História Alma Cinza - Capítulo 1


Escrita por: e CriyoS_SCS

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Crime!au, Criyos_scs, Jikook, Passivesuga, Prostituição, Taegi
Visualizações 62
Palavras 6.727
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Policial, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O Tema do mês nós atiçou muito. Mais do que esperamos ousamos dizer.“ψ(`∇´)ψ
Devido a história ter saído muito grande dividimos em duas partes para vocês não se cansarem.
Good Leitura pequenos Coloridos ♥

Capítulo 1 - O Tom da Dor


Fanfic / Fanfiction Alma Cinza - Capítulo 1 - O Tom da Dor

YoonGi estava voltando cansado da faculdade, hoje teve que se esforçar muito mais do que o necessário já que teve que orquestrar uma palestra sobre os conflitos Africanos e o seu impacto no mundo. Mal conseguia andar de tão mole que suas pernas estavam. Se tivesse dinheiro em seu bolso no momento, não iria pensar duas vezes em pagar um táxi, mas tinha que esquecer a carteira em casa, era um idiota por isso, afinal, andava quase uma hora até chegar em casa.

Ficou imensamente feliz ao ver sua moradia, a primeira coisa que iria fazer era tomar um banho com água bem gelada para travar sua musculatura relaxada. Abriu a porta letargicamente. Seus olhos já pesavam.

— Cheguei — Avisou mais para si mesmo do que para o homem que deveria estar em casa, seu pai.

Era normal ele nunca estar, e se estivesse era enfurnado em seu escritório. O progenitor trabalhava no ramo administrativo numa rede de casas noturnas que pertenciam ao seu irmão, Min SooHo. Os Min eram uma família forte. Às vezes YoonGi desconfiava de tanto dinheiro, mas só de lembrar o tempo que o pai passa trabalhando e que a rede é realmente grande, deixava isso de lado.

Estava prestes a subir para seu quarto quando ouviu a campainha soar. A governanta surgiu da cozinha para atender seja lá quem estivesse ali, continuou seu percurso até escutar uma voz conhecida.

— Min YoonJae está? — Perguntou o tio pelo pai do mais novo.

— Não senhor — Respondeu a senhora — Ele saiu cedo, com as malas prontas dizendo que ia fazer uma viagem de negócios no exterior.

Ao ouvir isso, YoonGi franziu o cenho, não estava sabendo que seu pai ia viajar, por isso mesmo desceu o lance de escadas e se dirigiu a SooHo. Estranhou ele estar com seis homens vestidos de terno preto ao seu encalço, seu tio sempre andava com seguranças, mas não tantos assim. Algo de ruim deve ter acontecido.

— Pode ir Eun Ha — Disse à moça na porta — Eu falo com ele — A moça saiu depois de uma reverência — Então Soo — Dirigiu-se ao seu tio — O que você queria com meu pai? Por que não ligou diretamente para ele?

O semblante do homem permanecia sério, os tons avermelhado preenchiam sua face, e o mais novo sabia que não se tratava de timidez. A raiva que ele sentia dava pra ser sentida pelo olhar. Contudo, ele lançou o seu melhor sorriso, não deixando de lado a aura de falsidade.

— Meu sobrinho querido — YoonGi riu nasalado com o comentário, o tio não morria de amores por ele, e o mesmo tinha ciência disso, não precisava ser bajulado — Parece que meu irmão foi passar um tempo fora, vou ter que cuidar de você.

— Caso não saiba a idade do seu sobrinho, eu já tenho dezenove anos e sei me cuidar perfeitamente — Cruzou os braços arqueando a sobrancelha. Que ridículo dele, não precisavam se darem bem — Agora eu não tô entendendo o porquê de você ter vindo aqui procurar pelo meu pai sendo que, ao que aparenta, ele desapareceu — Ficou curioso pelo fato.

O homem respirou fundo procurando calma, e desmanchou o que ele chamava de sorriso do rosto.

— Eu não estou com paciência para falar com crianças, moleque.

YoonGi encheu o peito de raiva, ele que não ia aguentar insultos da criança a sua frente.

— Primeiro: Eu acabei de te dizer que sou um adulto então não venha me chamar de moleque. E segundo: Se for pra aguentar te ouvir falando merda, é bom se retirar da minha casa — Falou forte, não ligava se tinha que respeitar o homem à sua frente, sequer acreditava que respeito fosse uma coisa que tinha que ter por obrigação, para ele, é algo que se conquista.

SooHo nunca foi presente na vida de YoonGi. Os dois mantiveram uma relação estável por causa de YoonJae, mas não passava disso. Algumas vezes o tio ousava insultar o sobrinho, mas o mesmo aprendeu a ter paciência e ignorar esses fatos.

Desta forma, aquele não era o dia em que o jovem Min tinha sua bandeira da paz erguida. Contentou-se então em não dar mais atenção a sequer uma palavra e fechou a porta.

Entretanto, SooHo empurrou a porta fortemente, fazendo com que YoonGi arregalasse os olhos assustado, e então agarrou o braço do mais novo com força.

— Primeiro seu fedelho: Foda-se como eu te chamo. E segundo: Eu não estou pedindo para que vá a minha casa, então vou falar com todas as letras. Eu estou mandando! — O homem falou com tamanha brutalidade que YoonGi estranhou, não é como se ele fosse boa peça, mas nunca o trataram dessa forma.

