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História All Over Again - Capítulo 8


Escrita por: , Bakubaby___456 e lob10


Capítulo 8 - Some Memories.


Fanfic / Fanfiction All Over Again - Capítulo 8 - Some Memories.

 Pov Bakugou

Me sento no gigante sofá que se encontra naquela sala, esperando a boa vontade do Kirishima de me contar o que está acontecendo e de onde esse desgraçado me conhece. Não sei pra que todo esse teatrinho, aliás, se ele fosse tão importante e íntimo assim de mim, eu me lembraria, não é?

Estou realmente ficando curioso sobre o que ele vai fazer, ele só vai me contar não é? Então por que eu desmaiaria? Isso está tão confuso e suspeito que eu não consigo colocar meus pensamentos em ordem.

Logo sou tirado dos meus desvaneios ao sentir uma mão gélida se encostar levemente sobre a parte de trás do meu pescoço, deduzo que seja Kirishima de pé atrás de mim, que me encontro sentado no sofá. Ele passa suas unhas (que estranhamente parecem estar maiores e mais afiadas do que estavam antes) sobre a minha nuca, me causando alguns arrepios e calafrios.

—Bakugou... Então... Como posso começar... Vou ser direto. Bom, por favor não se assuste ao me ver agora, ok? Eu não vou te matar nem nada, apenas relaxe.

Que merda ele tá falando? Como assim "não se assuste" e "eu não vou te matar"? Ele está com uma faca atrás de mim por acaso?

—Tá bom, só vai logo porra! Já tô ficando sem paciência.

—Ok...


Ele logo dá a volta pelo sofá, fica parado na minha frente e...

...

QUE PORRA É ESSA!?

Eu só posso estar ficando louco. Sim, com certeza eu estou louco, não tem outra explicação.

Eu tenho certeza que a minha expressão se mudou totalmente agora, e eu estava extasiado demais para raciocianar qual reação o meu rosto esboçava. O Kirishima estava com dois fucking chifres vermelhos quase marrons na cabeça, seus olhos possuíam um novo tom de vermelho, que me lembravam fogo e sangue, e eu poderia jurar que se as luzes do local fossem apagadas, seus olhos ainda brilharíam, como chamas, ele também havia um sorriso ainda mais afiado, (se é que isso pudesse ser possível) sua cicatriz em seu olho direito, que antes era apenas uma cicatriz comum, agora possuía um tom de vermelho vívido.

Inacreditável

Foi a única palavra que eu consegui raciocinar nesse momento insano.

Ele estava com um sorriso extremamente diabólico no rosto, o que além de assustador era... Estranhamente viciante. Por algum motivo eu não conseguia desviar meu olhar de seu rosto, principalmente de seu sorriso e olhos. Viciante. Muito viciante.

  —Kirishima.— disse em um tom completamente vazio. Eu não era capaz de expressar nenhuma reação naquele momento, nem mesmo no meu tom de voz.

—S-sim?— ele diz levemente assustado. Irônico. Era para eu estar assim, mas eu não consigo.

—Chegue mais perto.


Ele não questiona e somente faz. Não, eu não sei o que eu estou fazendo, nem o que estou prestes a fazer. Meu corpo não está usando a minha mente para agir, ele está fazendo tudo por conta própria, o que me deixa ansioso. Eu não tenho mais controle sobre ele, nesse momento eu apenas observo o que o meu corpo está prestes a fazer, em completo desespero. Eu estou em desespero total.

—Se sente do meu lado.— digo em um tom firme.

—M-mas-

—Kirishima, se sente do meu lado. Agora.


Ele logo faz o que eu digo novamente. Ele está claramente nervoso, sem nenhum motivo aparente. Talvez seja por conta do meu tom de voz frio, que não demonstre nenhum desespero levando em conta o que eu acabei de ver, ou então simplesmente pela minha reação inusitada dadas as situações.

Até eu estou com medo de mim mesmo e do que eu possa fazer. Não o julgo por estar igual. Nesse momento estou completamente imprevisível, até para mim.

Com ele sentado ao meu lado, acaricio seu rosto levemente, observando cada detalhe de sua face extremamente peculiar. Ele é... Interessante...

—Quem é você?— digo ainda acariciando seu rosto, o mesmo permanece com sua expressão nervosa e fortemente corada, que aos poucos vai se mudando para uma espantada.

—O-o que? V-você se esqueceu? Como assim? Eijirou Kirish-

—Não! Não assim. Eu sei sua identidade, agora me diz, quem é você?


Ele esboça um sorriso fraco, fecha os olhos e suspira, em movimentos leves e calmos. Sua expressão agora parece estranhamente aliviada.

—Sou alguém que te ama.



E eu desmaiei.



*Estava andando normalmente em um lugar que não consigo reconhecer, juntamente com quem aparentemente era Todoroki, apesar do mesmo se parecer um pouco mais jovem, ainda sim inconfundível com sua cicatriz, olhos heterocromáticos e cabelos bicolores. Alguém com aquele mesmo estereótipo não existiria.

Continuamos andando até que paramos em frente a uma grande mansão, na qual eu tive uma idéia.

—Oe, meio-a-meio, que tal um desafio, hum? Você ta me devendo uma por aquela vez que te salvei de ter seu pescoço cortado em meio a praça pública. Imagina se te vissem espionando o quarto da princesa? Não ia ser nada legal né seu pavê pervertido do caralho.

—Tanto faz, desde que eu não corra risco de ser morto ou algo do tipo.— essa frieza dele me impressiona um pouco de vez em quando.

—Tsc. Claro que não, desgraçado. Pelo menos acho que não.— digo com um sorriso levemente malicioso.

