História All Night - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Kim Nam-joon / Rap Monster
Personagens Kim Namjoon (RM), Personagens Originais
Visualizações 11
Palavras 4.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Decidi parar de enrolar em questão aos casais pois isso não é uma realidade e, me sinto mais confortável sem enrolações desnecessárias. Fiquem com o capítulo.

Capítulo 4 - O que é essa proximidade estranha?


Fanfic / Fanfiction All Night - Capítulo 4 - O que é essa proximidade estranha?

- Kyung, ele pode ter saído com algum amigo, ido comer ou até embora... As possibilidades são infinitas, então não pense apenas no pior. - Yoongi tenta confortá-la mas é em vão.

- Yoongi, ele não sairia assim, sem avisar. - ele revira os olhos e ele aperta os lábios um contra o outro.

- Ele é um adulto, Kyung Soon. Faz o que lhe der na cabeça, o que quiser. - ele esbraveja e num momento de tenção, eles começam a brigar.

- Deixe de ser hipócrita, Min Yoongi! Ninguém é como você, ele sabe que nos preocupa. 

- Eu hipócrita? Parece que não fui eu que me envolvi com um estrupador, não é? - ele debocha e me faz pensar que isso não é uma indireta só para Chung, para mim também. - Nesse caso, prefiro ser hipócrita à ser idiota.

- Você não vai falar mal dos meus amigos, esse direito você nunca terá! - ela aponta o dedo indicador longo e esguio no rosto de Yoongi.

- Falo como quiser, eles tumultoaram tudo, atrapalharam a gente. Eu tinha planos para nós hoje, Kyung Soon. Queria conhecê-la melhor e conversar, mas estragaram tudo.

- Cale a boca, seu estúpido arrogante! - ela suspira com rapidez e avareza. - Por que você sempre estraga tudo e machuca todos a sua volta, hum? Parece estar sempre infeliz, até consigo mesmo.

- Pare, por favor. - ele suplica e ela ergue a sobrancelha direita.

- Estou mentindo? Agora que viu o que fez quer que eu pare de te dizer verdades? - seguro o braço dela tentando pará-la e ela baixa a guarda.

- Vão sozinhos. Vou para casa, Namjoon. Adeus, Kyung Soon. - ele pega um casaco e caminha até a porta com a cabeça baixa.

- O que... O que eu fiz com ele? - a raiva de Kyung sai e dá lugar a tristeza e arrependimento. - Sou tão burra assim? Por que fui dizer aquelas coisas? - lágrimas rolam pelo seu rosto.

- Kyung... Você só tentou nos proteger, ele também está errado. - Bora pega sua mão. - Vamos para casa, ligaremos a polícia para a busca de Chung Ae e amanhã você se resolve com aquele cabeça dura do Yoongi. 

- Amanhã pode ser tarde demais, Bora. - ela pega as chaves do nosso SUV e se vira à Namjoon. - Onde ele mora? Qual prédio, número, vamos diga!

- Eu anoto em um papel para você. - ele tira uma folha de um bloco e rabisca algumas palavras rapidamente. - Aqui, ligue se precisar.

Kyung nos deixa e vai até o estacionamento correndo, agora chove. Namjoon pega minha mão novamente e diz às meninas:

- Teremos que ir em meu carro. - sorri educadamente. 

- Tudo bem mas, por quê está segurando as mãos da Bong Soon? - Hee questiona e  ele enrubesçe.

- São macias e gosto de estar perto dela. - improvisa e Hee parece acreditar.

O carro de Namjoon está estacionado perfeitamente alinhado numa vaga ao lado de onde o nosso estava. Há marcas de pneu no chão, Kyung saiu como um piloto de corrida daqui. Preto, brilhante, rodas grandes, calotas recém trocadas e janelas perfeitamente limpas, o carro de Namjoon é uma Mercedes Classe GLA tão elegante e linda quanto ele. Ele abre as portas traseiras para que Bora e Hee entrem e em seguida, a do carona para que eu possa ficar ao seu lado. Entra e liga o som do carro para nos acalmar um pouco, talvez. Reconheço Elvis Presley cantar lindamente " You're the Devil in Disguise", Namjoon tem um bom gosto musical. Liga o carro e partimos às ruas de Ilsan, há uma filial da BigHit entertainment aqui.