SooHo se virou e dois homens estavam ao alcance da entrada, os capangas dele pararam perto de seu chefe aguardado as ordem.

— Levem esse garoto para o carro, e mandem urgentemente homens atrás de YoonJae.

— Mas o que? — O Min estava mais que confuso, ele queria entender tudo. Sabia que o tio estava com um ódio expressivo de seu pai. Só não entendia por que estava sendo envolvido nisso — O que caralhos ele te fez? — Perguntou em um ato eufórico de medo e ansiedade.

— Ele me roubou meu dinheiro! — O homem​ explodiu, o que deixou YoonGi acuado, o aperto em seu braço se intensificando — Aquele miserável, ele vai me pagar, como ele ousou fazer isso comigo?!

Assim, todas as suspeitas de YoonGi viraram realidade, fazia sentido o pai passar tanto tempo no escritório e mal parar em casa. Engoliu o nó na garganta, não queria acreditar que YoonJae realmente é envolvido com o mercado negro, no final, ainda era seu pai.

— E que culpa eu tenho dele ter lhe traído? — Ele estava arrasado, isso era evidente, no entanto, seu tio estava nervoso demais para reparar algo. Mas ele riu da cara de seu sobrinho, riu alto.

— Sabe o que ele fez meu caro? Ele desviou uma quantia excessiva de dinheiro da minha conta, além de ter roubado uma grande quantidade de drogas do meu estoque.

Se fosse possível ficar transparente, essa seria a definição de como YoonGi ficou, pior que desvio de dinheiro, quer dizer que sua vida foi sustentada por um negócio tão sujo? Talvez seja por isso que sua mãe o abandonou ao nascer, não queria ter um filho com o sangue de um homem tão sujo.

SooHo acenou para os homens atrás de si um deles se posicionou ao lado do mais baixo, segurando os ombros do garoto, não é como se ele fosse fugir depois do choque de informações que estava tendo agora.

— E sabe o que mais? — YoonGi nem conseguiu levantar a cabeça — Jae deve ter fugido para o exterior, ou seja, eu não fui o único traído aqui.

YoonJae nunca foi de dar muita atenção, mas se ele deu o melhor para o filho era porque se importava de alguma forma, não é? O mais novo se sustentou com essa ideia a vida toda. Pensar nessa possibilidade o deixava sem chão.

— Não pode ser... — Sussurrou.

— Pois é — Esse homem estava tendo prazer em falar coisa tão absurdas para o jovem — Alguém vai ter que arcar com as consequências do meu prejuízo — Visou o garoto de forma predatória. Se antes o coração de YoonGi estava quase para parar de decepção, agora ele parecia querer sair pela boca.

— Como é que é? — Enrugou a testa — Eu não tive responsabilidade nenhuma sobre os atos dele — O desespero era evidente.

— Ora YoonGi, eu também não tive culpa de ter saído no prejuízo, acho que estamos iguais. Agora vamos.

— Isso é injusto!

— Ah, você reclama demais menino! — Seu sorriso pareceu contemplar uma verdade cruel — A boa vida no meu mundo não é feita de coisas justas.

E YoonGi foi arrastado para a casa de SooHo contra a sua vontade e trancafiado em um quarto. Era um ótimo lugar, uma cama grande, havia uma estante de livros para se distrair e era muito espaçoso, privado de janelas, só que não era isso que YoonGi queria, não era de seu desejo permanecer ali, tinha que pensar em alguma coisa para fugir segundo ordens do dono da casa, só era pra abrir a porta caso ele permitisse. Mesmo que batucasse sua cabeça tentando pensar em algo, parecia impossível fugir dali.

 

[°°°]

 

O confinamento do rapaz já tinha uma semana – Ao contrário do que ele mesmo pensou – Fora sempre bem tratado, recebia refeições fartas e roupas limpas todos os dias. No entanto não viu o tio desde então, ou seja, estava sem notícias. A única possibilidade de fugir dali era inventando alguma desculpa para sair. Já tentou fazer isso com as empregadas que vinham deixar coisas para si, mas elas eram muito obedientes às ordens de seu chefe.

Droga!”. Pensou o mesmo sentado na beirada da cama. Estava mais do que desesperado em estar ali. Mesmo que soubesse o tempo que havia passado lá, parecia ser muito mais, o que irritava profundamente.

Ele ouviu a tranca da porta ser aberta, com certeza mais uma empregada entrando com sua comida, por isso permaneceu na mesma posição.

Até ouvir o timbre que esperou por tanto tempo.

— Pelo visto minhas ordens foram seguidas corretamente e você está ótimo — SooHo sorriu de satisfação, mas não havia alegria na cara do sobrinho — Ora, vamos, não fique assim — Foi até o garoto e se sentou ao lado dele –  Você foi bem cuidado, deveria me agradecer.

— Por estar em cativeiro? — Cuspiu — Caso não saiba, você pode ser preso por sequestro, já devem ter notado o meu sumiço — A verdade caia bem para YoonGi, dando um meio sorriso.

— Eu vim aqui na paz e você me trata assim? — Fez-se de ofendido — Poderia ser menos bruto com seu tio.

— Dane-se a sua paz — Explodiu — Eu quero sair daqui!

— Calma meu sobrinho, eu vou te deixar sair sim.

— É sério? — Desconfiou da fala do tio — E o que você quer em troca?

O homem maneou a cabeça e se levantou:

— Eu vou ser direto com você e espero que entenda a sua situação: A partir de hoje vai trabalhar em uma das minhas casas noturnas mais famosas, vou ser bonzinho e deixar que seja apenas nos bares.

