História All The Things Are Changing - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais, Panic! At The Disco
Personagens Brendon Urie, Jon Walker, Personagens Originais, Ryan Ross, Spencer Smith
Tags Ryden
Visualizações 7
Palavras 4.741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aí pessoinhas hahaahauas
Talvez tenha demorado um pouco mais tá aí<3
Espero que gostem, de verdade, e boa leitura!
(Sorry o delay, tava na correria ;-;)

Capítulo 8 - Oito.



— Tá tudo bem… — Ryan disse ainda no telefone com Brendon.

— Mesmo? Conseguiu falar com seu pai? Olha eu tava pensando e, sabe, eu acho que se eu-

— Eu não falei com ele…

— Ah, isso é bom né? Você pode ter mais tempo pra pensar e tal, e você realmente quer sair da faculdade pela banda Ryan? Parece que você gosta muito dela…

— Eu tenho certeza sim, eu vou contar, eu só não sei como ainda, ou quando, mas meu tempo tá acabando… Eu vou fazer, vai dar tudo certo. E você, quais são as novidades? Como vocês está? Falou… com o cara você ama?

— Eu disse que ele não mora aqui na minha cidade Ry.

— Ah é, é verdade. Chamou ele pra sair, alguma coisa? Agora você tá com menos tempo e pode ser legal, e como tá-.

— Você tá realmente bem Ry? Você se preocupa comigo e eu sei, mas no geral você não se atropela tanto nas palavras… Seu pai, você, tão realmente bem né? Sabe que eu to aqui pra você, por que a gente…?

— Huh?

— A gente podia sair um pouco, conversar… 

— Não é longe pra você?

— Ah, uma meia hora, nem é quase nada, e eu tava pensando, eu vou ficar sozinho, todo mundo vai no mercado e visitar uma tia mas eu disse que tava morto de cansaço e- , enfim, tava pensando em você vir pra cá.

— Bom, é, pode ser… não vai ter problema não? Quer dizer, mesmo, tudo bem, eles vão sair mesmo? 

— Vão, eu iria mas… eu to cansado mesmo mas… queria… ficar com meu melhor amigo.

Algo no tom de Brendon fez Ryan se sentisse super aconchegante e quente por dentro. Ele sabia que tinha muito mais no tom de Brendon, e tudo o que tinha só era bom embora o fizesse ficar um pouco encabulado.

Ele estaria se iludindo? Era só o fato de Brendon gostar dele?

Mas Ryan não tinha muito tempo pra processar essas coisas agora. Ele fez só um checklist mental rápido, tentando não se deixar levar pela sensação incrível de simplesmente dizer sim logo, e no geral, tudo indicava que não haveria problemas.

Seu pai não acordaria tão cedo. Estaria tudo bem. E Ryan não tinha nada o que fazer, sem contar que ele podia pegar alguma coisa pra comer no caminho. 

— Tudo bem, eu… te encontro do parque ai? 

— Pode ser, mais fácil né… uns 30 minutos?

—  Isso. — Ryan disse com um sorriso de canto, feliz.

Ele estava realmente surpreso da melhor forma que você possa imaginar com Brendon ter ligado e tê-lo chamado pra sair.

Ele notou algumas mensagens de Spencer e Jon que ele provavelmente não notou por estar imerso demais nas suas dores e pensamentos, mas o fez o sentir completamente melhor.

O fez sentir amado.

Mesmo que ainda ele não compartilhasse tudo, que não conseguisse se abrir completamente sobre certos pontos disso tudo, ainda era importante saber que ele tinha amigos que estavam ali. Que de alguma forma, tinha alguém.

Essa coisa de não querer se sentir sozinho, ele sentia muito com o Brendon e sentia de verdade, de coração puro, com toda honestidade que podia existir. 

E ele esperava conseguir um dia, ter coragem o suficiente pra dizer seus sentimentos, seus sonhos, e esperava ainda mais que Brendon sentisse o mesmo.

Se não sentisse Ryan ainda não queria planejar o que aconteceria e ele não sabia o por que estava sendo tão negligente com o fato de que Brendon ainda não pertencia a ele.

Brendon amava outro.