- Por que acha que o Yoongi saiu cabisbaixo daquela maneira? - não resisto perguntar isto à Namjoon e as meninas também parecem curiosas e atentas a sua resposta.

- Yoongi teve muitos problemas de fobia social, o que agravou o ódio de "fãs" por ele. - ele tensiona os ombros. - Mas o Yoongi não é assim, frio e nem hipócrita. Na verdade, ele é bem sensível para comentários assim. Toda vez que esse assunto vêm à tona, ele se sente culpado e muito mal, isso provoca coisas nele que não sabemos explicar e nem ele. Quando sua amiga falou tudo aquilo para ele, foi como uma facada no coração dele. E não só porque ela disse coisas que ele não é, mas também porque há um sentimento verdadeiro da parte dele por ela. Yoongi não é tão bom com o amor e eu tento ajudá-lo mas, eu não pude controlá-lo em sua raiva de momento. Ele é tão cabeça dura e teimoso...

- Os dois são. - falo lembrando do que a própria Kyung me dizia: "Eu e Yoongi talvez brigaríamos pelo fato de sermos iguais.", estava certa. - Eles são iguais nos defeitos e qualidades.

- Igual você e o Namjoon! Teimosos e geniosos os dois casais. - Hee solta e a repreendo com um olhar vergonhoso.

- Dois casais? - Namjoon pega minha mão e põe sobre sua perna, entrelaçada à sua. - Gostei disso...

- Oi? Amor... Estou em Ilsan ora! - Bora atende o telefone, era seu namorado. - Está tarde por que não foi dormir... - Hee prestava atenção na conversa e eu em Namjoon.

O cabelo estava um pouco desgrenhado e a coloração acobreada começava a dar lugar ao negro de seus fios naturais. Seus olhos, concentrados na estrada, brilhavam e ficavam menores conforme os vidros embaçavam. Sua boca é tão bem delineada e vermelha, queria pousar meus lábios ali, mordo a língua ao pensar nessa deliciosa possibilidade. Do maquisilar, desci meus olhos pelo pescoço e pelo pomo de Adão, como seria se beija-se toda a essa extensão? Um longo arrepio percorre meu corpo todo. Que sensação é essa? Baixo mais um pouco os olhos para seu corpo e, uau, que homem. Braços fortes e com músculos deliciosamente aparentes. A blusa social que estava torneava seu abdômen lindamente bem e sua calça jeans caía de uma maneira muito sexy em seus quadris, o que me fez olhar para aquele lugar. O que estou fazendo? Volto a olhar para seus olhos que me olham de esguelha. Ele olha para trás pelo espelho, Bora e Hee estão em uma chamada de vídeo com os amados, de fones. 

- Gostando da visão daqui de baixo? - ele volta a olhar para a rua e ri. 

- E se estiver? Algum problema? - resolvo ser sarcástica e provocá-lo.

- Um único. - ele leva a mão à minha boca e a acaricia rapidamente voltando a olhar para frente. - Teremos que resolver algo. - ele aponta para baixo e para mim, entendi.

- Não seria nada mal... 

- Você ainda vai me levar à loucura, senhorita Bong. - ele passa a mão pela minha coxa descoberta pela fenda. 

                    ____________

Por todo o prédio procuramos por Chung Ae, ele não estava em parte alguma. Companheiros seus de trabalho informaram não tê-lo visto, ele nem sequer passou pela porta do hall. Subimos ao apartamento com o elevador, Namjoon me encarava com um sorriso maroto nos lábios, o que quer, homem?

Abro a porta do apartamento e me deparo com o fato de já estar destrancada, o que é isso? Pétalas de rosas vermelhas lindas estão espalhadas pelo chão, formando uma pequena trilha por entre os cômodos. Hee e Bora andaram de mãos dadas na minha frente, seguindo a trilha. Encaro Namjoon. Ele nega com a cabeça enquanto diz apenas mexendo os lábios um "não fui eu".

- Ainda não... - ele beija meus cabelos. Estou pasma mas sorrio para ele.

