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História All the things he said - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Volta o cão arrependido. Já estamos em março e essa ainda é a minha primeira fanfic do ano, que vergonha.
Bom, sobre a história, é Sekai Flex. Mas o foco não é no lemon, que está super simples, e sim no romance fluffyzinho, então espero realmente que aproveitem essa história, ela foi feita com amor.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


O sol brilhava no lado de fora da casa, mas a criatura entretida na tela do computador pouco se importava com o belo dia de verão ou muito menos pensava em aproveitar de maneira diferente.  

Deitado de bruços no colchão macio, o garoto de cabelos castanhos cor de caramelo focava o olhar única e exclusivamente na tela do notebook. O quarto em tom de verde musgo era cheio de ursos espalhados pelas prateleiras, além de muitos livros nas estantes e algumas plantinhas postas pelo quarto. Mas Kim Jongin não parecia ligar muito para o mundo ao seu redor. 

Toda a atenção do garoto era para o jogo em andamento. O fone preto com orelhas de gatinho se fazia presente em meio aos fios caramelizados, uma barrinha de cereal pela metade era presa entre os lábios carnudos enquanto os dedos se moviam freneticamente pelo teclado. Maldito rpg que tirava suas noites de sono.

Suspirou pesadamente e xingou alto ao perder mais uma partida importante. Mesmo com a ajuda do seu fiel escudeiro e parceiro de jogadas, o garoto não havia conseguido manter a partida de forma estável, e uma jogada potente contra si, fora a gota d'água. 

— Jongin? Você está bem, meu amor? — A mulher de meia idade perguntou preocupada ao abrir a porta do quarto do filho. A beta parecia preocupada como sempre, e trazia um pratinho com biscoitos para o ômega enfurnado no quarto.

— Eu perdi uma partida, mamãe! — O ômega resmungou com manha, e a beta revirou os olhos, suspirando.

— Você já tem 20 anos, Jongin… Parece criança chorando por um jogo bobo! — A mais velha respirou fundo e não deixou o filhote contra-argumentar, ou então ficariam o dia inteiro naquela discussão. — Olha, eu fiz biscoitos para você, meu anjinho.

O ômega sorriu animado antes de fechar o jogo, suspirando derrotado. Sentou-se na cama e aceitou o prato com biscoitos quentinhos, antes de arrumar os óculos que deslizavam pela ponte do nariz e voltar sua atenção aos cookies maravilhosamente apetitosos. 

— Nini… Você sabe que eu me preocupo com você, não sabe? — A mais velha suspirou. — Você sabe que eu não me importo de você não ter ido para a faculdade ainda, e também não quero que você arranje um emprego ou qualquer coisa do tipo… É só que… Eu me preocupo com você! Você não sai, só fica trancado nesse quarto jogando o dia inteiro. Quanto tempo faz que você não vê a luz do sol? Você deveria sair com pessoas da sua idade… Talvez quem sabe arranjar um namoro…

— Mamãe! Já conversamos sobre isso… — O ômega respirou fundo, e então uma notificação chamou sua atenção na tela do computador. 

— Mas…

— Mamãe! Meu amigo está querendo falar comigo… Podemos conversar mais tarde? — O ômega fez biquinho. — Por favor…

A mais velha concordou com a cabeça antes de deixar o quarto do ômega.

Jongin sorriu, o coração acelerando daquela maneira descontrolada como uma adolescente de filme colegial romântico. O sorrisinho bobo surgiu nos lábios carnudinhos, enquanto abria a aba do seu discord, e visualizava a mensagem do parceiro de jogo. 

 

OSH_94: Heey Nini

Me desculpa pelo vacilo!

Tive que ir atrás do meu cachorrinho e acabei abandonando a partida TT.TT

Te deixei sem suporte…

 

KIM_KAI88:

Relaxa Hunnie

Tá tudo bem!!

Sério, eu ia perder de qualquer forma

Minha mãe entrou no quarto e interrompeu a partida TT.TT

Você é o melhor suporte que eu tenho *emoji de coração*

 

OSH_94: Ainda assim me sinto mal amorzinho >.<

Mas… Você pode falar por vídeo agora?

É que tô sozinho finalmente 

Minha irmã resolveu sair do meu quarto e.e

 

KIM_KAI88:

Tudo bem, eu posso

Me liga! *emoji de coração*

 

Jongin sentou-se na cama e encostou as costas nos travesseiros macios da cama. Ajustou o notebook em cima da mesinha de resfriamento, colocando-a em frente ao corpo e cruzou as pernas em formato de borboleta, enquanto o pratinho com biscoitos ocupava espaço em seu colo. 

Retirou rapidamente o fone da cabeça e passou as mãos pelos cabelos lisinhos, que voltaram a cair sobre a testa. Colocou novamente os fones sem fio e antes que sua insegurança lhe mandasse trocar de roupas ou qualquer coisa do tipo, a chamada de vídeo já se fazia presente na tela do notebook, e não queria fazer Sehun esperar mais. 

Tentando não se importar com o pijama azul de seda que usava, atendeu a ligação, afinal, não era a primeira e muito menos a última vez que isso acontecia. 

Hey ursinho. — Sehun sorriu assim que Jongin apareceu em sua tela, acenando para o moreno, enquanto o cachorro peludinho e branco descansava em seu colo. 

