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História All My Soul - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Prazer


Fanfic / Fanfiction All My Soul - Capítulo 2 - Prazer

— Sim.

Não houve resposta em palavras, somente sentiu as mãos alvas tocarem seu rosto, o erguendo com delicadeza. O contato com a pele macia, mesmo que tão pouco, arrepiou seus pelos do corpo, como um choque elétrico potente. O que essa mulher era? É humanamente possível um singelo tocar o causar tal reação?

Os fios rubros caíam como uma cortina entre os dois rostos tão próximos, talvez fosse uma forma indireta daquele pecado ocorrer longe dos olhos Dele. Mesmo sendo um mísero inexperiente, sabia o mínimo que deveria fazer, fechou os olhos se deixando guiar pela figura luxuriosa confiante de si. Em poucos segundos, pôde sentir os lábios avermelhados e úmidos sobre os seus, enquanto uma das mãos em seu rosto migrara para a nuca, com os dedos delicados adentrando seus fios loiros. Sentiu um pedido de abertura que logo cedeu, permitindo que aquele selinho se aprofundasse, refém dos movimentos da estrangeira. O primeiro toque da língua alheia o causou outro choque de arrepios, o segundo e o terceiro logo vieram, iniciando uma sessão de contatos íntimos entre ambas as línguas. Os lábios antes frios, se esquentaram como a chama que os cabelos de Bloom representavam.

Morango. Agora pôde confirmar, aquela boca quente tinha o mais doce gosto da fruta, quem sabe fosse fruto de sua imaginação fértil, ou não.

O ato satisfatório cessara, com uma inesperada mordida em seu lábio inferior provocada pela ruiva que se afastava aos poucos. Abriu os olhos já não sentindo suas mãos sobre si, avistando a moça enigmática com aquele mesmo sorriso e as bochechas meio coradas, não tanto quanto as suas, obviamente.

Pensou que as pessoas que lhe disseram sobre os perigos pecaminosos que uma bela mulher representava estavam certos, pois como uma droga viciante, seu único beijo o fez ansiar por mais. Ali se sentiu em maus lençóis, pois os tão poucos toques de Bloom já lhe faziam sentir que nenhuma outra poderia a substituir.

— Bloom, eu... – iria implorar por mais, independente de seu receio natural, porém foi silenciado pelo indicador sobre seus lábios.

— Estás tudo bem, meu garoto. – retirou o dedo sabendo que não seria interrompida – Sei bem o que desejas, apenas prepare-se.

Talvez por timidez, ou nervosismo, não soube dizer ao certo, porém fechou seu olhos aguardando uma atitude por parte dela, pois ela era a líder naquela pseudo-relação, se deixaria ser guiado tranquilamente. A única coisa que fizera foi remover as próprias luvas, pois queria senti-la sem limitações.

Ouvira um farfalhar de roupas, como nós sendo desfeitos e algo como fogo esquentou dentro de si, prevendo o que viria a seguir.

"Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo."

1 Coríntios 6:18-19

Por que esta passagem viria a sua cabeça justo agora? Era óbvio, parte de sua alma ainda pertencia ao viés religioso, isso não poderia negar. Entretanto, as lembranças das sensações de poucos minutos atrás com o beijo substituíram suas inseguranças, feito um encanto poderoso. Sabia que ainda era incorreto abandonar sua pureza por uma mulher que não saberia se um dia chamaria de esposa, porém, como o diziam, o pecado é mais intenso do que se pensa.

— Não penses tanto, garoto, somente sinta. – dissera a voz tentadora de Bloom o fazendo abrir os olhos de repente e jamais ousaria apagar de suas memórias a cena que vira.

A instigante mulher já não trajava mais o vestido longo, agora somente suas roupas íntimas cobriam a pele, deixando maior parte dela exposta, para sua felicidade. Vestia um impressionante corset branco de fitas na região das costas, este demarcava seus seios medianos, se surpreendeu, pois somente nobres costumavam usar tal peça, enquanto a maioria optava usar as batas tradicionais como roupa de baixo. No lugar de uma calçola, havia algo mais curto e justo demais para os padrões da época, não soube denominar a vestimenta, porém a mesma o agradou.