Mas a questão é que agora, Ryan não podia se importar menos.

Ele estava tão bem, tão melhor com o fato de que Brendon tinha ligado, que o mais novo tinha se preocupado com ele, que seu dia ficou umas 20 cores mais brilhantes.

Tudo que o importava era sair, ver o Brendon e dar um abraço incrível nele, e nunca mais soltar seu melhor amigo.

Ele não queria ficar sozinho, ele não queira estar sozinho, e agora ele não se sentia assim mesmo que eles ainda fossem só amigos e Brendon nem estivesse lá da mesma forma que Jac esteve todas as vezes. 

Não poderia ter momento ou hora melhor pra ele receber um convite pra sair um pouco e passar um tempo junto e também não poderia ter pessoa melhor pra ter feito isso do que o Brendon.

Tudo que Ryan pensava agora era chegar logo e não se importar com nada, por que tudo o que importava era ele e o tempo que os dois iam passar juntos.

Seu pai estava dormindo e não ia acordar tão cedo, isso era claro, e Ryan teve certeza de que estava tudo fechado e seguro e escondeu as cervejas pela casa só pro caso de seu pai não ter a chance de beber de novo. Ele também pediu pra sua vizinha de frente ligar caso ouvisse uma briga ou barulhos estranhos e essa coisas.

Ela era uma boa senhora. muito boa senhora. Ryan as vezes almoçava ou tomava café da tarde na casa dela, ambos eram solitários, viviam praticamente sozinhos, e podiam não ter passado pelas mesmas coisas, mas conheciam o sentimento de empatia que um tinha pelo outro.

Ela sabia as coisas que Ryan as vezes passava, e era só uma senhora de idade que queria muito ajudar. 

Ryan sabia que por mais que fosse um pouco constrangedor e até um pouco vergonhoso na cabeça dele ter ido lá dizê-la pra fazer isso, ele podia contar que ela realmente ia fazer e ia ser de bom coração.

No geral apesar, ele provavelmente não tinha muito o que se preocupar além de que, ele merecia se deixar levar bom um sentimento bom depois desse tempo se deixando levar por ruins.

Ryan chegou rápido. Ele pensou que devia pensar no que fazer, o que falar, mas ele não queria exatamente. Ele não sabia se conseguiria falar com Brendon, contar tudo, mas, tudo o que ele queria era aproveitar com Brendon antes que ele não fosse mais seu.

Só se concentrar no calor aconchegante que seu peito sentia quando imaginava ficar lá, abraçado com ele, ver sua tarde virar de uma das piores tarde da sua pra uma das melhores.

Ele sabia que ia doer. Na verdade, realmente ia doer muito quando Ryan fosse perder Brendon pra pessoa que ele amava. Pelo menos ele veria seu melhor amigo feliz e esperava que Brendon não o abandonasse, que continuasse igual com ele.

Aproveitar as coisas o máximo que ele podias era tudo o que Ryan podia fazer. 

— Oie Ry! — Brendon o estava esperando já quando chegou.

— Oie! Eu demorei? Desculpa se demorei… desculpa mesmo. — Ryan o abraçou por instinto, se sentindo incrivelmente bem. Brendon retribuiu o abraço parecendo surpreso mas, não podia ter se sentido melhor também. 

— Não demorou não, é que eu achei melhor sair junto com todo mundo e te esperar aqui… eu não ia ter nada melhor pra fazer mesmo...

— Menos mal então…

— Quer sentar ali um pouco? A gente podia comer… conversar… sei que você não gosta muito de ficar em casa o tempo todo e tal, podemos… não sei.

— Eu… não to muito pra comer mas eu to com fome. Podemos comer.

— Uma boa! Um dos primos de um colega meu tem uma branquinha de hot dog maravilhosa aqui perto. 

Foi isso que os dois fizeram. Compraram os hots dogs e apesar de tudo voltaram pra pequena e última praça que tinha ali, na cidade minúscula dos arredores de Las Vegas.

Brendon levemente percebeu que Ryan estava quieto demais, pensativo, e Brendon pensou no que dizer.

— Sabe, eu… to… gostando disso por que… foi corrido né, os últimos dias das apresentações… 

— Foi sim.

