História All This And Heaven Too - Capítulo 4


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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Dra. Delphine Cormier, Paul Dierden
Tags Cophine, Cosima Niehaus, Delphine Cormier, Orphan Black
Visualizações 101
Palavras 1.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, esse capítulo tem um puta significado. Diz muito, mesmo que por alto, do passado da Delphine, que ainda será devidamente explorado.

>>SÓ PARA AVISAR desculpa o capslock AS PARTES EM ITÁLICO SÃO UM FLASHBACK<<

boa leitura galerinha, e mil perdões pela demora. Amo vocês<3

Capítulo 4 - Orphan


Fanfic / Fanfiction All This And Heaven Too - Capítulo 4 - Orphan

As aulas do período matutino, para o azar de Cosima, passaram voando!

A mulher se encontrava estirada em uma das confortáveis cadeiras da sala de espera para ver a diretora. Dar aulas em escolas de ensino integral não é uma tarefa fácil, principalmente quando suas várias turmas têm a faixa etária de cinco à dezesseis anos e a troca de salas é constante. O prédio arquitetado pelo falecido marido de Susan é enorme e muitíssimo bem organizado para que as crianças não dividam o ambiente com  adolescentes, o que significa andar mais — e que por vez acabou com as pernas de Cosima. 

Durante o intervalo de uma hora e meia, atividades especiais são realizadas com os alunos e os professores podem enfim descansar, mas para a novata aquela espera para algo que tantas expectativas criava em sua mente, descanso algum era. Uma tortura, talvez.

Seus olhos estavam fixos na porta da sala onde almejava entrar, embora também temesse o fazê-lo, porém seus pensamentos estavam longe e repetiam frases ácidas banhadas por um inquestionável sotaque francês. Niehaus divagava nos erros e acertos da discussão de mais cedo quando belas pernas atravessaram seu campo de visão. Era Krystal, assistente da viúva Duncan, trazendo seu recado.

— Você já pode entrar, professora. — Disse.

Cosima ergueu o olhar fitando as íris claras da loira, sorriu sem mostrar os dentes e tomou a sala da senhora de cabelos também amarelados.

A primeira coisa em que reparou foi na vista proporcionada pela parede de vidro atrás da diretora, onde era possível observar as crianças brincarem em um dos playgrounds disponíveis durante o que é chamado de aula orientada. A segunda foi a própria figura e sua expressão... Receptiva?, surpreende-se!

Susan é a primeira a falar, cortando o silêncio e o ar ao apontar o braço em direção a cadeira em sua frente. 

— Sente-se, querida. Você está em seu horário de almoço, não pode perder muito tempo aqui.

O tom usado é terno e manso, algo que Cosima julga característico da Duncan, logo nenhuma conclusão poderia ser tirada disso. 

A mais nova não hesitou em realizar o pedido e se sentou ainda desconfiada. 

— Nós duas sabemos porque você está aqui... — Susan inicia o que, de acordo com os pensamentos de Cos, viria a ser um sermão incontestável.— Atrasar-se mais de meia hora em seu primeiro dia é uma gigantesca amostra de irresponsabilidade.

Com os dreads presos no topo de sua cabeça, ela apenas acenava em concordância. Seus dedos, que mantinham-se entrelaçadas sobre as próprias pernas, suavam devido a tensão. 

— Nós trabalhamos com seriedade para educar essas crianças. Seriedade e compromisso. Temos regras a serem seguidas, conversamos sobre isso na primeira vez em que esteve aqui. E é justamente isso, Cosima, a primeira impressão que tive de você, que me faz crer na sua competência profissional. Importunos acontecem, estou ciente disso e por hora não exigirei justificativas, muito embora devesse. Espero que não tenhamos de falar sobre isso novamente, pois não te garanto compreensão. Estamos entendidas?

A essa altura do campeonato, a professora já estava de pé, mais do que aliviada, estendendo a mão em direção à diretora com sua mais verídica gratidão no olhar.

— Completamente! — Responde-a, sorrindo amigavelmente. 

Elas apertam as mãos, sacudindo rapidamente, como se estivessem selando um acordo. 

Cosima, de certo modo, estava.

 

 

 

××
 

 

 

 O elevador parecia subir em uma lentidão anormal. Talvez fosse o passado de Delphine arrastando-a para baixo, transformando o ar em algo denso e de difícil inalação, pesando como há muito tempo não acontecia.

Quando as portas espelhadas da enorme estrutura de metal abriram-se no andar ordenado ela desejou fugir. Fechou os olhos com tanta força que ao abri-los sua visão se mostrou temporariamente embaçada. A mulher que um dia foi insistia em assombrar.

 

Em determinado momento suas lágrimas secaram. Após dias de dor e choro incontrolável, enfim, secaram. Mas nem tudo mudou: A decoração de toda a casa permanecia devastada, espalhada em diversos pedaços pelo chão; Paul não colocava os pés em casa desde a notícia que juntos receberam; suas magras mãos quase não deixavam a barriga e seu maior desejo ainda era desaparecer.  

 

Os corredores rotineiramente silenciosos amplificaram o som de seus saltos chocando-se com o piso lustrado. Serviram de aviso para sua chegada. 

O homem com quem um dia fora casada estava estirado na poltrona de espera, a cabeça apoiada ao punho, as pernas grossas exageradamente afastadas. Paul certamente tentava chamar a atenção e foi o primeiro a notar a presença da francesa.  Ele levantou-se, Gracie também.

— Eu tentei colocá-lo para fora, doutora Cormier! — A secretária adianta-se.

