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História Alma Gêmea - Edrry - Capítulo 5


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 5 - "Participante."


Fanfic / Fanfiction Alma Gêmea - Edrry - Capítulo 5 - "Participante."

 

~

Alma de Sonserino.

É o lar dos estudantes mais espertos, engenhosos e ambiciosos. Pessoas com sede de poder, destreza, astutos e que não têm medo de fazer o que for preciso para chegar aos seus objetivos entram na Sonserina. Ou eu acharei um jeito ou eu arranjarei um. Coragem é de longe, a palavra mais gentil para estupidez.

- Slytherin.

~

 

Alma Gêmea || Edrry

Capítulo O5 - Maldito diretor.

"Participante"

Autora P.V.O


Durante a conversa do protagonista com o seu "professor", no escritório do diretor foi convocado dois alunos para uma conversa em particular.

Ronald Weasley e Hermione Granger apareceram de bom grado e se sentaram no assento em frente a mesa do velho.

- "Olá, minhas crianças." - falou com uma voz doce e amável. - "Gota de limão?" - ofereceu e o ruivo pegou um monte na sua mão, no fundo Dumbledore queria repreender o garoto, mas ignorou.

- "Olá, Senhor Dumbledore." - saudou Hermione, para o mais velho. - "Aqui está o relatório." - o velho sorriu e agradeceu em um aceno, pegando o pergaminho.

- "O m-meu, s-seu diretor." - falou com a pose arrogante com a boca cheia, recebendo um olhar desaprovador do adulto e da "amiga", o diretor deixou passar e pegou o pergaminho desorganizado do aluno.

- "Tenha mais educação na frente do bruxo da luz!" - vociferou a Granger e o ruivo rolou os olhos e sentou-se mais ereto na cadeira.

- "Alguma atitude suspeita, meus queridos? Não vamos querer interferência do lado escuro para o pequeno Harry." - discursou o diretor, com um sorriso falso.

- "Não me importa, o senhor sabe, mas tive algumas suspeitas." - disse Ronald, com um olhar sério.

- "Eu também tive, professor Dumbledore." - falou Hermione, uma parte dizia pra si para ficar quieta e proteger seu "amigo", mas a outra parte dizia que Harry não era seu amigo de "verdade" e que tudo não passa de um contrato. - "O Harry tem se afastado um pouco de nós e interagido com outras pessoas, mais do que conosco."

- "Envolve algum sonserino?" - perguntou o diretor, com uma voz preocupada.

- "Não Senhor. Somente Cedrico Diggory, Neville Longbottom e Luna Lovegood." - respondeu a aluna.

- "Não temos com o que nos preocupar. Estão dispensados." - falou o diretor sem pensar duas vezes.

A garota saiu da sala sentindo culpa e um tipo de pesar dentro de si.

O que ela fez estava certo? Era certo fazer esse tipo de coisa com alguém? Vigiar e fingir ser amigo? Só por causa de um Bem Maior que não tem tanto conhecimento? Ela estava aflita e se martelando.

O garoto permaneceu na sala.

- "Diretor, antes de ir achei que gostaria de saber que Harry demonstrou alguns emoções recentemente. E uma aluna está de olho no Harry." - falou o garoto.

- "Quem meu querido?" - perguntou o velho com um olhar interessado.

- "Uma amiga de Fleur Delacour, desconheço o seu nome." - respondeu o menino para Dumbledore, sem muito interesse no assunto, afinal qualquer um olhava para o Harry com admiração. E o mesmo se levantou e saiu do escritório desorganizado.

O diretor ficou pensativo. O caso da garota de outra escola é o menos importante no momento. Está abaixo de sua lista de preocupações.
Certo, o Harry demonstrou alguma emoção e o que importa isso? Pode ter enfiado compulsões e poções no garoto, por isso não sentia muita coisa desde que passou a morar com sua família trouxa, mas tudo bem estar voltando a tona?

Então, o velho decidiu que chamará o garoto para uma tarde de chá e gota de limão. Somente frente a frente resolverá a situação e com as suas próprias mãos.

"Harry Potter vai ser moldado como eu eu quero que seja, ah se vai." - pensou o diretor lambendo os lábios, tentando controlar o calor do momento.

 

***

 

No outro dia, Harry sentiu-se quentinho e confortável, abriu os olhos e mexeu no cabelo no cabelo bagunçado e percebeu que sua antiga roupa tinha sido trocada por um pijama preto com uma listra vermelha. Ele sentiu a maciez do edredom e olhou ao redor, mirou para o Severus Snape, que estava na mesa de mogno concentrado em algumas papeladas.
O pocionista tinha acabado de revisar o conteúdo dos pergaminhos e soltou um palavrão, xingando mentalmente os alunos inúteis.