Sem convite, pois não precisava, Bloom sentou-se sobre o colo do rapaz, pernas para cada lado, com os glúteos femininos em contato indireto naquela região erógena, se não fosse pelas grossura de suas calças, uma excitante fricção ocorreria.

— Vejamos, garoto... – focava nos botões dourados de sua camisa de couro que logo arrancaria – O quanto resistirás?

Não teve tempo de dizer não ter entendido a pergunta, pois seus lábios foram tomados em questão de segundos, em uma voracidade inexistente no beijo anterior.

Enquanto a língua da moça explorava o interior de sua boca, as mãos delicadas lidavam com aqueles intermináveis e desnecessários – pelo menos no momento – botões.

Pensou ter compreendido as palavras de Bloom quando a sentiu rebolar com uma maldade proposital sobre si. A perversa não estava sendo piedosa com sua alma dividida, iria o torturar até que não restasse quaisquer resquícios do devoto que adentrara nesta casa.

Cruel, mas tão tentador.

Finalmente acabara de desabotoar a camisa de couro, quebrando o beijo para a tirar e jogar em qualquer canto daquele cômodo. Seu desapontamento ao notar uma segunda blusa por debaixo foi visível no beicinho que fizera, a deixando ainda mais irresistível, se isto ainda fosse possível.

— Não sabes o quanto odeio este exagero de vestimentas... – murmurou descendo sua mão até a barra da segunda camisa, esta de um tecido branco fino o suficiente para que seus músculos fossem desenhados pela mesma. Antes de o "atacar" novamente, lambeu os lábios, ato que não passara despercebido por Sky, que jurou ter sentido seu membro latejar com aquela única imagem erótica.

Fez o caminho dos lábios até o pescoço do jovem, o quão depositou beijos molhados e pequenas mordidas, rodeando seu pomo de Adão com a língua, roubando um primeiro gemido rouco do loiro. Suas mãos quentes dedilhavam lentamente cada um dos gominhos na barriga atlética, sem parar em momento algum com os movimentos circulares sobre o membro torturado de Sky.

Tentava conter os suspiros sôfregos, porém a cada novo rebolar sentia que a divisão de sua alma já não passava de uma alucinação, estava totalmente entregue à ela e não questionaria nada do que ousasse fazer com seu corpo, pois cada gesto, do mais simples que fosse, o gerava um prazer indescritível.

O tesão aumentava a ponto de sua vergonha ser deixada de lado, pois ousou apoiar suas mãos na cintura fina, indicando os movimentos que mais apreciava sobre seu corpo. Bloom pareceu admirar o ato inesperado, pois um sorriso venenoso surgiu em seus lábios enquanto “brincava” de passar a língua no lóbulo da orelha do loiro.

— Então o garotinho estás a se mostrar? – sussurrou rouco propositalmente perto de seu ouvido, um timbre tão sexual que não deveria ser escutado por qualquer um.

— ...Sou um homem, não um garoto...– dissera apertando com mais força o tecido da roupa íntima feminina, ganhou a atenção da ruiva em uma encarada entre os ambos olhos azuis.

— És? Então prove-me. – provocou com um duplo sentido óbvio em um simples jogo de palavras.

Sentindo-se desafiado pela misteriosa estrangeira, danou-se para os pensamentos punitivistas que ainda rondavam sua mente, erguendo com vontade a mulher em seu colo, esta que cruzou as pernas em seu quadril, mantendo aquela excitante proximidade. A escorou na mesa, sem se debruçarem, passando a atacar as fitas de seu corset na intenção de livrá-la daquela – agora – inconveniente peça.

— Realmente... Tereis de admitir... – suas palavras eram cortadas por suspiros de prazer, satisfeita com a final tomada de atitude de Sky, entretanto, ela ainda era a líder ali.

