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História Almas, além do infinito. - Capítulo 22


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Notas do Autor


Oi gente, espero que vocês estejam bem. Apesar do surto muito triste que estamos vivendo com o coronavirus por aí, não tem como vc não se sentir sensibilizada com tantas tristezas ao mesmo tempo.
Espero que Deus possa nos ajudar, a cada um de nós, com muitas forças e saúde, para que possamos enfrentar isso, e proteja a todos nós e nossos familiares. Fiquem com Deus!!!
Obrigada por acompanharem. 😍😍
Dividi o capítulo, mas talvez logo terá mais... No próximo tera Clace, juntinhos, nesse precidei explicar muitas coisas. E somos 2000, visualizações, isso é totalmente graças a vcs, por isso pra comemorar se vcs quiserem sintam-se a vontade pra deixar ceninhas deles que vcs gostariam de ver por aqui. Tenho muitas coisas pra escrever ainda, mas aí conforme der eu ponho as ceninhas aqui.
Bom até mais... tudo de bom pra Todos...⚘⚘❤❤
Ps... deixei o link de uma música nas notas finais, se quiserem ler com ela, é só clicar, tem muito a ver com eles ao meu ver a letra.

Capítulo 22 - Caos, e esperanças...


Fanfic / Fanfiction Almas, além do infinito. - Capítulo 22 - Caos, e esperanças...

- Bom dia. – Jace chegou cumprimentando os irmãos, que estavam sentados de frente um para o outro na cozinha, os dois se encontravam reunidos em silêncio, em volta da mesa do café, parecia que a manhã já havia começado tensa, para todos mesmo. Alec e Isabelle tinham definitivamente, a cara de cansaço e cheia de sono, ambos dominados por sua apatia.

 

- Jace, o que você faz de pé, você deveria descansar um pouco mais. – Isabelle se preocupou de imediato, ao ouvir a voz do rapaz, logo atrás de si. E despertou de seu transe preguiçoso, já que quase dormia por cima da mesa do desejum. E se pondo assustada, falando alarmada com ele, como se quisesse repreende-lo, por mesmo depois de tudo que passou, ter acordado tão cedo.

- Eu estou bem Izy, nada que algumas poucas horas de sono, não tenham resolvido. – ele sentou ao lado da irmã, afirmando com paciência, sabia que a morena, só estava preocupada com ele. Jace traçou um dos braços aos ombros de Izy, a puxando para si, e deixando um beijo afetuoso em sua testa.

Alec observou tudo meio silencioso, recebendo o olhar impassível de Jace, logo em seguida, o loiro esperava com toda confiança, que nutria em Alec, que ele não tivesse dito nada a Izy, sobre seus planos suicidas, quase executados na noite passada. O irmão era realmente sua segunda consciência, e quando a sua ligava o dane-se para tudo, era bom ter Alec, para lhe puxar de volta para a realidade, e por um pouco de juízo em sua cabeça impulsiva, que às vezes não ligava para nada, só agia em nome de toda adrenalina que movia suas ações. No fundo, tinha muito que agradecer a Alec, pelos esporros da noite passada, estava precisando ser mesmo puxado de volta, e poder raciocinar com inteligência, e não movido por ódio.

- Oi, como vocês estão. – Clary surgiu cumprimentando todos, com uma fala mansa. Fazendo Jace esquecer o que lhe atormentava. Tinha apenas tomado uma ducha rápida, e vestido uma legging, e uma blusa ciganinha soltinha, azul marinho. Não queria passar muito tempo sozinha, martelando nos pensamentos, a conversa com Jace, a respeito de seu desenho intrigante.

- Oi, me diz que você tem algo muito bom pra me contar. – Izy saiu de seu assento, quase matando Clary de susto ao pular em seu pescoço, com empolgação.

Alec e Jace, ficaram a tentar entender a cena em sua cabeça, um perguntando ao outro com o olhar, o que eles tinham perdido.

- Oi, você tá mesmo bem Isabelle. – num primeiro momento Clary, realmente não entendeu, do que de fato Izy poderia estar falando. A garota ruiva só pode pensar, que o excesso de afazeres e cansaço, tinha deixado os pensamentos da amiga morena, muito confusos.

Izy deu um sorriso sem empolgação de volta à ruiva. Pensando consigo que mais uma vez, os dois cabeças duras à sua frente, tinham desperdiçado o que sentiam, pensando em coisas que se quer valiam a pena. A irmã de Alec, quis gritar com Clary e Jace, intercalando o olhar aos dois. Os fuzilando, se sentindo, meio derrotada. Seria muito desumano, sentir vontade de bater nos dois, naquele segundo.

Clary entendeu na hora, ao observar as atitudes e reações de Izy, que ela não estava errada ontem, Isabelle realmente tinha a mandado até Jace, com um propósito altamente planejado. Que sacana ardilosa, pensou Clary meio irritada com a amiga. Mais até, que tinha que agradecê-la. Ela riu internamente, virando as costas para Isabelle.

