História All That Matters - Capítulo 38


Escrita por:

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Bad Boy, Fama
Visualizações 534
Palavras 5.463
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, amores <3

Capítulo 38 - That's My Girl


As mãos de Justin passeavam com avidez pelo meu corpo, explorando cada pedacinho de mim com a combinação perfeita de urgência e ternura. Aquilo estava me excitando de uma forma inexplicável, pois eu nunca havia passado por essa experiência antes. De todos os garotos que beijei, Justin está sendo o primeiro a ultrapassar os limites. Não que os outros não tenham tentado, mas com o Bieber eu me permito. Confio cegamente o meu corpo a ele, quero que ele faça comigo coisas delirantes e isso me assusta. Sinto um fogo nascer entre as minhas pernas e se espalhar ferozmente pelo o meu corpo, foge do controle. Isso o que estou sentindo parece ter vida própria e sinto medo de tudo o que é mais forte que eu.

- Para – pedi ofegante com os meus lábios entre os dele, que imediatamente tirou sua língua quente de dentro da minha boca, respeitando o meu pedido.

Ele saiu bruscamente de cima de mim, sentando-se em cima da cama ao mesmo tempo em que ajeitava o topete, ele ofegava bastante assim como eu, ambos tentando normalizar a respiração após esse recente episódio.

Para ser sincera, a minha vontade era de continuar o que começamos e ir até o fim, me sinto pronta para perder minha virgindade com Justin, na verdade, me sinto mais do que pronta, e só não me permiti ir as vias de fato, pois sinto medo. Não de transar em si, mas sim da minha certeza, eu nunca tive tanta convicção com um garoto quanto estou tento com Justin e isso me apavora, os meus sentimentos por ele tomaram proporções gigantescas, eu nunca imaginaria que pudesse chegar a esse ponto com alguém. Quando o vi pela primeira vez naquela boate senti vontade de dar-lhe uns beijos e só, não imaginei que eu pudesse nutrir sentimentos tão fortes que fossem fugir tanto do meu controle.

- Me desculpe – ele pediu após recuperar o fôlego.

- Não! – apressei-me ao dizer enquanto sentava na cama e descia o meu vestido, tampando minhas pernas – Eu também quis – admiti já sentindo minhas bochechas corarem. Ele sorriu de canto com a minha resposta e virou o rosto. Suas bochechas também estavam coradas, mas não de vergonha e sim do calor proporcionado pelo nosso beijo.

Permanecemos em silêncio por algum tempo, normalmente me sinto muito a vontade perto de Justin, afinal, ele é o meu melhor amigo, mas agora em especial, cada segundo calada está sendo muito desconcertante. Ele fitava um ponto fixo na parede do seu quarto de hotel sem realmente ver enquanto eu ajeitava o meu cabelo, que ele tinha bagunçado no meio de toda aquela pegação.

Assim que terminei de me ajeitar, fiquei olhando seu rosto de perfil. Justin era lindo, não tinha como negar, mas daquele ângulo ele ficava um absurdo, minha intimidade latejava só de observar, o que me fez cruzar as pernas com força, como se aquele ato fosse me acalmar.

- E então? – ele finalmente quebrou o silêncio, sua voz ainda estava rouca de desejo, o que me desmontou. Tentei manter a postura.

- O que? - rebati tentando manter o tom mais estável possível.

- Acho que tivemos um grave problema na nossa aposta, não acha? - ele sorriu sem mostrar os dentes, um ato doce e inocente, mas seus olhos transbordavam de malícia num delicioso contraste.

- É verdade – eu olhei bem nos seus olhos. Suas íris estavam se transformando em ouro derretido enquanto suas pupilas brilhavam em admiração. Aquilo me deixou desconcertada e em resposta desviei o olhar para as minhas próprias mãos – O trato era vazar o vídeo só se você falasse com a Selena no intervalo de um mês e o vídeo acabou sendo vazado antes – tive que me concentrar muito para continuar com o raciocínio.

- Não por culpa sua – ele complementou.

- Não por culpa minha – confirmei, dessa vez voltando a olhar para ele, que sorriu ao fitar o azul dos meus olhos – E agora, o que a gente faz? - pigarreei sutilmente ao perceber que minha voz havia saído rouca. Ele riu de canto.

- O Scooter vai falar um monte para mim, não é justo que só eu saia dessa história prejudicado, hum? - indagou sem desviar os olhos de mim, o que fez com que meus lábios se repuxassem sensualmente pelos cantos.

