História All My Demons - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 4.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Droubble, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


(A capa do capítulo é uma fanart feita pela Nira Galdino do Akio Masamune)

Eu já deveria ter postado esse capítulo, mas além das estressantes provas finais, a internet não cooperou comigo, eu tive que corrigir o texto mais de três vezes, porque sempre que eu terminava e tentava enviar a internet caia e eu perdia tudo! Bem, eu espero que gostem, e assim que eu conseguir uma estabilidade eu passarei a postar todos os domingos. ♡

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction All My Demons - Capítulo 2 - Capítulo 2

  - Ei, não quer ficar com meus amigos ali? - Kyler apontou para a roda de garotos sentados, bebendo e conversando alto.

   - Nã... - Sua voz foi interrompida. 

   - KYLER QUEM É ESSE GAROTO COM A CARA RISCADA!? - Gritou Kelly.

   Ela estava aparentemente bêbada e se levantou com a garrafa antes de Kyler na mão direita. Era uma garota grande, gordinha e alta, tinha pele escura e cabelos pretos amarrados para trás com rabo-de-cavalo, usava roupa estampada e uma bermuda branca, se percebia que também estava descalça.

   - Pessoas bêbadas... - Akio olhou torto para a garota em pé ao longe junto com o grupo de garotos.

   - Essa é a Kelly, não liga não, ela é meio doida mesmo. - Kyler se levantou.

   Resolveram a ignorar.

   Inesperadamente, sem nenhum dos garotos perceber a garota morena andou com passos largos até onde os dois estavam e segurou o pulso de Akio que fez sua primeira expressão de sempre. Ele foi puxado rapidamente por ela até o circulo de garotos e Kyler correu atrás para tentar fazê-la soltar o garoto, mas Akio Masamune só teve seu braço solto após estar em frente ao todos garotos dali.

   - Qual seu nome? - Perguntou um moreno de olhos claros chamado Brad.

   Akio estava sério e aparentemente desconfortável. Como sempre ficou calado com seu olhar vago.

   - Heim!? Não vai responder ele? - Falou um outro garoto ao lado se levantando querendo briga.

   - Rick! Se sente, esse é o Akio! É um dos empregados do meu pai.

   Alguns garotos riram e fizeram algumas piadas chatas, o garoto tatuado estava com sua pior expressão de desanimo possível, então sentiu um leve toque em seu braço o que o fez encolher e esconder o próprio braço de susto, olhou para trás e ali um pouco mais afastado de toda a gritaria dos garotos bêbados havia um tronco onde Kyler estava sentado sozinho com uma outra garrafa de bebida.

   - Eu já te disse, é Masamune. - Ele repetiu sério se sentando ao lado do garoto de cabelos vermelhos.

   Kyler riu.

   - Desculpa... Quer? - Ele esticou o braço com a garrafa em direção a Akio.

   Ele fez que não com a cabeça.

   - Você já bebeu alguma vez? - Kyler esfregou o rosto com a mão livre.

   -  Tem muito tempo. - Ele falou baixo com sua expressão de sempre.

   Akio Masamune que olhava para o chão entediado, mirou a cabeça para o céu e ficou olhando as estrelas, mas mesmo assim não mudou sua expressão.

   - Você gosta de estrelas?

   O garoto mais velho virou o olhar para Kyler como quem não entendeu.

   - É por causa do seu capacete da moto, tem uma estrela.

   Akio apenas desviou o olhar novamente para o céu. O garoto de cabelos vermelhos bebeu mais alguns goles da garrafa e a colocou no chão encostada no tronco. Depois ficou observando Masamune.

   "O que se passa na sua cabeça? Porque você é assim?"  - Kyler começou a se perguntar. - "Eu quero muito te entender, ninguém é assim sem motivos."

   O olhar de Akio desceu do céu indo até a grama molhada e se bateu com os tornozelos do garoto mais novo.

   - Você tem uma tatuagem. - Ele pronunciou vagamente, como um murmuro no vazio.

   - Ah! Sim, você gosta de tatuagens certo? Eu também. - Kyler sorriu dobrando a bainha da calça para mostrar uma onda simples em duas linhas pretas.