No começo do corredor onde estão os quartos há uma carta. Em seu verso está escrito: "À Hee Mang com amor". A mesma abre o pequeno envelope e lê, apenas observo. Bora vem para trás de Hee e se dirige a mim:

- Está escrito coisas românticas e declarações, ela vai chorar antes de ver o resto. 

Rio baixinho e Hee continua a andar calmamente atrás da trilha de pétalas. Para em frente à seu quarto, a porta se abre lentamente e Joshua está lá dentro segurando uma pequena caixinha de veludo azul. Hee entra e o abraça já aos prantos.

- Hee, você sabe que faz um bom tempo que estamos juntos e estamos muito felizes juntos não é? - ele concorda ainda em seus braços. - Quero te fazer mais um pedido, para confirmar ainda mais nosso amor, você aceitaria passar toda a sua vida ao meu lado, estar comigo na saúde e na doença até que a morte nos separe? Aceitaria se casar comigo?

- Eu... É claro que aceito! Eu te amo, amor. - eles se beijam e trocam as alianças que dentro da caixinha estavam.

Fecho a porta do quarto de Hee imaginando que querem ficar sozinhos sem serem perturbados. Vou até a sala e tiro o celular da cintura da saia. 

- Alô, bom dia. Queria prestar um boletim de ocorrência. - o policial do outro da linha atendeu em apenas dois toques, que bom.

- Bom dia. Sim, pode relatar o ocorrido, estamos fazendo os boletins pelo telefone agora. 

- Meu amigo estava sozinho com um homem suspeito de estupros, aparentemente, conversando. Como estava de acompanhante na visita de uma empresa, ficou na recepção com esse homem. Quando eu e minhas amigas voltamos para buscá-lo e irmos embora, ele simplesmente não estava lá. Procuramos pela empresa e no prédio onde ele vive mas, não encontramos nenhum vestígio dele. - estava com a voz um pouco tremida e esganiçada pela apreensão e medo.

- Primeiramente, vou indicá-la que se acalme, tome um copo de água e não se estresse com isso. Nós estamos aqui para resolver. - Bora me trás um copo de água gelada que tomo apressadamente. - Em qual empresa vocês estavam?

- Na BigHit entertainment, filial de Ilsan.

- Moram em qual apartamento?

- Um apartamento de luxo do centro de Ilsan, o Heatman, número 27, nono andar.

- Vamos entrar em contato com a empresa e investigaremos as imagens das câmeras. Tentaram ligar para o desaparecido?

- Sim, o telefone só caia na caixa postal. 

- Bom, indico que todos os telefones celulares que entraram em contato com o número do desaparecido o bloqueiem. Assim, o sequestrador não poderá fazer ameaças e nem haquear os dispositivos. - Bora manda uma mensagem para Kyung, dizendo que ela deveria bloquear o número de Chung. - Qual o nome da vítima?

- Song Chung Ae. 

- Sabem o do homem que com ele estava?

- O real não mas, é conhecido como Pdog...

- Isso nos ajudará muito na busca.

- Quanto tempo pode demorar para encontrá-lo? 

- Pelo que temos em mãos de pistas que você nos forneceu, uns três dias no mínimo. Mas ele pode aparecer hoje na sua casa ainda, alguns estrupadores largam as vítimas em menos de 24 horas.

- Ficarei atenta, desde já agradeço a atenção e eficiência.

- É nosso dever e obrigação, adeus.

- Adeus. - encerro a chamada.

- Vão demorar para encontrá-lo? - Bora está preocupada, ela gostou muito dele. 

- Três dias no mínimo. - suspiro e ela me abraça.

- Ah, por quê essas coisas acontecem quando tudo está dando certo? - ela pousa a cabeça em meu ombro.

- Não se preocupe, logo ele estará aqui ao nosso lado, sorrindo e brincando. - afago seus cabelos roxos. Namjoon nos observa com empatia. 

- Será mesmo? - confirmo com a cabeça. - Eu... Eu preciso ir ao aeroporto, meu namorado chegará em breve. 

- Vai sozinha? - Namjoon pergunta preocupado. 

- Não, a Hee e o Joshua vão me levar, havíamos combinado. - ela se solta do abraço e segue para o quarto de Hee. - Hee, posso entrar? Não tem nada de estranho acontecendo aí dentro, não é? - faz sua cara maliciosa e Hee abre a porta. 