- Você tem razão, também tenho que pagar por isso. Não fui eu quem vazei o vídeo, mas faço parte da aposta e, na lei da amizade, onde um se ferra, dois se fodem – ele ergueu as sobrancelhas, surpreso.

- Que lei é essa? - indagou divertido, o climão que havia se instaurado anteriormente por causa do beijo já estava se dissipando, dando lugar a nossa costumeira relação de companheirismo.

- Uma que meu irmão e eu inventamos quando ainda frequentávamos o colégio – expliquei enquanto balançava a mão em desdém, o que o fez abrir um sorriso enorme, mostrando sua fileira perfeita de dentes brancos.

Meu coração se acelerou.

- Ainda é estranho te ouvir xingar – comentou fazendo-me dar de ombros.

- Esse não está sendo um dia de muito normal – justifiquei.

- Tem razão.

Ficamos em silêncio por mais alguns instantes, mas não permiti que estendêssemos o momento por tempo suficiente para que ficasse, novamente, constrangedor.

- E como você acha que devo pagar? - retomei o assunto e isso fez com que ele me analisasse dos pés à cabeça.

Corei violentamente.

Após parar os olhos, mais uma vez, nos meus, Justin deu de ombros como se a solução fosse simples.

- Bom, como eu paguei a aposta mesmo sem ter perdido, nada mais justo do que você fazer o mesmo, não acha? - uni as sobrancelhas em confusão, mas antes que eu pudesse perguntar alguma coisa ele continuou – Já que os meus vídeos foram vazados, você poderia sair para beber comigo no sábado, afinal, você perdeu a aposta de qualquer jeito – ele riu – Tem que pagar.

Nesse momento senti meu estômago gelar e tive que engolir a seco para checar se, depois daquela, ainda tinha me restado sistema digestivo.

- Você tem razão, é justo – foi só o que consegui responder enquanto um novo tipo de medo começava a se manifestar no meu sistema nervoso.

Em resposta, Justin riu vitorioso.

- Até sábado então! – exclamou com entusiasmo enquanto eu sentia o meu rosto ficar branco –Eu não estou te expulsando, ok? - ele tentou se explicar – É que já estamos nos preparativos final do álbum e da turnê, estamos trabalhando nisso o dia todo – disse, referindo-se a si próprio e a sua equipe.

- Não, não! Tudo bem! Eu já estava de saída mesmo – respondi já me levantando. Ele fez o mesmo.

- Te acompanho até a saída – disse, mesmo não sendo necessário. Em resposta apenas sorri, simpática.

Nós caminhamos lado a lado até a porta, que ele abriu para mim. Atravessei a mesma e o encarei. Não sabia como me despedir; eu deveria dar-lhe um beijo no rosto ou apertar sua mão? Fiquei parada e confusa sem saber o que fazer até que felizmente Justin me puxou para um abraço. Mais uma vez senti seus músculos sem camisa, ele estava quente e isso fez com que meu coração se acelerasse. Em resposta, desfiz o nosso abraço, abri um último sorriso doce e então praticamente corri até o elevador.

Ufa!

Que belo início de manhã!

Assim que desci para o térreo, acenei uma despedida para a recepcionista e fui até o meu carro. Meus pensamentos ainda estavam desorganizados, de modo que não consegui nem pensar direito no que havia acontecido enquanto eu dirigia de volta para casa, ao invés disso me mantive no modo automático enquanto prestava atenção no trânsito.

Quando me dei conta, já estava em casa.

Após descer do veículo, tranquei o mesmo, atravessei o jardim e entrei. Assim que pus os pés na sala, deparei-me com meu irmão cumprimentando minha mãe com um abraço de bom dia, o que deixou o meu coração quentinho. Eu os amava demais.

- Olá, meus amores! – exclamei, anunciando minha presença.

- Eita, que bom humor é esse? Onde você estava? - indagou Phill enquanto soltava a mamãe para me encarar.

- Não te interessa, otário – foi o que respondi, e isso fez com que ele me mostrasse o dedo do meio.

- Olha como fala com o seu irmão, Paris – mamãe ralhou.

- Só comigo que a senhora briga, né? - reclamei fazendo-a revirar os olhos.

- Vocês nunca crescem – comentou enquanto balançava negativamente a cabeça, o que nos fez rir – E então? Vamos tomar café da manhã? - chamou.