   - Criativa e bem feita. - Ele observava atento o desenho eterno na perna do moreno.

   - Obrigado! Eu também gosto muito desta sua no rosto, é muito linda, nunca tinha visto nada igual.

   - Eu que a desenhei. - Ele falou com seu tom de voz baixo e continuava sério.

   "Meu deus ele nunca falou tanto assim dês que eu o conheci!"  - Kyler exclamou dentro de si. - "Então uma das estratégias de fazer ele falar é achar assuntos que ele realmente se interesse!"

   - Você desenha muito bem, deus! Eu consegui ver um pouco do que você faz hoje mais cedo na empresa. Você tem mais desenhos!?

   O garoto fez que sim e continuava sério com seu olhar agora leve mas um pouco vago em Kyler.

   Depois de alguns segundos de silêncio Masamune disse:

   - Eu vou embora, Madson. - Disse se levantando.

   Kyler segurou o pulso dele, mas em seguida soltou bem rápido. - As reações de Akio a toques em seu corpo eram mais estranhas do que ele próprio.

   - Vai me deixar sozinho com esses bêbados? - Madson tentou brincar com ele fazendo uma expressão engraçada.

   - Você também é um deles. - Ele falou e saiu andando.

   - Você está me chamando de bêbado!? - O garoto de cabelos vermelhos deu passos rápidos rindo para alcançar novamente o garoto mais velho. - Vai para casa andando?

   - Moro a duas quadras daqui. - Murmurou. - Quer que eu te leve para sua casa?

   "Como você consegue ser tão frio e tão gentil ao mesmo tempo?" - A cabeça do garoto de cabelos vermelhos girava.

   - E-eu não ia pedir isso! - Ele parou corando um pouco.

   - Então vai ficar com os bêbados? Se divirta. - Saiu andando novamente.

   Kyler riu.

   - Espera Akio, eu vou com você sim! - Ele deu pulinhos e apoiou os braços nos ombro de Masamune.

   - Masamune. - Ele corrigiu novamente.

   "Como eu fui deixar esse garoto se aproximar de mim?" - Pensou Akio irritado consigo mesmo.

 

    Eles continuaram caminhando, mas agora em completo silêncio lado a lado, Akio Masamune segurava as alças da mochila com as duas mãos e tinha o olhar reto para frente, Kyler andava com as mãos nos bolsos e o olhar perdido no chão. O garoto de cabelos vermelhos odiava ficar em silêncio com alguém, mas no caso do garoto platinado era melhor do que ser ignorado ou levar um corte.

    Era bastante tarde, as ruas estavam completamente vazias, havia apenas a escuridão e alguns postes lutando conta ela com as suas luzes fracas, estava tudo no completo silêncio, o sopro do vento era o único som que permanecia. A brisa era úmida e leve, mas fazia os cabelos de Akio se agitarem para trás e balançar alguns fiapos do cabelo mal preso de Kyler.

    Akio subiu três escadas e começou a destrancar um portão branco.

   -... Akio, voc... - Ele foi interrompido.

   - Masamune. - Ele corrigiu mais uma vez. - Eu vou buscar as chaves da moto, vem comigo, aqui fora é perigoso a noite.

   - PORQUE NÃO ME FALOU ANTES, A GENTE VEIO ANDANDO SOZINHOS SABENDO QUE É PERIGOSO!?

   - Shii!

   - Seus pais não...

   - Eu moro sozinho. - respondeu rápido junto com o "click" da porta destrancando.

   "Eu sempre esqueço que ele é quatro anos mais velho que eu... É que realmente aparenta que temos a mesma idade, ou ele até mesmo mais novo pela sua altura." - Pensou Kyler vagamente.

   Os dois entraram no prédio e Masamune fechou a porta atrás deles, se dirigiram até o elevador e Kyler apertou o botão. Os estavam em silêncio esperando as portas metálicas do elevador se abrirem. Uma mulher velha de uns setenta anos estava ali  dentro quando finalmente as portas se abriram, assim que seus olhos encontraram o garoto platinado o seu espanto foi visível e ela saiu apresada em direção a rua.

   O moreno observava tudo atento enquanto Akio com sua mesma expressão entrava no elevador e ele ia logo atrás.