Distraído com o desatar dos nós do corset, não notou quando Bloom inverteu suas posições o fazendo se escorar na mobília. O vaso de begônias balançara com o impacto dos corpos. Não dando chance para explicações, tirou a camisa semitransparente de Sky admirando rapidamente seu tronco desnudo.

— Quem diria que os membros do Santo Ofício eram assim... – mordeu o próprio lábio inferior naquilo que poderia ser chamado de comer com os olhos, a perversidade emanada por sua aura era tão forte que o fez pensar que talvez realmente fosse uma figura demoníaca enviada para o desviar do caminho dos céus, porém, já não importava, como dito antes, isto era real e não tinha volta.

Aproveitando que as fitas foram afrouxadas pelo homem, não fez muito esforço para se livrar do corset o deixando cair ao chão, ficando com os seios livres para o observar curioso de Sky.

Nunca em seus vinte anos de existência se lembrava de ter visto uma mulher seminua como agora, no máximo ouvia as barbaridades faladas por um desvirtuado, ou admirava – em segredo – as pinturas ousadas que retratavam todos como vieram ao mundo. Então, se encantou pela visão erótica que tinha a sua frente, tendo a ousadia de pedir aos céus que não o fizessem esquecer jamais de tamanha beldade.

Os seios de tamanho médio eram perfeitamente proporcionais ao seu corpo, feitos por forças superiores especialmente para ela, os mamilos rosados e enrijecidos por todo aquele tesão lhe pareceram mais tentadores do que tudo o que viu nesta tarde ensolarada.

Se pecar significava ter uma vista dessas, então sim, seria um pecador com todo orgulho.

Parecendo ler sua mente, Bloom alargou seu sorriso pecaminoso cruzando os braços por seu pescoço e o puxando para outro beijo ardente, este bem aproveitado pelo loiro que não se conteve em explorar toda a região de seu busto, não apenas porque ansiava por descobrir a textura desta parte de seu corpo, mas também porque queria a dar tanto prazer quanto estava o fazendo sentir.

Os dedos calejados apertavam e soltavam os mamilos rígidos de tal forma que a ruiva precisou interromper o beijo para despejar um sonoro gemido, som este que deveria soar como as trombetas do inferno anunciando sua chegada, porém pareciam mais como o cantar de anjos. Enquanto uma mão se manteve entretida com o seio mediano, a outra descia lentamente em direção à sua intimidade ainda coberta pela peça de nome desconhecido, peça esta que somente desejava arrancar no momento.

Quando ia adentrando no tecido branco, sentiu o afastamento repentino dos lábios da mulher. O ato foi como um gatilho para sua insegurança e questionou-se internamente se fizera algo errado.

— Acalme-se, Sky, estás esquecido? – dizia passando a mão pelos ombros largos.

— Do que falas? – se impressionou por ainda ter forças para dialogar.

— Sou eu que lhe ensinarei a arte do prazer hoje. – declarou sorrindo venenosamente, voltando em seguida a encher seu pescoço de mordidas, certamente a pele branca já estava totalmente vermelha naquela região. Não soube dizer, mas esse pensamento de ter marcas deste dia lhe trouxe um contentamento incondicional.

Cerrou os olhos ao sentir as mãos pequenas de Bloom se aproximarem de sua pélvis ainda coberta pela calça. Na medida em que os limites de distância segura eram quebrados, os beijos femininos desciam por todo o peitoral atlético, curvando-se cada vez mais.

Não soube como, somente abriu os olhos e encontrou a ruiva ajoelhada a sua frente com aquelas orbes azuis transmitindo uma perigosa e desejosa malícia. A mulher brincava com o feche de seu cinto em um sorriso bobo, como essa maldita adorava o ver sofrer...

— Bloom... – gemeu baixo o nome peculiar que pareceu ser o que a jovem esperava para agir.

Desceu sua calça e demais roupas íntimas de forma que seu pênis saltou para fora, obviamente endurecido e ereto, no aguardo do toque saliente da de fios de cobre. Envergonhou-se levemente por ser visto tão exposto pela perversa enigmática, era certo que compartilhassem algo tão íntimo sem mal terem laços? Ah, sinceramente, quem liga? Neste ponto, nem ele, o mais entregue às normas sagradas entre os demais fiéis, ligava mais.