— Eu… só queria dizer isso mesmo por que… eu… não tava te evitando tá bom? Foi… sem querer, não queria que pensasse que… bom, você ainda é o meu melhor amigo e eu ainda acho que…- 

— Ah, tá tudo bem… 

— Não foi por causa do que aconteceu, não teve nada a ver com o que aconteceu entre a gente tá bem, só queria dizer isso…

Ryan tentou não parecer tão afetado por isso, mas significou um mundo pra ele saber disso. 

Antes de tudo isso, de Ryan ter toda essa coisa potencialmente horrível pra pensar, Ryan tinha ficado extremamente mal e sem jeito com a idéia de ele ter beijado o Brendon uma segunda vez foi o que acabou com tudo.

O que tinha na cabeça dele de potencialmente pior era que Brendon tinha se dado conta de que não gostava dele, que aquilo não era o que ele queria com Ryan, mas agora que ele tinha dito aquilo e explicado que não era o caso, Ryan se sentia muito melhor.;

Talvez tivesse sido. Talvez Brendon só usou o tempo pra lidar com a idéia. Mas ver ele bem daquele jeito, quer dizer, parecendo legal, gentil, carinhoso com Ryan, não constrangido com a coisa entre eles ali, com eles estarem ai...

— Foi só correria mesmo, eu entendo, também tava… bem ocupado. Mas… que… bom né, que a gente vai ter um tempinho de boa agora. — Ryan disse.

— É, e nem é nada demais, quer dizer, nem somos famosos nem nada e já dá um cansaço desgraçado, imagina se a gente for um dia.

— Então… acho que não consigo nem pensar. E que bom mesmo que a gente tem um tempinho pra férias… falou com os outros, Spencer e o Jon? 

— Ah, eu falei com eles sim, por mensagem, mas falei. Tentamos falar com você mas você sumiu, completamente sumiu. Não ficava online de jeito nenhum, ai eu liguei… eu… fiquei, preocupado. Sei o que significa e… não sei, só precisava checar como você estava.

Ryan para de comer um segundo, sentindo suas bochechas quentes e vermelhas. Era estranho pensar em alguém se importava de verdade com ele. Que sentia e pensava sobre ele. 

Ainda era um sentimento estranho. Ele só se acostumava quando passava um tempo com os meninos como passou durantes as apresentações.

Isso também o fez lembrar que ele tinha que tinha que responder as mensagens de Jon e Spencer. Também eram seus amigos,  e Ryan precisava fazer sua parte na amizade.

Brendon estava certo. Ele sumiu sem pensar, estava tão tomado pelas coisas ruins em sua cabeça que nem se deu conta de que tinha deixado seus amigos de lado e preocupados.

— Pois é, eu… tava um pouco ocupado, não tive muito tempo e eu tava muito cansado, sabe como é — Ryan se enrola um pouco na desculpa — eu... sinto muito, foi sem querer.

— Você está bem, isso é o que importa. Seu… pai está melhor?

— Tá… do mesmo jeito.

— Você disse que ainda não falou com ele né… mas vai dar certo, confia em mim. Eu sei como esse négocio, a música, a banda e tudo mais é importante pra você… 

— É a única coisa que eu sei fazer… que eu quero fazer.

— Eu sei como é… foi como… eu expliquei pros meus pais essa coisa toda.

— Eles ainda estão bem com tudo?

— Estão sim… estamos bem melhores, eles.. entenderam as coisas de verdade sabe? 

— Acha que pode dar certo contar pra eles? Sobre, você sabe… o seu cara.

— Não, isso ainda não… provavelmente nunca… mas, vai saber né, e… tenho que deixar a vida rolar um pouco. O que for pra acontecer querendo ou não vai acontecer.

— Mas de verdade, eu acho que você devia chamar ele pra sair sabe, aproveitar… — Ryan não tinha certeza do por que estava levando a conversa pra esse assunto, mas o que ele pensou no momento, ali, nervoso na frente do Brendon com as mãos toda suadas e seu estômago parecendo estar vivo, era que seria mais fácil apoiar ele e fingir que estava bem com tudo, por que fingir talvez um dia fizesse isso real. Provavelmente isso o que fez Ryan querer levar o assunto pra esse lado. — Você merece.

