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História All Time Low (Imagine Todoroki Shouto) - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction All Time Low (Imagine Todoroki Shouto) - Capítulo 1 - Único

A garota de fios castanhos esperava pelo seu namorado no portão de seu colégio, como sempre fazia. Os alunos de yuuei saíam em duplas em baixos de guarda-chuvas. A acastanhada mordia seu lábio inferior na tentativa de se acalmar, porém, não deu muito certo. Apertou a alça de sua bolsa de couro marrom e se encolheu um pouco. Havia esquecido seu casaco e ela acabara de se arrepender por isso.

Estranhou o atraso de Shouto, vulgo seu namorado. Ele nunca foi de se atrasar e sempre era pontual e, por esse motivo, estava com um leve receio de ter acontecido algo com seu parceiro. As gotas de chuva pingavam sobre o guarda-chuva preto e respingaram levemente em seus sapatos quando caíam sobre o chão. A chuva começou a aumentar e, quando menos percebeu, uma rajada de ar levou seu objeto que impedia que a chuva caísse sob sua cabeça

Não teve tempo de reagir, apenas suspirou e abaixou a cabeça, sentindo as gotas escorrerem por seus fios e molharem seu rosto e roupa, além de seus óculos, que retirou assim que não dava para enxergar mais nada com eles. Pegou a bolsa e colocou acima de sua cabeça, tentando se molhar menos, mesmo que já estivesse completamente encharcada.

Os últimos alunos saíram e nada dele aparecer. Desistiu quando, após passar mais cinco minutos, as portas da yuuei se fecharam, fazendo um leve estrondo quando colidiram. É, melhor voltar para casa, está ficando frio. Pensou consigo e caminhou sob a chuva, agora nem se importando mais. Desceu sua bolsa da cabeça e a prendeu com suas duas mãos a frente de seu corpo. A rua estava praticamente vazia, mas não é como se se importasse com as pessoas e com o que elas pensam de si.

Sua cabeça estava baixa e sua áurea, sombria. Reprimiu os lábios sentindo seu peito dar uma leve pontada. Sentia como se Shouto, o seu único amigo e namorado, estivesse se afastando de si nesses últimos dias, na verdade, nessas últimas semanas. Não a esperava para ir juntos e voltarem da escola mais, vez ou outra acontecia, entretanto, não frequentemente, diariamente como antes. Ele não a aguardava na porta da sala 3-B, onde estudava, para irem almoçar juntos. Por que ele estaria fazendo isso?

A chuva se intensificou mas não se incomodou com isso. Estava pouco se lixando se caso ela pegasse um resfriado e ficasse doente. Não se importava com isso. Não mais. 

Havia chegado na sua casa encharcada e com os cabelos e vestimentas molhadas, respingando o que a chuva havia deixado consigo. Tirou o sapato e o deixou ali, largado no chão. Deu uma leve torcida em seus fios e no tecido do seu uniforme, vendo uma boa quantia de água sair deles. Largou sua bolsa no chão do pequeno corredor que dava entrada a sua casa e pisou no chão de madeira, deixando o piso molhado com o formato de seu pé.

A casa estava escura e sem nenhum ruído, exceto pelos seus passos que iam em direção ao seu quarto no segundo andar. Abriu a porta e encarou seu quarto que tinha uma decoração simples. Era um perfeito quadrado com as paredes pintadas de branco, uma cama no canto da parede que ficava a janela, onde tinha algumas suculentas. Uma escrivaninha com materiais básicos de estudo, uma pequena estante com livros e mangás que curtia e até mesmo um ventilador. Um criado mudo branco ao lado da cama com uma luminária, um armário branco com apenas duas portas e duas gavetas e um grande tapete de veludo, no qual gostava de ler sobre ele.

Tirou as roupas molhadas e as deixou em algum canto, ficando apenas de roupas íntimas. Passou pelo tapete e se deitou na cama de solteiro, ficando esparramado sobre a colcha azul. O céu estava cinzento e a chuva parecia estar mais forte a cada segundo. a pouca luz que tinha, era emitida da sua janela enquanto encarava as nuvens em silêncio, ouvindo o barulho das gotas caírem no teto e escorrerem para a ponta do telhado, indo de encontro com o chão. 