- Estranha! - ri.

              _______________

Bora, Hee e Joshua saíram rumo ao aeroporto, fiquei sozinha com Namjoon. A presença dele me faz sentir bem mas, ao mesmo tempo, faz-me sentir incomodada. Ver alguém inalcançável tão próximo é, estranho... Ainda mais agora que estou tão frágil e sensível por causa dos últimos acontecimentos. Foi tudo tão rápido... Fazemos parte de uma empresa, Kyung está próxima de Yoongi, Chung foi sequestrado, Hee vai casar...

- Ei... Por quê está chorando? - ele seca uma lágrima que insiste em cair. - No que está pensando, pequena?

- Só nessas coisas que estão acontecendo em tão pouco tempo... Pensei que algumas estariam bem longe e outras, que nem aconteceriam. É tudo muito... Intenso, não sei. 

- Às vezes, a vida prega peças na gente mas, sempre temos alguém para contar e ajudar. - ele acaricia meu joelho com os dedos. - Você tem a mim, as meninas, o Chung...

- Tenho a você? - levanto os olhos e o encaro. - O que quer dizer? Você me conheceu hoje, Namjoon.

- Está errada. Conheço você e as meninas desde o começo do grupo de vocês. - me espanto com o comentário e coloco a mão sobre a boca. - E tem mais, acredita em reencarnação e outras vidas?

- Sim, acredito que tenha uma grande probabilidade de ser real. 

- Então, sinto que a conheço de outra vida, algo intenso assim... - ele coloca para trás da minha orelha uma mexa do meu cabelo. - Tem ideia do que senti quando te vi? - faço que não. - Era como se borboletas estivessem em minha barriga, meu coração bateu mais rápido ao ouvir sua voz na sala de ensaios, senti arrepios percorrerem meu corpo todo, há... Há algo que nos liga, que me faz querer ficar perto de você, algo como um ímã entre nós.- sorrio envergonhada com suas palavras. - E eu quero ver esse sorriso todo dia, ser o motivo dele.

Ele se inclina sobre mim e me beija intensamente mas de maneira casta e delicada.

- Não sabe o quanto esperei para que nossos lábios de tocassem assim... - ele para o beijo e olha para mim, para meus lábios e começa outro beijo. 

Sei que amanhã, quando me recordar de tudo, rirei e acharei que era um sonho. Estou certa que não é sonho, é real. O cheiro e o corpo dele, é tudo real. Conforme o beijo ia se intensificando, ele precionava minha cintura com as mãos. "Céus, como é forte!", puxei as pontas de seus cabelos ouvindo um pequeno gemido rouco em resposta. Afasto nossas bocas com uma pequena mordida em seu lábio inferior.

- Namjoon, eu não... - suspiro. - Tem as suas fãs e...

- Isso é o que quero viver, - segura meus braços com as mãos firmes. - não me importa as opiniões inoportunas de ninguém, é a minha vida. Se você não quiser, eu entendo e não vou te obrigar a nada.

- Eu quero, quero muito. - sorrio com as lembranças de meus 15 anos. Ah como o desejava... - E desde muito tempo.

- Então, Bong Soon, você aceitaria ficar ao meu lado como minha namorada? - lhe abraço e selo nossos lábios docemente.

- Aceito, Kim Namjoon. - ele sorri e acaricia minha perna. - Só que, prefiro deixar isso longe das mídias, é melhor para nós dois.

- Queria gritar para o mundo inteiro ouvir o quanto estou feliz mas parece que o mundo terá que esperar um pouco. - passa a ponta de seu nariz na minha. - Eu te amo, mesmo precipitadamente cedo.

- Também te amo precipitadamente, Kim Namjoon. - é precipitadamente apenas para as pessoas. Para nossos jovens corações, já não era hora. 

Distribuo selares por todo seu rosto e pescoço, o que o faz rir animadamente. O tenho para mim, tenho Kim Namjoon para mim como um namorado! Meu coração dispara com seu toque em minha coxa, ele a aperta com ferocidade. Ele me puxa para seu colo e pousa as mãos em meu rosto.

- Está com fome, amor? - espanto-me com a doçura na maneira de me chamar.

- Muita! - reforço com um ligeiro gesto de cabeça. 