— Como é? — Se sobressaltou — Você quer que eu seja seu escravo?

— Seu pai me deve muito, tentei encontrar ele, mas foi esperto e se escondeu bem. Preciso ter meu dinheiro de volta e só vejo uma alternativa, usar você, mas sei que não vai ter o dinheiro que precisa pra me pagar — Sorriu malandro — Ele cancelou todas as contas do banco e cartões de crédito acredita? Te deixou sem nada…

YoonGi sentia um aperto da traição, isso queria dizer que seu pai não voltaria para buscá-lo? E ainda o deixou sem o menor apoio.

— Não faça essa cara — Continuou — Eu vou cuidar de você, já disse. Mas em troca vai trabalhar para mim. Muito justo, não concorda? – As palavras ditas por SooHo eram uma ótima solução para si, mas não para o Min mais novo.

— Eu não quero! — Disse firme.

— Olha aqui seu petulante — O homem já perdia a paciência — Entenda que você não está na condição de querer e sim de obedecer — A soberba que ele usava na voz deixava YoonGi acuado e com raiva — Hoje mesmo você começa, e seu quarto vai ficar lá a partir de hoje — Já se dirigia a porta quando parou de rompante e virou pra ele — Ah, e não tente fugir, meu irmão teve muita sorte em conseguir isso, mas você não vai ter a mesma fortuna, e nem pense em contar isso pra ninguém ou bam.

E se retirou deixando YoonGi arrasado. Não queria pagar pelos erros dos outros, mas também não era do seu agrado morrer. Ele ainda tinha muitos sonhos,  mas sentia que eles foram jogados em um abismo. Ele quis chorar, porém, isso não era de seu feitio, por isso só buscou se acalmar. Não é como se ele fosse ficar a vida toda devendo aquele homem.

 

[°°°]

 

YoonGi foi levado ao seu quarto por um dos homens do seu tio assim que chegou na casa. Sua roupa de trabalho foi deixada em cima da cama. O homem trajado de preto disse que uma pessoa ia aparecer para orientá-lo do que fazer. E ele esperou, sem pensar muito, a decepção de seu destino era a única coisa amarga que o preenchia. Não demorou muito tempo pra um garoto de madeixas rosa entrar animadamente, assustando o Min.

— Olá — Seu sorriso era radiante — Você deve ser o novo Barman, né!? — YoonGi balançou a cabeça positivamente — Ai, ainda bem, eu já não tava mais dando conta disso tudo. Sou Park Jimin — Ele estendeu a mão para o mais novo parceiro de trabalho — E você, como se chama?

— Min... YoonGi... — O mesmo queria responder a animação do rapaz, só que não conseguia.

— Que cara de tristeza é essa? Parece que está prestes a morrer? — o Park com sua piada  fez o Min rir, não por ser engraçado e sim por esta ser a realidade.

— É só... Nervosismo mesmo, é o meu primeiro emprego — Não estava mentindo, era muito sustentado pelo pai antes, sendo assim, nunca precisou colocar a mão na massa, por isso passava grande parte do tempo estudando.

— Ah, Gi! — Deu um tapa nas costas do citado — Vai se sair bem, vou te apresentar o lugar, ai eu te ensino o trabalho, pode ser? Soube que é sobrinho do dono daqui, então ele resolveu te dar essa chance, mesmo não sabendo nada do assunto!

Se as coisas fossem tão mais coloridas assim, o garoto a sua frente era bem animado, mas não gostava quando ele falava do tio.

— Tudo... Bem...

— Seja mais animado! — Pediu juntando as duas mãos em um sorriso doce. Estou eu aqui querendo te animar e parece que você fica cada vez mais cabisbaixo.

— Desculpe, o nervosismo me afeta um pouco.

— Fica de boa que eu vou tá do seu lado! Vamos ser amigos?

— Ah, quem faz um convite pedindo amizade assim? — Sorriu.

— Eu! Isso é que é sorriso, e olha que eu nem fiz piada! Agora vamos logo que temos muitas coisas pra fazer!

Jimin apresentou a ele as salas para conversas particulares no segundo andar do edifício, havia pessoas muito importantes que se encontravam ali. Seu interior era circular, em uma área de cinco metros de raio, e em sua entrada havia cortinas vermelhas, para melhorar o ambiente pecaminoso. O salão de dança era exageradamente grande, YoonGi até se perguntou se vinham tantas pessoas assim. No meio dele tinha um palco, o qual Jimin falou que pertenciam aos dançarinos dali. Por fim, chegou ao bar do estabelecimento, era grande, e viu que havia outras pessoas que trabalhariam lá, fora Jimin e ele. Ali o baixinho deu uma folha pra ele de como faria os drinks, e que no início ele só ia observar e servir, quando estivesse garantido, ia começar a fazer.

— Então, o que achou do lugar? — Park era uma bateria infinita, parece que o passeio pelo local enorme, em vez de esgotá-lo, como YoonGi, só o fez ficar mais esperto.

— Ele é exageradamente moderno, sei que meu tio tem casas noturnas de luxo, mas não imaginei que fossem tanta.

— Essa aqui é a principal, a melhor e mais linda, não é? — Apoiou seu cotovelo no balcão e sua cabeça na mão — E o salário de um Barman é ótimo, é quase o salário de um professor, desse jeito eu tô feito na vida. Nunca mais pretendo sair daqui.