Os cabelos pretos caíam em uma franja dividida ao meio. Usava uma blusa preta com escritas em inglês de cor branca sem combinação qualquer com a calça de xadrez azul, ainda que tudo parecesse tão bonito. Sob os fios lisos, um fone igual ao do moreno descansava em seus cabelos, com diferença na cor, já que o do Oh era branco. 

— Hey Hunnie. Vivi está cada vez mais lindo! — O moreno sorriu, olhando para o cãozinho.

Lindo e agressivo. Ele tentou fugir hoje e arranhou todo o meu rosto. — O mais novo suspirou. — Mas como você está? Tem certeza que não está chateado comigo pela partida de mais cedo? Perdemos lugar no ranking semanal e... 

— Ei, tá’ tudo bem! Mesmo. — O moreno sorriu, não ligava para ranking quando via o sorrisinho do outro. 

Ótimo. — Sorriu. — Então… Sábado ainda está de pé? — Sehun perguntou receoso, parecia inseguro de que o moreno poderia desistir. 

— Ah… Claro! — Jongin sorriu sem graça. Parte de si queria inventar alguma doença ou desculpa para furar o compromisso, mas a maior parte de si não queria perder a oportunidade de finalmente conhecer o Oh.

Tem certeza? Se você não quiser, tudo bem… — Sehun murmurou, mesmo que parecesse tristinho caso a resposta do Kim fosse negativa. 

— Não! —O moreno praticamente gritou. — Não, eu quero muito te conhecer, Sehun. Quer dizer, pessoalmente.  — Jongin sorriu envergonhado.

O Oh abriu um lindo sorriso, concordando com a cabeça. Mal esperava para ver pessoalmente o seu amor virtual.

Eu mal espero para a gente se ver. Eu já tenho até a roupa de ir! — O mais novo riu. — Eu estou tão animado que… — Uma voz masculina chamando o garoto interrompeu a ligação e logo uma movimentação aconteceu no quarto. — Ah papai, eu estou em chamada com um amigo… Eu já vou jantar!  — A movimentação e a voz desconhecida sumiu e então Sehun sorriu sem graça. — Desculpa por isso, meu pai está me chamando para jantar. Vou ter que me despedir amorzinho. 

— Tudo bem, Hunnie! Bom jantar. — O moreno sorriu.

Tchau, amor. — O mais novo sorriu antes de desligar a ligação.

Jongin se deitou na cama, o sorriso bobo não deixando o rosto. Sehun era perfeito.

 

[...]

 

Jongin era viciado em jogos online, sempre fora. Mas desde quando começou a jogar aquele rpg, sua vida mudou em aspectos que nunca pensou que mudaria. 

Sempre fora o garoto introspectivo e tímido, então na escola não possuía muitos amigos, no máximo um colega ou dois. Namorados ou namoradas? Nem se fala. Jongin sabia que alfas nem lhe olhavam, e betas vez ou outra lhe davam uns beijinhos. 

Ficava o dia inteiro em casa, e preferia perder seu tempo em uma realidade paralela, com fadas, elfos e magia. Até conhecer ele.

Oh Sehun virou seu parceiro de equipe em uma partida do tal jogo, e depois da dinâmica bem sucedida da dupla, não se separaram mais. Do chat do jogo, passaram para o discord, de início com conversas privadas sobre o desempenho de outros jogadores, estratégias e combinações de ataques. 

Mas naturalmente, a conversa fora passando para outros jogos, gostos em comum, compartilhar memes e playlists de spotify, fotos de animaizinhos, conversas sobre o passado conturbado de dois ex alunos excluídos e filosofias sobre a vida. 

Com seis meses de conversa, já se consideravam almas gêmeas. Parecia impossível encontrar alguém com os mesmos gostos e praticamente mesma visão de vida, apesar de Jongin geralmente ser mais emotivo e fofinho, enquanto Sehun era mais engraçado e animado. 

Demoraram para trocar fotos de si mesmos, presos atrás de avatares de joguinhos. Mas Sehun descobriu que por trás do icon do personagem forte de cabelo azulado, havia um moreno de cabelos caramelizados, olhinhos brilhantes e lábios carnudos vermelhinhos. Enquanto Jongin se surpreendeu ao ver que por trás do perfil de uma personagem ruiva e “gostosa”, havia um garoto sem muitas expressões faciais, traços perfeitos e um cachorrinho extremamente fofo que cativava a todos. Contudo, antes mesmo de descobrirem a aparência um do outro, já se encontravam perdidamente apaixonados pelas conversas via discord. 

De fato, eram feitos um para o outro.

Porém, a inexperiência em relações afetivas era compartilhada pelos garotos, o que dificultava todo o processo. Não sabiam se comunicar bem quando o assunto era descobrir mais sobre coisas pessoais de cada um, portanto não falavam muito sobre família ou até mesmo coisas mais básicas sobre si mesmos. 

E nesse momento, Jongin esperava encontrar Sehun.

O moreno usava uma calça jeans justa de lavagem clara, juntamente a blusa de linho branco em gola alta e um suéter tom de areia — com detalhes coloridos em forma de losango — sobreposto, em concordância com os all stars de cano baixo em tom esbranquiçado.

Os cabelos caramelizados caíam sobre a testa enquanto os óculos de grau em armação arredondada se fazia presente em seu rosto. Rezava aos deuses para que Sehun não o achasse patético.