- Quer ir à um restaurante com seu mais novo namorado? - ele levanta meu queixo com delicadeza. 

- Adoraria... Vou só ligar para Bora e Hee. - ele assente e tento sair de seu colo para falar com elas. Impossível, Namjoon não deixa. 

Me esforço para sair de cima dele e ele recusa. Desisto e seleciono o contato de Hee para ligar.

- Alô, Hee? 

- Sim, Bong Bong?

- Sairei com o Namjoon para almoçar, o apartamento estará trancado e a chave, na recepção. Não vou demorar, é só um almoço. - Namjoon ri e dou um tapa fraco em seu braço.

- Entendi mas do que esse bobo está rindo? Ele parece bem próximo do telefone... - ela desconfia de algo que não falarei agora.

- Quando voltarmos eu contarei à vocês, não se preocupe. - ela murmura um "sim" e desligo.

- Trocarei de roupa para irmos, nada de ir até meu quarto me ver trocar. - ele põe as mãos para cima em sinal de inocência. - Eu te conheço...

- Não irei espiar ninguém, está bem? - rio de maneira fofa e vou ao meu quarto.

Preciso tomar um banho rápido também, estou suada. É, é isso que vou fazer, ajuda a relaxar. Ligo a ducha depois de despir-me e entro em baixo da mesma. Ao sair, passo os olhos por mim no espelho. "Você o afeta e tem um corpo lindo, o que impede ele de não lhe querer?", meu inconsciente me convence, sou uma mulher e tanto. Óleos corporais, um pouco de base, blush e batom... Tudo para realçar minha beleza e atraí-lo ainda mais. 

Deixo o banheiro com passos longos e olhos fechados, sinto a brisa que vem de fora. Abro a gaveta do armário e pego o conjunto de lingeries que comprei quando ainda estava no Brasil, são de um azul clarinho. Me viro para  o lado da porta começando à tirar a toalha, porém percebo que Namjoon está sentado em minha cama de pernas abertas, me admirando.

- Namjoon! Disse que não iria espiar! - cubro novamente o corpo com a toalha.

- Não estou espiando, estou olhando e admirando-a. - cruzo os braços em protesto. - Aliás, você tem um corpo muito lindo e torneado, Srta. Bong.

- Agradeço a observação mas, saia. Quero me trocar sem seu olhar pervertido em minha direção. 

- Estou saindo... - ele se retira e visto-me com a lingerie.

Pus um vestido preto de alcinhas acima do joelho e uma sandália baixa com pequenos amarrilhos nos tornozelos, fazia calor novamente em Ilsan. Peguei uma bolsa pequena também na cor preta, e segui até a sala de estar. 

- Sinto vergonha e desleixo de estar ao lado de uma mulher tão linda e elegante. - Namjoon assobia enquanto rodopio e desfilo na sua frente.

- Você está lindo como sempre, amor. Agora... Podemos ir almoçar? - sorrio e ele pega minha mão entrelaçando-a na sua. - Onde vamos?

- Vamos à um restaurante italiano, O' malley Restaurant. - ele me olha ternamente.

- Comida italiana sempre será a melhor opção para mim, senhor Kim Namjoon. - aceno para irmos.


O restaurante é muito aconchegante e elegante, parece ser de descentes de italianos pelo que Namjoon disse. As paredes do local eram feitas de um material que imitava pequenos tijolos de barro, suas mesas de madeira polida marrom e as cadeiras do mesmo material e com o assento em um estofado macio preto, tudo muito casual e chique. Decidimos sentar numa mesa no fundo do restaurante para evitar olhares curiosos.

- Sente-se, senhorita Bong, minha namorada. - puxa a cadeira e parecia orgulhoso.

- Fica orgulhoso de dizer que sou sua namorada, Namjoon? - sento e sorrio de uma maneira boba, encantada com sua maneira de falar.

- Muito, não imagina o quanto... - ele pega minha mão e um garçom se aproxima. - O que vai querer comer, amor?

Passo os olhos pelo cardápio. Quanta coisa deliciosa... Opto pelo mais parecido com o que já esperimentei:

- Como entrada, quero um Carpaccio, para o prato principal, um risoto de brócolis e parmesão. - Namjoon me olha surpreso.