   - Parece que eles também não vão com sua cara por aqui... - Murmurou Kyler.

   - Não se meta, o problema não é seu e isso não tem nada haver com você.

   A porta do elevador se abriu e o garoto de olho multicolor saiu pegando as chaves do bolso e encaixando uma delas numa porta branca, um estalo foi audível e a porta se abriu. O garoto de cabelos vermelhos saíra do elevador sem saber que expressão fazer por causa da resposta recebida, ele entrou atrás de Akio no apartamento e fechou a porta atrás de si.

   - Você deveria tentar ser um pouco mais gentil com quem é gentil com você! - Ele havia se irritado.

   O garoto mais velho que havia acabado de pegar as chaves virou para Kyler com sua expressão de sempre.

   - Você vai querer a carona ou não? - Sua voz permaneceu calma como se Kyler não tivesse acabado de gritar com ele.

   - E-eu... - Seu corpo estremeceu para responder e aos poucos foi se acalmando.- Quero...

   Se ele não aceitasse a carona não teria como voltar para casa. Akio passou por ele com as chaves em mãos esbarrando de proposito em seu ombro.

   "Quem diabos ele pensa que é!?"  - Kyler engoliu o seco.

   Eles desceram o elevador em silêncio até a garagem e antes de se sentar na moto Akio olhou serio no rosto emburrado de Kyler Madson.

   - Madson, eu não vou ser gentil com você só porque é o filho do meu chefe, eu sei que você está acostumado a ser tratado como uma princesa por todos grassas ao status social do seu pai, mas não se deixe levar por isso, espero que você aprenda que a vida não é um conto de fadas, as pessoas são reais, e sendo reais elas não vão ser sempre gentis. - Ele falou com sua voz calma e a expressão séria de sempre.

   O rosto do moreno passou de emburrado para surpreso.

   Akio Masamune se sentou na moto colocando a chave na ignição e dando partida, soando o barulho do motor. Ele olhou para Kyler ainda pensativo com o que havia sido dito e acenou com a cabeça indicando para o garoto se sentar logo na traseira, o garoto logo em seguida se sentou e após Akio abrir o portão da garagem com um pequeno controle de bolso, ele desparrou pela rua.

   Se segurando nas simples hastes de metal ao lado de seu assento, o garoto de cabelos vermelhos recebia a ventania gélida da madrugada em seu rosto, num ato rápido tirou o prendedor de seu cabelo que esvoaçou-se no vento. Akio atento as ruas vazias que passava não curtia a sensação de liberdade que o vento trazia.

   Ele estava preocupado com algo muito maior.

 

   Depois de algum tempo dirigindo finalmente a moto parou em frente a enorme casa, estava com todas as luzes apagadas, o que era um bom sinal, a rua mesmo vazia, estava bem iluminada com postes de luzes fortes.

   - Obrigado por tudo novamente... E me desculpe também, Ak...

   - Masamune. - Ele corrigiu antes mesmo de Kyler terminar de pronunciar seu nome.

   Akio colocou o pé no acelerador e foi se afastando lentamente da casa e pegando aos poucos velocidade, quando saiu do campo de visão de Kyler. A moto foi ficando mais rápida ultrapassando os limites de velocidade, ele colocava o pé no acelerador sem dó e foi assim até chegar em seu prédio. As ruas passavam como vultos negros de escuridão aveludada, ele se estremecia e segurava a moto com força.

   Parecia até que ele tinha medo de escuro, como uma criança que apaga a luz e sai correndo. Mas quem dera que fosse apenas um mero medo de escuro.

   Após fechar o portão da garagem respirou com alívio.

   "Eu sou realmente um babaca, colocando a vida de um garoto em perigo."  - Akio entrou no elevador pensativo. - "Eu prometi que eu nunca mais iria fazer isso, eu estou agindo de forma estúpida, egoísta e infantil, sem me preocupar com as consequências que isso poder levar..."

   Ele entrou em casa e fechou a porta atrás de si. Então em um ato rápido, seu punho se enterrou na madeira nova da porta com um soco.

