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História All Yours - Park Jimin - Capítulo 48


Escrita por:


Notas do Autor


Olá pessoinhas do meu kokoro.

Sinto mto por ter ficado tanto tempo sem dar as caras por aqui, mas ta
um pouco dificil lidar com a vida kkk.
Não vou prometer que irei postar todos os dias, mas prometo ñ abandonar vcs meus xuxus.
Cofesso que sinto sdd d tudo, mas assim que eu me estabilizar voltarei a postar diariamente como eu fazia.

Bom sem mais delongas

BOA LEITURA....

Capítulo 48 - Capitulo 48


Fanfic / Fanfiction All Yours - Park Jimin - Capítulo 48 - Capitulo 48

- “Meu anjo.”- A voz e o toque das mãos de Jimin me despertaram.

    Resmunguei em protesto e ele se ajeitou ao meu lado, depois senti seu corpo aquecendo minhas costas. Um de seus braços musculosos enlaçou minha cintura, me puxando para mais perto. Deitada de conchinha com ele, sentindo o seu outro braço sob o meu rosto, eu voltei a dormir.

   Quando acordei de novo, parecia que eu havia dormido por dias. Fiquei deitada no sofá com os olhos fechados durante alguns bons minutos, absorvendo o calor do corpo de Jimin, respirando o ar exalado por ele. Depois de um tempo, concluí que continuar dormindo só iria bagunçar ainda mais meu relógio biológico.

    Nós tínhamos ficado acordados até bem tarde todas as noite desde que fizemos as pazes, e a falta de sono estava começando a pesar.

- “Você estava chorando”- Ele murmurou, afundando a cabeça nos meus cabelos.

- “O que aconteceu?”-Perguntou. Eu envolvi o braço dele com os meus, me agarrando a ele. Contei toda a história do relógio.

- “Mas talvez tenha sido um exagero da minha parte”- Concluí.

- “Eu estava cansada, o que sempre me deixa irritada. Mas pelo amor de Deus... aquilo foi como um soco no estômago. Arruinou um presente muito especial pra mim.”-

- “Eu imagino.”- Ele fazia movimentos circulares com os dedos na minha barriga, me acariciando por cima da camisa de seda.

- “Sinto muito.”- Olhei pela janela e vi que já tinha anoitecido.

- “Que horas são?”- Perguntei.

- “Oito e um pouquinho.”-

- “A que horas você chegou?”-

- “Seis e meia.”- Eu me virei para encará-lo.

- “Bem cedo pros seus padrões.”- Falei.

- “Quando fiquei sabendo que você estava aqui, me deu vontade de vir embora. Só penso em você desde que as flores chegaram.”-

- “Você gostou?”- Perguntei.  Ele sorriu.

- “Sou obrigado a dizer que ler a sua mensagem na letra de Dong-Jun foi... interessante.”-

- “Nós precisamos manter as aparências.”- Ele me beijou na ponta do nariz.

- “E mesmo assim você ainda quer me agradar.”-

- “Eu preciso. Quero que todas as outras mulheres sejam uma decepção perto de mim.”- Falei. Ele acariciou o meu lábio inferior com o polegar.

- “Foi isso que aconteceu desde que te vi pela primeira vez.”-

- “Mentiroso.”- Ficar com Jimin e saber que naquele momento toda a sua atenção estava concentrada em mim eram a cura para a minha depressão.

- “Esta conversinha é só pra tirar a minha calça de novo, não é?”-

- “Você não está usando calça.”-

- “Isso foi um não?”-

- “Foi um sim, estou querendo tirar a sua saia.”- Seus olhos se fecharam quando eu mordisquei seu dedão.

- “E entrar na sua bocetinha quentinha, apertadinha e molhadinha. Só penso em fazer isso o dia todo. Todos os dias. É isso o que eu quero agora, mas podemos esperar até você se sentir melhor.”-

- “Você podia me dar um beijo pra fazer com que eu me sinta melhor.”-

- “Um beijo onde, exatamente?”-

- “Em qualquer lugar. No meu corpo todo.”- Falei.

    Eu sabia que podia me acostumar com ele todinho só para mim. Era o que eu queria, mas era um desejo impossível. Ele tinha compromisso com milhares de pessoas e projetos diferentes. Se eu havia aprendido alguma coisa com os muitos casamentos da minha mãe com homens de negócios bem-sucedidos, era que suas esposas eram como amantes, sempre em segundo plano, o compromisso maior de seus maridos era com o trabalho. Era por isso que Jimin tinha se tornado o melhor em seu ramo de negócios — ele se dedicava de corpo e alma àquilo. A mulher da sua vida teria que se contentar com o que sobrasse.

