que me ouça com atenção. 

Eu estava estática, não podia acreditar que aquilo fosse verdade. Minha mãe tinha outra família? Isso quer dizer, outro marido e filhos? 

Minha garganta derrepente ficou seca e amarga. Ela segurou minhas mãos e por alí acariciou meus dedos. 

- Diz 'pra mim que isso é mentira?

Minha mãe suspirou de modo rápido e negou com a cabeça. 

 - Você está mentindo! 

- Lauren. Eu não estou mentindo, eu ia contar 'pra você e aos seus irmãos. 

- Quando? Por que não tem maneiras de contar para sua família que você tem outra! Quem é esse homem. 

- Homem? 

- Não se faça de boba mãe! - Uma lágrima escorreu dos meus olhos. E ela negou. 

- Me perdoe...

- Eu tenho o direito de saber quem é... Você disse quê sempre contaria as coisas 'pra mim e nunca esconderia  nada. 

- Ainda não é o momento querida. Eu sei que eu lhe fiz uma promessa mas tente me entender. Escute o que eu tenho a dizer... 

- Eu preciso pensar. Eu não quero ouvir nada do que a senhora tem a me dizer. Não agora.

Sair daquela casa o mais rápido possível. Ela até tentou me impedir com a desculpa quê eu não poderia dirigir naquele estado. 

Meu estado? Eu estava péssima, quem visse acharia que eu estava chorando a noite inteira. Meus olhos estavam inchados e vermelhos, minha boca estava seca como se não bebesse água por dias. 

Eu só queria sumir, infelizmente não séria possível. Seguindo pela estrada e tentando o máximo manter os olhos na estrada, conseguir chegar a casa dos pais de Camila em segurança, mas no pior estado de espírito. 

Toquei a campainha, e não demoraram  muito para atender. Era seu Alejandro, estava sorridente como sempre, mas ao ver meu estado deplorável ele levou uma de suas mãos ao meus ombros me olhando confuso. 

- Lauren, querida. O quê aconteceu? Por que você está chorando? 

- E-Eu... Posso ver a Camila? - O soluço que estava preso na minha garganta fez o homem a minha frente se assustar. 

- Ela está no quarto. - Agradeci e subir as escadas sem antes olhá-lo e assenti com a cabeça com sua seguinte pergunta. - Lauren. Você vai ficar bem?

- Tenho certeza. 

Camila como sempre estava sentada na cama. Lia mais um daqueles livros de romance. 

Eu não sabia se aquele era o melhor momento para pensar naquilo, mas, eu estava apaixonada naquela garota. Eu queria que ela soubesse dos meus sentimentos. E guardar isso 'pra mim estáva me sufocando. 

Camila só foi me ver alí e quando o soalho da madeira rangiu.

- Lauren? - Ela sorriu. Por breves segundos até ver meu estado. - Ei, o quê aconteceu? Você está bem? 

Nada eu disse. Só queria senti o calor do seu corpo e de como seria o doce dos seus lábios. Me aproximei da cama, me ajoelhei ficando a sua altura. Camila levou seus dedos a minhas bochechas, tirando qualquer vestígio das lágrimas. 

- Lo? O que houve? Sua mãe está bem? 

Apertei os punhos. Eu não queria falar da minha mãe, eu não gostaria de falar de qualquer outra coisa. Eu queria apenas fazer uma coisa que tanto estava ansiando. 

Aproximei meu rosto do seu, olhando no fundo dos seus olhos claros. Camila em certo tempo passou a acariciar minhas bochechas, seu polegar acariciou meu lábio por breve momento antes do seus lábios se encontrarem pela primeira vez com o meu.

O beijo foi calmo e gosto de menta que vinha da sua boca, fez cada pelinho do meu corpo levantar. Sua língua era macia e massageava a minha. Apertei sua cintura e ela soltou um leve grunhido. 

Meu peito estava sufocado, mas eu não queria finalizar aquele beijo. Mas infelizmente Camila fez isso ao me empurrar pelos ombros. Ela sorriu e me puxou para um abraço. 

- Desculpa Camz... 

- Tudo bem, acho que nós duas queriamos isso. - Acariciou minha cabeça. E me deu sorriso fraco. - Agora me diz porquê você está assim? Huh? 

- Só continue me abraçando... É tão quentinho. 

Ela riu. 

- Boba. Vem, deite ao meu lado. 

Se algo a mais aconteceu aquela noite? Eu não me lembro. Mas de uma coisa eu sei, o beijo de Camila era delicioso eu estava ansiosa para prová-lo outra vez. E de tanto chorar, eu dormir nos braços quentes dela. 


POV Camila.

Um peso sobre mim e um sopro no meu pescoço fez com que eu despertasse do sono tranquilo o qual eu estava tendo. 

Abrir os olhos com dificuldade por conta da claridade. Preciso lembrar de fechar as cortinas a noite. Lauren murmurou algo que não deu 'pra entender, aquilo me fez rir. Como podia ser tão fofa até dormindo? 

