História All of Me - Capítulo 28


Escrita por:

Postado
Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Visualizações 102
Palavras 1.950
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É, eu perdi o dia de postagem mais uma vez (não me matem) e estou postando numa quinta (dia que tecnicamente eu não deveria postar), mas como terminei o cap 27 agora, resolvi postar e ver se consigo algo para amanhã. Pelo menos o início eu já tenho...
Boa leitura!

Capítulo 28 - Vinte e sete


   ‎Meu pai achou o caminho para o meu quarto e pouco depois de tê-lo deixado nas mãos da criada que o guiaria até seu próprio quarto, ele bateu à minha porta.

   ‎"Ahn... Pai?", imaginei que ele fosse ficar fazendo os esboços de seus desenhos, coisa que fazia quando não tinha nada que fazer, mas fiquei feliz ao vê-lo ali.

   ‎"Acho que vou precisar de um guia turístico num palácio tão grande como esse.", ele admitiu, me estendendo um braço. Um convite para passear. Aceitei.

   ‎"Prazer, Ava Mitchell. Sua filha, bailarina e guia turística nas horas vagas.", ele riu e fechei a porta do meu quarto antes de sairmos.

   ‎Quando eu tinha voltado ao meu quarto depois da recepção das famílias, Matthew já estava lá, em seu posto. Agora que eu saía, me perguntava se, numa situação normal, onde morassemos na mesma província, talvez sendo vizinhos, se ele não fosse um guarda e eu não fosse uma selecionada, se meu pai o aprovaria. Matthew seria um Três, mas eu sabia que meu pai não levaria sua casta em consideração. Ele te faz bem?, ele perguntaria. O problema é que naquela hora eu não sabia a resposta para aquela pergunta.

   ‎"Vou te mostrar os jardins.", falei, tentando tirar Matthew de minha mente por algum tempo. Meu pai concordou, animado.

   ‎Era estranho vê-lo de terno, mas gostei do resultado. Imaginei oque minha mãe diria se o visse assim, com certeza ia dizer que ele estava um gato e ele ia rir, dizendo que ela é que estava linda.

   ‎"Ela ia gostar de estar aqui.", comentou meu pai, como se lesse meus pensamentos. "Sua mãe, você sabe."

   ‎Concordei, observando as flores perfeitamente cuidadas.

   ‎"Então...", ele pigarreou. Era óbvio que falar dela deixaria ambos tristes e aquela era uma visita alegre. "Como ele é? O príncipe."

   ‎"Como assim?", fingi não entender. Esse também era um dos assuntos que eu queria evitar com meu pai.

   ‎"Ele te trata bem?"

   ‎"Ele é um príncipe, pai, foi treinado para ser um cavalheiro.", falei, como se aquilo respondesse a pergunta.

   ‎"Ava, se você está aqui é porque ele no mínimo simpatizou com você. Mas e você? Simpatizou com ele? Gosta dele?"

   ‎Engoli em seco.

   ‎"Gosto."

   ‎"Fale a verdade, eu seu quando você mente.", suspirei.

   ‎"Ele é o primeiro, pai, eu não sei ao certo se...", era no mínimo estranho dizer isso, e constrangedor, mas meu pai sabia que eu nunca namorara antes. "Se eu estou fazendo a coisa certa... Se eu deveria ter tentado algo antes... É que... E se eu disser que o amo agora? E se eu me precipitar e depois do casamento descobrir que não era lá as mil maravilhas que imaginei? E se eu desistir antes de saber, talvez me arrependa pra sempre. É uma situação única, não pode haver erros..."

   ‎"Querida, nada vai ser um mar de rosas sempre. Nem eu e sua mãe vivemos só os tempos felizes. Nós já brigamos muito, mas eu faria tudo novamente umas mil vezes só pra tê-la aqui por mais um tempinho. Não me arrependo de nada. Eu não quero que você saia tomando decisões malucas agora, mas de um jeito ou de outro você vai ter que arcar com as consequências.", concordei, de repente achando um arbusto de rosas muito interessante.

   ‎"Pai, falando em consequências... Imagine que eu faça algo muito, muito ruim e... Seja rebaixada a Oito. Se eu for presa e nunca mais puder voltar para casa. Você ainda ia me amar?", ele piscou, como se fosse uma pergunta ridícula.

   ‎"Mas é claro que ia!", meu pai me virou para si, obrigando-me a encará-lo. Ele sempre fora baixinho, e agora eu tinha a altura dele. "Ava, eu vou te amar pra sempre. Sendo você uma Oito, Cinco ou Um. Seja princesa ou ambulante, você é minha filha em primeiro lugar.", sorri. Ele beijou minha testa.

   ‎"Obrigada."

   ‎"A seu dispor, princesse.", falou, piscando para mim.