   - AAH! - Seu grito com de puro ódio e não de dor, foi alto o suficiente para ser ouvido de todo o prédio.

 

   O iPhone vermelho de Kyler Madson começou a vibrar com o aviso de que era hora de acordar e ir para a praia. Ele sentou na cama tirando sua camisa e vestindo uma outra que estava ao lado de sua cama. Depois, tirou sua bermuda colocando uma outra e saiu colocando algumas coisas jogadas pelo quarto na bolsa comprida amarela e laranja. Depois disso, abriu a porta de seu quarto devagar e deu de cara com escritório aberto de seu pai novamente.

   Acontecia frequentemente, não era uma surpresa.

   - Não acha que está trabalhando demais? - o garoto perguntou sorrindo ao sair do quarto.

   Ele sorriu assim que viu o filho.

   - Nada que não seja importante. - Falou.

   Kyler entrou no escritório e deu um abraço rápido em seu pai sentado na cadeira do computador.

   - Está indo para a praia?

   - Como sempre. - De alguma forma apenas isso já o fez sorrir e se agitar dentro de si mesmo.

   "Praia, praia, praia, praia, praia..."  - Era tudo que se passava em sua mente agora.

   - Quero que você passe a ir na empresa todos os dias após a praia para almoçar por lá e se acostumar com o local.

   - Tu-tudo bem por mim durante as férias... Mas quando as aulas voltarem eu vou ficar mais ocupado. - Sua expressão saiu de feliz e animada para preocupada e apreensiva.

   - Você tem que começar a focar no seu futuro Kyler, ver que isso é prioridade e não ficar brincando de surfista.

   Ele engoliu o seco.

   - Eu... Vou sair.

   O garoto de cabelos vermelhos saiu andando sem olhar para trás e bateu a porta do segundo andar com força fazendo um alto barulho ao sair. Desceu a escadaria com passos leves e viu na cozinha Anna, com roupas de dormir e uma xícara de café em mãos.

   - Bom dia, Kyler. - Ela falou com voz de sono.

   - Bom dia. - Ele foi curto, abriu a porta de casa e saiu.

      O garoto estava irritado, e tinha motivos para estar, ele odiava quando seus pais, ou qualquer pessoa falava daquele jeito, como se todo seu esforço não valesse de nada e seu sonho não passasse de uma brincadeira boba. Ele respirou fundo mantendo a calma, surf não era uma fase, era sua paixão.

   "Eu vou continuar treinando, dar meu melhor diante dos olheiros e me tornar um profissional, vou mostrar a todos que eles estão errados!" - Ele pensava enquanto prendia a bolsa no fundo da bicicleta. 

   Depois que terminou, se sentou nela e fez força nos pedais para sair da garagem, assim que entrou na calçada começou a pegar velocidade e foi em disparada a caminho da praia que não era muito longe dali. Algum tempo depois pedalando, mas não muito, o vento começou a trazer o cheiro do mar, indicando que o mesmo estava cada vez mais próximo, ele esqueceu de tudo que o já fizera mal em toda sua vida naquele exato momento e pisou com mais força nos pedais.

   Parou a bicicleta e desceu para a praia agarrando a bolsa nos braços.

   - KYLER!! - Veio a voz do lado direito da praia.

   O garoto sorriu animado, pegou sua prancha que ficava abaixo na plataforma de madeira onde estavam as lanchonetes e correu com ela em um braço e sacola no outro. Fez um "toque" com o garoto de cabelos pretos compridos abaixo dos ombros e olhos azuis como o céu naquela manhã.

  - Me dê sua prancha, vou dar um trato nela enquanto você passa o filtro solar. - Disse Henry, o melhor amigo de Kyler.

   Kyler entregou a prancha e em seguida tirou a blusa, Henry se abaixou na areia para tratar da prancha, o garoto de cabelos vermelhos os prendeu para trás e começou a passar o creme pelo corpo.

   - Como foi ontem?

   - Um saco. - Kyler respondeu. - Achei que você fosse aparecer no parque, voltei para casa logo depois de uma hora de ter chegado.

   - Mas com quem? É possível que eles ainda estejam lá completamente dopados.

   - Ah, o Akio. - Ele começou a passar o filtro solar nos braços malhados.