— Bom… é, eu acho que sim… quer dizer, eu tento meu melhor né, e… 

— E? — Ryan tenta parecer animado com a ideia.

— E eu acho que a gente está bem como nunca esteve sabe? É… difícil resistir querer ficar com ele, querer… chamar ele pra sair.

— Viu, eu disse que dizia.

— Na verdade eu já chamei… 

— Devia ter me contado né!

Brendon riu sem jeito — eu contei,  você que não percebeu.

— Ah, então, nesse caso — Ry ri — desculpa. Enfim, to feliz por você. E pelo jeito, ele aceitou né, isso é muito bom.

— É sim! E bom é esse hot dog.

— Caralho, sim! Melhor Hot dog que eu já comi!

— E disse, é muito bom. Vamos terminar de comer e ir pra casa? Ou… você quer ficar por aqui? — Brendon pergunta.

— Ah, não… vão chegar até a gente ir?

— Não, eles vão demorar um pouquinho… mas se quiser a gente pode ficar aqui mesmo, sabe…

— Brenny, por mim… não vou ter nada de melhor pra fazer mesmo. Quanto mais tempo melhor, ainda mais de barriga cheia.

— Uuuh, tomar uma banana split depois daqui?

— Com certeza! Topo demais!

Por algum motivo, nenhum dos dois quis puxar qualquer outro tipo assunto de novo. Ryan até achou que ele não era o único constrangido ali, que Brendon estava por algum motivo todo corado e envergonhado também. 

Eles só ficaram conversando sobre nada, vendo uns garotos jogar futebol e um grupo de caras jogarem basquete lutando pelo espaço com uns esqueitistas, até que terminaram efetivamente de comer o lanche e tomar as coca colas.

Ryan estava satisfeito por terem comido. Ele estava completamente precisado.

Não era nem de longe a coisa mais importante ali no momento, mas aquele cachorro quente além de ser uma comida dos anjos caiu como um céu cheio de nuvens de algodão doce e anjinhos fofos no seu estômago vazio. 

Eles caminharam juntos pelo caminho até a casa de Brendon, que não era longe. 

Brendon estava contando sobre uma nova loja de música que ia abrir por ali.

Só quando chegaram Ryan percebeu que eles não tinham um plano pra tarde. Não falaram sobre ver filme ou fazer música ou mesmo escrever. Eles tinham decidido isso sem nem pensar no que fazer.

Ryan ficou sem jeito assim que pisou na sala de Brendon e se deu conta disso.

Brendon não disse nada num primeiro momento. Foi, estranho, houve aquele olhar e aquele ‘huh’ de olharem e volta e se darem conta de que estavam sozinhos numa casa, juntos, e não tinham planejado o que fazer.

Era engraçado e bom na verdade como os dois simplesmente aceitaram a idéia por si só, só pelo fato de que estariam juntos. 

— Aa-h, tem, um jogo novo que eu comprei, vamos jogar videogame? Eu nem ligo tanto mais, só que eu não comprei ele com meu dinheiro suado de vender raspadinhas na loja de sorvete pra não jogar né — Brendon ri fofo

— Videogame é bom. — “Videogame é bom. Que idiota” Ryan pensou. “Tanta coisa melhor pra responder e tanto jeito melhor pra falar e eu vou escolher o que me faz parecer mais estranho. É a minha cara mesmo” — Quer dizer, é, vamos jogar sim. — o mais velho sorri — sabe que eu também gosto. Eu só não temos muito tempo mais né?

— É então… acho que vai ser bom né, aproveitar agora pra isso. 

— Com certeza. 

— Vai indo lá pro meu quarto, eu vou logo atrás de você tá bem? 

Ryan acena que ‘sim’ com a cabeça.

Ele não sabia muito bem o que fazer ali e não era como se nunca tivesse visto o quarto do Brendon antes, mas estava um pouco diferente agora.

Menos arrumado, com uns posters na parede e bagunça, palhetas e cordas e cadernos espalhados pelos lugares e bem menos livros religiosos e organização e roupas sociais.