Quem dera pelo menos dinheiro YoonGi ganhasse.

Jimin ia fazer mais um comentário, mas sua pele decidiu esquecer que deveria ter cor.

— O que foi Jimin?

— Ele...E-Ele — Apontou para alguém atrás do moreno e este acompanhou o olhar para um garoto de cabelos cor de mel que entrava pelo salão — Minha paixão súbita! — Sussurrou desesperado e apaixonado e pra piorar a situação do garoto ele foi até ao bar e YoonGi jurou que Jimin estava tremendo mais que sacola em frente ao ventilador.

— Boa noite — Cumprimentou os dois, e depois se dirigiu YoonGi — Você é o novo funcionário, né? Sou Jeongguk, um dos dançarinos daqui.

— Me chamo Min YoonGi.

— Sua pele é bem branquinha, hein? Por acaso se você sair no sol, vai refletir na luz? — Riu da própria piada, mas YoonGi não achou graça — Tô brincando, não me leve tão a sério. Isso só me veio à cabeça.

— E-entã-o Je-Jeongguk — Jimin se pronunciou gaguejando constrangedoramente — Como foi seu dia?

— Foi ótimo — Deu de ombros — hoje fui jantar em um restaurante japonês antes de vir pra cá, poderíamos ir lá uma hora — Sorriu otimista e Jimin estava prestes a explodir — Isso se eu não estiver dolorido — Refletiu — Se hoje eu não pegar nenhum cliente bruto, talvez amanhã — YoonGi ficou perdido, principalmente que o mais baixo adquiriu uma postura desanimada.

— Em que você trabalha? — crispou o cenho em curiosidade.

— Ah, cerejas — As admirou assim que um do barman as colocou em cima da mesa, pegou uma e se degustou maravilhado com o sabor — Eu amo isso — Pegou mais uma, no entanto ficou apenas segurando — Eu sou garoto de programa, todos os dançarinos daqui são — E comeu a cereja que estava em mão. YoonGi não sabia que o tio também trabalhava com isso, nunca quis se aprofundar nos negócios da família, afinal, seu sonho estava longe dali — Trabalhar nisso me gera um ótimo dinheiro.

Mais uma vez, YoonGi sentiu uma pontada de suspeitas naquele lugar, mas preferiu ignorar, não queria encher sua cabeça com baboseiras.

Depois que o lugar abriu, ele lotou rapidamente, o acastanhado servia tudo muito rápido e se impressionava com as habilidades dos barman de fazerem os drinks tão rápidos.

Observou como as pessoas ficavam em volta do palco dos dançarinos, os admirando. Eles tinham poucas roupas, e a dança era sexy demais, nunca se imaginaria fazendo nada daquilo.

Seu tio apareceu no restaurante acompanhado de um homem, cogitou ser mais um de seus negociantes. Dirigiram-se a uma das salas particulares. Não prestou muita atenção nisso porque teve que voltar a servir.

Depois de um tempo, as pessoas pararam de pedir tantos drink e YoonGi ficou observando a agitação do lugar, o barulho alto o irritava, o clima de pessoas embriagadas, notou em meio a agitação várias mãos bobas em lugares impróprios entre as pessoas, isso quando os homens não colocavam a mão para dentro da saia das meninas. E dos meninos não era diferente. Uns tentaram passar bobamente por ele, mas se afastava rapidamente. Não desejaria trabalhar em um lugar assim por nada.

A incessante inquietação era cada vez maior na cabeça do rapaz. SooHo não era uma boa pessoa, e não tem sido diferente consigo. Se tanto dinheiro assim foi roubado, não imaginava que ficaria trabalhando apenas nos bares.

— O que achou dessa agitação?

— Não curti muito, é muita bagunça para mim, prefiro um lugar mais sossegado e decente.

— A gente se acostuma, as pessoas daqui são ótimas, não acha?

— Acho que nem todas — Visou SooHo sair de sua sala particular com o ruivo. Vindo em sua direção. O olhar do Min não era nada amigável para com o tio.

— Jimin, sirva uma bebida para esses homens.

— Já estou indo senhor.

YoonGi nem queria dirigir a palavra ao tio, estava a se retirar quando ele pediu que parasse fazendo um sinal com a mão.

— Calma ai Sobrinho — Falou cinicamente — Como tem ido em seu trabalho?

— Melhor sem você aqui — Não perderia a oportunidade de alfinetá-lo. Notou um arquear de sobrancelhas do alaranjado.

— Não ligue pra ele, sua personalidade é forte — Se dirigiu ao homem ao seu lado — O nome dele é Min YoonGi.

— Sou Jung HoSeok — Seu sorriso era o de um predador, o que fez o acastanhado perceber que devia manter distância deste homem — Você é um rapaz muito bonito, é uma pena estar como barman.

YoonGi deu um passo pra trás entendendo o que ele quis dizer.

— Ah é? É uma pena que você não me agrada — O respondeu grosseiro. O tio o repreendeu com o olhar, mas ele não perdeu a pose.

O Jung riu alto, e largo: — Você é um lobo em pele de cordeiro, embora eu prefira os cordeirinhos.

— YoonGi, me ajuda com as bebidas — Chamou e o mesmo o atendeu.

— Estou indo.

Serviram os seis homens e quando YoonGi foi dar a taça ao último, HoSeok, o mesmo segurou em sua mão o evitando de se afastar.