   Jimin prendeu os meus cabelos atrás da orelha.

- “É isso o que eu quero. Chegar em casa e encontrar você.”- Eu sempre ficava surpresa quando tinha a sensação de que ele estava lendo meus pensamentos.

- “Não seria melhor me encontrar descalça na cozinha?”-

- “Não teria nada contra, mas pelada na cama seria mais interessante.”-

- “Eu sou uma ótima cozinheira, mas mesmo assim você só quer saber do meu corpo.”- Ele sorriu.

- “Ele é a embalagem que contém tudo o que eu adoro.”-

- “Se você me mostrar o seu, eu mostro o meu.”-

- “Com prazer.”- Ele acariciou suavemente o meu rosto com os dedos.

- “Mas primeiro precisamos garantir que você já superou a briga com a sua mãe.”-

- “Eu vou superar.”-

- “S/N.”- Seu tom de voz indicava que ele não voltaria atrás. Eu suspirei.

- “Eu vou perdoar, como sempre. Não tenho escolha, na verdade, porque amo a minha mãe e sei que ela tem a melhor das intenções, apesar de ser completamente sem noção. Mas essa história do relógio...”-

- “Continue.”- Eu passei a mão no peito para tentar desfazer o aperto que sentia lá dentro.

- “Isso me marcou profundamente. E, por mais que a gente siga em ente, essa marca vai ficar para sempre no nosso relacionamento. É isso que mais me magoa.”- Confessei.

   Jimin ficou em silêncio por algum tempo. Com uma das mãos ele acariciava meu cabelo, enquanto com a outra agarrava possessivamente o meu quadril. Eu esperei que ele dissesse o que estava pensando.

- “Eu também deixei uma marca profunda dentro de você”- Ele disse por fim, em um tom de voz sombrio.

- “Tenho medo de que a gente nunca consiga superar isso.”- A tristeza em seus olhos me acertou e me feriu.

- “Me deixe levantar.”- Com certa relutância, ele deixou, me olhando com atenção enquanto eu ficava de pé. Hesitei um pouco antes de abrir o zíper da saia.

- “Agora eu sei qual é a sensação de perder você, Jimin. O quanto isso me machuca. Se você de repente se afastar, provavelmente vou entrar em pânico. Você vai precisar tomar muito cuidado com isso, e eu vou ter que acreditar que o seu amor vai durar.”- Ele concordou silenciosamente com a cabeça, mas dava para ver o quanto esse assunto o afligia.

- “Jessyca me fez uma visita hoje”- Eu falei, para diminuir o abismo que se abriu entre nós. Ele ficou tenso.

- “Eu falei pra ela não fazer isso.”-

- “Não tem problema. Ela devia achar que eu tinha algum ressentimento contra você, mas deve ter percebido que o meu amor é grande demais pra isso.”- Falei.

   Ele se levantou quando a minha saia foi ao chão, revelando minha lingerie e minhas meias finas.

  Jimin sibilou, puxando o ar entre os dentes cerrados. Subi de novo no sofá e me instalei no colo dele com as pernas abertas e as mãos em sua nuca. Senti seu hálito quente sobre o tecido de seda da camisa, fazendo meu sangue se acelerar.

- “Ei.”- Passei as mãos pelos cabelos dele, acariciando-o com o rosto.

- “Para de se preocupar com isso. Mas acho que a gente precisa tomar cuidado com essa Bae Joo-hyun. Qual é a pior coisa que ela pode descobrir sobre você?”- Ele jogou a cabeça para trás e estreitou os olhos.

- “Isso é problema meu. Pode deixar que eu cuido dela.”-

- “Acho que ela está atrás de algum escândalo grande. Não vai se contentar só em retratar você como um playboy bilionário sem alma.”- Falei.

- “Não precisa se preocupar. Só estou cuidando disso porque não quero que usem o meu passado pra atingir você.”-

- “Você é confiante demais.”- Comecei a desabotoar seu colete, depois tirei sua gravata e a coloquei com cuidado sobre o encosto do sofá.

- “Vai falar com ela?”-

- “Vou ignorar essa história.”-

- “Tem certeza de que esse é o melhor jeito de lidar com isso?”- Comecei a abrir sua camisa.