Delphine a ignora, nem mesmo chega a encará-la. Queria acabar logo com o que estava acontecendo e por isso foi direto para sua sala, Dierden foi atrás, rindo como se o momento fosse uma grande piada.

— Doutora Cormier, hum? Parece que você se virou bem sem o meu sobrenome, amor. 

A loira, que andava a frente de Paul até sua mesa, virou-se abruptamente. Sua mandíbula travou no exato instante em que processou o tamanho abuso vindo de seu ex-marido.

 

Atravessar os cômodos até alcançar a cozinha fora como divagar em um passado mascarado de próspero com a felicidade da francesa sendo sustentada por mentiras que seu amor por aquele homem a impede de enxergar.

O primeiro retrato que encontrou em pedaços levava seu mais sincero sorriso, um vestido branco longe de ser simples com seu véu quilométrico e dobraduras semelhantes a mais refinada arte, o belo buquê que, como lembrou-se, a avó de Paul pegou com uma invejável disposição, e ele, o bem trajado figurão por quem apaixonou-se.

 

— Diga logo o que você quer ou eu mesma trato de te colocar para fora.

Disse ela, em seu mais ameaçador tom. 

— Não é óbvio? Quero conversar com você. Como vai a sua vida? E aquela criança... Qual é mesmo o nome? Ah, sim, Charlotte. A nossa filha está bem? — Ironiza.

Fora preciso respirar uma, duas, três vezes para prosseguir.

Delphine lutava para não ceder as provocações daquele homem. Controlar suas emoções nunca foi algo que a francesa pudesse afirmar fazer com facilidade e ambos têm conhecimento dos fatos.

— Charlotte não é sua filha, nunca foi e um pedido de guarda que com certeza será negado não fará dela sua.

Ela alega com uma frágil superioridade e Paul torna a rir, assentindo para o que havia sido dito. 

— Sim, eu havia me esquecido. Ela não é a minha filha. Nem sua, você não a gerou. Nem de ninguém, afinal Charlotte é uma órfã. — Diz com naturalidade.

A loira realmente estava se esforçando como nunca antes havia feito. Não queria e nem mesmo deveria mostrar fraqueza perante uma figura a quem tanto repugnava, mas esforço algum seria o bastante ao ter que lidar com aquelas duras palavras.

Quando deu-se conta, Delphine já havia levantado a mão para calar o homem e descontar nele a imensa vontade de desabar, mas ele foi mais rápido e a segurou por ambos os braços. O sorriso irônico ainda era mantido em seus lábios quando Paul a colocou contra a mesa, encarando-a com tamanho ódio que a mulher em momento algum havia presenciado.

Ele a soltou, pois apesar de tudo sua intenção não era machucá-la, mas se aproximou de maneira evasiva e a poucos centímetros de seu rosto tornou a provocar:

— Vamos! Vai lá, Delphine! Me bate! Tente a sorte!

 

Da lua de  mel em Veneza  agora restava apenas as memórias e a única foto capturada escondia-se abaixo de cacos de vidro; assim como outras tantas.

Seu sorriso diminuía a cada imagem, até que tornou-se imperceptível, e Paul, a cada uma delas, comemorava a subida na empresa de seu pai — até o momento em que de tão alto ficaram lado a lado, Paul e a empresa, e Delphine ficou para trás. 

Durante mais de três anos de casados Cormier lutou e deu tudo de si, sacrificando-se e fazendo escolhas irreversíveis. A francesa não aceitou descartar cada uma delas. Não queria, não saberia, não depois de ter dito sim.

 

— Qual é, doutora Cormier?! Não tem coragem? Você nunca agiu por conta própria, sempre se arrastou atrás de mim. Você não é nada, Delphine! NADA! — Grita. — Cresceu sem a mamãe. O papai era um bebum. Foi ignorada pela família no dia do próprio casamento e durante todos os que vieram depois. Não foi capaz de gerar o nosso filho. — A última frase veio a ser dita pausadamente, de forma cortante.

Suas palavras atingiam a mulher como socos propositalmente direcionados ao seu útero. Ela não queria ouvir o que ele tinha a dizer, temia desabar sem ter noção de que o havia feito no instante em que levara as mãos aos ouvidos e, pouco tempo depois, provou o sabor salgado de suas lágrimas — que nem sabia estarem caindo — ao pedir em um fio de voz para que ele parasse por ali. 

— Você não passa de uma mulher que de tão desesperada por afeto adotou aquela órfã para destruir a minha vida. Mas advinha só...

Paul rodeou a mesa da mulher e pegou os dois retratos que estavam lá em cima, jogando-os no chão com toda a força que tinha. Em seguida apanhou um dos vários cacos de vidro em que as molduras haviam sido convertidas e o arrastou pelo canto da sobrancelha direita, simulando um corte de raspão. 

— Sua órfã não vai me tirar o que é de direito, pois juiz nenhum a deixará na guarda de uma mãe surtada que prefere a violência ao diálogo. Que coisa feia, Delphine. Perderá aquela pirralha por ter me jogado um objeto cortante. 

Disse ele, deixando aos prantos uma Delphine sem filtros, imersa em um doloroso passado.


Notas Finais


Tãdããktjrltbrk

O que vocês acharam? Têm dúvidas? (Acho que sim ltjrltjr) só perguntar, prometo responder com o menos de spoiler possível huehue

Gente, esse foi um pouquinho da minha bebê Delphzinha. Me perdoem pela imensa demora! Espero ter conseguido compensar um pouquinho.

MUITAS TRETAS ESTÃO POR VIR!!

Ps: se vocês lerem só as partes em itálico forma um flashback contínuo, porque trata-se de um cena que vai ser abordada mais para frente. eh isto


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