   - Quem é esse? Esse é o nome dele?

   Kyler riu.

   - Pensei a mesma coisa quando escutei o nome dele pela primeira vez. Akio Masamune, é um esquisitão que trabalha com meu pai, é designer gráfico.

   - Se trabalha com seu pai deve ser bem mais velho.

   - Ele tem vinte e um anos, mas parece ser mais novo que eu, tenho certeza que ele não passa de um sessenta de altura.

   Henry riu.

   - Coitado! Imagina ele beijando uma garota e tendo que ficar na ponta dos pés!

   Os dois caíram na gargalhada.

   Ele havia terminado de passar o filtro solar e Henry se levantou e enfiou a prancha em pé na areia.

   - Pronto.

   - Obrigado. - Kyler se apoiou na prancha. - Vai entrar na água hoje?

   - Eu desobedeci o médio, entrei ontem quando você não estava e acabei abrindo os pontos. - Ele riu como se fosse engraçado.

   - Você é mesmo um retardado. - Madson lhe deu um tapa na testa de leve. - Eu vou para água!

   O garoto de cabelos vermelhos saiu correndo com a prancha debaixo do braço direito.

   - PEGA MEU CELULAR NA BOLSA E FILMA!

   Henry pegou o celular vermelho, desbloqueou com a digital e foi para câmera onde começou a gravar assim que Kyler pegou a primeira onda e começou a fazer os movimentos em sincronia com os movimentos da água e se equilibrando como se estivesse sobre a terra. Estava fazendo tudo igual e perfeitamente como nas últimas milhões de vezes que treinou.

   As manobras eram ensaiadas a muito tempo e tinham cada uma delas uma ordem e segundos contados, era uma apresentação pensada até nos segundos. Mas era moldada de uma forma dependendo da onda quem vinha, mas mantinha sempre o mesmo foco e a mesma essência da apresentação original.

   - UUUURRRUUUULLLL!! - Gritou antes de desaparecer dentro da onda.

   - Doido. - Murmurou Henry rindo enquanto filmava.

   Depois da primeira onda teve uma segunda, terceira, sétima... E por ai foi até umas dez e meia da manhã.

   - Kyler, acho melhor você ir. - Disse o garoto de cabelos negros. - Se não você não vai ter tempo de tomar banho e ir até a empresa do seu pai.

   - Ah, verdade, quase esqueço que agora sou abrigado a ir naquele inferno!

   - Se acalme, é sexta-feira, seu pai raramente vai lá nos fins de semana.

   - Sim, posso dormir na sua casa para ele não querer inventar nada?

   - É meio difícil Kyler... - Ele ficou pensativo por alguns segundos

   Os dois falavam enquanto andavam até a plataforma de madeira para guardar a prancha.

   - Por favor Henry, você mora em frente a praia, eu mal ia ficar lá, eu só vou dormir e o resto eu fico na praia!

   - Eu não sei não cara... - Continuava pensativo.

   - Eu levo comida.

   - Fechado, pode vir.

   Os dois riram.

   Fizeram um "toque" com as mãos e cada um seguiu para um lado.

   Após arrumar tudo na bolsa e se secar, subiu na bicicleta e começou seu caminhou de onde havia vindo. Como sempre apreciava a brisa quente do verão, a melhor época do ano, ele garantia.

   Quando chegou em casa foi rápido, tomou um banho e lavou o cabelo, o secou apenas com a toalha e vestiu uma das suas roupas de cores quentes como de costume. Finalmente saiu, pegando apenas o celular, carteira e suas chaves.

   Pegou um táxi que dirigiu rapidamente até a empresa. O caminho foi rápido e tranquilo, todo ele o garoto de cabelos vermelhos ficou com o rosto no celular, apenas desviou para pagar e sair do carro, após isso apenas o colocou no bolso e em vez do elevador, pegou a escadaria para o segundo andar.

   "Vou falar logo com meu pai, assim ele fica sabendo que eu vim como o mesmo pediu!" - Pensou andando pelo corredor até a porta para outra área.

   Antes de desaparecer por essa parte escutou.

   - Ei! Esse pen-drive não é daquele esquisitão!? - Uma voz masculina disse.