— O que está fazendo? — Indagou ao reparar que o ruivo encarava a sua mão atencioso.

— Sua pele é tão branquinha, como cubinhos de açúcar — Falou mostrando um sorriso. O homem transmitia alegria, mas YoonGi sentia que essa não era sua face. É como armar uma armadilha para uma presa, mas ele não pretendia cair nessa – Vou te chamar de Suga.

— Eu não preciso de apelidos — Puxou sua mão do enlaço do outro — Eu tenho um nome e você foi informado de qual era.

Outra risada alta: — Você é difícil... E um prato cheio — Sua frase era cheio de segundas intenções, e o Min estava disposto a não se curvar a nenhuma delas.

— Tente o que quiser que você não vai ter — Desafiou e HoSeok pegou. Só não sabia que instigá-lo era um pleno sinal de perigo.

Uma música diferente começou a tocar e a movimentação dos dançarinos mudou, chamando atenção até mesmo de YoonGi, afinal, a atração principal estava no centro, Jeongguk.

— Por enquanto vou admirar a obra ali — O ruivo disse se afastando do bar.

— Ai não... — Jimin falou preocupado — Ele não.

— O quê que tem aquele ele? — perguntou cruzando os braços visivelmente zangado.

— Ele vai para o quarto com o Jeongguk – Jimin estava decepcionado.

— E o que tem isso? — YoonGi não queria parecer grosseiro, mas era o trabalho do Jeon, deve ser pelo fato da evidente paixão de Jimin para com o dançarino.

— Acho que não vamos sair juntos amanhã...

 

[°°°]

 

Havia se passado pouco mais de três meses desde que YoonGi começara o trabalho escravo, era como ele preferia chamar. Ele tinha um certo conforto sim, um bom quarto, boa comida, mas não podia sair pra lugar nenhum sem a permissão do Magnata Opressor. O tempo ali e sua relação o fez perceber coisas sobre o empreendimento dos negócios Min que ele preferia nunca ter conhecimento. SooHo era uma das cabeças do tráfico de drogas da cidade, claramente sabia se camuflar muito bem das autoridades, sempre apagando todas as provas possíveis. Qualquer um que for falar com ele sobre esse assunto é revistado e vigiado antes de qualquer contato.

Há uma movimentação muito grande de pessoas no Black Moon que gostam de usar drogas ilícitas, mas como o monitoramento da polícia surpresa, existe uma sala secreta para que os usuários aproveitem do narcótico enquanto o dinheiro durar. Além do tio ganhar muito dinheiro por cima da prostituição dos jovens no estabelecimento. Estar ali significa muito mais do que pagar uma dívida agora, se abrisse a boca, poderia ser morto no mesmo instante.

Naquela manhã, YoonGi havia sido chamado para o escritório de SooHo, pensou ser mais uma coisa rotineira para perguntar como o mesmo estava se saindo no trabalho. Em suma, naquele tempo, mais do que se adaptou, se acostumou a estar naquele ambiente, não se tratando especificamente de viver/sobreviver ali, e sim de observar o Black Moon. Mesmo que o tio indo perguntar como vão indo as coisas, não significava preocupação afetiva, e sim interesse objetivo, afinal, ele queria cobrir os gastos que perdeu com o seu irmão.

Ao chegar em frente da porta, se deparou com dois seguranças, que abriram a entrada assim que o YoonGi se aproximou.

— Ora, bom dia, Suga — Sorriu enquanto YoonGi contorcia o nariz.

— Odeio quando me chamam assim — E isso tem sido frequente, até pelo seu melhor e inocente amigo, Jimin. A ideia de que quem fez esse apelido ficar conhecido tenha sido o Jung o desagradava demais, na realidade, ele o odiava com todas as forças, durante esse tempo que se passou, o indigente nunca o deixou em paz, sempre tentando gracinhas indesejadas — Diga logo o que tem a ser dito — Cruza os braços — Tenho que ajudar com o Bar daqui a pouco.

— Faça-me o favor, sobrinho — Se encostou na poltrona giratória, indo de um lado para o outro com o assento — Os barman só aparecem quase no final da tarde, poderia inventar uma desculpa melhor.

— Não era exatamente uma desculpa — Revirou os olhos — Era pra deixar óbvio que não quero conversar com você.

— Sério mesmo? Tenho algo interessante que pode acelerar o processo da dívida e fazer com que você saia mais rápido daqui – Arqueou a sobrancelha, provocante.

O coração de YoonGi quase parou de bater, independente do que poderia fazer para sair o mais rápido possível daquela prisão sem grades que o deixava atônito. Pensou em planos rápidos quando saísse dali, com certeza iria para o exterior e lutaria por uma bolsa na universidade de *MIT, Segurou o sorriso que tanto queria esticar em seus lábios, não queria que o homem à sua frente presenciasse a sua felicidade.

— Sente-se — Ofereceu, apontando com a mão — Vamos conversar melhor.

— Não. Estou bem em pé — Soltou os braços ao lado do corpo.

— Ah, se assim prefere — Apoiou-se nas mãos em cima da mesa para se levantar e caminhar analítico até o mais novo.

Deu uma volta ao redor do garoto e parou de frente pra ele analisando seu rosto. YoonGi já estava se sentindo desconfortável, não conseguia pensar claramente o porquê de seu tio estar o observando com tanto afinco.

— Qual é o seu problema? — Interpelou irritado.

