História Almas - Capítulo 14


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, eu sei, eu literalmente sumi. E eu não tenho nenhuma desculpa, não consegui fazer muita coisa e não posso explicar muito... Bom, espero que gostem💙

Capítulo 14 - Capítulo 13- Eu


Na hora eu não soube bem o que estava acontecendo, eu via tudo ficando turvo, era estranho, abri os olhos e levantei da minha cama, sai correndo pelas escadas até o andar de baixo, vibrando em animação, foi como se eu tivesse dormido por séculos.

-PAI, você não vai acreditar no sonho que eu tive...

Mas a única coisa que achei foi minha mãe de cara amarrada na cozinha, preparando alguma coisa pra ela.

-Ele saiu, provavelmente foi fazer algo imbecil como sempre.

Um nó se formou na minha garganta, estava prestes a subir novamente as escadas.

-Os pratos continuam na pia.

-Não estou me sentindo bem, faço isso mais tarde.

-Você não passa de uma preguiçosa que vai se esconder para fugir das obrigações como sempre, não me admira que não tenha amigos. Acho melhor você saber que não vai sair com ninguém até que aprenda a ser uma mulher de verdade e a arrumar a casa.

Eu apenas subi as escadas, um passo de cada vez, porta fechada, sem sequer um vestígio da minha alma que antes pulsava forte, e quando fui ver, abri os olhos.

BUM

Eu cai de cara no chão frio do meu quarto.

A madrugada que eu passei com o Valentine mexeu muito com a minha cabeça, eu me sentia como um zumbi sonolento e faminto, tinha que levantar e ir comprar alguma coisa pra comer. Me levantei e fui de encontro ao espelho, eu mais parecia um espantalho, estava exausta, então apenas deixei tudo pra lá e desci para a livraria.

Tudo parecia em ordem, retirei uma parte do dinheiro da registradora por que estava com preguiça de pegar o que tinha guardado, então fui seguindo para a porta da loja quando me deparei com algo estranho. Foi como ver um fantasma, meus olhos se chocaram com os de uma pessoa na entrada da livraria, estava lendo alguma coisa que não consegui ver, foi como se tivesse levado um susto ao vê-la, porem minha visão embaçou na hora, então fui brutalmente puxada por uma fada azull estérica.

-ESTELA, ESTELA! Que bom ter finalmente uma noite de paz e descanso, depois que você se livrou daquele barulho infernal.

-Certo, certo, calma...

Tentei virar para ver a pessoa novamente, porem era tarde, a unica coisa que permanecia ali era um livro sob a mesa, eu não consegui descobrir quem o lia.

-ESTELA, PRESTE ATENÇÃO EM MIM.- e então me virei para a maldita fadinha que gritava aos meus ouvidos e puxava incessantemente minha bochecha.- Como devo lhe agradecer por ter se livrado da besta antes do festival?

-Festival? Querida, não estamos nem perto do festival da lua sangrenta, sem falar que ele não acontece faz mais de anos.

-Não estou falando desse festival, você deveria sair mais dos seus livros e passar a conversar mais com as pessoas! O festival que  a escola de bruxaria da vila vai dar, em homenagem ás décadas desde a fundação e legalização da magia. 

-Isso é fantástico!

-Assim que contar às outras fadas o que você fez talvez consiga um favor mágico como recompensa pela sua boa vontade, afinal, agora posso esfregar meu vestido novo de flor de cerejeira na cara de todas elas.

A fada voltou a dar gritinhos histéricos de alegria e saiu voando tão rápido quanto chegou, foi praticamente o mesmo tempo que se leva para dizer "Aleluia" por ter se livrado de um sininho voador tão irritante.

Então me virei para a saída, estava prestes a passar pela porta quando olhei de relance para a mesa onde estava o livro. "Coisas e seus significados", um livro sobre simbolismos e relações atribuídas à objetos, animais ou qualquer outra coisa. Não me dava nem uma pista de seu leitor misterioso, porem não dava para perder o dia todo ali, precisava comer, então apenas peguei o livro e ia coloca-lo junto aos outros na prateleira quando...

Algo caiu de dentro dele, um tipo de cartão:

"Você está oficialmente convidada para o festival S.A.M. (Sócio Apoio Mágico)

Dado pela privilégiada escola de magia regional Wishzard

Em comemoração à mais de uma década do fim da caça às bruxas e à entrada dos bruxos na sociedade

Com a chegada do ápice lunar no céu, a exata meia noite, acontecerá a apresentação dos alunos

Onde os mais dedicados feiticeiros iram demonstrar sua capacidade mágica 

Apresente-se na clareira em frente à arvore mãe com o cair da noite

 

  Respeitosamente, A academia."           