   - Sim! Quebra isso ou apaga todos os arquivos de dentro! - Outra voz masculina começou a falar.

   Kyler Madson entrou na área de Designer Gráficos onde estavam três homens aparentemente da idade de Akio em frente ao computador usado por ele. O garoto de cabelos vermelhos não foi percebido se aproximando e nem ao menos quando parou atrás dos três.

   - Vamos! Abre logo, vamos deletar tudo! - O terceiro homem uivou.

  

   - Tirem esse pen-drive do computador e me entreguem agora. - Kyler anunciou.

   - Quem você acha que é para me dar ordens! - Disso um dos homens sem se virar

   - É quem voc... - Sua voz sumiu assim que se deparou com a imagem do garoto de dezessete anos.

   - Vai embora daqui e nos deixe em paz! - Disse o terceiro homem.

   Um deles, o único que havia se virado estava paralisado pois sabia que havia se metido em encrenca, assim que os outros dois garotos se viraram, tiveram a mesma reação que o primeiro. Um deles, o que havia achado o pen-drive, o tirou do computador e entregou ao moreno em frente aos três.

   - Saibam que a cada arquivo apagado será dez por cento descontado do salário de vocês durante um mês e esse dinheiro vai para o Akio.

   "- É Masamune." - A voz do garoto tatuado ecoou em sua cabeça como se ele estivesse ali.

   Depois de sua fala e observar o rosto assustado de cada um dos homens, saiu com o pequeno objeto branco em mãos, o colocou no bolso e subiu até o escritório de seu pai na empresa.

   - Pai? - Falou entrando sem bater como de costume.

   - Que bom que você veio, o que achou da empresa após a reforma?

   - Está incrível... Mas eu encontrei dois garotos com isso. - Estendeu o pen-drive branco. - É do Akio, eles estavam literalmente apagando tudo por puro prazer!

   Mr. Madson colocou a mão na testa.

   - Depois você me diz quem foram, mas se são da área de designers eu já vou ter que demiti-los de qualquer jeito...

   - Tudo bem, onde está o Akio?

   - Ele não veio. Eu me surpreendi, dês que ele entrou aqui não teve nenhuma falta.

   - Eu vou na casa dele entregar o pen-drive então.

   Kyler falou e saiu andando rápido porta a fora, era uma chance dele de conhecer mais o garoto de cabelos platinados, Entender Akio Masamune se tornou nada mais que um objetivo que ele queria mais do que tudo alcançar.

   - KYLER MAS VOCÊ NÃO SABE ONDE ELE MO... - O homem gordo tentou chamar pelo filho, mas nada adiantou pois ele já estava longe o suficiente para não escuta-lo. - Arf...

   Mr. Madson desistiu arfando e se sentou em sua cadeira novamente.

 

   Kyler cruzou a rua, não tinha carro então seu jeito foi pegar um outro táxi. O carro parecia andar mais devagar que as formigas no asfalto quente de meio dia, ele havia ficado preocupado com o garoto, Akio Masamune era estranho, ninguém sabia muito sobre ele, então o garoto de cabelos vermelhos estava apreensivo com o que encontraria se batesse na casa dele.

   Depois do que se pareceu horas, mas na verdade foram minutos, finalmente ele estava em frente ao prédio de Akio, Kyler deu várias notas baixas para o taxista que disse que havia um troco mínimo mas Kyler apenas saiu do carro dizendo:

   - Pode ficar para você.

   - Obrigado! - O homem sorriu e saiu dirigindo contente.

   O moreno apoiou a mão na porta de entrada do prédio e quando ia interfonar para Masamune percebeu que a porta havia sido esquecida aberta por alguém, então ele apenas entrou e se dirigiu até o elevador apertando o botão repetidas vezes como se fosse o acelerar. Assim que as portas metálicas se abriram ele entrou e novamente apertou o botão do andar várias vezes até a porta se fechar e abrir no segundo andar, ele deu passos largos até a porta do garoto tatuado.

   De primeira hesitou em apertar o botão ao lado da porta, mas logo em seguida sem pensar muito, apertou por no mínimo um segundo e largou. Ele achou que ninguém fosse aparecer, mas esperou apreensivo com as mãos nos bolsos.