— Estou vendo se você serve para o cargo — Apoiou o queixo no indicador — Sinceramente, estou impressionado que não ter pensado nisso antes...

— Do que você está falando? — O nervosismo estava tomando conta do rapaz, não podia tornar seus pensamentos reais. Ele não queria.

— Ora, creio que já sabe do que eu estou lhe propondo — Riu — Não acha uma boa opção? Vai pagar o que você deve-

— O que YoonJae deve — Corrigiu enraivecido.

— Que seja — Balançou a mão ao vento — Vai pagar mais rápido e de brinde vai ter muito prazer.

Arregalou os olhos diante do absurdo que estava ouvindo, a obviedade vindo em linha reta, despertado o que estava em seu inconsciente e que ainda sim o fazia tremer de medo.

— N-não — Sentiu sua pele esquentar com a constatação de suas ideias — E-eu me recuso a me rebaixar tanto — Sequer conseguiu falar normalmente, o peito subindo e descendo, aquilo o fazia ficar sem ar.

— Não é se rebaixar, você vai ganhar um bom dinheiro — SooHo não estava nem um pouco penoso à situação do jovem à sua frente — É claro que o dinheiro vai vir pra mim, mas aqui você tá tendo uma ótima vida, e depois que terminar, vai começar a lucrar para si mesmo.

— Vida? — Sorriu em escárnio — O que eu vivo aqui não é vida! Eu nem posso respirar direito o ar lá fora que tem um monte de segurança atrás de mim — Sentia seus músculos atrofiarem e seus punhos cerrarem, a raiva que ele sentia pelo homem era tão imensa que só de vê-lo, sentia vontade de matá-lo — Com todos os seus podres, o dinheiro que meu pai roubou de você nem deve te fazer falta. O que você quer comigo? Isso tudo é apenas um jogo pra você!

A afirmação tirou o sorriso fingido do rosto de SooHo, ele odeia ser desafiado e que elevem a voz para si. Ele era a maior autoridade ali, e não aceita que ninguém abaixo dele ousasse querer subir os degraus para ficar a sua altura.

— E se for? — Sua voz aumentou alguns tons —  É verdade que o que seu pai roubou de mim não me afeta tanto, mas me atingiu, eu odeio quando mexem nas minhas coisas. Aquele era meu dinheiro e eu o quero de volta, mesmo que tenha que ser você a pagar.

YoonGi não queria acreditar nas palavras desse ser escrúpulos, ele era pior do que imaginava, ganancioso, prepotente, frio. Sem se importar com nada e nem ninguém, além dele mesmo.

— Eu te odeio — Falou claramente, transmitindo toda a sua indignação.

— Me odeie o quanto quiser. Você não sairá daqui tão cedo — Confirmou autoritário, depois: — Agora vá se preparando, quero que mude a cor do cabelo, e use uma maquiagem e roupas para o seu primeiro programa.

— Eu disse que não vou — Bateu o pé no chão, como uma criança mimada ao ver de SooHo — Se você me mandar pra um quarto com qualquer um, vou fazer questão que ele nunca mais volte aqui — Ameaçou. Contudo, isso só fez o sangue do mais velho ferver e ele não conseguir mais se controlar.

O tapa que YoonGi recebeu na face foi certeiro e barulhento o fazendo oscilar para o lado, levou a mão ao local acertado olhando incrédulo para o Magnata.

— Olha o que você me fez fazer, marcando o produto novo — Constatou impudente — Acho que ele não vai se importar.

— Você... — O Min mal conseguia pensar ou idealizar algo direito.

— Vou ser bem claro com você sobrinho querido — Voltou a seu assento — No tempo que você tem trabalhado aqui, chamou atenção de muita gente, por isso eu decidi te dar um trabalho melhor — Sorriu irritado — Sinceramente, você é um ingrato, isso sim. Eu tenho cuidado você esse tempo todo e ainda fica com rebeldias, sou quase um pai pra você.

— Nunca — Alegou ligeiro – Nem você, nem YoonJae — Esses homens eram os maiores monstros de sua vida.

—  Não vou mais discutir com um mimado como você!

YoonGi nem havia notado quando os seguranças entraram na sala e o arrastaram dali.

 

[°°°]

 

Foi levado ao seu quarto até que algumas mulheres apareceram pra pintar o seu cabelo. Primeiramente o descoloriram, com a queimação do produto incomodando o couro cabeludo dele. Depois desse processo é que foram colorir seus fios. Não viu que cor, nem se importava em saber, seus pensamentos estavam enevoados na tristeza que o estava o consumindo.

Não saia da sua cabeça de com quem seria a primeira pessoa com quem iria ser obrigado a deitar, seja homem ou mulher, não imagina que nenhum deles possa ser gentil. Isso o incomodava por extremo. Uma lágrima queria teimar em descer pelo seu rosto, mas não permitiu, não queria se dar o luxo de chorar em uma situação dessas.

Posteriormente fizeram a maquiagem básica, de modo a cobrir a marca em sua face, e trouxe roupas, uma blusa branca, calça Jeans com os joelhos rasgados e uma jaqueta de couro e como finalização, um perfume adocicado.

Foi levado para a ala da suíte principal, a cada passo que o fazia se aproximar mais e mais do lugar o aluído, inquieto. Mesmo que nos corredores houvessem ar condicionado, o suor escorria por sua têmpora e suas mãos estavam úmidas. Não queria que as coisas fossem assim. Não podia ser assim.