- “Ela quer chamar a minha atenção, mas não vai conseguir.”-

- “Ela vai arrumar outro jeito de fazer isso, então.”- Ele se acomodou melhor no sofá, posicionando a cabeça para trás.

- “A única mulher que merece a minha atenção é você.”-

- “Garotão.”- Eu o beijei e enfiei as mãos por dentro de sua camisa. Ele se mexeu para facilitar o meu acesso às suas calças.

- “Preciso que você me explique melhor sua história com essa Joo-hyun”- Eu murmurei.

- “O que aconteceu pra ela querer te atacar desse jeito?”- Ele suspirou.

- “Foi um equívoco meu, em todos os sentidos. Ela meio que se mostrou disponível, e eu tenho como regra não dar uma segunda chance a mulheres que parecem interessadas demais em mim.”-

- “E isso não é motivo suficiente pra ela considerar você um idiota?”-

- “O que passou, passou, não dá pra voltar atrás”- Ele respondeu friamente.

    Dava para perceber que ele estava envergonhado. Ele até podia se comportar como um canalha, mas nunca teve orgulho disso.

- “Por acaso, Joo-Hyun foi cobrir um evento em que Cho Da-Hyun estava me causando um certo desconforto”- Ele continuou.

- “Usei Joo-Hyun pra manter Da-Hyun afastada. Não gostei nem um pouco de ter feito isso, e no final não reagi muito bem à situação.”-

- “Entendi.”- Eu abri sua camisa, expondo sua pele quente e macia.

   Só de lembrar do comportamento dele na primeira vez que transamos, dava para imaginar como ele tinha tratado Joo-Hyun. Comigo, ele imediatamente se fechou e se afastou, fazendo com que eu me sentisse usada e descartável. Ele fez de tudo para me reconquistar mais tarde, mas a tal repórter não teve a mesma sorte.

- “Você não quis mais saber dela”- Eu resumi.

- “Vai ver ela ainda gosta de você.”-

- “Duvido. Eu nunca troquei nem meia dúzia de palavras com ela.”-

- “Você foi um canalha comigo também. E eu me apaixonei do mesmo jeito.”- Falei.

   Comecei a acariciar seu peito. Seus músculos abdominais se contraíram ao meu toque, e o ritmo de sua respiração mudou. Eu me ajeitei no colo dele para poder aproveitar melhor de seu corpo.

   Com os polegares, circulei a ponta de seus mamilos e observei sua reação, esperando que ele sucumbisse ao prazer do meu toque delicado. Baixei a cabeça e beijei seu pescoço, sentindo sua pulsação sob meus lábios e inalando o aroma viril de sua pele.

  Curtir Jimin era algo que nunca me cansava, porque ele estava sempre pronto para mim. Ele gemeu, e agarrou meus cabelos com uma das mãos.

- “S/n.”-

- “Eu adoro o jeito como você reage a mim”- Eu sussurrei, inebriada por ter um homem tão abertamente sensual à minha mercê.

- “Como se não tivesse qualquer proteção contra mim.”-

- “E não tenho mesmo.”- Ele acariciou meus cabelos desmanchados pelo sono com os dedos.

- “Você me toca como se idolatrasse o meu corpo.”-

- “Eu idolatro.”-

- “Dá pra sentir isso nas suas mãos... na sua boca. No jeito como você me olha.”- Ele engoliu a saliva da boca, e eu acompanhei o movimento de sua garganta com os olhos.

- “É só o que eu quero da vida.”- Acariciei seu tronco, o peitoral musculoso, as linhas das costas. Como uma diletante diante de uma obra-prima.

- “Vamos brincar de uma coisa?”- Ele passou a língua pelos lábios, fazendo meu sexo se contrair de inveja. Jimin percebeu. Seus olhos se acenderam perigosamente.

- “Depende da brincadeira.”-

- “Esta noite você vai ser meu, garotão.”-

- “Eu sou sempre seu.”- Desabotoei minha camisa e a arranquei, expondo meu sutiã branco de renda e a calcinha fio dental combinando.

- “Meu anjo”- Ele murmurou, com um olhar excitadíssimo ao contemplar minha pele nua.

   Quando suas mãos fizeram menção de me tocar, eu agarrei seus pulsos, impedindo seus movimentos.

- “Regra número um: eu vou chupar, masturbar e provocar você a noite toda. Você vai gozar até não aguentar mais.”- Eu o toquei por cima da calça, massageando toda a sua extensão com a palma da mão.