- Não... – Phill foi o primeiro a responder, ele ainda estava com a bermuda do pijama e o cabelo bagunçado – Vou querer que leve bastante comida lá para o quarto da Paris, preciso passar um tempo com minha irmã – disse e então me lembrei do episódio de ontem, onde a Nancy o tratou daquela forma horrenda.

Só de pensar nisso meu coração diminuiu de tamanho e eu senti uma imensa vontade de chorar, ele havia passado a noite inteira se lamentando no meu colo, tanto que eu nem dormi e por isso eu amaldiçoo essa garota pelo resto da sua vida medíocre. Essa cadela se mostrava ser um doce de pessoa enquanto namorava com o Phill e agora o faz sofrer desse jeito...

Antes que minha garganta se fechasse ainda mais, voltei a caminhar, dessa vez em direção as escadas, planejando chegar ao meu quarto.

- A gente se encontra lá então – disse a Phill ao passar por ele e pela mamãe.

- Tá – respondeu e me puxou para que pudesse me dar um beijo na testa antes que eu começasse a subir as escadas.

Cumprimentei Brian e Tristan com um xingamento, eles estavam prostrados bem na porta do meu quarto, o que estava dificultando um pouco a entrada. Assim que consegui passar por aqueles dois, que agora mais pareciam irmãos mais velhos do que guarda-costas, tirei meu vestido e fui procurar algo um pouco mais confortável para usar.

Após cobrir-me com shorts de malha e uma blusa leve, de alcinhas, prendi meu cabelo no alto da cabeça e me joguei na minha confortável cama. Não sei se foi porque não dormi, mas meu colchão nunca esteve tão macio com todas aquelas cobertas. Acho que depois do café da manhã, um cochilo seria ideal.

- Irmãzinha? - chamou Phill ao abrir a porta com uma mão enquanto com a outra ele segurava uma bandeja.

- Pode vir – falei e assim ele o fez após bater a porta atrás de si.

Phill pousou a bandeja na cama a minha frente e sentou-se do outro lado enquanto tirava a tampa, revelando um verdadeiro manjar. Havia pães, pedaços de bolo com cobertura de chocolate, salada de frutas, vitamina, café, leite, waffle e ovos com bacon. O cheiro estava maravilhoso e eu não fazia ideia do tanto estava com fome até a minha barriga começar a roncar com aquela visão dos deuses.

- E aí, como você está? - ele perguntou enquanto eu pegava um pedaço de bolo, pronta para morder.

- Eu que te pergunto! – rebati e logo em seguida comi aquela gostosura. Em resposta, Phill deu de ombros.

- Acho que ontem já desabafei mais do que eu deveria, agora eu só quero me distrair – respondeu enquanto bebia um gole de café expresso – Aliás, o Chaz me mandou mensagens essa manhã perguntando de você, aconteceu alguma coisa? - revirei os olhos.

- Nós terminamos – fui direta e isso fez com que ele arregalasse os olhos.

- Acho que só você terminou, pois nas mensagens ele deu a entender que ainda continua namorando – a minha primeira reação foi unir as sobrancelhas, logo em seguida, após terminar de comer o pedaço de bolo, mordisquei a pontinha de um pão com queijo.

- Era só o que me faltava – eu disse de boca cheia. Phill ergueu as sobrancelhas enquanto mexia no seu prato de ovos com bacon – Acho que não deu tempo de terminarmos a conversa de ontem e agora ele quer colocar os pingos nos is, presumo – continuei após engolir a comida.

- Pode ser – foi só o que meu irmão respondeu.

Antes de dar continuidade na conversa, peguei o meu celular, abri a conversa com Chaz e mandei uma mensagem.

Paris: me encontre hoje a noite na esquina da minha casa de baixo da laranjeira.

Após apertar o botão de enviar, joguei o celular longe e voltei minha total atenção para a comida e meu irmão, que estava concentrado demais no seu café para manter uma conversa. Aproveitei sua distração para encher bem minha barriga e assim que terminamos de comer, eu me deitei e ele começou a conversar. Eu mais ouvia e respondia com meias palavras, pois estava com sono demais para articular uma frase completa e coerente, ele estava falando sobre sua vida amorosa e eu juro que queria ouvir e apoiar meu irmão, mas houve um momento que meus olhos ficaram pesados demais, impossível de manter-los abertos por muito tempo e, sendo assim, eu dormi.