Pegou o celular e conferiu se tinha alguma coisa em sua caixa de mensagem, procurando se tinha alguma mensagem de Shouto dizendo que havia chegado em casa e depois perguntando como tinha sido seu dia ou se estava bem. Todavia, não tinha nada. Levantou um pouco o olhar e viu que ele havia tirado a foto de perfil que estavam juntos e deixando apenas vazio. Ele estava online, apesar disso, não tinha mandado mensagem.

Ela estava o chamando para conversar desde alguns dias atrás, coisa que quase nunca ela fazia, já que seu namorado era sempre presente, preocupado e carinhoso, mesmo parecendo um pouco frio na vista de algumas pessoas. Algo que ela havia percebido também, era que ele não a olhava mais com carinho ou talvez, nem a olhava. Tentou perguntar, tentou saber o motivo de ele estar assim, mas nada ele respondeu, apenas disse um “Nada” seco e completamente desinteressado.

E com essas coisas que estavam acontecendo, a fez pensar no que teria feito para esfriar o relacionamento deles. Seria ela a culpada? Não sabia. Ele parecia…. Não. Ele está afastado. Por que? Desligou o celular e o jogou ao seu lado. Olhou para o teto branco e suspirou. Ela se sentia como se estivesse se afundando lentamente na água, sufocando-se e, mesmo que tentasse chegar à superfície para poder respirar, não conseguia. 

Seu psicológico nunca foi bom. Sofreu abusos do próprio pai quando criança e era maltratada pela sua mãe. Sofria bullying por sua individualidade ser como a de uma vilã. Controle mental e sanguínea.

Lembra-se quando seus colegas de classe da oitava série abusara dela e depois a espancaram, deixando marcas não só fisicamente quanto mentalmente. Chegava quase todo dia em casa com arranhões e roxos enormes pelo corpo, mas sua mãe nunca estava lá para cuidar de seus ferimentos e dizer que vai passar. Sua mãe era um heroína profissional, uma profissão que tomava grande parte de seu tempo. Se acostumou com a solidão e com os machucados, que até mesmo sua progenitora fazia em si.

Anos se passaram desse jeito, no entanto, quando entrou na yuuei e esbarrou sem querer naquele meio ruivo e meio albino, apareceu com se seu mundo tivesse se iluminado. Foi um pouco difícil se aproximarem, já que eram de salas diferentes, mas com um pouco de esforço, conseguiram se conhecer melhor e, após alguns meses, começaram a namorar. Estavam quase três anos juntos e ela sentia que seria com ele que ia querer formar uma família, porém, duvidou disso nessas últimas semanas.

Ele estava distante de si. Vinha quase sempre na sua casa para fazerem companhia um ao outro mesmo que, às vezes, não conversavam. Havia se abrido com ele depois de um ano de namoro. Contou sobre os abusos e problemas psicológicos que sofria. Dos estupros que sofreu do seu pai na infância antes de ele abandonar sua mãe e ela. Naquela noite foi quando se entregaram de corpo e alma um para outro. Se conectaram e acabaram suados e ofegante, nus embaixo de uma coberta, distribuindo carícias um no outro.

Ela o amava, estava mais claro do que qualquer coisa. No sorriso incondicional que dava ao falar sobre o Todoroki e os atos que a entregavam. Fazia o possível e o impossível para aquele meio ruivo. Era um amor tão incondicional e infinito, que muitas pessoas invejavam aquela pureza e inocência do sentimento. A admiravam por ter um coração de ouro mesmo tendo sofrido o tanto que ela sofreu.

A garota fechou seus olhos ao sentir pequenas gotículas se formarem nos olhos. Não, ela não iria chorar. Respirou diversas vezes acalmando-se. O celular vibrou ao seu lado e ela abriu os olhos. Pegou ele e viu algumas mensagens de Shoto. Ela abriu um pequeno sorriso e se sentou de pernas cruzadas. Limpou os olhos e abriu a caixa de mensagem, começando a sentir uma flor de esperança brotar dentro de si.

Clicou e começou a ler. Quando abaixava para ler, o seu sorriso se desfazia e seus olhos voltaram a marejar. Algumas lágrimas caíram na tela do celular e, ao ler aquela única palavra, sentiu seu mundo cair e desmoronar bem a sua frente.