- Não tem iogurte. – Clary respirou o ar gélido da geladeira ao abri-la, meio desapontada. Estava faltando comida, nas dependências reservadas do instituto, era isso.

- Essa geladeira está parecendo, geladeira de pinguim. – Jace ironizou, entre uma gargalhada rápida, preenchida por total deboche. Clary fechou a porta da geladeira, parando encostada nela, tentando entender o que ele estava querendo dizer. Seu raciocínio para piadas, estava altamente prejudicado naquele dia, que já começava exaustivo. Ela olhou fixamente para Jace, um sorriso meio divertido cheio de cumplicidade, brotou nos rostos de ambos. Foi algo automático, sem que eles planejassem, a garota ruiva não podia negar, o quanto estava mais ligada à ele, depois das confissões de ontem.

- É, só tem gelo dentro. – ele exclamou divertido. Ambos riram como se compartilhassem um segredo só dos dois. Ou talvez tivessem mesmo um segredo. Clary devaneou cogitando. Durante nenhum segundo, quando estiveram juntos, Jace havia tocado, no que ocorreu entre eles, na noite passada, e ela não podia deixar de evitar, uma leve insegurança a atingindo, e em contrapartida sua mente, estava lhe cobrando por respostas, sobre o que o silêncio dele poderia significar. Mas talvez ele também, poderia estar precisando de um tempo para si, depois de tantas descobertas envolvendo, segredos pesados.

Isabelle cruzou os braços olhando os dois, sem muito disfarce no que fazia. Ah como queria, entrar na cabeça daqueles dois, e os chacoalhar em busca de respostas, para seus questionamentos. – O caminhão de entregas volta hoje, nós não estávamos recebendo ninguém, desde que Altertree decretou quarentena. – Alec quebrou o silêncio respondendo, o verdadeiro fato que envolvia a falta de comida.

- E você Isabelle Lightwood, é uma safada sacana. – Clary declarou dando a volta, indo sentar ao lado de Alec à mesa. Izy arqueou uma sobrancelha, querendo ficar inerte a declaração da outra, como se realmente não tivesse entendendo, o do porque da fala abusada da ruiva. Quase um anjinho, de cabelos encaracolados castanhos escuros. Clary emitia para ela, um olhar meio raivoso. – É eu to sabendo, pensa que eu não vi, o que você fez. – Clary quis evitar rir, mas o deboche ocupava sua face, sem nenhuma ponta de seriedade. Izy deu uma risadinha sapeca. Como se estivesse entregando, sua total culpa, assim como deixando claramente subentendido, que sabia do que ela falava.

Alec olhou fixo na direção de Jace, como se perguntasse ao loiro, se ele havia entendido algo, porém o irmão somente deu de ombros, apenas também confuso.

- Isso é um daqueles códigos de garotas, é isso. – o moreno quis saber, intrigado. Sua curiosidade falando mais alto, do que sua descrição.

- Não sei, talvez a Izy queira contar ao Jace, o que ela quer tanto saber. – jogou Clary, cruzando os braços em frente ao corpo, olhando para os dois.

- O que eu fiz. – Jace apontou para si, sem nenhum entendimento agora. No segundo que terminava de encher para ele, um copo com suco.

- Nasceu, teimoso e irritante. – Izy soltou com a face emburrada. Não crendo que ambos mais uma vez, tinham dado ouvidos apenas, para suas personalidades teimosas.

- Eu hein, isso deve ser fome. – Jace respondeu, ficando ainda sem compreender, fitando o prato em sua frente com um sanduíche de queijo dentro. Mas não muito preocupado, porque estava sendo xingado pela irmã, já pela manhã, apenas deu de ombros.  Izy vivia o xingando mesmo, quem poderia saber quando era de fato sério. Clary evitou olhar para Izy, pois não quis entregar, nenhum acontecimento a ela.

- Ah que bom, então você não vai se importar. – Clary discursou cinicamente, levando o braço espichado até o prato de Jace, e surrupiando metade do sanduíche do rapaz.

E antes que Jace pudesse reagir ao atrevimento de Clary, Isabelle dessa vez foi a protagonista de outra atitude inesperada, roubando para si o copo de suco de laranja do rapaz. Jace ergueu os braços insatisfeito. Alec riu alto, da falta de reação de Jace.

- O que, deixa elas roubarem tua comida, só pra você ver. – Jace fuzilou Alec, não escondendo a insatisfação. Agora eram duas, para roubar sua comida, ele estava feito mesmo.

Izy e Clary riram juntas, com entusiasmo.

- Aí gente, sem ser o estraga prazeres, mas Aldertree me disse, que assim que você acordasse Clary, ele queria falar com nós dois. – Alec revelou, seu estado de apatia para encarar o homem ficou aparente. Quanto aos risos, foram cessados por completo, devido a sua fala, Alec achou que era melhor não ter aberto a boca.