- “Regra número dois: você só vai relaxar e aproveitar.”-

- “Sem retribuir o favor?”- Questionou-me.

- “Isso mesmo.”-

- “Não vai rolar”- Ele respondeu, decidido. Eu resmunguei.

- “Por favor.”-

- “Meu anjo, fazer você gozar é noventa e nove por cento da diversão pra mim.”-

- “Mas se só eu gozar não tenho como curtir você!”- Reclamei.

- “Só dessa vez, por uma noite, quero que você seja egoísta. Quero que solte seu lado animal, que goze simplesmente porque está a fim, sem precisar esperar nada.”- Ele estreitou os lábios.

- “Não consigo fazer isso com você. Preciso que você goze comigo.”-

- “Eu sabia que você ia dizer isso.”-

    Porque eu havia dito certa vez que me sentir usada por um homem a seu bel-prazer era um gatilho para sentimentos desagradáveis para mim. Eu precisava me sentir amada e desejada. Não como um corpo feminino qualquer, mas como S/N, uma mulher que realmente precisa de um sentimento verdadeiro para se entregar.

- “Só que a brincadeira é minha, então sou eu que faço as regras.”-

- “Eu não falei que topava brincar.”-

- “Faz o que eu estou pedindo.”- Jimin bufou lentamente.

- “Eu não consigo, S/N.”-

- “Mas com as outras mulheres conseguia”- Eu argumentei.

- “Eu não era apaixonado por elas!”- Eu me derreti toda. Não dava para evitar.

- “Amor... é isso o que eu quero”- Murmurei.

- “Você nem imagina quanto.”- Ele soltou um ruído exasperado.

- “Então me explica por quê.”-

- “Eu não consigo ouvir o seu coração bater quando estou toda ofegante. Não consigo sentir você tremer se estiver tremendo também. Não consigo sentir seu gosto estando com a boca toda seca depois de gozar.”- A expressão em seu lindo rosto se atenuou.

- “Eu perco a cabeça toda vez que gozo dentro de você. Isso já basta.”- Eu sacudi a cabeça.

- “Você disse que eu sou o seu sonho erótico que virou realidade. Nesses sonhos você não devia só pensar em me fazer gozar. E os boquetes? E as punhetas? Você adora os meus peitos. Vai me dizer que não gostaria de fazer uma espanhola comigo e gozar na minha cara?”-

- “Meu Deus, S/N.”- O pau dele endureceu ainda mais na minha mão.

  Esfregando meus lábios semiabertos contra os dele, abri suas calças com um movimento preciso.

-“Quero que você tenha comigo suas fantasias mais pervertidas”- Eu sussurrei.

- “Quero ser a sua vagabunda.”-

- “Você já é tudo o que eu quero que seja”- Ele respondeu, bem sério.

- “Sou mesmo?”- Passei minhas unhas pelo seu corpo, mordendo os lábios inferiores e ouvindo seus gemidos.

- “Então faz isso por mim. Eu adoro ver você gozando. Ver o seu ritmo e o foco da sua atenção mudarem, a sua ferocidade. Sei que nesse momento você está pensando só em si mesmo, na sua gozada gostosa. Eu me sinto muito bem excitando você a esse ponto. Quero poder prolongar essa sensação por uma noite inteira.”- Ele apertou as minhas coxas.

- “Com uma condição.”-

- “Qual?”-

- “Hoje a noite é sua. Mas o fim de semana que vem vai ser meu.”- Fiquei de boca aberta.

- “Eu ganho uma noite e você, um fim de semana inteiro?”-

- “Ã-hã... Um fim de semana inteiro só cuidando de você.”-

- “Poxa”- Eu murmurei.

- “negociar com você não é nada fácil.”- Ele abriu um sorriso afiado.

- “Vai se acostumando.”-

- “A nossa mãe diz que o nosso pai é uma máquina de fazer sexo.”- Jimin se virou para mim, sentado ao meu lado no chão, e deu risada.

- “Você tem mesmo uma coleção bizarra de trechos de filmes nessa sua cabecinha linda, meu anjo.”- Bebi mais um gole da garrafa d’água e engoli bem a tempo de recitar mais uma fala de Um tira no jardim de infância.