O deixaram no quarto e se retiraram, o trancando ali. YoonGi se sentiu mais aliviado ao ser deixado sozinho, não totalmente, só que melhor. Parou pra reparar nos detalhes daquele cômodo. O espaço era exageradamente grande, assim como a cama, que continha tecidos brancos e pétalas de rosa deixando um contraste provocante, ao lado dela, havia um balcão com pratos de comida que, com certeza, não eram nada baratos, acima do leito situava um quadro que chamou muita atenção do agora acinzentado, uma mão alcançando maçãs. As maçãs no mundo cristão representavam o pecado de Eva, ao ter descaído ao pedido da Serpente. Seria ele capaz de sucumbir às más intenções de SooHo? Ele não podia, certo?

Observou ao lado direito e notou uma banheira, também notável, provavelmente com colônias de banhos, das quais ainda não provou. Não ali, e nem se atreveria a experimentar disso.

Mas... O que ele estava fazendo ali mesmo? Ele não precisava fazer tudo que seu tio queria. O que tinha feito era só reclamar e reclamar, mas não tomou nenhuma atitude significativa. YoonGi tinha que sair dali de qualquer jeito, do que adiantava ter uma vida se ele cairia a tal vergonha?

Estava determinado a partir, virou-se para a porta, ia arranjar uma maneira de arrebentá-la, localizou um vaso de flores de vidro ali, com certeza não seria o suficiente para quebrá-la, mas chamariam a atenção dos seguranças lá fora. Estava a par de alcançá-lo quando a porta abriu e o mesmo jurou não sentir o coração bater no peito.

— Olá, Suga — Disse HoSeok, provocante, com um sorriso no rosto.

— Não pode ser... — Pronunciou em um fio de voz, dando passos para trás — Porque justo você? — Sua mente entrava em colapso. O cara que ele mais odiava depois do SooHo, tinha que ser ele, era algo impossível.

E a risada de HoSeok preencheu o quarto enquanto o mesmo fechava a porta e trancava.

— Eu sempre te disse que um dia eu te teria, não sei por que o espanto — Foi se aproximando de YoonGi que, tão perdido na ideia de ser ele não notou sua aproximação, no entanto, assim que o fez, se distanciou — Ora, o que foi?

— Se afasta de mim! — A pele do mais novo estava mais pálida que o costumeiro.

O Magnata não deixou de seguir os passos do Min, estava adorando ver a cara de surpresa dele, em tudo, ver seus olhos cheio de temores era excitante. YoonGi se afastava tanto que se escorou na parede, próximo ao balcão.

— Eu não estou aqui para satisfazer os seus desejos e sim o meu — Estava se divertindo tanto em vê-lo sem saída alguma — Por que não começamos logo com meus joguinhos?

Em um ato de desespero, YoonGi pegou uma das facas que estava no balcão e rumou ao peito do Jung, no entanto, seu pulso foi fechado fortemente, o fazendo soltar  o objeto.

— Ora, ora, ora — A dissimulação fazia parte do rasgo em sua face — Mas que Baby mais agressivo — Segurou os braços de YoonGi acima da cabeça, o fazendo se sentir ainda mais vulnerável. HoSeok era forte, tinha que ser, foi realmente uma atitude impensada tentar atacá-lo. E mesmo assim, existia algo que o fazia lutar contra isso.

— Me larga seu filho da puta! — Tentou se desvincular do aperto bruto, porém, seu corpo foi pressionado por HoSeok e levou uma mordida significativa entre o ombro e o pescoço que o fez reclamar de dor e desistir de seu esforço em fugir, só então ele afastou seus caninos da área dolorida.

YoonGi não queria ver mais nada,  desviou a face para o lado e fechou os olhos. Esse homem seria cruel consigo, não queria satisfazer os desejos dele de maneira alguma.

— Olhe pra mim, Suga — Não foi atendido — Olhe pra mim! — Mandou autoritário puxando o queixo do jovem para deixar seu rosto de frente pra ele, o forçando a abrir os olhos. Ele quase chorou, mas segurou as lágrimas — Bom menino — Citou serenamente perverso. Puxou um de seus braços e jogou YoonGi na cama, o deixando ainda mais amedrontado — Vou te explicar algumas regras que servirão para nosso próximo encontro — Próximo? O Min mal sabia como esse iria terminar, imagina o próximo. Ficou apavorado quando HoSeok tirou da gaveta uma algema e um chicote de couro preto — Primeiro: quero que me chame de Daddy. Segundo: Eu serei seu superior e te darei ordens, nunca me contrarie, entendeu?

— Vai pro inferno — Respondeu, estava muito magoado com tudo que se passava.

Tsc, tsc, tsc — Balançou o polegar de um lado pro outro — Começou mal Suga Baby — subiu em cima da cama rapidamente, a reação que YoonGi teve foi correr para o outro lado, mas HoSeok puxou a barra de sua calça o fazendo tropeçar. Estava alarmado e em pânico, nada que via parecia claro, só tinha o impulso de sair do quarto, de fugir pra bem longe, mesmo que consequências piores o aguardassem. O Jung sentou sobre as costas dele arrancando primeiramente sua jaqueta e quando passou para a blusa, YoonGi se virou um pouco e tentou socá-lo, no entanto, HoSeok o parou o movimento com a palma da mão aberta, em seguida deu um soco certeiro na maçã do rosto deo Min o deixando tonto, e só piorou assim que o magnata tirou sua camisa, o movimento o deixou com ânsia de vômito. Ele segurou os dois pulsos do jovem os algemando na cabeceira da cama, de bruços.

