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História All the bright places - Capítulo 1


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Notas do Autor


trago pra vocês mais um texto sem sentido algum, até depois

Capítulo 1 - Unique, but maybe not


Uma vez, Cesare Pavese disse: “O amor é o grande manifesto; a urgência de ser, de ter alguma importância e, se a morte vier, morrer com valentia, com clamor – em suma, permanecer na memoria”. E, bem, no ano de 1950 ele tomou uma dose bem pesada de comprimidos para dormir, e morreu. Isso não é bem morrer com valentia ou clamor, mas podemos dizer que ele ficou mesmo na memoria. Gosto do estilo dos anos 80 e 90, e os perto disso também me interessam e penso se tivesse mesmo nascido por esses anos.

Acho que teria odiado.

Teria perdido a magia de The Neighbourhood e Lana del rey, por exemplo. Provavelmente teria outra essência, e não consigo me imaginar sem os gostos que eu tenho. É como se eu não quisesse. Gostaria de visitar Indiana algum dia e, sim, eu também gosto da historia de All the bright places. Gosto de como o Finch se expressa e todas essas coisas. Mas, bem, isso não é o motivo de eu estar escrevendo isso. Afinal, tenho certeza de que você sabe de tudo que eu gosto, ou pelo menos boa parte.

O que eu quero dizer é que: não importa o que qualquer pessoa diga, sobre nada, tudo tem um fim. Bom ou não, sempre tem e isso é um saco. Poder não estar feliz o suficiente pra’ aproveitar qualquer coisa antes que eu morra, é um saco. Saber que eu não vou estar sempre bem o suficiente ou algo assim me deixa pior.

Eu adoraria compartilhar tudo com todo mundo, mas a merda da tristeza e a ansiedade nem sempre me deixam curtir os momentos. E, Jaemin, eu não quero fazer você sentir o mesmo ou então se estragar por minha causa. Eu não quero que você fique mais triste por minha causa, mas eu não quero te deixar e eu sei que você também não quer. Então, por favor, aceite as minhas desculpas, todos os pedidos que eu te der. Eu não sei o que faria se te estragasse também.

Virgínia Woolf também disse uma vez: “Meu cérebro é para mim a mais inexplicável das maquinas – sempre zunindo, sussurrando, voando rugindo mergulhando, e depois se enterrando na lama. E por quê? Para que esta paixão?” e eu mesmo penso isso. Meu cérebro esta sempre zunindo, sussurrando, voando e rugindo que me pergunto se estou preso em um único pesadelo; pesadelo este que não me deixa ser feliz, de forma alguma. O pesadelo é quase como uma depressão.

Por mais que eu saiba, não quero acreditar que algum dia, em alguma hora, você vai me deixar. Não quero saber o que me espera no futuro porque sinto que nesse futuro – não tão próximo – você não esta comigo, ao meu lado, como eu queria que fosse. Como deveria ser. Sinto toda a calmaria dentro de mim se esvaindo quando penso nisso, porque não quero ter que te ver partindo; é como uma morte longa. É como armadilhas em Jogos Mortais, aonde eu tenho que ver o que me espera para que eu aprenda uma lição – seja la qual ela seja.

Queria poder me ver como você me vê. Queria poder enxergar o que faz você ficar, o que te fez ficar por 85 dias desde quando nos conhecemos – que, olhando assim, não faz tanto tempo; o que significa que você ainda pode desistir, o que eu não quero que aconteça. Gosto de como seu nome parece tão certo na minha boca, e quero poder te dizer que você tem pelo menos mil capacidades em você, mesmo que você não veja. E poder ver seu relacionamento dando certo, mesmo que não seja comigo. E, se quiser saber, me permiti chorar.

Ao som de You were good to me, mas ainda assim, me permito chorar, porque eu sei da dor. Eu sei da minha dor, da sua dor. Da nossa dor. Porque somos um só, então eu também sinto sua dor. Eu fico feliz por meu coração ter escolhido justo você, e você ter se mostrado pra mim. Ter mostrado a pessoa incrível e amável e adorável que você é. Acho que vou comprar um violão e fazer uma música sobre nós, talvez seja uma boa. E uma tela, pinceis e tintas. Ok, não sei de onde vou tirar dinheiro para isso tudo, mas pretendo comprar isso.

E, se quiser saber, já parei de chorar. E se você chorou, sinto muito, não era mesmo a intenção. Eu te amo, Na Jaemin, com todo o meu coração. Com toda a minha alma, com toda a essência do meu ser. “Sabe o que eu mais gosto em você? Você é todas as cores em uma, com brilho total” – sim, isso também me lembra você.


“Entre a felicidade e a melancolia não medeia espessura maior que a de uma lâmina de uma faca.” – Virgínia Woolf.



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