História All The World - BLACKPINK - Capítulo 3


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Categorias Blackpink
Personagens Jennie, Jisoo, Lisa, Personagens Originais, Rosé
Tags Blackpink, Jennie, Jisoo, Kpop, Lalisa, Lisa, Rose
Visualizações 7
Palavras 1.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Jennie


Fanfic / Fanfiction All The World - BLACKPINK - Capítulo 3 - Jennie


Seul, Coréia do Sul, 2016

Era típico de Damian contar aquelas piadas sujas.


_ Fala sério, onde você aprendeu isso? - tomei mais um gole da bebida amarga. Era horrível, mas eu continuava tomando.

_ Eu mesmo as faço - ele riu e deu de ombros.

_ Por isso elas são tão ruins assim, certo? - Hui tragou o cigarro, nos olhando com seus olhos mórbidos.

Damian revirou os olhos.

_ Cale a boca - resmungou.

Hui o ignorou e ofereceu um cigarro para mim. Neguei.

_ Eu não faço mais isso.

_ Achei que iria curtir, como sempre - assoprou a fumaça. Aquilo me trazia más lembranças.

_ Como eu disse, não faço mais - joguei meus pés sobre o sofá, sentindo um peso na mente por causa de memórias que não me deixavam em paz.

Olhei para cima. O teto estava com rachaduras perceptíveis e poderia cair em cima de nós a qualquer instante. O que Kai tinha na cabeça quando disse que debaixo da escadaria do metrô seria um ótimo lugar para se reunir com o pessoal? Seu cérebro deveria estar afetado de tanto se drogar e beber. Aquele vagabundo escroto.

_ Por que estamos aqui? - Damian perguntou e vi que sua impaciência era clara.

Dong-yul. Esse era o seu verdadeiro nome, sua verdadeira vida e personalidade. Eu saber disso só significava que todos ali estavam em minhas mãos e não sabiam ainda. É claro, eu não ia usar isso contra eles, Hui e Damian eram a minha família. Infelizmente, também tinha Kai.

Hui não se deu o trabalho de responder, apenas me lançou um olhar significativo e suspirei.

_ Pelo visto, eu não posso saber. Querem me privar de estar aqui também? - ironizei, visivelmente chateada.

Não era a primeira vez que os meninos escondiam coisas de mim. Segundo eles, eu podia saber de algumas coisas, mas não todas. Kai mantinha uma política de preservação quando se tratava de mim.

Falando no diabo.

_ Aquela desgraçada! - ouvimos um grande grito e a figura de Kai apareceu, junto com mais dois de seus amigos desconhecidos por nós. Hui e Damian se assustaram também.

_ Não faz barulho, cara! Quer que nos descubram aqui? - Damian advertiu o garoto aparentemente fora de controle.

_ O que tá pegando? - perguntei, já acostumada com os surtos de Kai.

_ Você, você conhece ela! Vocês se conhecem, não é?! - em um impulso, Kai se atirou para cima de mim, apertando meu pescoço.

_ Mas que merda?! - Hui pulou para cima de Kai, o puxando. - Sai de cima dela, seu merda!

_ Caralho, vocês só vão ficar ai parados?! O que ele tem? - ouvi Damian gritar para os dois caras estranhos, que pareciam ser completamente apáticos sobre eu quase ser engasgada.

Enquanto eles seguravam Kai de me estrangular, eu tentei me recuperar.

Mas que droga!

_ Você é louco! - rosnei, levantando do sofá. - De quem... de quem você está falando?

_ Rosé! - ele disse, tentando se soltar dos dois garotos que arfavam alto. - Me soltem, merda! Não vou fazer nada.

Os dois se entreolharam e o soltaram. Como disse, ele somente ficou parado. Debaixo dos seus olhos estavam olheiras profundas, sua camisa suja de algum líquido que cheirava como álcool e suas pupilas estavam dilatadas.

_ Você está drogado? - aparentemente, Damian havia percebido os pequenos detalhes também.

Ele o lançou um olhar esquisito, como se fosse algum tipo de psicopata. Eu não duvidava nada que isso o habitava todos os dias.

_ Eu não sei do que você está falando, Kai. - o olho de cima a baixo, na defensiva.

_ Ah, sabe sim! - insistiu com seu tom usualmente irônico - Vocês estudam na mesma escola, ou você está tendo algum tipo de amnésia? - e suas palavras saiam rastejando.