A ajudou a despir-se totalmente destas peças, sem se perguntar sobre onde haviam ido parar suas botas, nem eram tão importante assim. Na verdade, muitas coisas deixaram de importar desde que dissera "Sim" para a proposta pervertida.

O primeiro toque veio, uma simples dedilhada pela glande rosada, sentiu vontade de explodir ali mesmo, porém segurou-se em nome do prazer prolongado. Quando as duas mãos seguraram o membro iniciando movimentos de vai e vem, seu ar desapareceu e o inferno nunca pareceu tão acolhedor como antes.

— Não penses, já disse, só sintas. – falou sem interromper a luxuriosa masturbação, o encarava diretamente tornando a tensão sexual ainda maior, olhos carregados de malícia como uma onça que avistara sua presa fresca, até que não era errado compará-la com uma predadora, pois de fato era uma.

Se as mãos já faziam aquele resultado, não soube reagir quando sentiu a ponta da língua rodear a cabeça de seu pênis. Aquilo era de um prazer tão grande que superava quaisquer torturas que tivesse que passar após sua morte e ida ao além.

A pressão exercida pela língua quente arrepiava cada um de seus pelos, falhava miseravelmente em conter seus gemidos e suspiros roucos, assim como sentia que falharia em aguentar mais tempo naquela situação que somente se intensificou ao sentir seu sexo ser abocanhado pela ruiva, sem abandonar as mãos que seguiam trabalhando.

Em um instinto natural, levou suas mãos aos cabelos avermelhados, a puxando para trás e para frente, guiando os movimentos da forma que o enlouquecia cada vez mais. Não fechou os olhos momento algum, queria cada cena erógena gravada em seu subconsciente e não sentira vergonha alguma em admitir isso. Um arrepiou atravessou sua coluna, fazendo o aperto nos fios fogosos se afrouxar, sabia o que viria, estava pronto para atingir o ápice pela primeira vez, porém, subitamente, Bloom parou seu processo.

— Só vais se derramar quanto estiveres dentro de mim. – explicou tão tranquilamente, sem um pingo de vergonha na cara, aquele ser existia mesmo ou estava tendo alucinações muito loucas?

A mulher ergueu-se empurrando o loiro pelos ombros contra a mesa, este que não relutou e deixou-se ser deitado. O vaso de begônias fora abandonado pelo chão para tornar a mobília o palco daquele pecado sem volta. Bloom subiu sobre o corpo do maior, sentando próxima a aquela área já tão pronta para si. Com ela por cima, pôde notar os efeitos dos atos de ambos até então.

Os cabelos rubros se emaranhavam, fixos à sua testa devido o suor proeminente, seus lábios estavam inchados e ainda mais avermelhados, entreabertos e convidativos, os olhos... Os belos olhos oceânicos mantiveram o semblante de quando se encararam na feira, parecia que independente do que ocorresse, suas orbes azuis permaneciam plenas. Achou curioso, pois, como muitos dizem, os olhos são a janela da alma, isso só podia significar que sua alma era carregada da mais pura plenitude.

Seus pensamentos poéticos se afastaram quando a mulher apoiou suas mãos no peito do loiro iniciando uma fricção libidinosa entre suas intimidades, estando a dela ainda coberta por aquela incômoda peça branca. Gemidos escapavam da garganta feminina denotando que parecia sentir mais prazer do que imaginava, aproveitou-se do fato para apalpar o seio esquerdo, enquanto a outra mão livre dirigia-se para seu sexo.

— ...Sky... – fora a primeira vez que ouvira seu nome ser dito naquela sonoridade sôfrega e sexual, suas finas sobrancelhas franzidas e as bochechas coradas contribuíram para a cena se tornar ainda mais erótica.