Tive um sono pesado e sem sonhos. Graças a Deus consegui descansar tudo o que antes eu ainda não havia descansado, tanto que quando acordei, tomei um susto.

Ao abrir os olhos demorei alguns segundos para assimilar onde estava. O sol já havia se posto dando lugar á lua que naquela noite estava cheia, eu via isso pela janela do meu quarto que vivia aberta. Com cuidado, me sentei na cama e olhei ao redor. Meu irmão já não estava mais no quarto.

Após chegar a conclusão de que eu havia dormido o dia todo, peguei meu celular com o intuito de olhar as horas e tomei um susto ao ver que já eram onze e meia da noite. Eu havia perdido completamente a noção do tempo, achava que ainda era cedo, tipo, umas sete, não imaginava que já fosse tão tarde.

Logo em seguida comecei a mexer no meu aparelho para checar as notificações, não havia nenhuma mensagem de Justin, de certo ele devia estar no estúdio trabalhando muito, mas em compensação haviam muitas chamadas perdidas do Chaz.

Droga! Eu havia combinado de me encontrar com ele agora a noite, já era quase de madrugada e eu ainda não tinha dado sinal de vida.

Paris: Onde você está?

Paris: Desculpa o sumiço

Paris: Nos encontramos no lugar marcado à meia noite, ok?

Enviei para ele as mensagens, mas não precisei esperar nem dois minutos pela resposta.

Chaz: Combinado

Logo em seguida levantei da cama e fiquei um pouco tonta pela rapidez com que o fiz. Permaneci parada esperando que minha visão turva voltasse ao normal e assim que me recuperei, caminhei até o closet.

Estava frio e por isso, vesti uma calça jeans. Pus a primeira blusa que encontrei pela frente e, por cima, vesti uma jaqueta de couro preta fechando o zíper até o fim. Após calçar um all-star, soltei meu cabelo e os penteei com os dedos, eles desceram lisos e um pouco rebeldes pelas minhas costas; o espelho mostrava que eu estava bonita, mas meu rosto denunciava o meu sono, sendo assim, fui até o banheiro.

Após escovar os dentes, lavei o rosto e até que isso melhorou um pouco o meu aspecto. Se eu quisesse ficar perfeita, poderia passar maquiagem, mas eu meio que senti um pouco de preguiça e vi que estava sem tempo, sendo assim, fui até a janela.

Odeio sair assim de casa, adicione isso ao fato de que não suporto altura, mas infelizmente a essa hora esse é o único jeito que tenho de sair de casa. Tentei não pensar muito e pulei logo da janela para o galho da macieira. Minhas pernas começaram a tremer, mas decidi seguir o conselho de Justin, eu quase conseguia escutar a voz dele sussurrando ao meu ouvido ‘’vai com medo mesmo, não pensa’’ e assim eu o fiz.

Quando vi, já estava em terra firme.

Ao constatar isso, não consegui conter meu sorriso de orgulho, mas não me demorei muito me gabando e caminhei logo até a esquina. Não estava tão frio, mas o vento era forte o suficiente para que eu enfiasse minhas mãos no bolso da jaqueta. Apressei um pouco o passo por causa do horário, ainda mais porque não havia quase ninguém na rua a essa hora, mas felizmente Chaz já estava parado debaixo da laranjeira e eu nem havia me demorado na curta caminhada.

Desacelerei um pouco o passo quando vi sua silhueta na sombra que as folhas dos galhos faziam para a luz do poste, ele vestia um conjunto de moletom e tênis. Estava impecável como sempre, mas seu rosto encontrava-se sério demais, nem parecia o menino alegre, simpático e doce com o qual estou acostumada.

Nossa relação, tanto amorosa, tanto quanto de amizade, estava passando por tempos difíceis.

Fiz uma careta quando parei a poucos centímetros da arvore a sua frente, me arrependi de ter chegado ao nosso destino tão rápido.

Permanecemos em silencio, não nos cumprimentamos.

O único som era o do vento roçando na nossa pele e bagunçando os meus cabelos assim como bagunçava as folhas das árvores. Os pneus dos carros deslizavam pela pista que havia há poucos metros de nós e apesar desses ruídos preencherem o momento, a falta de dialogo entre estava se tornando esmagadora. Insuportável.