- "Professor, me desculpe." - falou Harry, levantando-se da cama do "morcegão", chamando a atenção do outro.

- "Harry, não precisa pedir, não sei o que aconteceu." - o outro se afastou da mesa e sentou-se do lado do seu aluno. - "Está pronto para contar agora?" - perguntou com uma voz preocupada.

- "Estou." - respondeu o outro, contragosto, mas precisava mostrar o que aconteceu.

O garoto se levantou da cama e chegou mais perto da penseira - que se encontrava ao lado de uma estante de livros de poções - e pegou sua varinha de azevinho, apontou na sua têmpora e retirou lentamente os flashs, saiu uma camada fina um pouco azulada e colocou delicadamente dentro da penseira.
A criança pediu para que o adulto visse, este obedeceu, levantando-se da cama e se abaixando até a penseira. Snape mergulhou.

Depois de alguns minutos Severus terminou de ver e quase quis explodir a sua raiva. O diretor era uma monstro, pensou ambos.

- "Por isso você fica estranho com proximidades, não esboçava suas emoções e sentimentos, e estava sempre sendo seguido pelos dois bonecos do diretor."

- "Pelo menos alguém percebeu que não era eu quem seguia." - disse Harry com a voz amarga.

- "Preciso falar isso para os professores."

- "Não pode mostrar isso para qualquer um, Senhor Snape!" - exclamou a criança.

- "Eu sei o que eu faço, Harry." - falou com uma voz de desdém, e o moreno percebeu que chamou-o pelo primeiro nome. - "Tome a sua poção de nutrientes, precisa ser ingerido todos os dias no mesmo horário."

- "Sim senhor." - disse Harry, retirando a tampa do frasco e engolindo o líquido, sentindo o gosto ruim de fruta podre e o corpo começando a sentir o efeito.

 

***

 

Na aula de herbologia, Harry ficou com Neville e ficaram conversando sobre a materia. Estavam terminando de fazer uma pequena revisão e ambos conseguiram responder todas corretamente.

- "É incrível Neville."

- "Eu sei, Harry. Você é incrível." - falou tímido.

- "Vamos tirar boa nota por causa de você, só para constar."

- "Claro que não, vocês fez mais coisas do que eu."

- "Tudo bem aí Harry?" - perguntou a Hermione, aproximando-se dos dois com um olhar raivoso.

- "Claro, mione'. Por que a pergunta?"

- "Por nada, achei que estivesse acontecendo alguma coisa. Os dois parecem discutir algo, vim ver se estava sendo gentil com o seu fã."

- "Como assim?" - perguntou o filho dos Longbottom.

- "O que foi, Ville'? Está difícil de entender?" - perguntou a garota soltando veneno pela boca.

O garoto Longbottom ficou com raiva por ser tratado como um mero fã e pela Senhorita Grander manifestar a inveja tão abertamente e descontar no seu amigo Harry.

- "Harry é uma pessoa maravilhosa e não deve ser tratado desse jeito. A sua pose de arrogante está sendo irritante, volta para onde veio e não se meta no que não é da sua conta, Hermione." - defendeu o menor com uma voz seca, e a Granger foi embora sentindo-se ofendida.

- "Obrigado, Ville', mas não precisava disso tudo." - comentou o Potter, com as bochechas coradas.

- "Tudo bem, Harry. Eu só disse a verdade. Não deixe que te trate mal desse jeito, amigos de verdade não fazem isso."

- "Obrigado de novo, foi muito grifinório de sua parte." - agradeceu o pequeno Harry. - "Com quem anda? Você não é de falar coisas assim."

- "Uma garota vem me inspirado, ela se chama Luna Lovegood, é da corvinal. Ia adorar conhecê-la."

- "Acredito que sim."

 

***

 

No salão estavam todos reunidos ao redor do cálice e o diretor estava ao lado falando sobre o funcionamento, e pronto para revelar os bruxos que foram escolhidos para participar do Torneio Tribruxo.

Harry tentou não atacar um Avada Kedrava no velho de tanto ódio, mas se controlou para esconder seus sentimentos. Olhou para Cedrico Diggory rodeado de amigos, que logo sentiu-se encarado e olhou de volta para o Potter com um sorriso.

- "Muito bem, vamos começar." - falou o diretor - depois de tanto discurso -, pegando um pedaço de pergaminho que saiu do fogo. - "Viktor Krum."

O rapaz de Durmstrang recebeu aplausos da própria escola e saiu dali, caminhando até o final do corredor descendo as escadas.

- "Fleur Delacour."