             Ao final da folha tinha um simbolo estranho, um tipo de lua com tracinhos dos lados, pus minha mão sob o desenho, dava para senti-lo bem sob o cartão, porem ao toca-lo ele vibrou e acendeu numa luz cegante, quando voltei a enxergar ele tinha sumido, e uma pulseira prateada com o simbolo da lua havia aparecido em meu pulso.

-Como é linda...-Voltei a passar o dedo sob a lua prateada e novamente ela acendeu, mas não com um flash novamente, ela criou um tipo de pequena seta luminosa sob a lua, como uma bússola.

A seta não só apontava como também me puxava, antes que percebesse estava quase correndo, dando voltas pela vila e entrando na floresta,naquele momento a unica coisa que eu conseguia pensar era que tinha perdido meu tão sonhado café da manhã.

Finalmente a seta parou, em frente a arvore mãe, a maior e mais velha arvore de todo aquele lugar, ela servia de abrigo para algumas fadas e ninfas, e mantinha contato direto com a maioria das criaturas mágicas, uma verdadeira relíquia para nós. Saindo de trás da arvore surgiu o fantasma da loja, seus olhos de esmeralda penetraram novamente minha alma.

-P-Por favor, não corra.- o bruxo se aproximou um pouco- Eu não sabia como falar com você, desculpe, não tive a oportunidade de pedir desculpas.

Eu não tinha palavras, não depois de tudo o que aconteceu ontem, não depois do sonho, é como se tudo o que eu fizesse fosse se virar contra mim depois.

-Não nos apresentamos do jeito certo- ele estendeu a mão- Meu nome é Luke.

Não sei se foi o fato de ele ter estendido a mão ou de eu ter olhado fundo nos olhos dele de novo, mas senti um arrepio percorrer minha espinha, era como se eu tivesse a impressão de que o Valentine iria surgir do nada furioso e causar outra confusão.

*-Mas quem se importa com o que ele pensa? Você sabe tomar conta de si mesma e não deve nada á ele.

Eu olhei para os lados, mas não fazia ideia de onde havia vindo essa voz, e pelo jeito o Luke não tinha ouvido, mas... Ela tinha toda a razão.

-Sou Estela!- E apertei firme sua mão- Entendo por que fez aquilo, não foi culpa sua, obrigada por tentar me defender.

Vi então um sorriso meigo se formar em seus lábios, sua postura repentinamente melhorou, como se tivesse acabado de tirar um grande peso das costas. Nessa hora, completamente do nada, a minha barriga roncou como um tiranossauro rex enfurecido.

-Oh, desculpe, você está com fome? -Minha cara estava vermelha como um tomate e eu cobria minha barriga com os braços, impedindo que ela me matasse de vergonha de novo.- Aqui, por favor, sente-se.

E com a varinha na mão e um movimento de punho as raizes da arvore subiram e formaram uma mesa e duas cadeiras.

-Eu deveria ter pelo menos te dado tempo para tomar café.- E ainda mexendo a varinha ele fez descer um galho de outra planta para cima da mesa, do galho sugiram 3 maçãs, duas com formato de xícara e uma com o formato de um bule. Colhi minha xícara e ele a outra e o bule, então nos sentamos e ele me serviu.-  Suco de maçã 100% natural, e podemos comer a louça depois.

Eu ri, o suco estava uma delicia, conversamos bastante até ele ficar sério por um instante.

-Estela, você aceitaria ser minha convidada de honra para o festival?

Eu o encarei por um momento.

-Sim.

Ele abriu um sorriso meigo e levantou-se animado.

-Esta pulseira te levará quando for a hora, não se preoucupe e... -Ele fez uma reverência- muito obrigado, senhorita.

Uma fumaça prateada começou a sair de sua varinha, cobrindo-o completamente, então ele sumiu com a brisa.

Meu coração continuava pesado, mas eu esbocei um sorriso.

*-Parece que até você pode tomar decisões sosinha afinal.

Disse aquela voz ao lado da árvore.


Notas Finais


E que comecem as teorias ✨😸💙
Beijinhos de chocolate (normal e diet) pra todos que acompanharam até agora 💟 tia vi ama vocês.


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