“acabou”

Aquela palavra atravessou seu peito matando a flor e tudo que era bom que restava em seu peito, tal como uma flecha fazeria. Largou o celular e continuou de cabeça baixa. Lágrimas grossas saiam de seus olhos que antes, eram brilhosos e radiantes, e agora, ficaram opacos e sem vida. 

Ele era seu mundo. Sua única razão de ela ainda estar aguentando tudo. Tinha que acabar assim? De um jeito tão miserável? Seu peito doía e, agora, soluços altos davam contrastes com os relâmpagos que brilhavam do lado de fora de sua casa. Ela pensou que seria ele pai de seus filhos mas, depois dessa, não sabia se eles iam existir. O celular apagou e ficou um completo breu em seu quarto, apenas sendo iluminado pelo brilho fraco da noite. 

Algo morreu dentro de si, e ela sabia o que era. Sua alma.





As primeiras semanas foram horríveis. Sempre que o via com a Momo, sentia seu peito doer e ia chorar em algum canto. Ele parecia não ligar para si. Ou será que nunca ligou e estava apenas fingindo? Chegou até criar coragem e ir tentar conversar com ele, entretanto, sua atual namorada dizia que ele não a queria ver e que era para ela sumir da vista dele. Agora ela estava sozinha. Novamente mergulhada na solidão. Ela tentava consertar o seu orgulho, mas estava completamente quebrado. Não tinha mais salvação. Como ela.

Ela tentou esconder o quão péssima ela estava, no entanto, mesmo que ela não soubesse, ele sabia que ela estava ruim, mas não tinha coragem de ir até ela, já que foi ele que havia terminado com ela. Sempre olhava de relance para a garota no canto isolado do refeitório enquanto Yaoyorozu conversava consigo e ficava se esfregando nele. Não tinha como. Ele não podia voltar atrás. Já era tarde demais.





Novamente a acastanhada estava deitada em sua cama, olhando para o teto. Já havia passado dois meses que haviam terminado e aquela dor permanecia. Ela tinha que acabar com tudo. Não tinha mais motivo para ela ficar viva. Não havia mais motivos para ela continuar. O único motivo que ela tinha para fazer isso, tinha a abandonado e a deixado naquele estado.

Um dia aquele sofrimento a consumiu e ela tomou coragem para se libertar.




Na semana seguinte, ela estava deitada em sua cama com os braços esticados na cama e com o celular ligado no chão enposado de sangue, entretanto, aquele corpo não havia mais vida. Sua última mensagem foi enviada para o seu eterno, único e primeiro amor. Todoroki Shouto. Sua última mensagem foi um “eu te amo” seguido de um “me desculpa”. 

Sua pele estava pálida e fria. O coração não batia mais em seu peito e a faca encravada nele havia acabado com o sofrimento da pobre garota. O sangue escorria pela colcha, antes branca, e caía sobre o chão, pingando na tela do celular, no qual já havia desligado. Não, ela não se matou, apenas se libertou.



All time low - Jon Bellion


Eu era o cavaleiro de armadura brilhante em seu filme

Iria colocar seus lábios nos meus e adoraria o sabor

Agora eu sou um fantasma, eu chamo seu nome

Você olha através de mim

Você é a razão pela qual eu estou sozinha.

Eu, eu tenho tentado consertar meu orgulho

Mas essa merda está quebrada, essa merda está quebrada

Mentir, mentir, m-mentir, eu tentei esconder

Mas agora você sabe disso

Que eu estou em uma eterna

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Eu era o protótipo como 3 pilhas naquele Cd

Um exemplo da namorada perfeita

Agora todas as suas namoradas dizem que você não quer me ver

Você é o motivo porque não consigo me concentrar

Eu, (eu, eu) eu tenho tentado consertar meu orgulho

Mas essa merda está quebrada, essa merda está quebrada

Mentir (mentir, mentir) , mentir, m-mentir eu tentei esconder

Mas agora você sabe disso

Que eu estou em uma eterna

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Eu, eu, eu, tenho tentado consertar meu orgulho

Mas essa merda está quebrada, essa merda está quebrada

Mentir (mentir, mentir) , mentir, m-mentir e tentar esconder

Mas agora você sabe disso

Que eu estou em uma eterna

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Mentira, m-mentira, eu tento esconder

Mas agora você sabe disso

Que eu estou em uma eterna

Ei!

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão

Depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão, depressão


Notas Finais


Espero que gostem meus amores! Bjs


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