Corria os olhos pelas pessoas que andavam pelo shopping, em busca da figura que mais desejava ver. E não tardou em encontrar.

Em frente ao cinema, lá estava ele. 

Sendo cerca de dois ou três centímetros maior que si próprio, Sehun trajava uma calça jeans preta justa — essa que marcava suas curvas perfeitas do quadril, coxas e bumbum — e um moletom largo — talvez dois tamanhos maior que o usual — de tom terroso e levemente desfiado. O garoto também usava all stars clássicos de cano curto e boné preto escondendo os cabelos. Incrivelmente perfeito aos olhos do Kim. 

Jongin sorriu largo, antes de começar a caminhar em direção ao garoto mais alto. Arqueando as sobrancelhas porém ao sentir um cheiro adocicado vindo do outro garoto. Era cheirinho de caramelo. Um cheiro incrivelmente atraente.

Como assim Oh Sehun não era beta?

Certo, Jongin repassava em sua mente se em algum momento daquela “relação” havia perguntado a classificação do outro, mas a resposta era óbvia, isso nunca havia importado de fato. Afinal, o Kim nunca pensou que algum dia encontraria Sehun pessoalmente, e pelas imagens que o Oh lhe mandava, Jongin imaginou que este fosse um beta.

Se sentia mal por tê-lo julgado com base na aparência — afinal, a maioria dos ômegas que conhecia, exceto si mesmo, eram baixinhos, delicados e angelicais —, completamente fora do padrão para um ômega.

Sehun também pareceu confuso ao notar o cheirinho de creme de avelãs que exalava do Kim, também se perguntando em sua mente o por quê de ter deduzido que Jongin seria beta.  

O moreno chegou bem pertinho do Oh, então ambos se olharam por um tempinho, com sorrisos envergonhados e carinhas confusas. Mas ao passar o transe inicial, se abraçaram de forma desengonçada. 

Era extremamente bonitinho.

Se separaram um pouco sem graça e confusos, mas ainda assim, com sorrisinhos animados.

— Então… Você é ômega? — Sehun perguntou apesar de óbvio, rindo sem graça.

— Sim… E você não é beta… — Jongin murmurou.

— De fato, não sou mas… Eu me pareço muito... — Sehun suspirou. — Então não é surpresa que você tenha me confundido com um. — Riu fraco.

— Eu digo o mesmo… Eu sou estranho para um ômega. — O moreno murmurou com um biquinho, as inseguranças se deixando visíveis. 

— Você não é estranho, Jongin. Você é perfeito.— Sehun sorriu pequeno enquanto as bochechas do Kim se avermelharam com o elogio inesperado. — Mas… Eu não sou beta então… Isso muda algo entre a gente? Quer dizer… Se você se sentir incomodado eu…

— O que? Não! Quer dizer… Não muda, é só… Eu não sei bem o que dizer. — Jongin murmurou atrapalhado.

Sehun lhe olhou por algum tempinho, ambos estavam confusos. O mais alto segurou no pulso do menor, lhe guiando em direção a um banco em frente ao cinema. Se iam conversar era melhor que saíssem do meio da multidão.

— Certo. Eu sei que eu não era o que você esperava e… E você também não era o que eu esperava. Mas… Eu realmente gosto muito de você. — Sehun sorriu de forma quase boba. —Mas… Eu entendo se você quiser ir embora ou sei lá. Sério. Eu não quero que se sinta incomodado, quer dizer… Somos dois ômegas e…

— Eu não me importo. — O menor sorriu envergonhado. — Eu não quero ir embora, Sehun. É só… Eu não sei bem como agir porque… Não estou acostumado, é uma experiência nova, sabe? Mas eu não ligo de você ser ômega também. Eu gostei de você antes mesmo de ver como você era, não vai ser uma classificação boba que vai me fazer mudar.

Ambos se olharam. Trocavam sorrisinhos envergonhados e olhares tímidos. 

— Então… Vamos tentar? — Sehun perguntou receoso e viu o outro ômega assentir com a cabeça. — Certo.

— Certo! — Jongin sorriu em concordância. 

Ambos se olharam em silêncio por mais um tempinho e então riram da situação. Não era desconfortável, apenas não sabiam como agir, era tudo muito novo. 

— Então… Vamos assistir o filme? — Sehun perguntou animado, se levantando do banco e vendo o Kim concordar. 

— Vamos, mas só se você prometer que não vai ficar com medinho! — Jongin provocou ao se levantar também.

Sehun tomou a liberdade de segurar na mão do moreno, esse que sorriu tímido antes de entrelaçar os dedos com os do Oh. E caminharam em direção à fila da bilheteria, lado a lado.

O filme escolhido fora um de terror que Jongin havia dito que estava ansioso para ver. E Sehun não exitou na hora de tentar pagar os dois bilhetes, em um ato de cavalheirismo que foi prontamente negado por Jongin, mas não conseguiu impedir o Oh de passar o cartão na maquininha digital.

— Eu não acredito que você pagou… — O Kim reclamava, negando com a cabeça, enquanto Sehun segurava os bilhetes.

— Por que você tá’ bravinho? Eu quem te chamei pra sair, então eu pago. — Sehun riu. — E se eu fosse o beta que você esperava, eu normalmente pagaria. 

Jongin revirou os olhos, negando com a cabeça.