Me peguei pensando no dia que nos conhecemos naquele mesmo quarto de hotel que estive com Justin mais cedo, e me perguntei como chegamos a esse ponto. Todas as nossas ações nos trouxeram até aqui; isso inclui as minhas e as dele. Digo com convicção que algumas do Justin também.

Todos nós queremos um culpado, queremos alguém em quem jogar a responsabilidade de toda aquela merda, afinal, ninguém quer ter que dividir o peso de, possivelmente, destruir três amizades ao mesmo tempo, mas a verdade, a dura realidade, é que nós três nos colocamos nessa situação e precisamos ser adultos para admitirmos nossos erros infantis, a propósito, esse é o primeiro passo para amadurecer, não?

- E então? - ele perguntou, finalmente quebrando o silêncio.

- O que? - rebati como uma reação de reflexo, meio que na defensiva, mas como eu não queria que a conversa tomasse rumos muito duros, tentei baixar um pouco a guarda e relaxei meus ombros – Desculpe – pedi e soltei um longo suspiro de alívio.

Em resposta, Chaz apertou os lábios até que os mesmos formassem uma linha fina e então me puxou para um abraço, que eu retribuí. Era bom receber seu carinho, acho que nesse momento, estar dentro um do outro era exatamente do que precisávamos.

Ficamos assim por um momento até que ele depositou um beijo no topo da minha cabeça e nos afastou, fazendo com que ficássemos cara a cara.

Gelei com o seu olhar e senti meu coração se acelerar.

Era agora.

- Precisamos continuar aquela conversa de ontem, você não acha? - ele disse fazendo com que eu desse de ombros.

- Achei que eu tivesse sido clara – ele ergueu as sobrancelhas, um pouco surpreso com a minha resposta – Chaz... – pronunciei seu nome mais como um pedido fazendo com que ele cerrasse os dentes e olhasse para o lado – Desde o início, no fundo, nós dois sabíamos que não daria certo – fui extremamente sincera com ele, era o que ambos merecíamos depois de tanto tempo numa relação pisando em ovos – Esses últimos dias tem sido extremamente estressantes para nós dois e o relacionamento tem dado mais dor de cabeça do que alegrias e eu já tenho problemas demais em casa para ter que consertar algo que ainda está sendo construído... – dei uma pausa para escolher um pouco melhor as palavras e nesse momento ele voltou a olhar para mim – Eu tentei mais de uma vez fazer com que as coisas dessem certo com você em respeito a nós, em respeito à nossa história – dei ênfase nas últimas três palavras – Nesse processo eu acabei machucando muito uma pessoa que eu realmente amo – disparei fazendo com que ele engolisse a seco, Chaz sabia que eu estava me referindo a Justin – E eu fiz isso, pois não queria magoar você! Eu preferia mil vezes me magoar e sair destruída dessa história toda do que magoar qualquer um de vocês dois, mas nada deu certo, tudo foi um desastre! – a essa altura as emoções meio que estavam começando a tomar conta de mim e minha voz, a cada palavra, ia subindo um tom. Chaz mantinha as sobrancelhas unidas enquanto eu parecia um tanto quanto exasperada.

- Eu entendo você, confesso também que forcei um pouco a situação sendo que já havia percebido que você não gostava tanto assim de mim... – ele ia continuar, mas deixou a frase no ar. Olhou para o lado, tentou respirar algumas vezes com mais calma, claramente tomado pela emoção e então voltou a me olhar – Pelo menos não tanto quanto você gosta dele – continuou pegando-me de surpresa quando eu esperava que ele deixasse no ar.

- Não... – respondi de imediato, na defensiva. Chaz sorriu sem humor.

- Paris, está escrito na sua testa – ele olhou bem nos meus olhos enquanto eu lutava para tentar meu coração dentro do peito e minhas lágrimas nos olhos – Você o ama – Ouvir aquilo da boca de outra pessoa me desmontou inteira e eu tive que fazer muito esforço para que minhas pernas, já bambas, não vacilassem.

Bufei, soltando uma longa lufada de ar enquanto olhava ao redor em busca de fôlego. De repente, o vento gelado já não era mais o suficiente. Havia um vulcão em erupção dentro de mim, minhas bochechas estavam queimando de tanto calor, mas não ousei tirar a jaqueta, nem mesmo as mãos de dentro do bolso eu desenfiei.

