História All the Things He Said - Capítulo 21


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags Jookyun
Visualizações 181
Palavras 1.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


demorei, mas voltei~

bem, esse capitulo é bem pequeno, porque na verdade ele é meio que um interlúdio? não sei dizer exatamente, mas ele tem um valor significativo muuito grande, além dele indicar os prováveis acontecimentos futuros. Não é lá muito empolgante e eu ainda não estou 100% readaptada a escrever atths, mas vamo tentando aos poucos, né?

enfim, queria agradecer a todos que comentaram no meu pequeno desabafo, que me incentivaram muito e que não desistiram disso aqui 💜
Obrigada mesmo, sério.

Capítulo 21 - Todas as rachaduras que ele deixou


A tarde de domingo ia indo embora aos poucos, dando espaço para o céu noturno com algumas poucas estrelas o acompanhando, atrás das nuvens que flutuavam pelo céu. O vento estava forte, arrastando consigo todas as coisas leves que eram encontradas na rua, indicando que não iria tardar uma tempestade chegar, agitada e impiedosa. As ruas residenciais estavam um tanto vazias de pessoas, todos estavam no aconchego das suas casas, aproveitando o clima frio para ficarem em baixo dos cobertores, confortáveis, se aquecendo enquanto assistiam à programação da televisão.

Em uma das casas, entretanto, o clima estava tão frio quanto do lado de fora. Os moradores dali não apreciavam a companhia um do outro, mesmo com todos os esforços do mais velho de todos. Cada um estava em sua pequena tempestade interna, aprendendo aos poucos a sobreviver a uma situação desfavorável.

Atrás da porta preta, um Jaebum com a mão enfaixada se encontrava deitado em sua cama, observando as camadas descascadas, devido ao tempo, da sua estante laranja. Ele queria estar dormindo, na realidade, mas uma presença um tanto chata em seu quarto não deixava que ele fizesse tal ato, ainda que não estivesse reclamando, de fato, da presença do loiro. Ele ficava vagando pelo quarto alheio, ora bisbilhotando os livros contidos na estante, ora mexendo nas gavetas, para no fim, voltar a sentar-se na cadeira, encarando o dono do quarto encarar o objeto laranja.

Jaebum pensava em Changkyun e em como ele deveria estar se sentindo. O Im mais velho se sentia ainda mais culpado ao não estar do lado do irmão, ajudando-o a lidar com seu sofrimento, mas não existia meios de Jaebum amparar o irmão psicologicamente, quando ele mesmo não estava bem. Não quando ele mesmo precisava de ajuda.

E Hoseok, apesar de ficar ali com Jaebum, não falava absolutamente nada sobre os acontecimentos passados, passando a maior parte do tempo dizendo que estava com tédio ou com fome. Ainda assim, ele não deixava Jaebum sozinho. O que, mesmo que o Im não admitisse, era uma atitude bastante apreciada. Ele não sabia onde sua mente poderia ir se estivesse vivendo esse momento completamente só, mas tinha noção de que seria extremamente prejudicial para si, piorando ainda mais toda a culpa que seu amago sentia.

Por isso, Jaebum se sentia grato a Hoseok. Entretanto, não entendia de maneira alguma o fato do Shin estar ali, ao invés do cômodo ao lado.

 

 

 

No quarto cuja a porta era vermelha, Changkyun acordava mais uma vez naquele dia. Passar o fim de semana dormindo fora a programação escolhida pelo Im mais novo, ainda que dormir realmente não fosse algo que ele pudesse dizer que fez. Em alguns momentos, ele conseguia cochilar por um período, para então ter o mesmo sonho, o fazendo acordar novamente. E então ele seguia assim, intercalando entre estar acordado pensando em Jooheon, e dormindo sonhando com Jooheon.

Não importava o jeito, Jooheon conseguia dominar os pensamentos de Changkyun. Mesmo que ele soubesse que era prejudicial, que não deveria estar pensando em alguém que havia o chutado, Changkyun não conseguia tirar o garoto e sua última frase da cabeça.

Eu não quero ficar com você.

Seis simples palavras que, combinadas, fizeram um estrago e tanto. Ainda que ele tivesse prometido para si mesmo e para as pessoas preocupadas consigo que não iria se martirizar por tal coisa, era impossível manter a promessa.

E isso era porque ele se importava. Ele ainda era apaixonado pelo garoto de bochechas salientes, pelo garoto que o fez mudar em tão pouco tempo, pelo garoto que o tinha levado ao limite.

Changkyun olhava vez ou outra para o objeto metálico que estava sobre o criado mudo ao seu lado, pensando se deveria se desfazer dele ou não. O piercing ali o lembrava constantemente das loucuras que havia feito, das coisas que tinha feito com e por Jooheon. Não havia sidos muitas, pois o tempo passado na companhia do outro não tinha sido nem de longe, duradouro, mas foram bastantes significativas na vida do jovem Im.

E recordar de tais coisas, faziam Changkyun se questionar mais uma vez se alguma vez Jooheon fora verdadeiro consigo. Desde o quarto do hospital, Changkyun pensava nisso. Se alguma daquelas atitudes, daquelas palavras, realmente significaram algo para ele. Porque, mesmo que Jooheon tivesse deixado claro que Changkyun não era importante para ele, como Changkyun iria acreditar depois de todos aqueles momentos?

Como?

Tudo era mentira?

Em um ato de revolta, Changkyun levantou-se rapidamente da cama e pegou o pequeno objeto metálico e jogou longe, fora do alcance da sua visão. Queria jogar também todas as suas memorias fora, mas era impossível, por isso pegou todos os seus livros que estavam distribuídos pela mesa, e os jogou no chão, não se importando em rasga-los no processo. Lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto e Changkyun gritou.

Ele precisava daquilo.

Era a primeira vez que ele extravasava todos os seus sentimentos contorcidos, todas as suas dúvidas não respondidas, todos os seus medos. Changkyun não era alguém descontrolado, longe disso, mas ele necessitava exteriorizar todas as suas revoltas. Não era algo que ele faria normalmente, não antes de Jooheon ter passado em sua vida. Mas em meio a tantas mudanças, essa era uma que veio a se tornar necessária.

E ele o fez. Fez até cansar, até que Yoona batesse na porta do seu quarto, preocupada com os gritos ouvidos. Até que ele caísse no chão, cansado. Até que o som característico da chuva se fizesse presente, quem sabe em uma tentativa de se mesclar com as lágrimas derramadas pelo garoto, abafando os sentimentos presentes atrás daquelas portas coloridas.

E aquilo, por mais que parecesse, não era somente por Jooheon. Era por Kihyun, que acabou se envolvendo e se machucando em algo que não envolvia ele; era por Jaebum e todo o seu sofrimento reprimido; era por Hoseok e toda a sua ausência quando ele mesmo tinha prometido não abandona-lo.

Onde estava Hoseok?

Onde estava Jaebum? Kihyun?

Jooheon?

Changkyun estava sozinho.

 


Notas Finais


vcs já escutaram all the things she said? recomendo muito


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