- Aceito o mesmo, parece ser um boa escolha. - ele provoca e arqueia a sobrancelha. O garçom se retira. - Já esteve na Itália?

- Não, amor, meus bisavós são italianos e meu avô já morou lá. Sou apenas descendente, Nam.

- Parece muito segura da culinária italiana então, pensei que fosse. 

- Gosto de comer e experimentar comidas diferentes e únicas, devo saber, não? - ele ri e concorda.

Logo o garçom volta com as entradas tapadas por cloches. Os pratos estão lindamente empratados e sob uma porcelana azul. As cloches são tiradas e o cheiro vem à nós em forma de vapor.

- Aproveitem. Depois que degustarem a entrada, venho com o prato principal. - com uma reverência se retira calmamente o garçom.

- O que acha das entradas, grande apreciadora de pratos finos? - rio com a ironia no tom de voz de Namjoon.

- Estão bem servidas. Infelizmente a quantidade é pouca. - olho triste para o prato e dou uma pequena garfada, não quero levar o prato todo. - Uau... Prove, amor.

- Hum... Este molho, é refrescante. O que deve ter aqui? - ele observa o garfo com carne e um pouco de molho com ar de dúvida.

- Limão, azeite e hortelã, Nam.

- Você é boa nisso, tem um bom paladar, amor. E essa carne? O que é? - parece que estou num jogo de perguntas e respostas.

- Pela maciez, podem ser fatias de filé mignon. - ele me observa maravilhado, olhos brilhando. Solto uma risadinha. - O que foi?

- Você é tão inteligente, tão linda, tão irreal... Sinto vontade de guardá-la para mim. - apoia o rosto nas mãos.

- Tenho certeza de que sou real, Namjoon. Por quê guardar para você se pode mostrar à toda gente que sou sua?

- Tão fofa... - pisca os olhinhos algumas vezes e termina de comer.

- Posso retirar os pratos, senhores? - o garçom tira Namjoon de seus pensamentos, assento e o ajudo a retirar os pratos. - Muito obrigado, madame. - saí com um sorriso nos lábios.

- Admiro o fato de ser tão doce e educada. Isso é raro, sabia? - ele faz carinho em minhas mãos com os polegares.

- Sabia... A humanidade com o passar do tempo fez com que a educação fosse algo admirável e raro. As pessoas se assustam com a educação ou pensam que tem ligação direta com interesse, o que não é verdade. Só faço o que gostaria que fizessem comigo, empatia vem de berço.

- É linda sua forma de pensar e agir, escolhi a pessoa certa para estar ao meu lado. - sorrio de maneira meiga e doce. 

As entradas parecem pesadas nas mãos do jovem e pequeno garçom. Namjoon vai até ele para ajudá-lo antes que ele derrube tudo e perca o emprego. Colocam os pratos à mesa e Namjoon se retira.

- Espere um minuto, amor. Você também. - vira-se ao garçom que fica ao meu lado.

- Não é muito para você? Vi que entrega todos os pratos, praticamente trabalha sozinho. - olho atentamente para ele.

- É muito mas, se não fizer isso, não terei como pagar minhas contas e minha comida. - ele parece atormentado e triste. - Este é o primeiro lugar que aceita um homossexual como eu...

- Desculpe dizer, mas eles não aceitam, eles escravizam. - ele consente levemente e uma lágrima rola pelo seu rosto. - Você não aguenta mais, não é.

- Sim... 

Namjoon volta exaltado para a mesa com o dono do local.

- Volte a trabalhar, inútil, ou vai perder seu emprego. - o dono o olha de soslaio.

- Estou cansado desse lugar, não vou voltar. - ainda de cabeça baixa, o rapaz responde.

- Pare de fazer drama na frente de clientes, sabe muito bem que o aceitei aqui mesmo depois de saber que era gay.

- E faz alguma diferença isso? - Namjoon se pronuncia, minha vontade de comer some. - Vamos, despeça este homem para ver.

- Pois bem, Choi Pete, está demitido, seu gay imundo. - Pete, agora chora com todas suas forças. 

- Pois bem, Choi Pete, - Namjoon imita o tom do dono. - está contratado como segurança pessoal de Bong Soon, minha namorada aqui presente. Se quiser, claro. No caso de não ter experiência, fornecemos os cursos necessários.

