História All Of Me - Capítulo 1


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Denver, Helsinque, Mãe da Raquel, Mônica Gaztambide, Nairobi, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Tags La Casa De Papel, Raquel Murillo, Romance, Sérgio Marquina
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Palavras 2.379
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS


Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá❤

aleatoriamente, numa madrugada dessas da vida, eu acabei fazendo essa oneshot KKKKKK a ideia surgiu e eu só escrevi

enfim, espero que gostem! boa leitura <3 (desculpa por qualquer erro)

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction All Of Me - Capítulo 1 - Capítulo Único

Palawan - Filipinas


8 anos se passaram desde o fim do assalto. 8 anos que Sérgio e Raquel estavam juntos. Paula estava com 16 anos, e Salva, filho que o professor e a ex inspetora tiveram, estava com oito. Mariví estava bem, apesar da idade, agora muito mais avançada, o Alzheimer era controlado e não trazia problemas tão graves para a família. Eram felizes, mesmo com os problemas que todas as famílias têm.

- Salva, eu já falei que estou ocupada! Para de me encher o saco, droga! - Paula esbravejou em seu quarto, tentando se livrar de seu irmão que só a estava atrapalhando em seus afazeres.

- Você é uma chata! - ele gritou como resposta.

- Então o que tá fazendo no meu quarto? Sai agora! - a garota gritou de volta.

- Ei ei ei, o que está acontecendo aqui? - Sérgio disse, surgindo na porta do quarto.

- Seu filho é insuportável! 

- Cala a boca, você que é! - o menor disse mostrando a língua para sua irmã.

- Isso não é jeito de se tratarem, vocês são irmãos! Peçam desculpas agora... ou querem que eu chame a Raquel? - disse apenas para amedrontá-los, pois Raquel havia saído com Mariví.

- Não! - responderam em coro. Dos dois adultos, Raquel era a mais brava. Pediram desculpas um ao outro.

- Salva, mais tarde Paula brinca com você, ok? - Sérgio perguntou e o garoto assentiu enquanto Paula revirava os olhos - Mas agora preciso falar com vocês sobre uma coisa muito importante.

- O que, pai? - Paula questionou. Há muito tempo havia se acostumado com a figura paterna que Sérgio representava. Então o tratava como tal, pois era como ela considerava, já que nunca mais ouviu falar de Alberto, seu pai biológico.

- Bom, amanhã faz exatamente 8 anos desde que eu e a mãe de vocês estamos juntos. Quero fazer algo especial pra ela, mas tem que ser surpresa. Topam me ajudar? 

- Claro! - Paula e Salva responderam, animados com a ideia. 


Sérgio e Raquel estavam um pouco distantes nos últimos dias. O professor aproveitou para botar em prática o que planejava, assim a ex-inspetora ficaria ainda mais surpresa. Com o distanciamento dos dois, ela nunca desconfiaria de nada, poderia até achar que ele havia esquecido da data. Mas Sérgio nunca seria capaz de esquecer tal coisa. Nunca esqueceria o dia em que sua vida mudou completamente. E para melhor, muito melhor.


[...] Raquel entrou em casa, juntamente de Mariví, carregando as sacolas do supermercado. As duas guardaram tudo. A casa estava em silêncio. Raquel estranhou. Geralmente ouviria os gritos de Paula e Salva brigando. Depois de guardar as compras, Mariví foi tomar banho e Raquel subiu para o seu quarto. Ao chegar lá, encontrou o marido, mas o mesmo parecia estar apressado.


- Oi am... - Raquel começou, mas foi interrompida pelo mesmo.

- Raquel, estou de saída. 

- Para onde vai?

- Tenho algumas coisas para resolver. Tchau! - disse passando por ela, sem nem lhe dar um beijo.