Adentrou pelo tecido úmido da única vestimenta que trajava, sentindo seu clitóris inchado ao aguardo de um toque mais ousado. A posição que estavam não lhe dava tanta liberdade quanto queria, percebendo isso, a ruiva saiu de cima de sua pélvis, pousou os pés no chão recuando poucos passos para trás.

Ergueu-se pelos braços analisando os movimentos da personificação do inferno a sua frente, poderia a chamar disso? Bem, seus cabelos lhe remetiam chamas eternas e cada um de seus atos poderia ser considerado uma quebra com as leis sagradas. É, quem sabe o inferno valha a pena se for uma mulher misteriosa com uma beleza tocante.

Bloom tirou a última e irritante peça, posando totalmente desnuda a sua frente, ainda com aquele sorriso que só confirmavam suas suspeitas sobre ela ser uma criatura não humana. Um demônio sexual? Não, muito melhor do que isso.

Focou sem discrição alguma em seu sexo, vendo-o tão molhado e inchado, pronto para o recepcionar, visão esta que fez seu pênis sofredor pulsar indicando seu desejo óbvio. Bloom levou o indicador ao local que desejava ter tocado minutos atrás e o pressionou, soltando um gemido nada baixo que soava como uma flauta lírica aos seus ouvidos hipnotizados pelo tesão. Continuara a o encarar com aquelas íris azuis tão impactantes, neste momento, eram convidativas, nem precisou que fizesse o gesto com a outra mão o chamando para entender, se levantara de imediato seguindo o ímpeto sexual.

A cada passo que dava em sua direção podia sentir o calor aumentar, seja do inferno ou da luxuria, sabia que aquilo seria irreversível e isso só tornava tudo ainda mais tentador. E então, sua alma finalmente se desprendera de quaisquer moralismos aos quais fora doutrinado quando alcançou a moça de pele alva e poucas sardas.

— Sabes que estás abandonando o seu precioso paraíso, sabes? – questionou tendo as mãos firmes do homem em sua cintura.

— Encontrei um paraíso melhor. – e a tomou para um beijo, diferente dos demais, a iniciativa partira do loiro, pois não haviam mais divisores em sua alma. Sabia ao "o que" ela estava entregue.

A empurrou contra parede sem cessar ou quebrar mesmo que por curtos segundos aquele beijo carregado de uma ardência eminente, sua mão passeava pelo corpo sedutor, seios, nádegas, até chegar na área até então intocada. Não fez dramas ao acariciar seu "ponto g" já apto para o toque, fazendo um novo gemido escapar dos lábios inchados de Bloom.

Ter seus dedos naquela região o fez pensar o quanto seus professores estavam errados ao dizer que sexo somente deveria ocorrer com viés reprodutivo, pois o prazer carnal era obviamente algo natural a ser provocado e a prova disso era a existência de uma região no corpo alheio feita unicamente para instigar a excitação. Aproveitou a separação de lábios para retribuir as marcas que ela deixara em seu pescoço, correndo toda área com beijos e chupões inexperientes, porém satisfatórios. O quadril feminino inclinava-se em sua direção sedento pelo membro duro no meio de suas pernas.

Ao som dos suspiros roucos, penetrou na intimidade da mulher com calma, pois ainda aguardava instruções de sua "líder". Mordiscou o próprio lábio inferior segurando-se para não se enterrar de vez dentro do corpo da ruiva. Ouvira incentivos sensuais próximos ao seu ouvido e pôde acelerar os movimentos, iniciando estocadas fortes. Bloom fixou suas unhas com força na pele de suas costas tornando aquilo ainda mais prazeroso para ambos, enquanto mexia seu quadril guiando os movimentos contra a pélvis do rapaz.

Não conseguia pensar em palavras que pudessem resumir o quão boa era a sensação de estar unido fisicamente à mulher, somente desejava passar a eternidade se afundando em seu interior ao som dos gemidos abafados enquanto as unhas finas o arranhavam deixando marcas das quais gostaria de lembrar. Entrava e saía de seu interior em um frenesi excitante incontrolável, sendo guiado pelos instintos que tanto reprimira, agora aproveitando do momento se deixando levar pelo êxtase sexual, praguejando mentalmente cada ensinamento aos quais fora doutrinado que não lhe permitiram vivenciar algo do tipo antes.