- E então... – ele continuou quando não fui capaz de responder e isso fez com que eu virasse o pescoço, voltando a olhar em seus olhos – Conseguiu se acertar com ele? - perguntou e eu nem precisei raciocinar muito para perceber que estava falando de Justin.

- Sim – foi só o que respondi.

Ele sorriu com tristeza, o que me dilacerou.

Mordi o lábio inferior e olhei para baixo.

- Agora só falta se acertar comigo –ele continuou fazendo com que eu levantasse os olhos para os seus, dessa vez sem realmente entender – Eu não quero desistir da nossa relação, Paris! – sua exclamação saiu mais como um pedido exasperado quando ele viu minhas sobrancelhas unidas – Sei que tentamos uma ou duas vezes, mas o que custa uma terceira? - eu abri a boca para responder, mas fui interrompida antes que qualquer som escapasse por entre os meus lábios – A última! A última e então, se não der certo, eu mesmo te deixo livre – disse e eu nunca o vi tão desesperado e ao mesmo tempo tão sério. Não consegui responder – Podemos sair só nós dois, sei lá, passear? Que tal hoje?! – ele olhou para o seu relógio de pulso, claramente animado. Assim como eu, Chaz havia virado uma verdadeira bagunça de emoções, a diferença era que comigo acontecia tudo internamente – Já passou da meia noite, não passou? Então hoje mais tarde podemos passear, jantar em algum restaurante, sei lá... Fazer coisas de namorados?

- Chaz...

- Paris, por favor – suplicou e eu consegui sentir a dor que emanava de seus olhos – Por favor – agora ele estava sussurrando. A sombra da laranjeira nos abraçava, mas ainda assim eu conseguia enxergar as lágrimas cintilando nos seus olhos através da escuridão – Eu estou apaixonado – senti algo despencar do meu estômago e me deixar para sempre.

Uma bile subiu na minha garganta, minhas bochechas queimaram e eu senti que iria desabar a qualquer momento, mas tentei evitar enquanto olhava para todos os lados, menos para o, agora, meu ex. Demorei alguns segundos encarando um ponto fixo ao meu lado direito até que finalmente consegui expulsar a vontade de chorar, sendo capaz, assim, de raciocinar.

Voltei a encará-lo assim que articulei algo decente e vi que Chaz, felizmente, também havia se recuperado.

- Esse sábado não dá – pigarreei quando minha voz saiu mais baixa e pesada que o normal.

- Por que?

- Vou sair com o Justin – foi difícil ter que dizer aquilo e claramente foi pior para ele ter que ouvir, mas era a verdade.

- Então desmarca – disse, simples assim.

- Não posso – respondi no mesmo tom o que fez sorrir de escárnio. Pude sentir o clima entre nós dando uma leve mudada, indo de triste para sarcástico.

- E posso saber o motivo? - hesitei um pouco, mas por fim, achei melhor dizer a verdade.

- Preciso cumprir a aposta que, por sua causa, perdi – ele cerrou os dentes.

- E o que você vai fazer esse sábado com ele para pagar a aposta? - indagou com a voz perigosamente mais baixa que o normal, pela sua expressão ele já parecia estar esperando pelo pior.

- Nada demais – torci os lábios em desdém – Apenas beber com ele – respondi e isso fez com que Chaz afastasse um pouco o rosto, os olhos arregalados, como se tivesse acabado de levar um tapa.

Aliás, a julgar pela sua expressão, creio que um tapa teria doído menos.

- Beber? Eu nunca vi você sequer bebendo e hoje vai sair para beber com ele? - Chaz estava incrédulo – Eu já perdi a conta de quantas vezes implorei para que você bebesse pelo menos uma latinha de cerveja comigo e agora você vai sair hoje para fazer isso com ele? - Chaz riu sem acreditar – Que raios de aposta foi essa? - eu não respondi, estava vergada pelo peso da vergonha – Agora não é mais uma questão amorosa, Paris – ele continuou depois de um curto momento de silencio, Chaz agora parecia agir como se estivesse raciocinando, sua postura havia mudado, ele estava mais ereto, seu nariz mais empinado e seus olhos passeando por todos os lados, atento a qualquer movimentação na rua quase deserta – É uma questão de amizade! Apesar de tudo eu me considero importante na sua vida... Ou estou errado?