- “O meu pai é ginecologista, e fica olhando vaginas o dia todo.”-

    Ouvi-lo rir me deixou tão feliz que eu parecia estar flutuando. Seus olhos brilhavam, e ele estava mais relaxado do que nunca ao meu lado. Em parte por causa do boquete faminto que fiz para ele no sofá, seguido por uma longa e molhada punheta no chuveiro.

   Mas eu sabia que boa parte da empolgação dele era reflexo da minha. Quando eu estava bem, ele também ficava. Eu achava impressionante exercer uma influência tão profunda sobre um homem como aquele.

  Jimin era uma força da natureza, e com uma autoconfiança tão magnética que tudo no mundo parecia girar ao seu redor quando ele estava por perto. Eu já o tinha visto em ação no dia a dia, e ficado embasbacada, mas não tanto quanto ficava com o amante charmoso e atencioso sempre à minha disposição em nossos momentos a dois.

- “Ei”- Eu falei.

- “quero ver se vai achar graça quando os seus filhos disserem a mesma coisa pra professora sobre você.”-

- “Como a única pessoa que diria isso pra eles seria você, não sei ao certo quem ia merecer apanhar.”-

    Ele se virou para continuar vendo o filme, ignorando o fato de ter me deixado quase sem fôlego. Jimin era um homem solitário, e ainda assim havia me aceitado tão completamente em sua vida que era capaz de visualizar um futuro que nem eu ousava imaginar.

   Senti um medo terrível de estar caminhando para uma desilusão amorosa da qual jamais conseguiria me recuperar. Percebendo o meu silêncio, ele pôs a mão sobre o meu joelho descoberto e me olhou de novo.

- “Ainda está com fome?”- Perguntou.

    Meu olhar estava parado nas caixas de comida chinesa abertas sobre a mesa e nas rosas escuras que eu tinha enviado para Jimin e que ele havia trazido para casa. Para não insistir muito no assunto anterior, mudei o rumo na conversa:

- “Só de você”- Pus a mão no colo dele, sentindo seu pau adormecido sob a cueca preta que eu o deixei vestir para jantar.

- “Você é uma mulher perigosa”- Ele murmurou, chegando mais perto. Em um movimento rápido, beijei sua boca e suguei seu lábio inferior.

- “Eu preciso ser”- Murmurei.

- “se não quiser perder você, meu garotão perigoso.”- Ele sorriu.

- “Preciso falar com Jin”- Eu disse com um suspiro.

- “E ver se minha mãe já foi embora.”-

- “Você está bem?”-

- “Estou.”- Apoiei a cabeça no ombro dele.

- “Não existe nada melhor que um pouco de Jimin-terapia pra melhorar meu humor.”-

- “Você sabe que eu atendo em domicílio, né? Vinte e quatro horas por dia.”- Eu cravei os dentes no braço dele.

- “Vou lá cuidar disso e já volto pra fazer você gozar de novo.”-

- “Já estou satisfeito, obrigado”- Ele respondeu em um tom divertido.

- “Mas ainda não brincamos com eles.”- Ele se abaixou e enfiou o rosto no meu decote.

- “Ora, ora.”-

   Dando risada, eu o empurrei, e ele me puxou até que estivéssemos ambos deitados no chão, entre o sofá e a mesinha de centro. Ele me prendeu sob seu corpo, com os braços rígidos e contraídos suportando todo o seu peso. Seus olhos me percorreram avidamente, primeiro o sutiã, depois a barriga descoberta, e por fim a calcinha e a cinta liga.

    A lingerie que vesti depois do banho era de um vermelho vivo, escolhida para manter o tesão de Jimin em alta.

- “Você é o meu amuleto da sorte”- Ele falou. Eu apertei seus bíceps.

- “Ah, é?”-

- “É.”- Ele lambeu a parte de cima dos meus seios.

- “Você é magicamente deliciosa.”-

- “Ai, meu Deus!”- Eu dei risada.

- “Que brega!”- Ele sorriu para mim com os olhos.

- “Eu avisei que não entendia muito de romance.”-

- “Era mentira. Você é o cara mais romântico que eu já namorei. Ainda não acredito que você pendurou aquelas toalhas da Park’sTrainer no seu banheiro.”-

- “O que mais eu poderia fazer? E estava falando sério quando disse que você me dá sorte.”- Ele me beijou.

