História Almas Afins (Michaeng Intersexual) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


mais uma de muitas outras que viram :)

lembrando: essa one e muitas outras que vou postar aqui NÃO é de minha autoria. é da Hanna (@/ilovejauregay no wattpad)

espero que gostem dessa one.

boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único


POV Mina

Eu me sentia uma velha. Eu tinha apenas vinte e quatro anos mas levava uma vida de setenta. Meus dias eram um ciclo vicioso de uma rotina monótona que consumia pouco a pouco a minha juventude.

Me casei assim que terminei a escola com quem eu achava que era o homem perfeito e desde então, não fiz absolutamente nada com a minha vida. Eu passava todo santo dia dentro de casa, saindo apenas para ir no mercado e; muito raramente; sair com as poucas amigas que eu tinha.

No começo eu achei que seria feliz levando aquela vida de dona de casa. Desde pequena que eu sonhava com casar e ter uma familia e eu realmente pensei que aquele seria um sonho realizado mas com o passar dos anos eu fui percebendo o quanto eu estava errada. Eu me arrependia tanto de não ter feito uma faculdade e não ter sonhado com algo maior do que ser a mulher e a dona de casa perfeita.

Agora eu estava vivendo; se é que isso pode ser chamado de viver; uma vida sem sentido e sem graça que dia a dia acabava um pouco mais com o que ainda me restava de alegria. O meu marido quase nunca estava em casa por causa das reuniões e viagens de trabalho e quando estava era a mesma coisa que nada já que não saia do celular e não me dava a mínima atenção. E eu já tinha chegado em um ponto onde eu até preferia que ele não estivesse mesmo.

Todos os dias eu esperava que algo mudasse, que alguma coisa acontecesse, mas nada. Demorei muito até chegar à conclusão de que nada mudaria por milagre e de que nada cairía do céu, demorei para perceber que era eu mesma quem tinha que fazer acontecer mas enfim... Antes tarde do que nunca. E chegou um dia onde eu disse "Basta". Eu não podia continuar desperdiçando a minha vida daquele jeito, eu precisava começar a pensar em mim e a viver para mim antes de que eu acordasse um dia e visse que joguei a minha vida inteira no lixo. Estava bastante claro que eu não era e nem seria feliz se continuasse ali e precisava pular fora enquanto era tempo. Eu fiz as minhas malas e deixei um simples bilhete pro meu marido, dizendo que estava indo embora, antes de sair de casa. Eu não tinha a mais mínima ideia de para onde ir, só sabia que queria ir o mais longe possivel e começar uma vida nova bem londe dali. E enquanto eu dirigia sem rumo, pensava em como eu faria para me manter fosse onde fosse que eu acabasse parando. Se já estava difícil encontrar trabalho tendo uma faculdade, imagina sem.

Claro que eu poderia pedir uma pensão pro meu marido já que nós tínhamos nos casado com comunhão de bens mas eu não faria isso porque, sinceramente, eu não queria mais nada que viesse dele. Eu sobreviveria, não era a primeira e nem seria a última a ter problemas económicos no mundo. O passo mais importante eu já tinha dado, a partir dai era rezar para que a aquela mudança fosse para bem e não para mal.

Eu acabei dirigindo por horas e horas e quando dei por mim, já estava começando a escurecer. Eu estava passando por uma zona praticamente deserta, a única coisa que eu via eram árvores e mato por todas partes e só esperava chegar logo em alguma cidade ou encontrar algum posto para parar e colocar gasolina, que já estava no vermelho. Foi erro idiota não ter comprovado o nível da gasolina antes, era só o que me faltava ficar pressa no meio do nada e ainda por cima de noite.

A sorte realmente não parecia estar do meu lado porque vinte minutos depois o carro parou e aquele caminho deserto parecia estar longe de acabar. A primeira coisa que eu fiz; na verdade a segunda, porque a primeira foi bater no volante; foi trancar as portas do carro. Eu tinha visto suficientes filmes de assassinos em serie para saber que uma mulher não está a salvo no meio de uma estrada deserta. Depois peguei o celular e tentei ligar para o seguro para que eles mandassem uma grua só que não tinha cobertura ali e de todas formas eu não saberia dar a direção de onde merda eu estava. Mesmo assim ainda tentei mais algumas vezes mas foi inútil. Eu já estava achando que ia ter que passar a noite ali quando vi as luzes de um carro se aproximando pelo espelho. Eu senti um certo alivio ao ver o carro se aproximando mas também não pude evitar sentir um pouco de medo, afinal nunca se sabe o que esperar de um desconhecido e mais ainda em um situação dessas.