— Primeiro, você me chamou mas eu que aceitei. E segundo, mesmo que fosse alfa ou beta, eu não gosto que paguem para mim. — O Kim riu. — A menos que seja direitos iguais, por isso eu vou pagar a pipoca e você não pode reclamar.

Sehun tentou reclamar sim, mas Jongin não estava disposto a ouvir. 

Infelizmente tiveram que separar as mãos unidas na hora de segurar a compra feita por Jongin. O balde grande de pipoca doce acompanhado de copos médios de refrigerante e alguns docinhos.

Os ômegas caminhavam pela sala escura, prestando atenção nos degraus iluminados enquanto buscavam as poltronas indicadas na última fileira. Os sorrisinhos não saíam dos lábios, enquanto conversavam de maneira animada — aproveitando que o filme ainda não havia começado —, agora que a estranheza inicial havia passado. 

Quando o filme começou, ambos ficaram quietinhos, prestando atenção na história. Como em um clichê qualquer, os dois trocavam olhares envergonhados e risadinhas quando as mãos se tocavam na hora de pegar pipoca, e a sensação de coração acelerado também se fazia presente no peito do pseudo casal.

E mesmo prestando atenção no filme que passava no grande telão — levando um susto ou outro no processo — Jongin não conseguiu mais se concentrar na história quando Sehun acabou por selar seus lábios. Era apenas um beijinho tímido, não era como se Jongin nunca tivesse beijado na vida, mas era diferente.

Era Sehun.

 

[...]

 

Jongin praticamente gargalhava enquanto seguia o outro ômega. Sua mão sendo puxada de forma delicada, correndo entre os carros do estacionamento do shopping. O Kim ainda se lembrava da última piada do Oh, as bochechas vermelhas pela risada.

— …Então foi assim que eu consegui chegar no golden 2º! — Sehun contava suas experiências no jogo. — Mas depois meus pais descobriram que eu estava virando a noite para jogar quando meu boletim chegou e minhas notas estavam todas vermelhas, e eu fiquei de castigo sem computador até conseguir recuperar tudo. — Sehun riu. — Mas quando eu entrar na faculdade vou ter que dar tchauzinho para as nossas noites de partida. — O Oh fez um biquinho.

— Ah… Assim eu fico triste. — O Kim também fez biquinho, completamente manhoso. Sentia-se perdido caso não tivesse mais suas noites de partidas com o outro ômega.

— Mas eu vou ter tempo para fazer chamada de vídeo e conversar contigo o quanto quiser. E podemos jogar muito nos fins de semana… — O Oh sorriu animado com a ideia.

— Bom… Jogar com você é perfeito mas… Falar com você é mais ainda. — Jongin murmurou envergonhado. — E… Hoje foi incrível. — O Kim sorriu.

— Hoje foi incrível sim, nunca saí com alguém tão fofo, engraçado e… Que goste das mesmas coisas que eu. — Sehun sorriu. — Eu amei te conhecer pessoalmente. Você era tão perfeito por mensagem que eu até pensei que fosse fake. — O Oh riu. — E… Eu realmente não ligo que você seja ômega assim como eu, mesmo que eu nunca tenha me relacionado com outro ômega… 

— Eu também não me importo, eu… Eu nunca senti por nenhum alfa ou beta o que eu sinto por você! — Jongin sorriu com as bochechas avermelhadas. 

O casal de ômegas trocou um sorriso enquanto os olhares permaneciam em uma conexão surreal. O Oh levou as mãos a cintura do moreno, enquanto o Kim fizera o mesmo com seu semelhante.

— Eu… Posso te beijar? — Sehun perguntou ao levar uma mão ao rosto do Kim, acariciando a pele macia, enquanto os olhos não desgrudaram da boquinha carnuda e avermelhada.

— Você não precisa pedir… — O Kim murmurou, sentia o rosto queimando, assim como era visível o rubor no rostinho do Oh.

E ali, esquecendo do fato de estarem em um estacionamento ou até mesmo de serem dois ômegas, os lábios se encontraram. Um encaixe perfeito. Sem pressa, era um toque terno e suave, as línguas se entrelaçando de forma lenta e delicada. 

Se sentiam no paraíso, e só isso importava. 

 

[...]

 

— Sehunnie… O Jongin vai dormir aqui hoje? — O ômega mais velho perguntou ao adentrar o quarto do Oh.

O casal de ômegas estava com o foco no jogo. Sehun estava sentado na cama, nas mãos segurava o controle sem fio do console de seu PS4, enquanto o fone de ouvido não saía das orelhas, jogava de maneira ávida o jogo online refletido no grande televisor do quarto de paredes cinzas. 

Em contrapartida, Jongin estava deitado com a cabeça no colo do mais novo, enquanto o notebook de coloração azul metalizado se fazia presente em seu colo. Assim como o Oh, mantinha os fones na cabeça e os dedos clicavam rapidamente nos botões do teclado, focado no mesmo jogo online que Sehun jogava no PS4.

— Ah… Ahãm! — Sehun resmungou em concordância, não que estivesse realmente prestando atenção em seu pai, visto que não queria perder a partida. 

— Tudo bem, o que vão querer para o jantar? Eu estou meio cansado, tudo bem se eu pedir uma pizza? — O ômega mais velho perguntou, vendo os dois mais novos parecerem um pouco alheios.  

— Ahãm… Qualquer coisa… — Sehun resmungou novamente. 