— Por favor... Me deixa ir... — Implorou, não conteve as lágrimas que escorreram de seu rosto, há anos não chorava, todavia a desgraça foi mais pesada às fazendo descer. Viu o Jung pegar o chicote de couro e começou a soluçar com o que lhe aguardava.

— Vou ter que te ensinar alguns modos — HoSeok ficou atrás do mais novo, YoonGi não conseguiu olhar pra trás. Sentiu os dedos percorrerem suas costas o deixando arrepiado de medo daquele fetiche maluco — Tão branquinha — A respiração do mesmo parou no pescoço do jovem, do lado onde não estava ferido. Cheirou ali causando repulsa no Min o querendo se afastar — Você quer mesmo me deixar louco... J’Adore, amo os perfumes franceses — O homem sequer estava se importando com a comoção do mais jovem, mesma peça suja que SooHo .

— HoSeok, eu te imploro, me deixa em paz — Clamou novamente, era vergonhoso, nitidamente, só que seria pior ainda ser violado.

Foi então que ouviu um suspiro cansado do Jung e o sentiu se afastar, aliviando o Min, que também inspirou por alívio, isso até ter o maxilar travado com a súbita dor em suas costas, o ar perdendo e nem conseguindo forças para gritar.

— Isso é por ter tentado fugir de mim — Duas chibatadas — E isso. Por. ter. Tentando. Me. atacar. Duas. vezes — Essas foram dadas a cada palavra proferida, enquanto o desespero de YoonGi aumentava e seus pulsos eram machucados pelas algemas. Voltou ao pescoço do Min, dessa vez do lado da mordida, enquanto admirava as marcas arroxeadas ao redor do inchaço da pele. Apertando com as unhas ali. O que estavam a fazer ali não era uma relação sexual comum, era violência sadomasoquista. — Agora diga a mim: Me fode Daddy, é sempre bom quando me pedem isso — Esperou a reação do mais novo que só sabia chorar, então ele fincou ainda mais as garras na ferida — Diga logo, e bem manhoso.

— M-me fode D-daddy — Falou esganiçado pela dor.

— Bom menino — Sorriu vitorioso, finalmente tinha domado essa fera, o qual deu tanto trabalho — Vai ser um bom menino a partir de agora? — Ele não respondeu, por isso apertou uma linha das marcas nas costas do rapaz o fazendo gemer e deixando o Jung se excitar — Quando eu fizer uma pergunta, responda.

— Vou... — Sussurrou com o rosto afundado no colchão macio.

— Ótimo, vamos jogar agora.

A noite foi longa e dolorosa para YoonGi, não ousava nem mesmo falar nada que ia contra o Jung dentro daquelas quatro paredes, ou ia ser bem pior.

“As cores foram desaparecendo de seu mundo”

 

[°°°]

 

O mês de janeiro certamente veio com muita força em relação à baixa temperatura. Mesmo com as luvas cobrindo o tato, TaeHyung esfregava as mãos uma nas outras tentando esquentá-las. A máscara em seu rosto ajudava a não ser atingido pelo vento frio.

Estava parado na calçada, esperando o parceiro conversar com o “informante”. O garoto de apenas vinte e dois anos se formou sendo sempre focado no que queria, bem objetivo em sua escolha. Isso continua até aquela escala de tempo, pois olhar a figura baixinha conversando com NamJoon o deixava cabreiro a qualquer investida que pudesse tomar diante dele.

O Kim mais velho acenou para o informante e os dois se afastaram. NamJoon atravessou a rua correndo e parou de frente ao Tae.

— Ele foi útil pra alguma coisa? — Quis saber.

— Seu mau humor tá nas altura, ein? — Observou o Kim mais velho — E sim. Ele trabalha em uma das redes das casas noturnas.

— E...

— Nós vamos entrar em uma das mais famosas de Seul. Ele também falou qual é — Complementou antes de receber outro questionamento.

TaeHyung rolou os olhos.

— Estou cansado de receber tanto “discernimento” daqueles policiais — Fez o sinal com os dedos.

— Mas você não deixa de ser o melhor. Vamos, temos trabalho a fazer.

— Muito direto. Devia me confortar.

— Eu acabei de fazer isso.

Os dois soltaram uma risada fraca e seguiram caminho.

— Quero descobrir logo o que está por trás dessas casas noturnas e ficar de folga — Disse NamJoon.

— Escolheu a carreira porque quis — Deu de ombro.

— Só me canso às vezes.

— Okay. Sejamos profissionais. Qual a casa que temos que ir?

Black Moon — Respondeu.


Notas Finais


* Instituto de Tecnologia de Massachusetts - Massachusetts Institute of Technology - MIT) é uma universidade privada de pesquisa localizada em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos.
O que vamos falar não é só cortesia obrigatória. Mas a @BiBo fez um trabalho tão lindo que não conseguimos por em palavras o quão lindo o achamos.
E também temos a excelência=, vulgo @Baek_Bacon e @TaeHywmg que fizeram a betagem maravilhosa dessa história ♥
Agradeço aos que escolheram ler até aqui e aguardemos o próximo capítulo na outra semana hihihihi
Estamos nervosas como sempre é isso não é novidade.

Até a próxima S.C.S MANDA BEJOTA
( ˘ ³˘)♥


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