Ryan se sentiu bem por seu amigo. Ele estava sendo mais ele mesmo do que nunca. Devia estar sendo uma época incrivelmente feliz pro Brendon e isso fazia Ryan se sentir incrível por dentro. 

Era bom ver a pessoa que ele amava tão bem.

Isso o fez lembrar de como as coisas eram tão mais fáceis quando eles eram mais novos. 

Os dois costumavam amar videogames. Costumavam jogar por horas e horas e horas horas, se divertindo, rindo. Costumava ser o programa de fim de semana e de tarde e de dia e tudo mais favorito deles. E algo dizia que Brendon ainda tinha sua paixão videogames bem viva.

Tudo estava muito quieto. Ryan não ouvia barulho de seu melhor amigo. Brendon devia ter ido procurar algo, fazer alguma coisa, e o mais velho decidiu apenas esticar as costas um pouco, deitar na cama… 

Ele olhava pro teto, tentando não lembrar o quanto estava nervoso. O quanto tudo tinha o deixado todo animado como um garoto tendo sua primeira paixão na vida. 

— Huh, você gosta de suco de abacaxi né? Trouxe um pouco pra você

— Eu adoro suco de abacaxi.

Brendon sentou do lado dele com um copo também, tomando o suco — A gente pode jogar Battlefield, o que acha? Em nome da nostalgia.

— Boa!

— Sei lá, quer mesmo? Eu… não quero que fique chato pra você sabe, quero que seja legal pra nós dois, e você tá parecendo cansado… também não quero que você arranje problemas com seu pai se tiver que voltar pra casa e tudo mais… 

— Relaxa Brendon.

— Mesmo?

— É, mesmo.

— Que bom que eu posso ficar tranquilo. Fiquei… muito sabe, pensando tipo, e… e se ele falar com o pai dele e der ruim, e… ah, sabe né.

— Eu… 

— Que foi?

— Não sei.. me… sinto bem de você se preocupar comigo.

— Claro que eu me preocupo… você sabe que sim. Muito… — eles ficaram em um silêncio constrangedor de novo, sem querer, até que Brendon foi quem continuou — e você? Chamou… alguma cursh pra sair? Um crush talvez?

— Ah, você sabe que eu não… to saindo com ninguém nem nada no momento. Eu te falaria se tivesse…. 

— Mesmo? 

— É ué.  — Ryan responde.

— Você devia… sair. Procurar alguém… você merece.

— Eu… nem sei.

— Claro que sim Ryan! Você vive falando de mim, que eu mereço alguém pra me fazer feliz, que meus dias ai vão ser melhor se… eu falar com o cara que eu gosto, mas, você também sabia? E você é… inteligente, bonito, talentoso… você pode ter quem você quiser.

— Mas não a pessoa que eu quero.

— Então espera, você tá gostando de alguém?! — ele sorri pequeno — que daora Ryan! Quem é?

— Ninguém, nem… é nada. Foi forma de dizer sabe. É que dê que adianta se eu tiver uma pessoa que gosta de mim mas não for uma pessoa que eu gosto.

— Ah, agora eu entendi.

— E eu posso te perguntar uma coisa meio estranha?

— Claro que pode 

— Foi verdade o que você falou? Sobre não… ter nada a ver com… eu… ter… sabe, te… beijado de novo?

— Claro que foi verdade… por que? — Brendon pergunta.

— Eu… fiquei pensando se não tinha… atrapalhado todas as coisas com você.

— Não-o, não atrapalhou, na verdade eu- eu, queria dizer uma coisa e-

Ryan estava tentando ser legal. Brendon parecia enrolado pra falar, e dava pra ver que era uma coisa muito importante pra ele. Quase como se fosse necessário, ele só não soubesse como. Como se estivesse com medo.

Parecia até antes, quando eles tiveram a conversa sobre a sexualidade de Brendon. Será que era algo quase tão sério quanto isso? Quer dizer, então Ryan tinha que passar confiança pra ele, como passou na última vez. Tinha que mostrar que estava lá, que estaria ao lado de Brendon, não importa qual fosse o problema, ou coisa ruim ou coisa boa ou constrangedora que ele estava precisando compartilhar.