A ex-inspetora suspirou. Há muitos dias que estavam distantes. Depois de todos esses anos, Raquel sentiu algo que há tempos não sentia: medo. Medo de perder seu casamento. Ainda amava Sérgio com todas as forças e com a mesma intensidade de sempre. Mas será que ele sentia o mesmo? Ela se questionou, passando as mãos pelo cabelo. Ele, pelo menos, se lembrava do aniversário de casamento, que era logo no dia seguinte? Ela bufou. Muito tempo se passou, ela não podia culpá-lo caso o mesmo não a amasse mais, mesmo que a possibilidade destruísse cada pedaço de seu coração. Sentia saudades dele, mesmo morando na mesma casa. Seria possível ele ter uma... amante? Não não não, Sérgio não seria capaz de fazer isso com ela. Ou seria? Raquel saiu do quarto, tentando esquecer aquelas inseguranças. Passou no quarto de Paula para vê-la. Ela conversava animadamente com... Salva? Que? Conversavam sobre a surpresa de Sérgio, coisa que ela não podia sequer sonhar.


A conversa logo acabou com a chegada da ex-inspetora, o que não passou despercebido por ela.


- Atrapalho alguma coisa?

- Oi mãe! - Salva disse correndo para abraçá-la.

- Não era nada demais. - Paula disse.

- Hm, sei... Vocês não me enganam, mocinhos. Mas pelo menos sei que é coisa boa, pra vocês estarem assim, conversando animadamente. Sem brigas ou gritos. É um milagre! - todos riram.


A noite foi chegando. Mariví estava na cozinha preparando a janta. Paula estava arrumando a mesa e Salva no sofá, jogando videogame. Sérgio ainda não havia chegado.


- Salva, pausa aí esse jogo e vai lavar as mãos para jantar. - disse Raquel, descendo as escadas. Ao notar a ausência do professor, continuou - Sérgio ainda não chegou?

- Não, filha. - Mariví respondeu.


Raquel suspirou, tensa e aflita. Não queria voltar a pensar naquela história de amante. Mas Sérgio saiu a tarde e ainda não tinha voltado e ela não sabia o que pensar.


[...] Os 4 jantaram sem a companhia de Sérgio. Raquel lavou a louça com a ajuda de Paula. Durante a atividade, a mais nova percebeu a mãe estranhamente quieta, parecia aflita.


- Mãe, está tudo bem? Você tá estranha.

- Sim, meu amor. Eu tô ótima. - Raquel mentiu, dando um pequeno sorriso.

- Não precisa mentir pra mim, Raquel Murillo. Anda, me conta. Nós nunca escondemos nada uma da outra. - a mais velha suspirou, sabendo que a filha tinha razão.

- É o seu pai. Faz um tempo que nós estamos meio... distantes, sabe? Ele tá estranho, parece me esconder alguma coisa. Tenho medo de perder nosso casamento, medo de... Não sei... E se ele acordou e se cansou dessa vida e de mim? - seus olhos marejaram - Ele pode ter... conhecido outra pessoa...

- Ei, mãe, calma! Não diga isso. Papai nunca trairia você, nunca! E eu tenho certeza de que as coisas vão se acertar, sei que ele ainda te ama. Não pense nessas coisas ruins. - respondeu e abraçou a mãe. Odiava vê-la assim, mas não podia contar a verdade.


Terminaram de lavar a louça e Paula foi dormir. Raquel foi para o quarto, tomou banho, mas não conseguiu pregar os olhos. Alguns minutos após ter se deitado, ela ouve passos e a porta foi aberta, revelando Sérgio.


- Onde você tava? - ela perguntou, sentindo o medo e a insegurança lhe invadirem novamente.

- Já disse antes, estava resolvendo coisas.

- Eu quero saber onde você estava, porra! - Raquel respondeu, tentando controlar o tom da voz.

- Para com isso, Raquel! Eu estava na casa de um amigo. Pronto!

- Ah, é? - disse, debochando - E o que caralhos você estava fazendo na casa desse tal amigo o dia inteiro? 

- Resolvendo coisas. É só isso que tenho a dizer. - finalizou e foi ao banheiro para tomar banho.