Quando o carro parou do lado do meu, eu olhei pela janela mas não consegui ver grande coisa porque já estava escuro e as luzes de dentro estavam apagadas, ao contrário das minhas. Mas não demorou muito até as luzes se acenderem, revelando uma mulher que parecia ter mais ou menos a minha idade ao volante. Não vou negar que isso me tranquilizou. Eu esperava encontrar um homem estranho ou algum pervertido, por isso senti um alivio enorme ao ver que era uma mulher. E quando ela baixou o vidro do lado do passajeiro e eu fiz o mesmo para poder escutá-la.

"Oi, seu carro tá com problema?" Ela perguntou, me olhando.

Eu balancei a cabeça, meio sem jeito. "Não, na verdade eu fiquei sem gasolina."

Ela deu uma risada ao me escutar. "Sério?"

Era normal que ela desse risada mesmo, quem era a idiota que esquecia de uma coisa tão simples como encher o tanque e acabava sem gasolina em um lugar como aquele? Só eu mesmo. "E você já ligou pra grua?" Ela perguntou depois de ver que eu estava falando sério.

"Tentei mas não tem cobertura nesse fim de mundo."

"É, não é sempre que tem cobertura por aqui mesmo." Ela fez uma pequena pausa, antes de dizer: "Bom, eu moro aqui perto. Se você quiser pode vir comigo para ligar pra grua."

Eu demorei um pouco em responder. Fiquei pensando em se aquilo seria uma boa ideia ou não e provavelmente entrar no carro; e na casa; de uma desconhecida não era uma boa ideia mas não era como se eu tivesse uma outra opção. Estava claro que não passavam muitos carros por ali e aquela mulher parecia bastante normal, eu não tinha do que ter medo. Afinal, eu no lugar dela teria feito a mesma coisa. Acabei aceitando a oferta dela e saí do carro, trancando o mesmo e logo entrei no dela.

"Chaeyoung." Ela se apresentou, me dando a mão.

"Mina." Respondi, retribuindo o aperto.

Nós não conversamos muito pelo caminho, eu ainda estava um pouco nervosa e acho que ela percebeu isso e me deixou em paz. Ao contrário do que eu pensava, aquele caminho que parecia não ter fim não estava tão longe de terminar, pois logo entramos em uma zona habitada. Parecia um bairro residencial bastante caro mas julgando pelo carro de Chaeyoung, não era de estranhar que ela fosse rica. E comprovei que ela realmente era quando vi a casa dela. Eu acho que aquela casa era o triplo da minha, sem exagero.

Assim que entramos, ela me deixou usar o telefone e me deu a direção de onde o carro estava para eu passar para eles. Eu voltei a me estressar quando a mulher que atendeu a ligação me disse que a grua demoraria umas quatro horas em chegar por questão de distância e ainda discuti um pouco com ela mas como vi que era inútil ficar perdendo tempo com aquela conversa, desliguei na cara dela. Eu sabia que a coitada não tinha culpa, que o trabalho dela era apenas atender as ligações mas na hora da raiva a gente sempre acaba descontando em quem não deve.

"Vai demorar muito?" Chaeyoung perguntou depois que eu desliguei o telefone.

"Umas quatro horas." Respondi, suspirando.

"Relaxa, você pode esperar aqui, é melhor que ficar lá dentro do carro. Liga de novo e manda eles trazerem o carro aqui."

Aquela era, sem dúvida, a melhor opção. Eu não queria ficar quatro horas, ou possivelmente mais, esperando dentro do carro àquela hora da noite. Também não queria incomodar mais Chaeyoung mas fazer ela sair de casa de novo pra me levar de volta também seria um incômodo. Então, eu fiz o que ela disse e liguei novamente pro seguro, dessa vez falando com mais educação. Depois de dar o endereço da casa de Chaeyoung para eles deixarem o carro e repetir que eles não esquecessem da gasolina, eu desliguei novamente.

"Obrigada. Mesmo, você salvou a minha vida." Eu disse para Chaeyoung, depois de deixar o telefone no lugar.

"Imagina, era o mínimo que eu podia fazer. Senta, fica à vontade."

Eu me sentei de frente para ela no outro sofá e entrelacei os meus dedos, sem jeito.

"Desculpa te incomodar desse jeito."

Ela sorriu, balançando a cabeça. "Não está incomodando. Se você não estivesse aqui, eu estaria provavelmente vendo algum desses programas de tv idiotas. Não estou perdendo grande coisa."

Ao contrário do que eu pensava, a conversa com Chaeyoung fluíu naturalmente. Eu pensei que passaria aquelas horas em um silêncio incômodo ou uma conversa forçada mas não foi assim. Ela era bastante simpática e divertida e em pouco tempo, nós já conversávamos como velhas conhecidas. Depois de mais de duas horas conversando, ela me ofereceu uma taça de vinho e dessa vez eu aceitei. Era estranho como eu me sentia à vontade com ela, uma pessoa que eu acabava de conhecer e acabei dizendo isso pra ela, o que fez ela sorrir.