   Depois de um período de tempo desistiu, deu um passo para trás e se virou para ir embora.

   "Clack!" - Foi o barulho que a porta fez atrás dele se abrindo.

   Akio estava com o cabelo branco e liso de sempre um pouco torto, suas olheiras não eram pequenas, usava uma blusa de manga comprida branca e uma calça de moletom também branca.

   - Porque você não fo...

   - Entre logo. - Ele falou tirando a tranca e abrindo completamente a porta.

  Kyler se calou e entrou, logo em seguida após dar uma longa olhada do lado de fora, Akio fechou a porta e colocou a tranca.

   - Porque voc... - Kyler ia perguntar o que tentou antes mas foi interrompido por si mesmo assim que sua visão chegou a mão esquerda do garoto de rosto tatuado.  

   A mão estava enfaixada.

   - O que foi? - O garoto mirou seu olhar vago para o garoto de cabelos vermelhos.

   - O que aconteceu com sua mão? - Ele perguntou enquanto andava em direção a sala do apartamento.

   - Eu cai. - Mentiu.

   Kyler se sentou num longo sofá e Masamune numa poltrona em frente a ele com uma mesa entre eles.

   - Onde? Como?

   - Escorreguei... Na escadaria do prédio. - Além de seu olhar, seu jeito de falar eram vagos.

   "Sinto que ele está estranho... Mas ele é estranho, então deve ser apenas ele... Mas no fim, ainda sinto algo." - Kyler pensou.

   - Era só isso? - Perguntou o garoto platinado com expressão leve e séria. - Se só veio perguntar por que eu não fui para o trabalho, me ligava.

   - Eu não tenho seu número e...

   - Seu pai tem. - Ele cortou o moreno.

   O mesmo se levantou da poltrona e se dirigiu aos fundos do apartamento por meio de um corredor curto.

  - Espera! Eu te trouxe isso. - Kyler tirou do bolso o pen-drive branco.

   Akio olhou tanto para o garoto quanto o objeto em sua mão.

   "Ele me irrita."  - Se passou pela sua mente.

   - Você me irrita. - Falou em seguida e pegou o pen-drive.

   Kyler engoliu o nada.

   "Nem o que pensar eu sei agora..."  - Pensou. - "Acho melhor eu ir logo embora, Masamune é estranho, eu não sei nada sobre ele, não sei do que ele é capaz... Além de tudo isso ele aparentemente não gosta nada de mim."

   "Eu não gosto dele."  - Masamune arfou enquanto pensava.

   - Eu acho melhor eu ir embora...

   - Eu também acho. - Completou o garoto tatuado.

   Então Kyler se levantou do sofá enquanto Akio se dirigia para os fundos da casa.

   - Você vai...? - Madson olhou para ele sumindo por uma porta.

   - Acho que você sabe onde fica a porta. - Outro corte.

   - Você deveria ser mais gentil e educando com quem é tão paciente com você! - Rosnou Kyler

   - Seu conselho de hoje é: Não dê lição de moral para quem não se importa. - Akio respondeu com sua voz calma de sempre.

   - VAI PARA O INFERNO DE ONDE VOCÊ VEIO! - Gritou Kyler. - EU TE ODEIO, AKIO!

   - É Masamune. - Corrigiu e entrou no quarto.

   Outro garoto saiu pela porta da frente a batendo com força.

   - EU QUERO QUE VOCÊ MORRA! - Gritou do lado de fora enquanto ia embora sem nem se dar conta de que estava num prédio cheio de pessoas. - MORRA!


Notas Finais


Como eu disse, foi um capítulo corrido e que me estressou bastante (por causa da internet), se tiver qualquer erro, peço que me desculpem. Ainda pretendo os surpreender bastante com essa história!!
Obrigada a quem leu até o final! Não se sintam intimidados em fazer críticas construtivas ou elogios, qualquer coisa podem me mandar mensagem pelo aplicativo do Spirit ou pelas minhas redes sociais em meu perfil (nas quais eu costumo responder mais rápido). Tamo junto galera! Beijos, até o terceiro capítulo ♡


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