Então ele só se aproximou.

Brendon tinha se deitado pra trás na cama também, e ele apenas deixou seu copo vazio de suco ao lado do copo do mais novo no chão, e se aproximou dele. Se não fosse estranho, Ryan seguraria a mão de seu amigo. Alguma coisa assim. Só pra ele ter certeza de que não estava sozinho.

— O que foi? 

Mas assim que ele fala isso, Ryan é tomado por uma daquelas realizações bobas que eles as vezes tinha.

Como ele estava tão perto de Brendon, como a respiração do seu melhor amigo estava quente sobre sua bochecha, como o marrom escuro dos olhos dele era lindo, como a sua cicatriz na sobrancelha era engraçada…

Ryan estava apaixonado. Isso era um fato. E ele não sabia como reagir a isso, não sua paixão sendo pelo seu melhor amigo. Mas ele queria muito, muito que Brendon fosse dele um dia. Só por um dia, talvez nem isso. Mas ele só queria que Brendon fosse dele algum momento, porque só o pensamento dessa idéia já fazia ele ter a impressão de que sua vida inteira valeria a pena. 

Brendon era tudo que ele queria, que ele precisava, e se ele o tivesse como seu nem que se fossem por algumas horas, todo o resto faria sentido.

E ele estava pensando, imaginando coisas, sua cabeça indo e vindo nas suas vontades, sonhos, desejos, que demorou uns segundos pra ele cair na realidade: Brendon tinha o beijado.

Por uns momentos lá, ele achou que tinha sido apenas fruto da sua imaginação mas a coisa era que não era. Era real. 

Ele pensou que já podia morrer agora. Bom, ele tinha sido beijado por livre e espontânea vontade pela pessoa que ele amava. O que mais ele podia querer?

Ryan tentou memorizar cada movimento, cada gosto, a ponta dos seus dedos sentindo a pele macia da bochecha de Brendon…

Quando eles se separaram, tudo que veio na sua cabeça foi “wow, esse foi um baita de um momento”. No sentido de que foi intenso e incrível e nunca poderia ter sido melhor.

Ryan sabia que nunca ia esquecer desse dia. Desse horário. Desse segundo. Tudo aquilo tinha se transformado em uma coisa agora: uma marca nele.

— Huh… é, o que.. foi…iss… calor, calor do momento? 

— Eu… acho-o que pode ser dizer que sim mas… — eles ainda estavam próximos, e embora Brendon parecesse hesitante, agora ele estava bem mais firme — eu queria dizer que… eu… gosto de você. Eu amo você. Você gosta de mim também? Essa… essa coisa entre a gente tá acontecendo faz um tempo agora e desculpa se é muito cedo ou eu entendi errado ou não sei, mas é só que… eu tinha que falar, por que tava a cada hora mais difícil de ignorar e-

— Você… gosta de mim?

— Aham 

— Mas e o cara do seu diário? — Será que Ryan tinha conseguido o que tinha pensando? Conquistar Brendon a ponto dele o escolher?

— Ele é você.

— Espero o que? Mas… faz tempo que você gosta dele… era eu o tempo todo? Por que você não me falou?

— Eu realmente achei que você nunca ia olhar pra mim, quer dizer, com todas aquelas meninas bonitas que você conhecia e você é todo diferente de mim, talentoso e você luta e corre atrás das coisas e é resolvido, não ligava até de ficar com outros caras na frente de todo mundo nas festas e eu… eu sou eu. E eu achei que você ficava com caras por ficar, eu… não, achei que você gostava de caras como algo mais.

— Sou realmente eu?

— É… e eu, tinha que falar isso, desculpa, eu só tinha que falar, mesmo se… eu tiver entendido tudo errado, eu só… to me sentindo muito bem, feliz, e é confuso e eu não quero que seja confuso, por que… eu quero que seja algo mais. Isso tava me matando.

— Você realmente acha que eu não gostaria de você também? Como eu poderia não gostar de você também? 

— Espera, você… então eu entendi as coisas certas?

— Eu acho que sim.

— É sério?