- “Eu estava tentando vender minha parte na sociedade de um cassino em Milão. Essas rosas chegaram bem no momento em que um comprador me ofereceu uma vinícola em Bordeaux em que eu estava de olho fazia tempo. E você nem imagina qual é o nome dela... La Rose Noir.”-

- “Uma vinícola por um cassino, é? Então você continua no ramo do sexo, dos vícios e da diversão.”-

- “Tudo pra satisfazer você, minha deusa do desejo, do prazer e das falas ridículas de filmes.”- Passei as mãos pelas laterais de seu corpo e enfiei os dedos sob o elástico de sua cueca.

- “E quando é que eu vou experimentar esse vinho?”-

- “Quando trabalhar comigo na campanha publicitária que vamos fazer pra ele.”- Com um suspiro, eu falei:

- “Você não desiste mesmo, né?”-

- “Quando quero de verdade uma coisa, não mesmo.”- Ele se ajoelhou e me ajudou a sentar.

- “E eu quero você. Muito. Demais.”-

- “Isso você já tem”- Eu falei, usando as palavras dele.

- “Eu já tenho o seu coração e o seu corpo gostosíssimo. Agora quero o seu cérebro. Quero o pacote completo.”-

- “Eu preciso guardar alguma coisa só pra mim.”-

- “Não. Você pode ficar comigo, se quiser.”- Jimin estendeu a mão e agarrou minha bunda.

- “E, sinto muito informar, mas você vai sair perdendo na troca.”-

- “Não é nada fácil negociar com você.”-

- “Kang ficou feliz com a negociação. Você também vai ficar, eu garanto.”-

- “Kang?”- Meu coração palpitou.

- “É um parente da Seulgi?”-

- “É o marido dela. Mas eles estão separados, você sabe.”-

- “Qual é. Você tem negócios com o marido dela?”- Ele abriu um sorriso malicioso.

- “Não tinha, foi o primeiro. E provavelmente o único, apesar de eu ter dito que estou envolvido com uma mulher especial... e que não é a dele.”-

- “O problema é que ela é apaixonada por você.”-

- “Ela nem me conhece.”- Ele agarrou a minha nuca e esfregou seu nariz no meu.

- “Vai lá ligar pro Jin. Eu arrumo tudo aqui. Depois a gente pode dar uns amassos.”-

- “Safado.”-

- “Tarada.”- Remexi na minha bolsa atrás do celular.

   Jimin agarrou minha cinta liga e deu um puxão, fazendo uma sensação de ardor se espalhar pela minha pele. Surpreendentemente excitada pela pontada de dor, dei um tapa em sua mão e saí correndo para longe de seu alcance.

   Jin atendeu no segundo toque.

- “Oi, gata. Já está melhor?”-

- “Já. E você é o melhor amigo que alguém pode ter. A minha mãe ainda está por aí?”-

- “Ela foi embora há mais ou menos uma hora. Você vai dormir com o seu amado?”-

- “Vou, a não ser que você precise de mim.”-

- “Não, está tudo bem. Namjoon está vindo pra cá.”- Essa notícia fez com que eu me sentisse um pouquinho menos culpada por passar mais uma noite fora.

- “Manda um oi pra ele por mim.”-

- “Claro. E dou um beijo nele por você também.”-

- “Vê lá, é um beijo que eu mandei. Não pode ser nada muito molhado e caliente.”-

- “Desmancha-prazeres. Ei, lembra que você me pediu pra fazer uma pesquisa sobre o dr. Cho? Até agora, eu não descobri nada. O único interesse dele parece ser o trabalho. Não tem filhos. E a mulher dele é da área da saúde também. É terapeuta.”- Dei uma olhada para Jimin, para ver se ele não estava ouvindo.

- “Sério?”-

- “Por quê? Isso faz diferença?”-

- “Não, acho que não. É que... É que eu pensava que os psicólogos sabiam julgar o caráter das pessoas.”-

- “Você conhece ela?”-

- “Não.”-

- “O que está acontecendo, S/N? Você anda muito misteriosa ultimamente, e isso está começando a me irritar.”- Sentei em um banquinho no balcão e comecei a explicar o que era possível.

- “Conheci o dr. Cho em um evento beneficente, e depois encontrei com ele quando você estava no hospital. Nas duas vezes, ele falou coisas horrorosas sobre Jimin, e eu estou tentando descobrir qual é a dele.”-

- “Qual é, S/N? O que mais poderia ser além do Park ter comido a mulher dele?”- Como não podia revelar detalhes de um passado que não me pertencia, resolvi não responder.