   ‎. . .

   ‎O Salão das Mulheres estava animado e cheio de conversa. A rainha conversava com as mães da meninas com Jean (eu descobrira o nome dela a pouco tempo), a irmã de três meses de Blair, no colo, e todas pareciam animadas.

   ‎Madison, como sempre, se limitara à companhia de Kristen e não conversava com mais ninguém. Observei as irmãs das meninas. Pam, a outra irmã de Blair, era muito parecida, se não idêntica. O mesmo cabelo loiro indo até a cintura, os mesmos olhos grandes e curiosos. Tessa tinha uma irmã cujo nome eu não sabia, mas que compartilhava dos mesmo olhos orientais e pele bronzeada. Ela e a irmã de Blair riam e conversavam com Annabeth. As irmãs de Ruby, todas com apenas um ano de diferença de uma para a outra, fizeram companhia para mim e Leona numa conversa animada.

   ‎"Todas nos inscrevemos, menos Caroline e Úrsula, que são novas demais.", disse Bonnie, um ano mais nova que Ruby.

   ‎"E eu.", lembrou Rayssa, um ano mais velha que a irmã selecionada. "Estou noiva.", ela mostrou um anel meio enferrujado na mão direita.

   ‎"Papai ainda está super triste com você!", lembrou Úrsula, de quatorze anos. "Ele é um Sete!", entendi que ela se referia ao noivo da irmã. Rayssa deu de ombros, sorrindo para o anel enferrujado. Invejei sua certeza, sua paixão decidida. Ela sabia por quem estava apaixonada, só havia ele para ela.

   ‎Me desliguei da conversa por um tempo, mas minha atenção voltou quando a princesa apareceu com as irmãs de Tessa e Blair e todas requisitaram nossa presença para brincar.

   ‎. . .

   ‎Se o dia anterior havia sido somente de risadas, alegria e diversão, a manhã começou preenchida por um grito de pavor.

   ‎Estava descendo para o café da manhã, mas parei em frente à porta do quarto de Blair quando ouvi o grito. Ruby e Leona já estavam lá.

   ‎"Oque houve?", perguntei, preocupada para Ruby. Ela deu de ombros.

   ‎" Blair, podemos entrar?", Leona falou. Ficamos sem resposta por um tempo. "Sou eu, a Ava e a Ruby!"

   ‎"Não entrem!", soou a voz de Blair de dentro do quarto. Ela parecia aflita. "Ah, meu Deus! Como isso aconteceu?!"

   ‎"Eu juro que não fiz isso, senhorita!", falou a voz de uma criada. Eu e as meninas nos entreolhamos.

   ‎"Blair, oque houve? Você está bem?", perguntei. Sem resposta.

   ‎"Nós vamos entrar se você não contar oque houve!", gritou Ruby, batendo o pé.

   ‎Nem dez segundos se passaram direito até que Blair abrisse a porta. A cena foi no mínimo... Interessante. A coitada estava de roupão, segurando duas mechas do cabelo e com o rosto molhado e vermelho. Parecia que alguém passara creme em seu cabelo e esquecera de tirar.

   ‎Uma de suas criadas estava atrás dela com... Tufos do cabelo de Blair nas mãos?

   ‎"Ahn...", Leona ia começar a falar, mas a menina em prantos a cortou.

   ‎"Me ajudem!"

   ‎Entramos no quarto e encontramos as duas outras criadas de Blair no banheiro. Tão apavoradas quanto a primeira.

   ‎"Explica direito oque houve, querida.", disse Ruby, abraçando Blair, que chorava em alto e bom tom.

   ‎"E-eu f-fui tomar b-banho e Naomi passou sh-shampoo em mim e... Aconteceu isso!"

   ‎"Eu juro que não fiz nada!", disse a criada com o cabelo nas mãos.

   ‎Reparei que Blair não tinha soltado as mechas do cabelo e que por mais que tentasse, sua criada não conseguia tirar os fios das mãos.

   ‎"Parece cola!", outra criada disse, nervosa.

   ‎"Mas está fazendo eu perder meu cabelo!", queixou-se Blair. Ruby passou a mão nas mechas loiras da mais nova e alguns fios saíram em sua mão. Pelas costas de Blair, ela nos olhou preocupada.

   ‎"Uhn... Blair, meu amor, você sempre usou esse shampoo ou é novo?"

   ‎"É o mesmo!", ela gemeu.

   ‎"Hum... Posso ver?"

   ‎Uma das criadas correu e pegou o frasco do shampoo. Parecia o mesmo que eu usava, mas o cheiro estava tão forte que antes que a criada chegasse perto de mim eu já estava sentindo. O frasco passou de mão em mão, mas ninguém soube dizer oque tinha dentro daquilo, porque shampoo não era.