O ápice de ambos logo chegou e o homem não recuou, atendendo seu pedido, ou ordem, de se derramar somente dentro dela. Se separou da mesma, logo em seguida apoaindo seu rosto na curva do pescoço feminino, derrotado pelo cansaço, sentia os fios avermelhados tamparem parte de sua visão. Suas respirações ofegantes se sincronizaram, tal como os batimentos cardíacos acelerados. Não soube o porquê, mas quando se deu conta, haviam mãos gentis acariciando seus fios loiros em um carinho delicado.

— Tinhas razão. – murmurou baixo contra a pele branca marcada por seus lábios – Há prazeres que superam quaisquer punições divinas.

Ouvira uma risada fina sentindo o cheiro de morangos que a pele da perigosa criatura emanava. Não se deu conta quando fechara os olhos se deixando levar pelo cafuné improvisado.

...

Ao levantar as pálpebras, já não estava nos braços da deusa moderna, muito menos sentia seu doce aroma estimulante ou os toques afetuosos em seus cabelos. Pelo contrário, estava novamente naquela feira inspirando aquele ar fétido ao som dos gritos dos tantos mercantis que ofereciam seus produtos.

Piscou algumas vezes para se situar espacialmente, acreditando que aquilo só poderia ser uma pegadinha consequente de sua mente despreparada para um orgasmo. Entretanto, aquilo era real e realmente estava no mercado popular, sendo que minutos atrás jurava estar no seu próprio paraíso carnal naquela sutil casa da camponesa estrangeira.

— Sky, estás me ouvindo? – o moreno ao seu lado praticamente berrou, mal havia notado sua presença de tão confuso que se encontrava.

— E-eu... – balbuciava palavras com os lábios trêmulos, isto é, se seu cérebro em pane conseguisse formular uma frase completa – Co-como eu...?

— Estás a me assustar. – o outro o encarava em um misto de desconfiança e preocupação – O que há contigo?

Sky desceu o olhar para seu próprio corpo se vendo totalmente vestido, até mesmo as botas cujo destino havia sido desconhecido estavam lá. Tocou o próprio rosto sentindo a pele quente, estava a passar mal?

— Brandon... – fitou o amigo percebendo o temor nos olhos do mesmo – O que ocorrera aqui?

O moreno demorou alguns segundos para compreender o significado do questionamento de seu amigo, fazia julgamentos internos sobre a repentina mudança de estado do mesmo, até chegava a teorizar que havia sido possuído, talvez estivesse certo.

— Estávamos a dialogar sobre a questão das bruxas. – explicava receoso do comportamento do loiro – Quando de repente, encarara uma mulher a distância e se desligou do mundo exterior, fiquei a lhe chamar em vão, parecias um boneco de cera.

Ainda digerindo a informação inusitada, precisava fazer um último e essencial questionamento.

— Há quanto tempo adentrei neste estado?

— Cerca de cinco minutos atrás. – e o pior viera em forma de resposta.

Foi como se seu chão tivesse sido pulverizado tornando seu sustento nulo. Quis desabar, porém suas pernas possuíam alguma força desconhecida que o mantiveram estático naquela posição, enquanto seus pensamentos vagavam em amontoados de confusão.

Todas as horas que passara nesta tarde não passaram de uma ilusão? Uma brincadeira de mal gosto de sua imaginação extremamente libertária? Os toques, os beijos, as falas, impossível. Nem a mais criativa das mentes elaboraria algo tão verossímil quanto o que ocorrera.

— Como... Não podes ser... – já desistira de formar algo consistente com as palavras.

— Estás estranho, passaras séculos encarando o nada e agora voltas assim. – hiperbolizou Brandon – Deverias chamar o santíssimo para lhe abençoar.