- “Vou pra casa amanhã à tarde, e à noite vou sair com as meninas. Tem certeza de que não quer ir?”-

- “Ah, pode mudar de assunto, claro”- Reclamou Jin.

- “Sim, tenho certeza de que não quero ir. Ainda não estou pronto pra cair na noite de novo. Só de pensar nisso já fico apavorado.”- Falou.

   Nathan havia atacado Jin na saída de uma balada, e Jin ainda não estava totalmente recuperado da agressão. Por algum motivo, eu não tinha me dado conta de que, psicologicamente, ainda demoraria mais algum tempo até ele ficar bem. Ele fazia de tudo para dar uma de durão, mas eu devia suspeitar.

- “No próximo fim de semana, que tal irmos pra San Diego? Podemos ver o meu pai, os nossos amigos... E o dr. Collins, talvez, se você estiver a fim.”-

- “Quanta sutileza da sua parte, S/N”- Ele disse, sarcástico.

- “Mas, sim, parece uma boa ideia. Só vou precisar que você me empreste um dinheiro, já que estou sem trabalho.”-

- “Tudo bem. Eu posso te bancar, e depois a gente acerta.”-

- “Ah, antes que você desligue. Uma amiga sua ligou aqui hoje... Joo-Hyun. Esqueci de falar naquela hora. Ela tem uma notícia pra dar, pediu pra você ligar pra ela.”- Falou. Eu olhei para Jimin.

  Ele percebeu, e alguma coisa no meu rosto deve ter me denunciado, porque seus olhos assumiram uma expressão bem séria. Jimin foi até mim com passadas longas e ágeis, depois de jogar fora os restos de comida e as caixas.

- “Você disse alguma coisa pra ela?”- Perguntei baixinho para Jin.

- “Tipo o quê?”-

- “O tipo de coisa que você não gostaria de contar pra uma jornalista, porque é isso que ela é.”- Jimin ficou ainda mais sério. Ele passou por mim para jogar o saco de papel no compactador de lixo, e depois retornou ao meu lado.

- “Você ficou amiga de uma jornalista?”- Perguntou Jin.

- “Está maluca?”-

- “Não, ela não é minha amiga. Não sei nem como ela conseguiu o meu telefone, a não ser que ela estivesse ligando da recepção.”-

- “E o que ela quer?”- Perguntou.

- “Está escrevendo uma matéria pra difamar Jimin. Ela está começando a me irritar. Está determinada a ferrar com ele.”-

- “Da próxima vez que ela ligar, eu desligo.”-

- “Não, não precisa.”- Eu olhei bem para Jimin.

- “É só não responder nada do que ela pergunta. Onde você disse que eu estava?”-

- “Disse que você tinha saído.”-

- “Ótimo. Obrigada, Jin. Qualquer coisa me liga.”-

- “Uma boa trepada pra você.”-

- “Minha nossa, Jin.”- Sacudi a cabeça e desliguei.

- “Bae Joo-Hyun ligou na sua casa?”- Perguntou Jimin, com os braços cruzados.

- “Sim. E eu vou ligar pra ela.”-

- “Não vai, não.”-

- “Pode parar com esse papo de troglodita. Não estou a fim desse seu ‘mim Park, você mulher de Park’”- Eu rebati.

- “Caso você já tenha se esquecido, a gente fez um acordo. Eu sou sua, e você é meu. Só estou protegendo o que é meu.”-

- “S/N, não queira comprar as minhas brigas. Eu sei me cuidar sozinho.”-

- “Eu sei disso. Foi o que você fez a vida inteira. Mas agora eu estou com você. Então pode deixar que eu cuido dessa.”- Alguma coisa mudou em sua expressão, de forma tão sutil que eu não tinha muita certeza se ele estava irritado mesmo ou não.

- “Não quero expor você aos problemas do meu passado.”-

- “Você cuidou do meu.”-

- “Não é a mesma coisa.”-

- “Uma ameaça é uma ameaça, garotão. Estamos nessa juntos. Ela veio atrás de mim, então eu sou a sua melhor aliada pra descobrir o que ela anda aprontando.”- Ele ergueu uma das mãos, irritado, e depois passou pelos cabelos.

   Tive que me esforçar para não me distrair quando a musculatura de seu corpo inteiro se contraiu — o abdome, os bíceps.