- Não! – apressei-me ao dizer – É claro que você é importante, você é um dos meus melhores amigos e eu te valorizo muito, por favor, não leve isso a mal! Justin e eu entramos nessa aposta muito antes de você e eu começarmos a namorar – ele ergueu as sobrancelhas e logo depois se afastou de mim um passo, parecendo pensar nas minhas palavras.

- Tudo bem – disse por fim – Cumpra sua aposta e saia para beber com ele, só te peço para que, em nome do nosso namoro que ainda pode ser salvo, não faça isso hoje. Deixe para o sábado que vem e tire esse fim de semana para mim... Para nós – uni as sobrancelhas não gostando muito da ideia.

- Mas sábado que vem é a sua festa em comemoração a sua entrada para o time profissional do Yankees – o lembrei, pois parecia realmente que ele havia esquecido – Sem contar que semana que vem vai ficar muito perto do Justin lançar o álbum, ele vai estar ocupado e quando ele entrar em turnê vai ser quase impossível arrumar algum espaço na sua agenda e... – em algum momento da minha fala, Chaz enfiou a mão no bolso de trás da sua calça, pegou seu celular e começou a digitar algo no aparelho e quando ele o guardou de volta na sua calça, algum lugar dentro do meu sutiã apitou fazendo que eu interrompesse minha fala e enfiasse a mão nos meus seios, tirando de lá o meu celular que indicava nas notificações uma nova mensagem.

Imediatamente desbloqueei a tela e fui ver o que era, como a conversa veio do grupo Pornochanchada, nem dei muita importância, mas assim que li a mensagem que Chaz havia mandado, minha cabeça começou a explodir.

Chaz: Gente, acabei de mudar a data da minha festa, ao invés de ser no sábado que vem, vai ser hoje, nesse sábado. Todos de acordo?

Enquanto o meu coração se acelerava de raiva, o pessoal começava a responder.

Za: Mas é claro

Za: Eu topo tudo

Twist: Vai dar tempo de chamar todas as gatinhas?

Atifa: ???

Desviei os olhos do celular diretamente para Chaz. Eu não estava acreditando que ele havia feito isso, é sério mesmo que ele queria me forçar a passar o dia com ele sendo que eu já estava dizendo que não iria desmarcar um compromisso com o Justin que eu já havia marcado há um mês?!

De verdade, eu realmente não acredito que ele havia passado por cima de mim.

Não... Ele não havia me desrespeitado dessa forma.

- Como é que você quer que um relacionamento assim dê certo? - vociferei entre dentes lutando para manter o tom de voz numa altura aceitável.

Ele deu de ombros.

- Você precisa de uma lista de prioridades e isso é urgente – respondeu com tranquilidade e em resposta eu guardei meu telefone enquanto limpava os dentes com a língua.

- É, você tem razão – rebati com o máximo de acidez possível, eu havia atingido meu limite de irritação possível com uma pessoa e eu precisava me retirar antes que as coisas começassem a ficar feias.

- Ei, aonde você vai? - ele perguntou quando virei as costas e comecei a andar para longe – Paris! – Chaz quase gritou, mas nem mesmo isso fora capaz de me parar – Paris, se você continuar, saiba que acabou. Para sempre – as três últimas palavras paralisaram as minhas pernas. O vento bateu violentamente na minha bochecha direita fazendo com que meus cabelos se enroscassem no meu rosto. Houve silêncio e algumas folhas foram arrancadas da arvore, pude sentir algumas batendo no meu corpo.

Tomei esse tempo para me acalmar mesmo sabendo que não seria possível, respirei fundo umas três vezes, mas quando vi que isso não resolveria, olhei para trás. Chaz já estava há uns poucos metros longe de mim, mas mesmo eu estando sob a luz do poste e ele, sob a sombra da laranjeira, consegui olhar bem no fundo dos seus olhos.

- Eu não funciono com ultimatos, baby. Você já deveria saber.

Ele cerrou os dentes e balançou negativamente a cabeça.

- Você não vai – ele sorriu incrédulo – Você está blefando, você não vai embora e me deixar plantado aqui.

- Ah, é? - sorri. Era para ser com ironia, mas saiu com crueldade. Ele duvidava de mim, pois eu tinha aquela imagem da Paris boazinha, da Paris certinha que todos tinham, e sinceramente? Eu já estava farta de tudo isso – Então olha – abri os olhos como se pedisse para que ele me observasse enquanto eu dava alguns passos para trás e, logo após isso, virei-lhe novamente as costas e caminhei decidida de volta para a minha casa, de onde eu nunca deveria ter saído.