A garota de Beauxbatons foi empurrada gentilmente pelas amigas e recebeu aplausos da própria escola e saiu dali com elegância, indo para o mesmo lugar.

- "Cedrico Diggory."

Olhei para o mesmo com preocupação. O torneio era muito perigoso e tinha várias criaturas *ariscas, mas vou confiar nele, é muito talentoso, quase um prodígio. O mesmo me olhou, recebeu aplausos da sua casa e saiu confiante, indo para o mesmo lugar que os outros participantes.

O diretor falou mais algumas coisas que Harry desconsiderou em ouvir, e foi apresentado a taça do torneio, era grande e muito bela e brilhante. Depois o cálice que anunciara os participantes começou a brilhar vermelho e chamar atenção de todos presentes na sala, e saiu um pergaminho dali. Todo mundo ficou curioso para saber era.

Por Merlin, o que vai acontecer agora? Pensou o menino- que- sobreviveu.

 

Harry Potter P.V.O

- "Harry Potter." - chamou o diretor e me levantei rapidamente.

Tentei entender alguma coisa, tipo como meu nome apareceu ali, alguém colocou o meu nome? Por que eu tenho que passar por mais um perigo?

- "Harry Potter." - chamou-me de novo.

- "Vai, Harry!" - falou o garoto Longbottom, me empurrando para frente.

Fui até a frente, o diretor me olhou por alguns segundos, os professores me indicaram o caminho, todos os bruxos presentes me encaravam com pena, preocupação, raiva, inveja. O Severus ficou totalmente chocado, passei por ele e pelo portão, desci as escadas e fui até a parede, ouvi as vozes dos professores atrás de mim.

- "Esse garoto trapaceou!" - disse a Olimpia Maxime.

- "Isso está errado, esse garoto é muito novo e não é adequado para o torneio." - disse Igor com pose de arrogante. - "Não permito uma coisa dessas, retire-o do torneio já!"

- "Harry!" - gritou Dumbledore, agarrando meus ombros. - "Pediu para um aluno mais velho colocar seu nome? Trapaceou?"

- "Não senhor." - respondi sentindo-me desconfortável, mas não demonstrei a raiva e o nojo que tenho pelo homem.

Ele soltou para o meu alívio e deu atenção nos outros professores.

- "Tire-o do Torneio, é tão simples Albus. Ele é só uma criança." - falou Minerva McGonagall, implorei mentalmente para ela conseguir convencer o diretor.

- "Não posso, a taça não mente. Harry terá que aceitar o seu destino, vai ter que participar do perigo iminente. Eu sinto muito meu jovem." - disse o velho, como eu queria matá-lo por me impor em outro perigo.

- "Deixe nas mãos do Bartolomeu Crouch, Senhor." - falou o pocionista com esperança de me livrar desse torneio.

Todos nós nos juntamos em um circulo ao redor do homem.
Tenha piedade de mim, caro Senhor. Olhei para o professor Moody, que estava inquieto.

- "Não podemos deixá-lo sem participar, como citou nas regras, assim que o nome é anunciado, não tem como desistir."

- "Inacreditável." - resmunguei baixo e vi de longe Cedrico, que me olhou com preocupação.

Pelo que parece terei que participar de mais um perigo.

 

***

 

Harry Potter P.V.O

Estava no quarto lendo um livro e Ronald me olhava estranho, como se estivesse pronto para me lançar um feitiço imperdoável enquanto dobrava suas roupas.

- "Como você fez isso?" - perguntou, e tirei meus olhos do livro e olhei para ele com uma cara de interrogação. - "Deixa pra lá. Não importa. Mas podia ao menos ter contado para o seu melhor amigo."

- "Contado o que? Eu não pedi para isso acontecer, sabia?"

Ele ficou em silêncio.

- "Está sendo um idiota."

- "Estou sendo sim, idiota por ser amigo do Harry Potter". - anunciou com desgosto.

Me levantei da cama e fui até o ruivo, esperando algum tipo de arrependimento, algum sentimento que sentisse por mim. Esperava que ele sentisse, no mínimo, empatia.
Ele foi meu amigo à anos, deveria entender que eu nunca quis isso para mim, nunca quis fama, glória, nada disso.

- "Eu não coloquei o meu nome naquele cálice. Não quero glória eterna, eu só quero ser... o Harry." - terminei com a voz baixa, ele provavelmente não ouviu.

Ele não queria falar mais nada, então só joguei "Aconteceu, aceite isso." e fui para a cama. Por mim, pro inferno no que ele pensa.

Depois que todos já estavam dormindo, peguei a minha capa e coloquei por cima, e saí da Sala da Grifinória e fui até a Sala Precisa.