- “Foda-se o que ela anda aprontando. Você sabe a verdade, e é isso o que importa.”-

- “Eu não vou ficar parada enquanto ela queima você na imprensa, pode esquecer!”-

- “Ela só pode me atingir se atingir você, e talvez seja isso que ela esteja tentando fazer.”-

- “Isso nós só vamos saber quando eu falar com ela.”- Peguei o cartão de visita de Joo-Hyun na bolsa e acionei a opção de esconder o meu nome no identificador de chamadas dela.

- “Puta que pariu, S/N!”- Pus o telefone no viva-voz e o deixei sobre o balcão.

- “Bae Joo-Hyun”- Ela atendeu prontamente.

- “Joo-Hyun, é S/N Smith.”-

- “Oi, S/N.”- O tom de sua voz mudou, fingindo uma amizade que simplesmente não existia entre nós.

- “Como vai?”-

- “Vou bem, e você?”- falei.

  Olhei para Jimin e o observei para ver se a voz dela provocava alguma reação. Ele me encarou, e parecia deliciosamente puto da vida. Eu já tinha me acostumado com o fato de achá-lo irresistível o tempo todo, independentemente de seu estado de humor.

- “As coisas estão aparecendo. Na área em que trabalho, isso é sempre bom.”- Falou ela.

- “Então você está descobrindo o que queria.”-

- “Aliás, foi por isso que eu liguei. Uma fonte minha afirma que Jimin flagrou você em um ménage com o seu colega de quarto e mais um cara, e ficou furioso. O cara foi parar no hospital, e agora está abrindo um processo. É verdade?”- Fiquei paralisada, e não consegui ouvir mais nada além da minha pulsação martelando no meu ouvido.

   Na noite em que conheci Seulgi, voltamos para minha casa e encontramos uma orgia na sala de estar, com Jin, duas garotas e um cara chamado Baek. Quando Baek, sem nenhuma vergonha — e nenhuma roupa — me convidou para entrar na brincadeira, Jimin recusou a oferta com um soco direto no nariz.

   Olhei para Jimin e senti meu estômago se contorcer. Era verdade mesmo. Ele estava sendo processado. A prova estava na cara dele, desprovida de toda e qualquer emoção, com seus pensamentos ocultados atrás de uma máscara impenetrável.

- “Não, não é verdade”- Eu respondi.

- “Que parte?”-

- “Não tenho mais nada a dizer pra você.”- Falei.

- “Também tenho um relato de uma testemunha ocular de uma briga entre Jimin e Scott Kline, supostamente por ter pegado você aos beijos com Kline. Isso é verdade?”- Apertei a beirada do balcão de pedra até os meus dedos ficarem pálidos.

- “O seu colega de quarto foi atacado recentemente”- Ela continuou.

- “Jimin teve alguma coisa a ver com isso?”- Ai, meu Deus...

- “Você é maluca”- Eu disse com frieza.

- “No vídeo da sua discussão com Jimin no Jihwaja, ele tem uma atitude bastante agressiva, inclusive fisicamente. Você tem uma relação violenta com Park Jimin? Ele não consegue controlar o próprio temperamento? Você tem medo dele, S/N?”- Jimin virou as costas e saiu andando pelo corredor na direção do escritório.

- “Vai se foder, Joo-Hyun”- Eu falei.

- “Quer destruir a reputação de um homem inocente só porque ele não quis comer você de novo? Bem se vê que você é mesmo uma mulher moderna e sofisticada.”-

- “Ele atendeu o telefone”- Ela falou.

- “no meio da transa. Atendeu a porra do telefone e começou a falar sobre uma inspeção em uma propriedade dele. No meio da conversa, percebeu que eu ainda estava lá deitada esperando por ele e falou: ‘Pode ir embora’. Assim, do nada. Ele me tratou como uma prostituta, só faltou me pagar. Não me ofereceu nem uma bebida.”- Confessou ela. Eu fechei os olhos. Meu Deus.

- “Eu sinto muito, Joo-Hyun. Sinceramente. Também já lidei com um monte de cretinos nesta vida, e pelo jeito é isso que ele significa pra você. Mas, mesmo assim, o que você está fazendo é errado.”-

- “Não se for tudo verdade.”-

- “Mas não é.”- Ela suspirou.

- “Sinto muito envolver você nisso, S/N.”-

- “Até parece.”- Encerrei a ligação e mantive a cabeça baixa, me agarrando ao balcão enquanto a sala inteira girava ao meu redor.

 


Notas Finais


Sei q o cap ñ foi tão grande, mas vou me esforçar em trazer outro ainda
essa semana.


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