Ela suspirou, sentindo um misto de raiva e tristeza. Enquanto ouvia o barulho da água do banheiro caindo, também podia sentir suas próprias lágrimas caindo. Raquel sabia que Sérgio estava mentindo. Não queria mais falar com ele, pelo menos não naquele momento. Virou para o canto, ainda chorando silenciosamente, e pegou no sono. Sérgio saiu do banho, e a viu de costas, e, notando a respiração tranquila de sua amada, constatou que estava dormindo. Deu a volta na cama para ver seu rosto, e sentiu um aperto no coração ao notar algumas lágrimas quase secas no rosto de Raquel. As limpou e deu um leve beijo nos lábios da mesma. Em seguida, se deitou e dormiu.


[...] Raquel acordou com os raios solares iluminando todo o quarto. Sérgio não estava na cama. A ex inspetora foi ao banheiro e fez tudo o que precisava fazer, depois desceu as escadas, encontrando todos arrumados como se fossem para uma festa de gala.


- Bom dia... Por que estão vestidos assim? E por que todas as janelas estão fechadas?

- Vamos almoçar fora e... Bem, as janelas... O sol tá muito forte. Isso, muito forte! E tem insetos entrando.

- Ah, mas... - Raquel tentou dizer mas Paula a interrompeu.

- Vamos, não podemos nos atrasar. Vou te ajudar a se arrumar, mãe. - disse e levou a mãe para o quarto de novo.

- Pra que tudo isso, se só vamos almoçar? - disse enquanto via Paula pegar algo no guarda-roupa.

- É um restaurante chique, mãe. Toma, vista isso. E antes que pergunte, comprei esse vestido pra você. Achei a sua cara!


Se tratava de um lindo vestido branco, longo, com algumas rendas nas costas. Não era bufante, mas era espetacular. Tinha algumas pedrinhas brilhantes por toda a saia do vestido. 


- Você está linda, mãe!

- Concordo, mas ainda acho que é muito exagero. Preciso colocar salto pra ir almoçar?


Paula revirou os olhos e foi fazer a maquiagem e o cabelo da mãe. Se orgulho do resultado, se Raquel já era uma mulher linda, agora estava mais ainda. Desceram as escadas, mas Salva e Mariví não estavam mais lá. "Devem estar lá fora nos esperando." Paula justificou.

Assim que abriram a porta, uma música começou a tocar. All Of Me, do John Legend. Como moravam de frente para a praia, a primeira coisa que Raquel viu foi a mesma. Pétalas espalhadas pela areia. Algumas cadeiras com pessoas sentadas, olhando para Raquel. Ali estavam: Tóquio, Denver, Mônica com Agustín, Helsinque, Nairóbi, e alguns amigos de Paula, Salva, Mariví e também amigos do casal. Por fim, um enorme tapete vermelho que levava até Sérgio, que estava com um elegante terno. Ele estava com um enorme sorriso e, atrás dele, estava Rio para celebrar a cerimônia.


Os olhos de Raquel marejaram, seu coração bateu forte. Não acreditou no que estava acontecendo. Salva surgiu ao seu lado e lhe entregou um lindo buquê. Mariví acompanhou a filha até onde Sérgio estava. Todos estavam embalados pela música que registrava todo o momento. Raquel estava tentando manter o equilíbrio enquanto andava, suas pernas tremiam e os saltos não ajudavam. Não conseguia deixar de sorrir.


- Você é louco. - disse rindo, quando chegou até ele. Entregou o buquê a sua mãe.

- Você é perfeita. - respondeu, sorrindo.


Rio começou a cerimônia, falando todas as coisas que se falavam em casamentos. Até que chegou a tão esperada pergunta.


- Sérgio Marquina, você aceita, pela segunda vez, casar-se com Raquel Murillo?

- Sim! 

- Raquel Murillo, você aceita, pela segunda vez, casar-se com Sérgio Marquina?

- Com certeza, sim. - sorriu.