Jongin praticamente nem piscava, e Sehun menos ainda. O ômega mais velho suspirou, negando com a cabeça. 

— Você quer que arrume o quarto de hóspedes? — O ômega mais velho perguntou ao filhote.

— Não! — Sehun praticamente gritou, afinal não queria ficar longe do namorado, mesmo que sua família ainda não soubesse do relacionamento. — Quer dizer… Deixa o Jongin aqui mesmo, vamos passar a noite toda jogando isso aqui! — Sehun murmurou, ao pausar a partida e finalmente olhar para o pai.

— Tudo bem… — O ômega mais velho sorriu antes de deixar o quarto.

O casal estava oficialmente namorando. Não houve pedido ou coisa do tipo, apenas passaram a se definir como namorados em algum momento daquilo e estavam felizes assim. Havia se passado dois meses desde o primeiro encontro dos dois, e tudo permanecia da mesma maneira. Ainda eram melhores amigos, confidentes, viciados em jogos e passavam dias e noites inteiros jogando, mas agora haviam beijinhos e palavras apaixonadas.

O fato de serem dois ômegas não era nada incômodo aos dois, apesar do receio de assumir o relacionamento por medo das possíveis reações dos familiares, para ambos não havia qualquer problema. Gostavam das mesmas coisas e geralmente jogavam mais do que trocavam carícias, de fato, eram perfeitos um para o outro.

— Se ficar meio estranho para os seus pais, eu durmo no quarto de hóspedes mesmo. Sério, eu não me importo. — Jongin comentou ao sentir as carícias de Sehun em seus cabelos.

— Não. Eu quero dormir abraçado com o meu ursinho. — Sehun sorriu, e então deixou o controle de lado para conseguir abraçar o moreno. 

Rolaram na cama, presos em um abraço. Vez ou outra o Oh arriscava fazer cócegas no Kim, apenas para vê-lo emburradinho e então selar os lábios carnudos com os seus. Os olhares se conectaram. Sehun por cima de Jongin, enquanto o moreno segurava a cintura fina do namorado.

— Você é tão lindo, Nini! — O Oh sorriu para o outro.

— Você é mais.

Os sorrisos logo foram desfeitos para dar lugar ao beijo. Como sempre, era um beijo lento e carinhoso. Perfeito.

— Sehun você- — A porta fora aberta por uma alfa alta, extremamente parecida com o Oh. Sua mãe.

O casal praticamente pulou da cama com o susto, olhando para a porta extremamente assustados. Estavam vermelhos como tomates enquanto a mais velha olhava a cena com a sobrancelha arqueada.

— M-Mamãe…

— Amigos, huh? — A alfa perguntou sarcástica. De fato, Sehun se parecia absurdamente com a mãe.

— Nós… Hãm… Estávamos… — Sehun gesticulava nervoso tentando explicar algo que não tinha como explicar.

— Seu pai pediu para eu perguntar qual sabor de pizza vocês preferem, pepperoni ou marguerita. — A alfa sorriu, mudando de assunto.

— Pepperoni! — Os dois ômegas responderam juntos, visivelmente nervosos.

— Certo, não se atrasem para o jantar. — A mais velha sorriu. — Na próxima vez, se não quiserem ser flagrados aos beijos, tranquem a porta.

O casal se olhou ao se verem sozinhos novamente, estavam visivelmente nervosos e assustados, com medo do que iriam escutar ou coisa do tipo. Mas naquele momento se permitiram rir da situação, afinal, quem manda a vida ser uma piada?


 

[...]

 

Jongin havia finalmente saído do castigo. Infelizmente, diferente da família do Oh que aceitou a notícia com sorrisos e piadinhas, a senhora Kim não havia gostado muito da ideia. Mas veja bem, a senhora Kim era mãe solteira, super protetora, vinha de uma família conservadora e era louca por um netinho. Fora difícil colocar na cabeça da mais velha o fato de que poderia sim dar um netinho para ela, mesmo se viesse a casar com Sehun em um futuro bem distante.

Mas apesar da mais velha ter estado mais flexível diante do assunto, não impediu que deixasse o Kim de castigo por mentir e esconder o namoro. 

Agora que a ômega mais velha já havia se afeiçoado com o Oh,estava permitindo Jongin voltar a jogar e até mesmo permitindo que o genro dormisse em sua casa, como era o caso.  

Sra.Kim havia saído para mais um plantão exaustivo como enfermeira no hospital, e enquanto isso, o casal que já namorava há cinco meses, finalmente esquentavam as coisas no quarto do Kim.

Não tiveram pressa para avançar a relação. Vez ou outra rolavam mãos bobas, mas sabiam que ainda não estavam no clima para o sexo. Mas agora… Agora parecia o momento ideal.

Ambos se encontravam desprovidos de camisetas, a excitação correndo pelas veias, os estalos dos beijos eram ouvidos assim como a respiração levemente ofegante.

O Oh se ocupava em distribuir alguns chupões pelo pescoço amorenado do parceiro, esse que se prontificou em abrir a barguilha do namorado.  

— Amor… Como vamos fazer? — O Kim perguntou curioso, afinal, mesmo que tivesse assistido alguns vídeos a respeito, todos eram forçados e não lhe ensinaram muita coisa.

— Bem… Podemos revezar, ou o que for melhor para você. Nem precisa rolar penetração se não quiser… Eu só quero fazer você se sentir bem. — O Oh sorriu para o namorado.