- Eu tenho o superior em direito. - o dono parece espantado. - Também tenho experiência como segurança.

- Perfeito para o cargo. Tem um currículo para que eu mostre para meu chefe?

- Tenho um na minha bolsa, vou pegá-lo. - ele enxuga as lágrimas mistas de felicidade e tristeza, indo para os fundos do restaurante.

- Vão contratá-lo? - o dono ri alto. - Patético! 

- Assim que ele voltar, Namjoon, eu quero ir embora. - ele assente. Viro-me para o dono:- A comida é ótima mas, a energia do local é pesadíssima, não posso ficar nem mais um segundo sequer aqui.

- Iremos embora logo, amor, não se preocupe. - Pete volta com papéis nas mãos.

- Aqui está o currículo. Está completo. - ele percebe que peguei a bolsa. - Já estão indo?

- Sim, Pete, e acho que deveria fazer o mesmo. Não nos querem aqui. - refiro-me ao chefe dele. 

- Vou com vocês. - ele parece animado agora. - Se puder, quero entregar o currículo eu mesmo. - ele tira o avental e o coloca em cima da mesa. 

- Bang PD adorará que você entregue, ainda mais que você será uma indicação dessa pequena. Será bem vindo na BigHit. - Namjoon passa as mãos nas minhas costas provocando arrepios involuntários. 

- Serei segurança pessoal de uma idol da BigHit? Uau... - Pete está incrédulo.

Deixamos o restaurante sem pagar, Namjoon se recusou a entregar que seja uma moeda para aquele homem. Meu mais novo segurança, Pete, nos seguia até o carro, vamos levá-lo à empresa para conversar com o CEO. Sento na frente com meu namorado e Pete, como uma criança no banco traseiro. Meu celular toca, é Kyung:

- Alô, sumida. - brinco com ela que ri animadamente. - Parece bem, deu tudo certo com o Yoongi?

- Ah, como deu, Bong Bong! - ela parece leve, até aérea um pouco. 

- O que aconteceu, Soonie? - não resisto suas risadas e rio também.

- Yoongi. Me. Pediu. Em. Namoro. - ouço Yoongi rir e ela faz o mesmo. - Sabe o quanto estou feliz?

- Claro que sei. Sinto o mesmo.

- Como assim? O que aconteceu entre você e Namjoon? - é, ela está aérea. A Kyung não demoraria tanto para entender algo assim. 

- Namjoon. Me. Pediu. Em. Namoro. Também. - imito sua maneira de falar pausadamente. 

- Não posso acreditar! - ela conta à Yoongi que lhe diz que combinaram, ele e Namjoon. 

- Namjoon, amor, você e Yoongi combinaram o pedido? - ele ri marotamente para mim. - Não acredito. Por quê não me disse?

- Era surpresa, e surpresa não se conta. Não até onde sei. - ele dá uma piscada.

- Combinaram, Kyung. - ela ri. Me lembro de contar a novidade. - Me lembrei agora, Kyung. Eu e Namjoon estávamos almoçando no O' malley, um restaurante italiano, quanto um rapaz muito simpático veio nos servir... - sorrio pelo retrovisor para Pete que retribui e conto toda a história a Kyung. - Temos um segurança pessoal agora!

- Uau, estamos ficando ricas mesmo. - sorrio e concordo. "Nem debutamos ainda!", me lembro disso e fico mais animada. - Bong Bong, vou desligar e logo vou para casa, Yoongi me levará daqui um tempinho...

- Use camisinha, eu não quero ter um afilhado tão cedo. - ela me repreende e Yoongi pega o telefone.

- Fique tranquila, usaremos. Tratem de usar também. - enrubesço e Namjoon me olha maliciosamente.

- Tchau, casal. - me despeço e eles desligam rápido. - Pare de me olhar assim, Namjoon!

- Namjoon? - ele parece irritado. 

- Desculpe, quis dizer amor. - ponho as mãos para cima e ele ri.

- Estamos chegando? - Pete pergunta, me esqueci que estava lá.

- Sim, Pete. Desculpe pelo romance. - ele faz um sinal mostrando despreocupação.



Notas Finais


Heathman é um nome fictício para o hotel, ele não existe.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...