_ Acho que estou tendo algum tipo de bloqueio mental, sim! Não sou obrigada a conhecer uma pessoa só porque eu estudo próxima a ela. Na verdade, não sei de nenhuma Rosé. - dei de ombros. Ele se aproximou mais, e consequentemente, Hui e Damian fizeram o mesmo.

_ Sério mesmo, Jen? - estranhamente, seu tom ficou mais suave. Mais doce. - Acho que terei que lhe ajudar, para que possa lembrar.

Foi muito rápido. Kai sacou do interior de sua calça uma arma e apontou para mim. Os outros dois caras fizeram o mesmo, só que para Hui e Damian.

_ O que você está fazendo, Kai? - Hui perguntou, nervoso.

_ Aparentemente estamos sendo traídos... - Damian murmurou.

Ele sorriu.

_ Todos. Comecem a andar.

Era um dos túneis que dava até a praça. Eu estava prestes a sair correndo, na verdade, era o que meu cérebro estúpido estava tentado a fazer. Mas eu morreria com um só tiro na cabeça. Kai não estava em si, e seus dois supostos amigos pareciam muito sóbrios, mas estavam fazendo aquela loucura junto ao garoto inconsequente.

_ Por que você está fazendo isso, cara? Pensei que não tivesse tempo para drama em sua vida - Damian ainda parecia não acreditar.

_ Está brincando? A vida de Kai é uma própria cena dramatúrgica... - Hui riu de canto, olhando com sarcasmo para o mais velho.

_ Para quem me conhece, vocês estão sendo até idiotas demais. Sabe o que eu posso fazer? Tudo! - o mesmo riu alto, balançando o revólver na mão - Estão olhando ao redor? Túnel principal do metrô. Antigo, construído em 1960. Procurem por câmeras ou sinais de policiais... - provocando minimamente, seu rosto que fingia confusão se perdia nos cantos vazios do lugar escuro em que nos encontrávamos. - Esse lugar é um lixão abandonado. Agora, façam o favor de calarem a porra da boca e continuem andando.

Mas não demorou muito até pararmos. Era madrugada. Estava tudo vazio. Ou foi o que pensei antes de olhar para uma das mesas do centro da praça e ver duas pessoas; eu reconheci, brevemente, uma delas. Olhei para a arma de Kai. Ele não podia...

_ Solta isso. Agora, seu merda - tentei gritar, mas saiu apenas como um sussurro.

Ele riu, bem alto.

_ Ou o quê?! Você não quer que eu faça besteiras, Jen? Está cuidando de mim? - ele balançava aquela arma e meu coração batia mais forte.

_ Para com isso, esse não é você!

_ Jennie, para, não vai adiantar - Damian disse, mas apenas foi encostado na parede imunda por um dos caras esquisitos. Hui estava tenso.

_ Fique caladinha. Sabe, eu costumo ser um bom rapaz. Mas essa garota... ela me tirou do sério. Ela não é tão santa como todos pensam. Ela sabe bem o que faz e... caralho. Ela me fez ficar louco. Mas então eu descobri que ela estava saindo com aquele cara ali - apontou para longe. - Ela é uma vadia!

_ Pare com isso! - gritei - Tem outras formas de você lidar com essa merda, Kai...

_ Você é outra vadia! - se aproximou de mim, me empurrou e eu cai no chão. Ele iria se aproximar para me puxar e, sem pensar muito, chutei seu rosto.

Foi tão rápido.

Talvez eu nem tenha sentido e uma lágrima saiu de meu rosto. Eu me lembro de ter levantado e tentado empurrá-lo após ouvir os gritos de Hui e Damian. Era tarde demais para impedi-lo de atirar e, com sorte, talvez ele acertasse o nada. Mas ele havia apertado o gatilho. Aquilo foi tão sujo quanto sua risada depois de acontecer. Eu não conseguia me mover.

Ele havia atirado nela. Mas eu sabia que ele estava mirando nele.

Eu pude sentir o vento bater forte e ver Kai saindo correndo, junto com os dois caras. Eu ouvia meu nome, mas eu pertencia ao silêncio.

_ Vamos embora! - ouvi. - Jennie!

Entre um zumbido pertinente em meu ouvido e luzes ofuscantes dos postes altos, eu não conseguia entender o que havia acabado de acontecer.

E foi tudo culpa minha.



_ Você disse que atiraria nele.
_ Ela me empurrou e eu errei!
_ Seu estúpido.


Notas Finais


O capítulo ainda não foi revisado!


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