"Eu também senti isso. Talvez nós sejamos almas afins." Eu franzi um pouco o cenho quando ela disse isso e ela deu uma risada. "Não se assusta, eu estava brincando. Mas isso é algo que me fascina, essa teoria das almas predestinadas. É tão romântico e trágico pensar que duas pessoas que estão feitas uma para a outra são separadas e deixadas à própria sorte para se encontrar. Não é triste imaginar quantas delas jamais conseguem isso? E quantas não vivem o bastante para sequer ter uma chance?"

Eu fiquei sem saber o que dizer com tudo aquilo. Eu nem sabia direito do que ela estava falando. Claro que eu já tinha escutado falar de almas gêmeas, afins ou como quisessem chamar mas eu nunca me interessei em saber mais sobre isso. Já Chaeyoung, parecia uma experta no assunto.

"Eu não sei muito sobre esse assunto." Respondi, bebendo um pouco mais do vinho.

Ela assentiu, apontando pro meu dedo. "Você é casada. Se não sabe muito sobre esse assunto é porque está casada com a pessoa errada."

Eu não gostei daquele comentário, principalmente por ser verdade. Eu realmente tinha me casado com a pessoa errada mas isso não tinha nada a ver com almas afins nem com nenhum outro conto de fadas, eu simplesmente tinha escolhido mal. Deixei a taça de vinho em cima da mesa e passei a mão pelo cabelo, ficando um pouco mais séria.

"Desculpa, eu não deveria ter dito isso."

Eu balancei a cabeça, deixando pra lá. "Tudo bem, eu simplesmente não acredito nessas histórias."

Ela assentiu, esboçando um sorriso sereno. "A maioria das pessoas não acreditam. Isso é o que faz o jogo mais interessante."

Eu não entendi muito bem o que ela quis dizer com "o jogo" mas também não perguntei, aquele assunto estava me deixando nervosa por alguma razão e eu preferi não continuar. Por sorte, Chaeyoung viu que eu não estava gostando e começou a falar de outra coisa. E o pior era que, por muito que eu tentasse continuar séria, ela acabava me fazendo sorrir e depois de alguns minutos, eu já nem lembrava mais do assunto.

Passamos outra hora em uma conversa descontraída, rindo e falando sobre várias coisas. Quanto mais eu conversava com Chaeyoung, mais eu gostava dela e mais eu agradecia por ela ter passado por aquela estrada. Ela era uma dessas pessoas com um carisma natural e era impossivel não acabar se encantando com ela. Ela me transmitia uma energia tão boa que por muito estranho que pareça, eu sentia um aperto no coração ao pensar que provavelmente não voltaria a vê-la depois daquela noite.

"Sabe Mina," Ela começou a falar, se levantando e depois sentando novamente do meu lado. "talvez você não acredite no destino mas eu acredito. Eu acredito que não foi atoa que você pegou esse caminho ou que esqueceu de colocar gasolina no carro, ou que o seu carro parou justamente naquela estrada e que eu passei por lá justamente aquela hora. Eu tinha uma reunião na empresa que eu trabalho hoje, que foi cancelada em cima da hora. Se essa reunião não tivesse sido cancelada, eu ainda estaria no trabalho a essa hora e quando eu passasse por aquela estrada, você não estaria mais lá. Outra pessoa teria te ajudado mas isso não seria certo, porque tinha que ser eu. Eu não acredito em coincidências e são coincidências demais para ser ignoradas, não acha?"

E antes mesmo que eu pudesse responder, antes mesmo que eu pudesse assimilar aquelas palavras, ela me beijou. E eu própria me surpreendi quando não me afastei porque a verdade era que aquela conversa de Chaeyoung sobre o destino estava me assustando um pouco mas os lábios dela voltaram a me relaxar. Eu nem sequer tentei me afastar, nem sequer pensei na loucura que era estar beijando aquela mulher que eu tinha acabado de conhecer, simplesmente me deixei levar.

Ela beijava bem. Bem até demais. Os beijos calmos e ao mesmo tempo intensos que ela me dava, faziam o meu corpo esquentar e o meu coração acelerar. E se aquilo era uma loucura não havia motivos para que eu não a cometesse, já estava na hora mesmo. Eu devia aquilo a mim mesma. Quanto mais profundo o nosso beijo ficava, mais soltas ficavam as nossas mãos. Eu passeava as minhas pela nuca e pelo cabelo de Chaeyoung enquanto as dela subiam e baixavam pelas minhas costas, já por dentro da blusa. E quanto mais nós nos beijávamos e nos tocávamos, mais certeza eu tinha de que aquilo não acabaria por ali. E mais ainda quando eu acabei sentada em cima dela e senti as mãos dela na minha bunda.

