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História All Of The Stars - Larry Stylinson. - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi amores. boa leitura!

Capítulo 1 - Carro.


Fanfic / Fanfiction All Of The Stars - Larry Stylinson. - Capítulo 1 - Carro.

L O U I S  T O M L I N S O N


Você percebe que a vida é um borrão de memórias assim que tudo acaba e você começa a ver todas as coisas boas e ruins como se fosse apenas um filme ruim com péssimos atores; mas é quando isso acontece que passamos a valorizar ainda mais o que tínhamos e acabamos perdendo.

Uma vez o universo tirou a coisa mais importante para mim: as chances que eu tinha de viver uma vida normal. Parece clichê e provavelmente é, mas qual é a graça de viver uma vida onde você não pode ser você mesmo e fazer o que você quiser?

Minha mãe fala que eu perco muito do meu tempo culpando o universo e xingando a todos os seres sagrados existentes (não que eu estivesse realmente errado em fazer isso). Tudo isso começou a mais ou menos duas semanas atrás, quando minha mãe e eu notamos que algo de estranho estava acontecendo comigo e me deixando cada dia mais desesperado.

No primeiro tempo livre que conseguimos juntos ela me arrastou para o hospital, já que eu não estava obtendo nenhuma melhora ao decorrer dos dias. E foi aí que minha vida caiu na verdadeira desgraça. Eu fui diagnosticado com Leucemia Mielogênica Aguda, de forma mais carinhosa: LMA. Uma doença causada pelas minhas células mieloides* que interferem na produção normal dos meus glóbulos branco e vermelho* e de plaquetas* - e como brinde, ela progride rapidamente.

Me disseram que eu havia tido sorte, que a doença ainda estava no seu estágio inicial e que bom, eu poderia me curar logo (quer dizer, caso eu tivesse sorte de achar um doador). Isso deveria ter me deixando, no mínimo, aliviado... mas não deixou. Lembro-me perfeitamente de ter chegado em meu apartamento e ter me jogado no sofá enquanto chorava ao som de Lana Del Rey - e só Deus sabe o quão vergonhosa era essa cena, mas quem se importava, eu estou destruído de qualquer forma. Eu poderia morrer a qualquer momento e esse pensamento me deixava trêmulo e angustiado.

Minha vida estava correndo conforme o planejado por mim, e isso me motivava para caralho. Fazia pouco mais de seis meses que eu havia me formado em jornalismo e conseguido o meu primeiro emprego decente. Ganhava dinheiro suficiente para deixar a casa de meus pais e viver uma vida apenas minha no centro de Londres. Saia com meus amigos todos os finais de semana e chegava apenas de madrugada (as vezes não lembrava nem meu nome e sempre acabava perdendo perdendo minha carteira no banco traseiro do carro de Zayn).

Minha vida estava tranquila e sendo muito, muito bem vivida.

Mas nada nunca é bom por muito tempo, e aqui estou eu, sentado no banco traseiro do carro da minha mãe que dirigia - quase - cem por cento concentrada na rua. O carro grande cabia sete pessoas, ou seja, cabia eu e meus irmãos e desta mesma forma ainda ficava fodidamente apertado e abafado.

Ou eu apenas estava me tornando um velho ranzinza com uma doença incurável.

No banco ao lado de mamãe estava Lottie, que cantarolava alegremente uma canção do Shawn Mendes - tivemos uma longa discussão sobre o som, eu estava a ponto de joelhar-me e implorar para que me deixassem escutar Arctic Monkeys, eu não obtive sucesso. Nos bancos do meio estava Phoebe em uma ponta e Daisy na outra, elas brigavan ferozmente por nosso grupo no whatsapp. E ao meu lado esquerdo Ernest admirava os carros passando pela janela, e ao lado direito Félicité dormia tranquilamente em meu ombro enquanto Doris - que estava sentada em seu colo - jogava em meu celular.

Muitas crianças em um carro minúsculo. Certo, mamãe estava certa em um ponto, eu estava envelhecendo e ficando cada dia mais insuportável. Mais eu prefiro jogar a culpa em minha doença, afinal, é por causa dela que eu estou nesse carro agora. Mamãe estava me levando para a quimioterapia a qual eu era obrigado a fazer, para manter meu câncer estável. Para me manter vivo tempo o suficiente para arranjarem um doador totalmente compatível e fazerem a tal transplante alogênico* (seguindo as pesquisas que eu havia feito ontem anoite, essa era o transplante mais seguro para se fazer em alguém com LMA).