Benção? Depois de se entregar às garras do pecado? Não poderia ser mais hipócrita. Entretanto, não soou tão errado, porque nem ao menos sabia dizer se o que vivera ocorreu de fato, se realmente havia abandonado o que acreditara durante duas décadas por um único momento. Onde havia ido parar o "isso não terá volta"? Já que, literalmente, acabara de voltar no tempo, ou não, pois nem sabia se realmente avançara para um futuro tentador.

Era essa a punição divina de que tanto falavam? Os seres malignos lhe entregavam aquilo que tanto desejava e arrancavam esmagando seus sentimentos, quebrando seu ser por inteiro. Dissera que uma ida ao inferno valeria a pena para fazer daquilo real, estava certo de seus próprios dizeres ou agira pelo calor da emoção? Não, arrependimentos não existiam em suas palavras, muito menos em seus atos que poderiam ter ou não acontecido. Não importava, pois as vivências com aquela enigmática figura permaneciam em sua memória e isso, não havia divindade que poderia lhe tirar.

Apertou os punhos aliviando a tensão acumulada em um pesado suspiro, ainda sob os olhares críticos de Brandon que nada entendia, não julgava, pois se nem ele compreendia, como alguém de fora poderia? A única com tal capacidade seria...

A ruiva passeava calmamente pelas ruas movimentadas, seu vestido arrastava-se pelas calçadas sujas, não parecia se importar com ter seus trajes estragados, somente andava em um quase desfilar. Levantou a cabeça de imediato para encarar Bloom, se este era seu nome mesmo, com o choque de olhares cianos, sendo o dele como o de uma criança perdida e os dela aquele clássico vislumbre plácido e sereno. Como concluíra, não havia nada no mundo que alterasse a plenitude daquelas belas orbes azuladas.

— ...Bloom... – falou para si mesmo, inaudível para o rapaz ao seu lado ou qualquer outro por perto. Entretanto, alguém ouviu.

Um sorriso ladino se formou nos lábios avermelhados, as bochechas sardentas coraram em um tom natural, piscou pausadamente sem tirar os olhos do loiro perplexo. E mais uma vez, só haviam aqueles dois no lugar, que já não era a feira fétida e populosa, mas sim o paraíso cujo aroma doce plainava no ar e uma melodia lírica tocava ao fundo, como anjos em um coral divino. Curiosamente, o vento soprou trazendo consigo familiares pétalas cor de sangue que se misturaram aos fios de cobre esvoaçantes, aquelas begônias não deveriam estar ali, afinal, em Eraklyon tais flores não crescem, porém, lá estavam, criando uma bela cortina escarlate. Não procurou sentido, pois o mesmo já se tornara inexistente desde que avistara o sorriso desejoso pela primeira vez.

Assim como as pétalas, a mulher desaparecera entre os demais em um único piscar de olhos tornando inevitável não a comparar novamente com as brasas de uma fogueira. Incrivelmente, não entristeceu-se, porque sua rápida aparição trouxe os esclarecimentos que tanto precisava para não ceder à loucura.

O doce sabor que aprendera a amar de morangos maduros retornara ao seu paladar, um calor se apossou de seu interior e o cansaço o abateu como um impacto de um acidente. Até mesmo sentia suas costas arderem pelas marcas das quais jamais se queixaria. Ainda sob o fitar confuso de Brandon, sorrira fraco agradecendo pelos sinais que Bloom lhe deixara. Suas dúvidas cessaram, pois sabia que a experiência fora real e nada apagaria isso, e tão pouco desejava que sumissem. Queria as lembranças para a eternidade, por serem as responsáveis pela mudança de seu ser.

Agora, finalmente se dera conta, bruxa ou não, Bloom ensinara o prazer que tanto temia, se tornando o novo alguém a quem entragara toda sua alma.


Notas Finais


E acabou. Queria dizer que meus dedos quase faleceram escrevendo esse capítulo, normal. Foi meu primeiro hot e err não sei o que dizer

Obrigada por lerem, agora bebam água, batam em nazistas e vivam bem ^^


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