—O que tem em mente Bakugou?— perguntou com uma expressão pouco curiosa.

—Eh? Nada de mais, apenas entre naquela casa e saia de lá com alguma coisa em mãos. Simples.

—Tá bom então.— eu realmente não esperava por isso.

Eu havia ficado levemente confuso por ele realmente ter aceitado. Quando a minha ficha havia caído e eu estava prestes a dizer algo, ele já estava pulando a janela para entrar na mansão.

Fudeu.

Ele ia fazer merda, com certeza. Ele só faz merda. Eu só faço merda. No fundo eu sabia que ele iria realmente realizar o desafio, então por que eu ainda desafiei?

Eu tenho que tentar resolver isso, mas já não é tarde demais? Não importa, é só eu chegar perto da janela e tentar chamar a atenção dele, ele não poderia ter ido tão longe ainda. Tenho que fazer isso logo, antes que isso cause mais problemas ainda.

Vou me aproximando da janela em passos rápidos. Aquela parte de lado da casa era meio escura, então acredito que ninguém tenha nos visto entrando na mesma, além de a rua ser pouco movimentada e apresentar um baixo número de casas.

Quando estou prestes a chegar perto o suficiente da janela para conseguir chamar o Todoroki, me sinto ser levemente observado. Olho para os lados atentamente, afim de encontrar alguém que possa estar nos espionando, pois isso realmente geraria grandes problemas. Não encontro nada nem ninguém, então decido deixar isso de lado e continuar a andar em direção a janela, em passos leves, lentos e agora cada vez mais atentos.

Um passo. Nada...

Dois passos. Nada...

Três passos. Nada...

Quatro passos. Nad-

Espera...

Paro rapidamente de andar ao sentir uma presença estranha atrás de mim. Definitivamente não era algo nada normal.

Viro para trás lentamente, o coração martelando o peito, as mãos suadas e frias, a respiração ausente no momento, o corpo travado, apenas as pernas se movem para possibilitar que eu me vire, em movimentos tão lentos que chegam a ser quase que inexistentes.

Quando menos percebo já estou completamente virado para trás, de frente a uma criatura com um sorriso completamente aberto e demoníaco, olhos brilhantes como luzes, cabelos espetados e chifres levemente curvados. Travei completamente.

—Acha bonito entrar dessa forma na casa dos outros?— ele diz ainda com seu sorriso perturbador aberto.


          —... E-eu-

—Veio ajudar o seu amigo? Hum? Entenda a diferença: ele pode entrar, é o destino dele, você não pode.

—O-o que?

—Me diga... Qual é o seu nome?

—B-Bakugou. Katsuki Bakugou...

—Bem, Bakugou, eu vou ser bonzinho e não vou te matar, mas só se você ficar de boquinha fechada sobre o que viu aqui e agora. Temos um acordo?

—S-sim.

—Ótimo! Então agora você vai voltar para aquela rua, como se nada tivesse acontecido, e esperar o seu amiguinho voltar. E talvez... Só talvez... A gente se encontre em outra situação, já que vocês dois parecem ser bem amigos...

—Ok. — disse rápido quase correndo daquele lugar. O que foi isso?


~~~~~~~×~~~~~~×~~~~~~×~~~~~



Suki... SUKI!— escuto Kirishima aparentemente tentado me acordar.

—QUE MERDA FOI ESSA!? VOCÊ... Você...— vou abaixando o tom de voz conforme o susto vai se esvaindo, e tentando colocar os pensamentos em seuus lugares, algo que não obteve sucesso.

—Sim, eu. Agora se acalme, já tá tudo bem, ok? Respira...— ele diz com suas mãos dos dois lados do meu rosto, com um tom de voz calmo.

—... O quê aconteceu?

—Ér... Você desmaiou...

—É, eu sei. Mas o que... Aconteceu lá...

—V-você se lembrou?...

—E-eu não sei. Eu estava em uma mansão, e eu desafiei o Todoroki a entrar nela, depois eu fui junto... E... E-e...

—E... Eu apareci? Foi isso?

—Sim. Acho que sim... Mas como que... O que...

—É, eu sei, está confuso. Eu vou explicar, e depois disso você provavelmente vai se lembrar de bem... T-tudo...— ele diz isso mais nervoso do que eu. Não estou entendendo mais nada do que está acontecendo aqui.

—Isso é estranho, como isso aconteceu? Eu não me lembro de ter te conhecido, e nem daquela casa, e eu não morava em um lugar igual aquele quando eu era mais novo, e-

—BAKUGOU!

—Tsc. Desculpa. Começa logo a falar, vai.

—Eu não vou falar nada. Eu vou mostrar.

—Mostrar? Mostrar o quê?

Ele logo tampa a minha boca com a sua mão e da um longo suspiro, o que me deixa levemente irritado.

Ele vai tirando sua mão de minha boca calmamente, e em um movimento rápido ele se senta no meu colo, deixando nossos rostos a centímetros de distância. Seus movimentos foram tão rápidos que não tive nem tempo de pensar no que estava acontecendo e manifestar algo.

Ele vira meu rosto em sua direção e olha bem no fundo dos meus olhos, fazendo eu me perder nessa troca de olhares que duraram segundos, mas pareciam horas. Nesse momento eu tive a certeza de que seus olhos possuíam chamas, vermelhas como sangue. Eles eram extremamente viciantes.

Toda mínima distância entre nós é quebrada por ele, que junta nossos lábios de uma maneira rápida, e segura minha nuca fortemente, como se fosse para eu não me distanciar.

  

Que porra tá acontecendo?


























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