Não olhei para trás.

O meu pai com seu jeito autoritário e mandão me fez odiar ultimatos, não vou mais aceitar que nenhum homem me diga o que devo ou não fazer. Acabou.

Eu acabei aqui.

Toda essa história me cansou e me deixou irritada, eu odeio ultimatos.

Relacionamentos não deviam ser assim.

Felizmente, cheguei rápido à macieira que havia de frente a janela do meu quarto e eu estava com tanta raiva que subi pelos galhos num tempo recorde para mim, não hesitei ao pular para o parapeito da minha janela e assim que pisei de volta no chão do meu quarto, respirei um pouco mais aliviada.

Minha mente ainda estava a mil, porém, eu não queria pensar nessa conversa de agora.

Ao invés disso, peguei novamente o meu celular e disquei um número que eu já sabia até de cor.

- Alô? - ele atendeu já no último toque com sua habitual voz rouca e um pouco cansada.

- Ei! Ainda está no estúdio?

- Sim... Não vejo a hora de voltar para o hotel e descansar um pouco o meu cérebro! Por Deus! Preciso escrever mais três músicas e passei, literalmente, o dia inteiro aqui e não saiu nada! Será que estou perdendo o meu talento? - indagou realmente preocupado e por causa disso eu gargalhei. Só Justin mesmo para me fazer rir a essa hora.

- É claro que não, seu besta – respondi e então caminhei para um pouco mais perto da janela e comecei a observar a linda lua cheia, o que me fez abrir um sorriso de canto involuntário.

- Por que você está me ligando a essa hora? Aconteceu alguma coisa? - indagou preocupado o que só me fez admirá-lo ainda mais, encantada com toda sua preocupação.

- Não... Na verdade, eu só queria te confirmar uma coisa – respondi com tranquilidade.

- O que?

- Hoje. Às 21hrs00min. Vamos sair para encher a cara.

Escutei o som da sua deliciosa gargalhada do outro lado da linha.

- Essa é a minha garota!


Notas Finais


↪️ Eu sei que estou há quase um mês sem atualizar e tô muito triste por isso, sério, eu sinto muita falta de atualizar uma vez por semana, sei que ler a fic fazia parte da rotina de muitas aqui e me parte o coração não ter mais tanto tempo para dedicar a fanfic.
↪️ Eu sei também que eu disse que iria me organizar com a faculdade e o trabalho para conseguir postar na mesma frequência que antes, mas nesses últimos dias aconteceu algo muito sério na minha vida pessoal, isso tomou todo o meu tempo livre e eu acabei me fodendo bonito até na faculdade, mas agora está tudo bem e minha cabeça já está no lugar, a partir de ontem eu já comecei a me organizar bonitinho, então não se preocupem que eu não abandonei ATM e nem irei abandonar.
↪️ Me desculpem por não ter feito um capítulo maior, para ser sincera, eu escrevi isso sob o efeito de álcool, então se ficou ruim, foi por isso AKAKAKAKSJA
↪️ Eu estou pensando seriamente em escrever um livro. Não vou adaptar ATM, vai ser diferente, mas estou pensando sim em pelo menos me inspirar na fic. Personagens como Paris, Atifa, Phill, Twist e Chaz estarão presentes, só que com outros nomes. A história vai se passar no Brasil, o personagem do Justin vai ser traficante, a personagem da Paris vai ser filha de um governador, porém, a família dela vai ser bem religiosa também. Eu pensei em todo um enredo, estou colocando ''críticas sociais fodas'' AKSKAKAKA o livro será mais ''enxuto'' do que a fanfic, mais maduro, mais desenvolvido. A fanfic terá duas temporadas, o livro apenas uma. Já sei o final, já sei tudo o que vai acontecer, só preciso da opinião de vocês para começar a escrever. Quem quiser me ajudar ou dar sugestões, serão bem vindas!
↪️ Vou passar essa semana tentando responder os comentários, me desculpe não estar tão próxima de vcs, é que meu tempo está realmente corrido. Não deixem de comentar aqui só porque eu sou uma péssima autora que nem tempo de responder a vocês tem! JAJSKAKAK eu prometo que esse ''descaso'' é temporário <3
↪️ Quem quiser me seguir, meu tt é @hbfancy
Beijos, vocês sempre serão os meus amores <3


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