Acariciei seus cabelos negros nas pontas dos dedos sentindo sua maciez. Uma risadinha se faz audível me dando um leve susto.

- Bom dia, querida. 

- Bom dia mãe. 

- Seu pai me contou o estado que ela chegou aqui. O quê aconteceu? - Fez um movimento com a cabeça em direção a Lauren adormecida nos meus braços.

- Eu não sei. Ela não disse uma palavra. - Minha mãe assentiu acompanhada de um suspiro. - Acha quê aconteceu alguma coisa? 

- Não sei. Mas seja o que for, logo vai se resolver. 

- Espero. Ela estava tão abalada quando chegou aqui ontém. 

- Não se preocupe hija. Quer ajuda 'pra levantar? - Assenti. 

Assim que levantei minha mama me ajudou a tomar um banho. Descemos para tomar café. Preferi deixar Lauren na cama, ela parecia tão abatida ontém a noite, o melhor é deixá-la descansar. Acordei incontáveis vezes na madrugada com ela se remexendo. 

Uma pergunta que martelava na minha cabeça era, porque Lauren chegou naquele estado? Eu estava preocupada. Sua mãe estáva bem? 

Suspirei. Hoje seria um dia cheio. Um formigamento nos meus lábios fizeram com quê as cena da noite passada viesse aos meus pensamentos. Acho que aquele foi um dos melhores beijos da minha vida. 

 Um sorriso de canto cresceu nos meus lábios junto de um suspiro longo. Nos beijamos uma vez e eu já estava doida 'pra mais um. 

- Hija? Camila? - Fui tirada dos meu devaneios com os chamados do meu pai. 

- Oi papa?

- Quê foi? Parece tensa. 

- Não. Eu estou com a cabeça cheia, só isso. - Sorri. 

- É por conta das sessões?

- Nada disso papa. É coisa da empresa... 

Ele suspirou alivado. Não era mentira, alguns contratos foram desfeitos e agora estamos enfrentando umas complicações. Aquilo estava me deixando doida. 

- Vou com você hoje. Se importa? - Ele sorriu mordendo um pedaço de bolo. 

- Eu adoraria. 

- Estou tão feliz quê você está fazendo as terapias, filha. Estou orgulhoso de você.

- Estou orgulhosa de mim mesma. Doutor César tinha razão. Tentar sempre. 

Rolei os olhos pela cozinha e vi minha mãe na porta tentando ligar 'pra alguém. Ela tinha uma feição preocupada. 

- Mama? O que foi? 

- Não, nada querida. Termine seu café para não se atrasar. Com licença. - Sorriu de maneira forçada, antes de sumir pelo corredor. 

- Está acontecendo alguma coisa? 

- Eu não sei. Eu vou conversar com ela.

Levantou-se da mesa, mas antes que saisse me olhou e disse. - Você não atendeu as ligações de Shawn? 

 - Ele ligou? Eu não ouvir nada, o celular deve está no silencioso. Por que? - Perguntei confusa. 

- Ligou pra avisar que tinha que voltar pra Nova York. Aconteceu algumas coisas urgentes por lá e disse que não poderia dar outras desculpas. Queria, mas não pôde se despedir adequadamente. 

- Oh, entendo. Depois eu ligo 'pra ele. - Sorri. E assim vi meu pai sair da cozinha. 

- Bom dia Lauren... 

- Bom dia seu Alejandro. 

Lauren entrou na cozinha e sorriu para mim. Ela sentou-se ao meu lado selando seus lábios na minha bochecha. 

- Bom dia Camz.

- Bom dia Lo. Sente-se melhor? 

- Sim, e obrigada por me deixar passar a noite. Eu acho que não teria coragem de voltar pra casa. 

- Não quer me contar o que houve? - Negou. - Tá bom então. Vamos tomar o café? 

- Seus pais? Eles já se serviram? - Lauren perguntou se servindo de algumas de muitos coisas por alí. 

- Já, fique à vontade. -  Agradeceu com um sorriso mínimo, mas o bastante para me encher o peito.  Uma coisa que eu desejo é não ver Lauren naquele estado nunca mais. - Então, você poderá ir na terapia comigo hoje? 

- Posso. Não quero perder nenhuma das suas sessões. Aqui. 

Lauren estendeu uma colher a qual estava cheia do iogurte. 

- Diga A, Camz.

Olhei 'pra ela divertida. Lauren por sua vez balançou a cabeça e ergueu as sombrancelhas. 

- Vamos boba, senão vai cair! 

- A boba aqui é você. - Aceitei a colher com o iogurte e ela me deu uma piscadinha. Assim que vi que ela se afastaria, a puxei pela gola da camisa e colei nosso lábios. 

Lauren sorriu. E em seguida com uma sequência de selinhos ela disse. 

- Nunca gostei tanto de iogurte como agora. 



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