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História All You Need Is Love - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


*Perdoem qualquer erro

*Capítulo narrado pela Camila!

Capítulo 7 - Capítulo VI


Fanfic / Fanfiction All You Need Is Love - Capítulo 7 - Capítulo VI

Comandar um hospital não é fácil. Jamais será. Ainda mais quando se carrega o peso e a responsabilidade do sobrenome Cabello, mas falar que detesto meu trabalho seria uma das maiores mentiras desse mundo. Amo comandar esse hospital, amo ser a dona e a chefe da cirurgia, diferente do que as pessoas pensam, o status eleva nosso ego e faz um bem enorme.

—Emília, é a última vez que te ligo. -Abro a porta de minha sala. - Se não atender a porra desse celular, juro que apareço nessa empresa e te arrasto pelos cabelos até aqui. -Bato a porta com toda força que possuo. -

—Uou, parece que cheguei em uma hora ruim.

Só então percebo mais alguém ali.

—Dinah?

—Em carne, osso e toda a beleza que Deus deu.

DJ se levanta de minha cadeira, ao chegar perto, me puxa para um abraço cheio de saudade e preocupação

—Quando você chegou? Caramba, que saudade de você, sis. Por que não foi para casa? -Saio de seus braços, jogo a bolsa em cima da mesa e tomo meu lugar de costume. -

—Cheguei faz pouco tempo, preferi te fazer uma surpresa. -Dinah se senta em uma das cadeiras dispostas por ali. - Como está minha pequena diva?

—Muito bem. Cada dia mais esperta. -Separo as pastas que estão sobre a mesa.- Já comeu? Quer que eu providencie algo? Onde está mamãe?

—Não precisa, estou bem, mas ao que parece, não posso dizer o mesmo de você. Ahh, mamãe vem só no final da semana que vem, você sabe como ela é enrolada para deixar a casa somente com papai e os empregados. -Minha irmã revira os olhos, em um ato dramático. - Mas vamos falar do que acabei de ouvir: O que aconteceu para você estar tão brava?

—E como sei. Dona Sinuhe e suas manias. -Brinco. - Enfim, aconteceu que sua cunhada é uma teimosa. Há dias ela vem sentindo dores de cabeça fortíssimas, ontem, durante a festa beneficente dos Jauregui’s, precisamos ir embora mais cedo justamente por isso, falei que de hoje ela não passava, Kristin faria um check-up completo, no entanto, sabe o que a criatura fez? Saiu mais cedo de casa e desde então não atende nem retorna minhas ligações.

Dinah solta uma risada alta

—É bem a cara da Emília fazer isso.

—Não ria, sis. Estou realmente preocupada.

—Não deveria. Emília deve estar sobre muito estresse, soube da tal fusão, não se fala em outra coisa no mercado de ações.

—Ela está surtando.

—Imagino. E você? O que acha de tudo isso?

—Acho que Gold enlouqueceu. Fazer uma fusão assim do nada? Sem mais nem menos? Fora que a Nath disse que Michael Jauregui é envolvido com tráfico de drogas e bordéis.

—Porra. Que merda!

—Pois é. Já falei para Emília pedir demissão, mas sabe como ela é. -Resolvo deixar de lado a história sobre segurança.- E Gold a tem nas palmas das mãos.

—Clarke tem um coração muito bom. Jamais deixaria a Dior afundar, até porque, antes dela, aquela empresa era um enorme nada.

DJ se levanta, caminha até o pequeno bar no canto da sala e tira de lá uma garrafa de whisky, servindo-se de uma generosa dose

—Você não acha que está muito cedo para beber? -Indago, chocada, quando ela termina a dose e põem mais uma.-

—Que nada. E se algo acontecer, bom, estou em um hospital, não é? -Dessa vez, ela volta a se sentar.- De qualquer forma, algumas coisas não batem nessa história.

—Algumas coisas? Tudo não bate nessa história. -Empurro a cadeira, levantando e andando de um lado para o outro. - Gold e Michael juntos, essa história de tráfico e bordéis, toda sujeira que a família Jauregui tem.

—E a família Clarke, né, sis? Porque dali só salva a Emília.

Ando de um lado para o outro. O estresse e a tensão tomam conta do meu ser e começam a cobrar seu preço 

—Dinah, você ainda tem contato com aquele seu amigo da CIA?

—O Graham? Claro.

—Já sabe o que vou pedir, né?

—Sei, mas quero que entenda: essa briga é de cachorro grande. Quer mesmo participar disso?

—Se for para proteger minha família, sim, eu quero. -Sou categórica.-

[...]

Abro a porta da sala de Emília com um pouco mais de força que o necessário. Minha mulher e sua secretária parecem repassar algo da agenda do dia. Assim que me olham, ambas param imediatamente o que estão fazendo.

—Preciso ficar a sós com minha esposa, Lucy.

—Sim, senhora Clarke Cabello.

Lucy recolhe a agenda e marcha em direção a porta

—Por favor, não deixe ninguém entrar e não passe ligação alguma. -Volto a dar as ordens.- 

—Sim, senhora.

Lucy sai, aproveito para fechar a porta.

—Vai continuar bancando a imatura ou vamos conversar como duas adultas? -Pergunto, me aproximando de Emília que continua sentada em sua cadeira.-

—Imatura? -Ela arqueia a sobrancelha, ato que normalmente amo, mas que no momento é capaz de causar uma profunda irritação.-

—Sim. Não me faça e nem se faça de idiota, Emília. O que conversamos ontem?

—Camila, eu estou bem. Hoje não tive dores e meu dia começou tão comum quanto poderia ser.

—Você é inacreditável. -Brado, chateada.- Não é só pela dor de cabeça, é por tudo. Você não me permite cuidar das coisas, quer abraçar o mundo e nem ao menos se importa com a minha opinião. De que merda vale ser uma cirurgiã foda e dona de um hospital, se quando peço a minha esposa para confiar em mim ela não o faz?

—Está dizendo que estou doente?

—Estou dizendo que nosso corpo sempre avisa que algo está errado e, no seu caso, o aviso são essas dores de cabeça.

Emília me olha por longos minutos, por fim, se levanta e anda calmamente até onde estou

—Sente aqui. -Sentamos no sofá de sua sala, de frente uma para a outra.- Você confia em mim?

—O quê? Que tipo de pergunta é essa?

—Apenas responda, amor -Ela segura minhas mãos.-

—Óbvio que confio.

—Então precisa saber que absolutamente tudo que estou fazendo é para proteger a nossa família.

—De novo essa história? -Solto nossas mãos. Sinto-me frustrada.- O que está acontecendo, Emília? Somos casadas, prometemos fidelidade, cuidados, sinceridade e confiança. Você está quebrando essas promessas.

—Não diga isso, amore.

—É a verdade. Sinto que algo muito grave está acontecendo e você não quer me contar.

—Mila...

—Você precisa me dizer, Emmi. -Interrompo sua fala. -

—Dizer o que?

—Dizer se estamos ou não juntas nessa porque estou cansada. Cansada de remar sozinha contra a maré.

—Isso é um ultimato?

—Pode apostar que sim.O silêncio recai sobre a sala. Chega de enigmas, chega de esconder as coisas, agora é tudo ou nada.


Notas Finais


Tchau


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