— Claro que é, Brenny, você sabe que você sempre foi tudo e mais um pouco pra mim.

— É que tem… tanta gente mais, quer dizer, interessante do que eu…

— Não tem. Nunca teve. Não pra mim. E provavelmente por isso que eu sempre fui meio incapaz de não estar sempre do seu lado...

— Mas eu só sou um garoto bobo, confuso, bagunçado, que não sabe quase nada da vida, e você… você já é todo você, adulto, independente, bonito, e…

— Brendon, eu amo cada partinha de você...

— Mas eu mal tenho coragem de falar dessa… parte de mim com alguém. Você… não merece isso, você...-

— Eu não ligo… Brendon cada um é cada um. Todos os seus defeitos pra mim pra mim são… incríveis e você sabe disso. Isso não tem nada a ver, isso… é coisa da vida. Não deve ser motivo pra se prender de algo, essas coisas uma hora se resolvem... Desde que a gente se conheceu o que a gente teve foi completamente diferente e importante pra mim, e eu sabia que era mas não sabia o por que, e eu… eu só não sabia o que fazer por que quando eu me dei conta de que era por que eu te amava, eu sabia que você estava apaixonado por alguém e não achei que era eu.

— Eu… tentei falar mas.-

— Eu sei, mas… é que, eu… nunca imaginei.

— Sempre foi você Ryan.

— Por que?

— Por que… você foi a melhor coisa que me aconteceu em todos os sentidos. Você não tem noção de como é difícil não se apaixonar por você Ryan, você- 

— Eu… sou assim? 

— Você é… 

— Você fala de você como se fosse pouca coisa mas o que eu sou? Eu… eu não tenho nada. Eu não sei fazer nada a não ser música, nem sou tão bom com a guitarra assim, eu… não tenho família, eu não sou sociável, eu mal tenho amigos…

 — Você é a pessoa mais linda que eu já conheci. Você tem todos os motivos pra ser diferente, pra ser um chato babaca, uma pessoa rude, estressada, que ia acabar com a própria vida, e você é completamente ao contrário, você é doce e gentil e você ouve as pessoas, procura entender, aceitar, não deixa ninguém na mão… E eu amo seu jeito tímido e meio introvertido, eu amo ele por que ele é lindo, ele é parte de você, e eu amo você como um todo...

— Você realmente acha?

— Acho…

— Então você tá realmente dizendo que gosta de mim? 

— Sim. Eu amo você.

— Eu… eu também amo você. Muito Brendon. 

Ryan não conseguiria expressar em palavras exatamente o que tudo aquilo significou de verdade pra ele.

Era tudo o que ele queria. Tudo o que ele podia desejar.

Ele mal sabia o que fazer, então só beijou Brendon de novo, perdidamente feliz por finalmente poder ser honesto com ele e ter dado certo. 

Agora, a meta da vida de Ryan era manter isso pra sempre.

Brendon nunca, nunca se livraria dele. Agora ele queria manter Brendon com ele pra sempre, até depois do pra sempre, pra eternidade toda.

E era tão bom saber que ele podia fazer isso. Que Brendon era recíproco no seu amor, e… era só uma coisa incrível.

Ryan o abraçou todo feliz, principalmente porque Brendon estava sorrindo nos seus braços.

— Sabia, eu amo demais beijar você. Eu achava que era uma coisa muito estranha mas… é bom demais. — ele ri.

— Acho que alguém gostou da coisa.

— Ah, com certeza… — os dois riem 

— Então a… gente tá, junto agora?

— Por mim, se você quiser… por que eu amo muito você Ry, mesmo.

— É claro que eu quero!

— Não é como se a gente não se conhecesse já né?

— Não, claro que não… 

Ele sorri — Foi um jeito estranho da gente resolver as coisas, mas to feliz que a gente resolveu.

E eles ficaram lá, mas não demorou muito como imaginaram até os pais do Brendon voltarem pra casa.



Notas Finais


E isto anjos <33

Falem comigo!
Espero que tenham gostado e tô doidinha aqui pra saber o que você tão achando hahahahah <3
Falem comigo, vou amar ouvir e responder comentários <3
Bjjjjjsss


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