E os beijos logo se transformaram em mordidas e chupadas e as caricias em apertões e as roupas se tornaram desnecessárias. Quando Chaeyoung se levantou, comigo no colo, nós já estávamos usando apenas a parte de baixo da roupa. Ela me levou até o quarto dela e eu sentei na cama, esperando ela pegar algo na gaveta que eu imaginei que fosse uma camisinha. Depois nós voltamos a nos beijar e enquanto isso eu fui me deitando na cama e Chaeyoung foi deitando em cima de mim. Ela abriu a minha calça e parou o beijo para poder tirar e fez o mesmo com a dela, antes de encostar o rosto no meu pescoço e algumas mordidas e beijos no mesmo. Eu já estava completamente molhada a essas alturas e podia sentir como ela estava dura, o que me deixava mais molhada ainda. E assim que ela começou a se esfregar em mim, eu gemi e passei as unhas pelas costas dela.

"Chae, por favor..." Eu fiz uma expressão de surpresa depois de sussurrar aquilo, surpresa comigo mesma por ter chamado ela daquele jeito. Mas ela apenas sorriu como se achasse normal eu chamar ela daquele jeito apesar de conhecer ela a menos de quatro horas. Mas também, eu estava na cama dela, pronta para transar com ela e não fazia nem quatro horas que nós tínhamos nos conhecido.

Ela não disse nada, apenas tirou a minha calcinha e depois tirou a cueca e logo após colocar a camisinha, entrou dentro de mim aos poucos. Eu fechei os olhos e mordi o lábio enquanto sentia ela entrar, eu quase nem lembrava de como aquilo era bom porque parece que fazia anos que eu não transava. Chaeyoung foi entrando devagar até chegar no fim e depois ficou parada um tempo, o que eu agradeci já que ela era mais grande do que eu estava acostumada e realmente precisava de um tempo para me acostumar. E enquanto isso, ela ia me beijando e alisando o meu corpo com uma mão enquanto se apoiava com a outra. Os beijos e carícias dela fizeram meu corpo relaxar por completo e em pouco tempo eu já estava preparada.

Ela começou devagar também, com estocadas lentas porém fundas e eu continuei me segurando nas costas dela enquanto ela ia aumentando a velocidade aos poucos. E quando ela já estava entrando e saindo como se não houvesse um amanhã, eu comecei a cravar as unhas na pele dela sem sequer pensar que aquilo provavelmente estivesse machucando ela. Mas o gemido que ela deu foi de prazer, não de dor, por isso eu continuei.

Quanto mais Chaeyoung me fodia, mais problemas eu tinha para respirar por isso eu nem beijava ela, porque senão me faltaria o ar. Eu apenas gemia e suspirava, jogando o meu corpo para cima de encontro ao dela enquanto ela parecia se entreter com os meus seios. Ela dava várias chupadas e leves mordidas ao redor deles e acabava chupando o bico, o que me fazia gemer mais alto. Eu subi as minhas mãos até o cabelo dela e segurei o mesmo, puxando com um pouco mais de força do que eu esperava ao sentir que estava perto de gozar. E eu acho que ela percebeu isso porque ela começou a intensificar as reboladas e estocadas, agora se apoiando na cama com ambas mãos e me olhando o tempo todo. Eu tentava manter os olhos abertos para olhar ela de volta mas era difícil, muito difícil. E embora eu tenha tentado me conter e prolongar um pouco mais aquela transa, eu acabei gozando quase imediatamente depois. Eu senti ela parar enquanto eu apertava o pau dela dentro de mim e terminava de sentir aquelas ondas de prazer pós-orgásmicas e escutei ela gemer e estremecer um pouco, gozando também. Depois senti ela fazer um carinho no meu rosto, tirando o cabelo do meu rosto molhado de suor.

Eu voltei a abrir os olhos quando senti aquele carinho e encontrei ela sorrindo para mim e não pude evitar sorrir de volta. Aquilo parecia tão estranho mas tão certo ao mesmo tempo que eu começava a me perguntar se Chaeyoung tinha razão. E se realmente aquele nosso encontro não tivesse sido uma coincidência? E se realmente estava escrito que nós nos escontrassemos e estivessemos juntas aquela noite?

E se nós realmente fossemos almas afins?


Notas Finais


o que me dizem?

qual será o próximo casal da franquia? comentem que dependendo da quantidade de comentários, eu volte hoje mesmo.

até o próximo.


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