Assim que entrei, encontrei o Cedrico sentado em frente a lareira, parecia pensativo. Deixei cair a capa e abracei-o por trás, dando-lhe um susto.

- "Harry..." - falou baixo e me puxou para o seu colo e me roubou um beijo. - "Você sabe como me deixar preocupado..." - falou, descendo seus beijos pelo meu pescoço, me dando arrepios gostosos.

- "Eu não coloquei o meu nome no cálice." - falei.

- "Eu sei, seria muita burrice. O que eu faço com você por me causar tanta preocupação?"

- "Ficou preocupado?" - pergunto em um sorriso, ele colocou sua mão sobre a minha e juntamos.

- "Mas é claro que sim, meu amor."

- "Você me chamou de amor..." - falei sem perceber e ele sorriu, beijou a ponta do meu nariz e desceu para a minha boca.

- "Por que eu amo você."

- "Eu... te amo." - declarei.

Uma sensação boa preencheu o meu peito, me senti completo pela primeira vez na minha vida. Será que eu me tornarei feliz?

Não devo me precipitar, tem um torneio perigoso á frente.

- "Tem algum jeito de conseguir sair do torneio? Pelas regras não tenho idade e não sou apto." - perguntei ao Cedrico, pois é a pessoa mais inteligente que conheci, além de Dumbledore, Tom Riddle e Hermione. - "Eu poderia usar o juramento da magia talvez."

- "Não tenho certeza se daria certo, mesmo que jure pela magia que não colocou o seu nome, vão concluir que você mandou alguém colocar em seu lugar. É arriscado também, poucos usam esse método, por um fio perderá sua magia pra sempre. Eu sei que não é responsável por participar desse torneio, mas quer arriscar chamar mais atenção?" - explicou ele, soltei um suspiro frustrado.

O que ele quis dizer com isso?

 

***

 

Estava sozinho no corredor, depois de uma aula intensa com o professor Moody e encontrei uma bela garota de pele branca como porcelana, olhos azuis claros e cabelos longos meio loiros-brancos. Usava roupas coloridas e estava descalça.

- "Tudo bem?" - perguntei preocupado com o fato de não ter sapatos nos pés.

- "Sim, estou sem sapatos porque os meus colegas gostam de me ver caçando eles." - explicou com uma voz doce, seus olhos eram hipnotizantes.

- "Que calúnia. Tem uma ideia de onde achá-los?"

- "Sim, Harry."

- "Sabe o meu nome?"

- "Todos sabemos o seu nome."

- "Todos quem?"

- "Todos os animais mágicos, claro."

Ela tinha uma aura que nunca vi em alguém, seu espírito era livre e espontâneo. Era alegre e sonhadora. Juntei-me a ela para encontrar seus sapatos, logo encontramos em uma sala de vassouras.

- "Amigos..." - ela sussurrou, mas ouvi bem.

- "O que tem amigos?"

- "Amigos de verdade serão testados, e assim saberá se é confiável ou não."

A mesma olhou para mim depois de calçar seus sapatos e ela era mais magnífica do que eu pensei. Será que ela é uma vidente? Uma que não seja uma fraude como a Sibila Trelawney? Saberei em breve.

- "Qual o seu nome?"

- "Luna Lovegood."

 


Notas Finais


Capítulo final, que triste!

Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo, meus filhotinhos!

Não tenho datas para postar, então deixem na biblioteca ou salvem nas suas listas, eu ficaria muito feliz ♡

Então meus bruxos e bruxas, não sei se a Luna Lovegood aparece no livro "Harry Potter e o Cálice de Fogo", mas na fanfic deixarei a sua aparição nesse episódio. Eu gosto muito dela, quem mais gosta dá seu voto/comentário no capítulo 😔👌

Para quem se questionou o suspeito convite de chá de Dumbledore, como Harry tornou-se um dos alunos que vai participar do torneio, ele preferiu deixar para mais tarde, ficar com ele agora só deixaria o garoto mais confuso, inseguro no que o diretor pensa dele, que ele não acreditaria no Harry - que ele não colocou o nome no cálice - e o garoto só estaria pensando nisso, e atrapalharia quando fosse invadir a mente do garoto ( pois esse é o pensamento do diretor).
Pelo menos teve uma coisa boa nesse acontecimento, se bem que não precisava exatamente disso acontecer, mas então só seguimos o fluxo! 😎👍

Alguns avisos sobre a formatação da fanfic:

( Negrito = P.V.O, hora, tempo, lugar, títulos, essas coisas comuns. )

( Itálico = flashbacks e cartas. )

( Negrito + Itálico = língua Parseltongue e alguns feitiços. )

Esses foram os avisos, até o próximo capítulo, minhas cobrinhas independentes~🐍♥️


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