   ‎"Blair, vem cá.", Ruby a levou até a frente da penteadeira e a sentou na cadeira.

   ‎Com uma escova, ela tentou desembaraçar o cabelo da loira, mas só conseguiu arrancar mais fios.

   ‎"Ai!"

   ‎"Eh... Acho que vamos ter que cortar seu cabelo..."

   ‎Blair virou a cabeça rápido, olhando apavorada para Ruby.

   ‎"Não. Isso não! Você pode fazer oque quiser, mas não corta o meu cabelo!"

   ‎"Prefere continuar assim e ver quanto tempo demora pro seu cabelo cair todo? Dou um dia, no máximo.", Blair choramingou.

   ‎"Então corta, mas..."

   ‎"Relaxa! Eu que cortava o cabelo das minhas irmãs, vai ficar tudo bem.", isso não deixou Blair mais confortável. "Vamos lavar e tentar tirar o máximo do que quer que seja isso."

   ‎Seguimos para o banheiro, onde Ruby começou a tirar o produto do cabelo de Blair enquanto as criadas foram buscar uma tesoura.

   ‎Eu e Leona assistimos, apreensivas, enquanto o cabelo de Blair, que antes ia até sua cintura, chegava aos seus ombros, depois até o queixo, e então ficou tão curto que não seria possível fazer penteado algum.

   ‎Leona correu na caixa de jóias de Blair e pegou um colar que, passado sob sua cabeça, serviu como uma tiara enfeitada com cristais.

   ‎"Ele vai crescer de novo, não é?", Blair falou, receosa.

   ‎"Vai sim, isso foi só pra tirar a parte danificada do seu cabelo. Relaxa que daqui a pouco você vai poder balançar seu cabelo ao vento. Agora anda, vamos levar a maior bronca das nossas vidas assim que virmos a Silvia."

   ‎Blair se virou, tendo a primeira visão de si mesma com o cabelo curto.

   ‎"Eu não vou dizer que não gostei...", ela passou a mão nos fios. "Mas está bem diferente..."

   ‎Esperamos no corredor enquanto ela se trocava e então fomos as quatro para a sala de jantar.

   ‎As famílias nos olharam, surpresas. A irmã de Blair colocou a mão na boca, com o susto de ver a mais velha daquele jeito. Phillip franziu o cenho, curioso com a cena.

   ‎Aparentemente todos já tinham começado a comer. Percebi que, ao invés de uma mesa para as selecionadas, todas tinham se sentado com suas famílias. Me sentei ao lado de Oliver e comecei a comer em silêncio.

   ‎"Oque houve?", perguntou meu pai. Visto que todas as outras famílias conversavam, não tinha problema falar.

   ‎"Problemas de menina, pai, deixa pra lá."

   ‎Ele concordou e sorriu.

   ‎"Sentimos sua falta lá em casa. Oliver vive reclamando que não sei cozinhar."

   ‎"É mesmo! Você foi castigado com a comida do papai, não é?", Oliver fez biquinho e concordou. Não pude evitar e caí na risada, sendo acompanhada por meu pai e meu irmão.

   ‎"Ora, não é tão ruim assim..."

   ‎"É sim, pai, para com isso.", disse Olly, aproveitando o bolo que havia no prato à sua frente.

   ‎. . .

   ‎Tirando os acontecimentos da segunda-feira, a visita das famílias das meninas foi calma e alegre. Sem grandes acontecimentos, foi como passar uns dias em casa com meu pai e Olly, tirando as roupas elegantes, a comida chique e... Bem, o fato de que estávamos em um castelo.

   ‎A despedida na quinta-feira foi chorosa e repleta de pedidos de cartas. Foi permitido às famílias que levassem consigo as roupas que usaram durante sua estadia no palácio e ver Oliver entrar no carro que o levaria para o aeroporto vestido como um pequeno principezinho foi cômico.

   ‎"Lembre-se, princesse, estou do seu lado pro que der e vier.", meu pai sussurrou enquanto o abraçava uma última vez. "E lembre também que você não é obrigada a carregar um fardo maior do que oque pode aguentar."

   ‎O olhei, inquisitiva, mas ele somente piscou e entrou no carro. Me deixando confusa.


Notas Finais


Não quis demorar muito com as famílias no castelo porque eu tô doida pra mostrar oque acontece depois. Uma das meninas vai embora e o Phillip vai sumir (huahuahua). Logo logo chega o Natal e esse sim é um cap que eu quero muitooo escrever (acho que vocês vão gostar do dia 24, mas do dia 25... Uhn... Veremos).
Beijos com gosto de Matthew Stewart (só porque eu queria que ele tivesse uma participação maior nesse cap mas não deu ;-;) e tchau!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...