Assim que Jay parou o carro enfrente ao prédio aonde eu faria minha quimioterapia, eu suspirei. Atraindo o olhar de todas as minhas irmãs - tirando Fizzy que babava em minha camisa - que me olharam de forma brilhante, talvez tentando compartilhar das esperanças delas.

A verdade era que todas elas estavam verdadeiramente preocupadas, embora tentassem não demonstrar. Mamãe era a que estava mais vulnerável nessa fase, ela sempre me dizia palavras bonitas e cheias de amor e quando eu pensava que ninguém estava vendo, ela se desarmava e chorava em seu quarto. Rezando a Deus para que ele me curasse.

E aquilo partia ainda mais meu coração.

Fazendo o meu melhor coloquei um sorriso calmo nos lábios e acordei Fizzy, que ficaria como minha acompanhante hoje. Mamãe levaria os outros para um passeio, queria distrai-los um pouco e ela estava mais que certa sobre isso. Meus irmãos não precisavam gastar suas energias pensando no irmão que estava entre a vida e a morte.

Menos Fizzy.

Ela causou uma pequena guerra em casa, suplicando para que eu deixasse ela vir comigo. Suas palavras foram: "Louis, larga de ser cabeça dura e me deixe te acompanhar. Enquanto você tiver a mim você nao precisará enfrentar o infermo sozinho! Estaria com você a cada passo e se for para falhar, então que falhemos juntos!".

Eu a abracei forte naquele momento, e me permiti chorar em seus curtos braços. Ela tem apenas dezoito anos e as vezes age como uma mulher de vinte e três e é isso o que deixava todos sempre encantados.

- Mãe, ligo para senhora assim que acabar por aqui, ok? - Falei baixinho, o suficiente para que ela me escutasse e assentisse.

- Fique bem meu filho, Fizzy vai cuidar de você para mim certo?

- Sim, mamãe. - Ela concordou, massageando suas têmporas e abrindo a porta em seguida. - Tchau!

- Tchau, meus amores. - Ela acenou e logo o carro deu partida.

Olhei para a minha irmã e ela abriu em seus lábios um enorme e gentil sorriso, me abracando lateralmente e começando a caminhar comigo para dentro do estabelecimento. É antes de realmente entrarmos meu celular vibrou, me fazendo puxa-lo de meu bolso traseiro e desbloquea-lo. Duas mensagens do nosso grupo de irmãos.

Daisy: Louuu, estamos pensando em você! Por favor, melhore logo... okay? Eu e a Phoebe amamos você.


Lottie: Siiim, Boo. Vamos te dar todo o nosso apoio, mais tarde nos vemos para o jantar, viu! Beijinhos para você. Te amo.


Minhas irmãs poderiam extremamente irritantes as vezes, mas eu as amo e receber tamanho carinho delas é o suficiente para me mostrar que eu tenho motivos pelos quais eu devo lutar.



Notas Finais


Nada melhor do que lançar uma fanfic bombástica e deixar vocês se mordendo de ansiedade HAHAHA.

oi não se esqueçam de olhar minhas outras fics também!

E vamos de aulinha com a titia Sarah:

• Células Mieloides: ela é um tecido conjutivo responsável pela produção das hemácias, leucócitos e plaquetas.

• Glóbulos Brancos/Leucócitos: produzida na medula óssea e responsável pela limpeza de células mortas e restos de tecidos (ela é quem ataca os organismos estranhos/invasores do nosso corpo, são tipo os nossos protetores).

• Glóbulos Vermelhos: são responsáveis pelo transporte de oxigênio para os tecidos e órgãos do nosso corpo.

• Plaquetas/Trombócitos: são responsáveis pela cicatrização de feridas e reparação de vasos sanguíneos (elas não são células completas).

• Transplante de medula óssea (alogênico): Quando a medula óssea vem de um doador 100% compatível.

(talvez tenhamos outras aulinhas durante a fic)


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