— Revezar parece bom. — O Kim sorriu, antes de colocar uma mecha do cabelo do Oh para trás da orelha.

O mais novo concordou com a cabeça e os lábios voltaram a se encontrar em um beijo caloroso, talvez o mais afoito que já tinham trocado. Os peitorais voltaram a se roçar, de maneira que ambos os mamilos eriçados esfregavam um no outro, ocasionando em um prazer mútuo —principalmente ao Kim, que era extremamente sensível naquela região.  

O menor inverteu as posições, queria controlar um pouco daquela experiência, mesmo que não tivesse muita noção do que estava fazendo. Deixou a língua vagar pelo peitoral de pele clara, parando para dar certa atenção aos mamilos rosados, mas logo caminhando em direção ao baixo ventre, afinal, o Oh não possuía tanta sensibilidade assim naquela área. 

Deixou beijinhos e chupões fracos pelo caminho, não queria acabar machucando o namorado. Jongin se deparou com a boxer de cor preta que contrastava com a pele esbranquiçada — afina, Sehun tratou de se livrar do Jeans pesado assim que o Kim abriu seu zíper —, tendo seus lábios de encontro ao volume pulsante preso abaixo dos tecidos. 

Olhou de maneira um pouco insegura para o Oh, afinal, não sabia ao certo como deveria fazer, nos videos que havia assistido parecia tão fácil, mas sabia que não era bem assim. 

Os olhares se conectaram e o Oh sorriu, levando uma das mãos aos cabelos sedosos em tom caramelizado, acariciando ali. 

— Você não precisa fazer se não quiser… Sério! — Sehun sorriu, descendo os dedos para o rosto macio do moreno.

— Eu quero. Também quero que seja bom para você… — O Kim sorriu envergonhado, antes de voltar a atenção ao volume à sua frente. 

Dedilhou a lateral da cintura delgada, antes de abaixar lentamente o elástico da roupa íntima alheia. Se assustou um pouquinho ao ver o membro rosado e pulsante a sua frente, afinal, era a primeira vez que via um parceiro nu a seu dispor, mas era extremamente bonito e atraente, além de um pouco maior que a média para os ômegas — de fato Sehun tinha tudo para ser um beta.

Abaixou a cabeça e se permitiu experimentar, deixando a língua percorrer todo o perímetro, antes de abocanhar a glande inchada. O Oh gemeu de maneira quase poética, arqueando a coluna e segurando mais forte nos fios alheios, sem a intenção de machucar. 

Ao contrário do Kim, Sehun não era virgem. Não possuía grandes experiências, mas todas as duas ou três que tivera, haviam sido grandes desastres.  Rolou os olhos por trás das pálpebras, arfando e ofegando, ao ponto que sentia a boca quentinha e molhada do parceiro lhe dar tamanho prazer.

O Kim não era lá tão bom no que fazia, afinal, era um iniciante. Mas se empenhava para tornar a experiência boa para o Oh, queria que fosse inesquecível. Jongin se permitia sugar parte da extensão do namorado, da forma que via nos vídeos eróticos, tomando cuidado com os dentes próximos da pele sensível, sem tentar abocanhar mais do que conseguia, não queria engasgar e passar vergonha na frente do maior.

Sehun sentiu as pernas tremerem com o orgasmo próximo, mordendo o lábio com força para abafar gemidos altos, deixando apenas um som rouco escapar da garganta. Puxou levemente os fios castanhos do moreno, afastando o mais velho antes que chegasse ao ápice.

— Fiz algo errado? — O Kim perguntou preocupado ao que o namorado lhe afastou. 

— Não amor… Foi incrível, sim? — O Oh ofegou. — Mas… Eu estava quase lá… — Sehun murmurou, vendo o namorado concordar. 

Jongin suspirou com o cheiro doce de caramelo misturado com o seu próprio de creme de avelãs. Sabia que era derivado da lubrificação natural de ambos, então se permitiu olhar entre as pernas do namorado — esse que separou ainda mais as coxas roliças para melhor visualização do Kim — e observou o buraquinho róseo que contraía, escorrendo lubrificação que escorria e molhava a cama.

Levou um dos dedos até a entrada rosada do namorado e forçou o dígito sob o local apertadinho, se permitindo adentrar o interior alheio assim que não obteve resistência. O Oh arfava com os olhinhos fechados e a boca entreaberta, deixando que os sons roucos escapassem pelos lábios.

O indicador e o médio abriam espaço entre as paredes contraídas, e a mão amorenada se empenhava nos movimentos de vai e vem, sentindo a lubrificação natural alheia molhar sua mão. 

— Você tem camisinha? — O Oh perguntou entre ofegos, ao que desejava sentir o namorado por completo. 

— Hãm… A gente precisa? Quer dizer… Não vamos engravidar… — O Kim murmurou um tanto quanto confuso. 

— Não, mas… Eu já transei com outras pessoas, Nini. Não posso correr o risco de te passar alguma coisa, sendo que não fiz exames. — Sehun pontuou, vendo o menor fazendo um biquinho. 

— Eu… Eu tenho umas que nunca usei. — Jongin murmurou antes de puxar os dedos de dentro do interior quentinho do namorado. 