Paula e Salva vinham trazendo as alianças. Eram novas e muito mais bonitas do que a que Sérgio e Raquel usavam. Após a troca de alianças, e de Rio dizer "Agora pode beijar a noiva", eles deram um beijo apaixonado, recebendo aplausos e assobios.


- Raquel, meu amor - Sérgio começou, pegando o microfone - Quero te agradecer por esses oito anos que, sem sombra de dúvidas, foram os melhores anos da minha vida. Você me deu a família mais perfeita que um homem pode ter - disse e sorriu para a sogra e os filhos - Mas, mais do que isso, quero agradecer por ter estado comigo nos altos e baixos. Você é uma mulher incrível. Te amo com todas as minhas forças. Aliás, tudo de mim ama tudo em você. Você trouxe cor a minha vida, me ensinou a amar e me ensinou o que era o amor. Amo cada detalhe seu, cada curva do seu corpo, amo seu jeito, sua personalidade. Amo cada perfeita imperfeição, amo sua risada. Ah, seu sorriso... Eu amo ver o seu sorriso, amo ouvir a sua risada. E eu sempre farei de tudo para manter esse sorriso lindo no seu rosto. Eu te amo muito, meu amor. E te amarei até o último dia de minha vida. Você é o meu começo e o meu fim, Raquel Murillo.


Raquel estava emocionada, tentava segurar as lágrimas, mas era uma tarefa impossível. Todos ao redor deles também estavam emocionados.


- Sérgio... - também pegou um microfone - Olha o que fez comigo, além de borrar minha maquiagem, me deixou sem palavras - disse e todos riram, inclusive ele - Você não sabe o susto que me deu, com esse distanciamento que estava acontecendo entre nós. Achei que tinha perdido nosso casamento, que tinha te perdido. E foi uma das piores coisas que senti na vida. Você se tornou parte de mim, e eu já não consigo me imaginar sem você. Você me conquistou, Sérgio Marquina. Não sei que macumba é essa, mas sou completamente louca por você - todos riram novamente - Você me conquistou, com todas as suas qualidades e defeitos. Me conquistou com o tic no óculos que faz quando está nervoso - riu - Me conquistou com seu jeito tímido, mas ao mesmo tempo atrevido. Cada detalhe seu me conquistou, e eu amo tudo em você. Você... - suspirou - apareceu na minha vida e voltou a trazer sentido e cor à ela. Me fez ver o mundo com outros olhos, fez eu me sentir feliz, amada, completa. Nunca fui tão feliz na minha vida como fui nesses 8 anos com você. Quero passar o resto da minha vida ao seu lado. Te amo muito, Sérgio Marquina.


E assim, se beijaram novamente, mostrando todo o amor que tinham dentro de si.


[...] Depois da festa, todos foram embora. Paula, Salva e Mariví caíram em suas camas e dormiram, estavam exaustos. Raquel e Sérgio foram para o quarto deles.


- Obrigada por hoje. Foi incrível! Não esperava nada disso, achei que tinha esquecido. - Raquel disse enquanto tirava os saltos.

- Eu jamais esqueceria do aniversário do melhor dia da minha vida, Raquel.


Ela sorriu para ele e o puxou para um beijo calmo, que logo foi intensificado e se tornou um beijo cheio de desejo. Tiraram as roupas um do outro, trilharam beijos por aqueles corpos que tanto conheciam. Fizeram amor, sentiram o corpo um do outro, mataram a saudades que vinha os consumindo há dias. Se amaram com calma, porém intensamente.


- Eu te amo, professor. - Raquel disse depois de ter chegado ao ápice. Agora estava aconchegada nele.

- Eu também te amo, inspetora Murillo. - respondeu, fazendo carinho nela.


E assim, pegaram no sono, tendo a certeza de que sempre se amariam e de que, não importa o que acontecesse, o amor que sentiam sempre prevaleceria e sempre estaria vivo dentro de cada um.


Notas Finais


e aí, o que acharam?


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