O Kim levantou da cama, andando em direção ao guarda-roupas. Na gaveta de roupas íntimas, jongin buscou um saco com coisinhas que costumava usar em seu cio, como um dildo em tom verde azulado de silicone e alguns pacotes de preservativos nunca usados que havia ganhado da mãe, para que não corresse o risco de engravidar em algum cio com alfas.

Jongin retornou à cama com os preservativos, subindo na superfície acolchoada e vendo que o namorado descansava de maneira confortável ali. Se posicionou entre as pernas esbranquiçadas do outro e em seguida olhou para si próprio. Ainda trajava uma bermuda jeans em conjunto com a boxer vermelha por baixo. 

Sentiu os dedos compridos do Oh em sua pele quente, o contato mínimo fez seus pelos se eriçarem, em conjunto com o sorriso malicioso que o outro sustentava no rosto. 

— Você está muito vestido para o meu gosto. — Sehun riu antes de segurar o cós da calça do Kim e ver o namorado levando as mãos rapidamente ao botão e zíper da calça, em uma tentativa de livrar-se do jeans pesado.  

Jongin se encontrava apenas com a boxer de tom avermelhada, e o Oh aproveitou a deixa para descer os dedos sob o volume marcado pelo tecido justo, e então levar as duas mãos até a peça, puxando para baixo e se agraciando com a bela cena do membro pulsante do namorado.

A ereção do Kim era um pouco menor que a sua e extremamente deliciosa aos seus olhos. A glande arroxeada vazava pré gozo pela extensão amorenada enquanto alguns pelinhos ralos contrastavam com a pele na região pélvica. 

— Tão bonito… — O Oh murmurou malicioso, antes de envolver a ereção alheia em sua mão, enquanto a outra acariciava a coxa torneada do moreno. — Eu quero te sentir por completo… — Sehun sussurrou antes de pegar um dos pacotes de camisinha sob a cama e rasgar a embalagem.

O Oh auxiliou o moreno a revestir o membro com o material de látex, antes de voltar a abrir bem as pernas, deixando que o Kim fizesse da maneira que quisesse. Sehun queria que o namorado tivesse uma primeira vez inesquecível.

— Eu… Nunca fiz isso e… Sempre achei que ficaria por baixo quando a hora chegasse, então… Pode ser que não seja tão bom pra você. —O Kim murmurou um pouco envergonhado, tinha medo de não saber foder direito com seu namorado.

— Amor… Você é perfeito pra mim, não precisa se preocupar com isso. — Sehun sorriu para o namorado antes de sentir a glande do moreno roçando em sua entrada sensível. 

O Kim adentrou lentamente no interior apertado do Oh. Não queria machucar o namorado em hipótese alguma, e se permitiu gemer manhoso ao sentir o aperto ao redor de seu membro sensível. Era malditamente delicioso. 

Sehun gemeu com o incomodo, mas diferente de transar com um alfa ou beta, transar com um ômega não era desconfortável  — afinal, ômegas não eram incrivelmente grandes e grossos como alfas e alguns betas, então a penetração era quase indolor. Deliciosa, o Oh diria. 

O mais novo segurou na cintura do moreno, puxando o Kim para mais perto, de modo que seus rostos ficassem bem próximos, e entrelaçou as pernas na cintura fina do Kim e levou uma das mãos à nuca alheia, chamando os lábios carnudos para um beijo.

As bocas se uniram de forma quase poética, enquanto as línguas se entrelaçaram calorosamente. Era um beijo quente, porém extremamente carinhoso.

Jongin passou a mover o quadril lentamente, se acostumando com a sensação de aperto ao redor de seu membro, aumentando a velocidade conforme os pedidos do mais novo. Sehun revirava os olhos por trás das pálpebras com a sensação deliciosa, enquanto uma das mãos se ocupava em masturbar seu próprio membro. 

— Mais forte… —  O maior gemeu, a respiração ofegante denunciando o orgasmo mais próximo do que nunca. — Eu tô’ quase…

— Eu também… Eu… — O ômega moreno nem terminou sua frase, antes de ser puxado para um beijo novamente. Os corpos suados se roçavam cada vez mais, os lábios se encaixavam perfeitamente mesmo com o ritmo eufórico, as línguas dançavam juntas, às vezes até fora de ambas as bocas. 

Jongin acabou não conseguindo segurar mais, seu prazer veio no interior do mais novo, preenchendo a camisinha com o líquido perolado. Sehun veio um segundo após, sujando não só o abdômen do moreno quanto suas mãos e seu próprio corpo. 

Caíram na cama. Lado a Lado. A respiração ofegante tentando se normalizar, enquanto Jongin se livrava da camisinha, sentindo também suas coxas e bumbum molhados com a sua lubrificação natural, enquanto a entrada sensível não parava de pulsar. 

— Você… Gostou? — O Kim perguntou curioso, vendo o namorado assentir rapidamente. 

— Foi incrível, amor... Mas vou gostar mais ainda quando eu te foder bem gostoso. — O Oh comentou, sorrindo malicioso, antes de subir em cima do namorado que parecia surpreso. — Combinamos de revezar, lembra?

— Ah sim… Mas acabamos de gozar, achei que estava cansado… — O Kim murmurou, se sentindo envergonhado. 

— Ômegas gozam rápido mas conseguem gozar mais vezes que alfas e betas… — Sehun sorriu malicioso. — E agora é minha vez de te dar prazer. 

O mais novo trocou mais um beijo com o namorado, ainda mais quente que os outros, ainda mais afoito, mesmo que soubessem que tinham a noite inteira a dispor. Os beijos desceram pela pele amorenada, os lábios finos do Oh deixavam mordidas e chupões que provavelmente ficariam marcados na pele alheia.

A língua serpenteava em direção aos mamilos amarronzados sensíveis do Kim, e Sehun não perdeu a oportunidade de provocar o moreno, estimulando ao máximo aquela área tão erógena, intercalando a sucção com lambidas e mordidinhas nos botões eriçados, enquanto apertava o outro usando os dedos ágeis.

— Sehunnie… — O Kim gemeu manhoso, segurando firme nos cabelos do namorado. 

Sehun provocou mais um pouco antes de descer os lábios pelo corpo delineado do namorado, distribuindo beijinhos pela barriga lisinha do Kim, até sentir os pelinhos ralos em seu nariz. Sorriu malicioso para o moreno, observando a nova excitação a sua frente, deixando sua língua brincar com a ereção alheia, subindo e descendo o músculo molhado pela extensão pulsante e dando uma boa atenção para a glande inchadinha.

As pernas amorenadas tremiam ao que o namorado lhe provocava.

— Sehunnie… Eu estou sensível… — O Kim resmungou. — Eu não vou aguentar muito tempo.

— Agora não amor… — O Oh se afastou um pouco do corpo bonito, sentindo o cheirinho gostoso de avelãs que emanava do outro, se misturando naturalmente com o seu próprio cheiro adocicado. — Vira de costas pra mim. 

Jongin assentiu antes de se virar de bruços na cama, sentindo seu rosto se avermelhar enquanto o namorado parecia lhe comer com os olhos, observando cada detalhe. Sentiu as mãos do Oh percorrendo sua coluna, até o cóccix, em seguida seu quadril fora apertado com força, lhe provocando um gemido.

Sehun puxou o quadril do moreno para que esse ficasse completamente exposto para si, enquanto o Kim queimava de vergonha pela posição. 

O Oh apertou as nádegas redondinhas e amorenadas. De fato, Jongin não possuía um bumbum farto como a maioria dos ômegas — inclusive o próprio Sehun — mas era incrivelmente durinha e empinada. Mas isso não impediu o mais novo de admirar o corpo bonito do namorado e ficar ainda mais excitado.

O mais novo separou as duas bandas, observando a entradinha contraída vazando lubrificação natural. Deixou a língua explorar aquela área sensível, fazendo movimentos circulares e sentindo o gostinho adocicado da lubrificação do namorado. 

Jongin gemia e revirava os olhos, apertando os lençóis entre os dedos. Estava sensível pelo orgasmo recente e receber aquele beijo-grego era uma sensação extremamente deliciosa. Seu corpo tremia em excitação, sentindo o Oh se esforçar enquanto lhe chupava como se fosse o doce mais gostoso do mundo.

A fase da preparação demorou um pouquinho, além de ter sido bem incômodo, mas não era como se não estivesse acostumado a se masturbar com os dedos ou utilizar seu dildo nos momentos de cio — mas não podia comparar, já que no cio nunca sentia dor com a penetração do brinquedo erótico, devido a adrenalina e lubrificação abundante. 

Sehun era mais experiente, então apesar de nunca ter ficado por cima também, conseguiu preparar bem o mais velho e adentrar seu membro com cuidado, afinal, essa era a primeira vez de Jongin. 

Agora o Oh esperava o sinal de Jongin para avançar o passo, enquanto o outro ômega se acostumava com o volume lhe preenchendo. As estocadas começaram lentamente mas logo se aceleraram um pouco, porém diferente do Oh, o Kim preferia estocadas mais fundas e lentas.

— Sehunnie… Ahh… — O mais velho gemia, segurando firme nos lençóis.

O ômega mais novo segurava o quadril do namorado com uma mão, enquanto a outra masturbava lentamente o membro alheio, estocando forte porém em um ritmo mais lento, enquanto gemia rouco com o aperto ao redor de seu membro sensível.

O segundo orgasmo não demorou de chegar para ambos os ômegas. Jongin sujou a cama enquanto Sehun preencheu a camisinha no interior do Kim. 

Caíram na cama novamente, lado a lado. A respiração pesada e ofegante, enquanto ambos pareciam exaustos  — apesar de sehun alegar que ainda aguentava uma segunda rodada. Estavam cem por cento satisfeitos, sem precisar de alfas ou betas.

— Foi perfeito… — Jongin murmurou cansado, antes de abraçar o namorado como um ursinho. — Eu te amo Sehunnie.

— Eu também te amo, Nini.

 

[...]

 

No fim, não precisavam de nada, pois nada faltava sem seu relacionamento. Não faltava amizade, sinceridade, amor, carinho e muito menos prazer. Se completavam de maneira quase perfeita.

E no fim, eram só dois ômegas.












 


Notas Finais


Espero que tenham gostado dessa história bobinha, o lemon foi bem fraquinho e sem muitos detalhes, porque o foco da história era justamente mostrar que eles se completam na amizade, no amor e no sexo. Não precisam de alfas.

E aí, o que vocês planejam fazer nessa quarentena?
Cuidado com o courona vairus, não vão ficar saindo por aí se não tiver extrema necessidade.

Beijinhos.


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