- Eu vou ir com vocês. – Jace rebateu de imediato. Não deixaria a garota e Alec, se meteram em apuros sozinhos jamais, pois se não fosse eles, talvez nem estivesse vivo agora, além disso, ele sabia, que devia muito mais que sua vida aos dois, Alec e Clary eram pessoas de extrema importância para ele, era inegável seu afeto pelos dois. Ele pensava, enchendo outro copo de suco para si, agora tomaria cuidado, para não ser assaltado na cara dura novamente.

- Também. – Izy parou de tomar o copo cheio de suco, que havia pegado de Jace. Não queria engasgar-se, em consequência do bolo agoniado, que atravessou sua garganta, logo após a revelação de Alec.

- Não mesmo, se vocês podem ficar fora disso, pra que se meter. –Alec manifestou decidido, enfrentaria as punições que tivesse que tomar sozinho, não envolveria mais ninguém naquilo. Salvar Jace, foi mais que uma escolha certa, era uma promessa velada feita ao seu coração, ele não poderia ter ficado parado, nunca.

- Eu concordo, o Alec está certo. – Clary retruca, enchendo uma xícara, com um pouco de café para si. Amava café, nem mesmo ter tomado vários já naquela manhã, lhe impediria de mais uma. Pois também, precisaria do máximo de energia, para o que teria que enfrentar com Alec.

- Não mesmo, vocês só se meteram nisso por minha causa, não é justo. – Jace protestou resignado a defendê-los de algum modo. Afinal teria que valer alguma coisa, ter descoberto ser um Herondale. Não queria se aproveitar de um nome, mas se fosse para ajudar o parabatai e Clary, ele não hesitaria em fazer.

- Gente tá tudo bem, Alec e eu vamos lá conversar com Aldertree e a juíza, ponto. – Clary quis garantir, Jace e Izy ainda se entreolharam, meio preocupados. Isabelle calada, apanhou toda a tigela de geleia de pêssego para si, estava nervosa agora, é só muito açúcar, para lhe acalmar um pouco.

 

***********

Alec e Clary se entreolharam confusos, aquela não era a resposta que ambos, esperavam da juíza. Os dois tinham entrado naquela sala, prontos para enfrentarem e suportarem qualquer tipo de punição ou retaliação, que pudessem receberem, pelo ato que haviam cometido.

- Mais eu pensei que a senhora, tivesse nos chamado aqui pra... – Alec se perdeu um pouco em pensamentos. Teria ouvido mesmo tudo certo. Ou estava meio louco. Clary quis pedir para Alec, belisca-la, o excesso de café, tinha a deixado propensa a alucinações, só podia ser isso. Ela também não estava entendendo nada, não era aquilo que estava esperando ouvir, não mesmo.

- O que vocês fizeram foi grave sim, atos de insubordinação, contra seus superiores são intoleráveis, mas eu também devo admitir, que foi por um propósito de força maior, talvez eu tenha exagerado, na minha postura em relação ao salvamento de Jace. – a mulher altiva proferiu, explicando com o máximo de calma. – Mais que isso, não se repita, está certo. – Imogen alegou por fim, como poderia puni-los afinal. Por mais que estivesse disposta há isso, quando descobriu, o que os dois fizeram. Agora sabia, que foi graças a eles, e suas personalidade teimosas, que ela, poderia ter seu neto a salvo. O coração da mulher estava mesmo acalentado por aquela notícia inesperada, que recebeu.

- É somente isso, que a senhora tem a dizer a eles, mas juíza, isso é imperdoável, você esta passando a mão na cabeça de ambos, levando em conta, ao que descobriu sobre Jace, isso não está certo. – Aldertree abriu a boca, explanando com Imogen com indignação. Jamais pensou que ela teria tal atitude. Desapontamento surgindo, como um vento cortante pela face do homem.

- Minha vida particular, esta fora deste assunto, e senhor Aldertree, eu sou a autoridade máxima por aqui, então respeite minha decisão sem contestá-la, afinal o senhor também é um subordinado a mim, não se esqueça disso. – Imogen, calou o homem, sem abalo ou mesmo se deixar intimidar por ele. Alec a Clary, riram internamente, contendo qualquer reação explosiva e cheia de vitória, que pudessem deixar transparecer. Eles não podiam negar, que foi bom ver o homem, ser repreendido, e ter que ficar calado, sem poder fazer nenhuma objeção.

- Vocês podem ir. – Aldertree teve que engolir seu orgulho.

- Clary fique, gostaria de falar com você. – Imogen chamou atenção da garota, que virava para ir embora, logo às costas de Alec. A mulher de idade, sabia o quanto era orgulhosa, mas pela paz de seu coração, e em nome do agradecimento que sentia, estava disposta a falar com a garota.

A senhora pediu com o olhar, que Aldertree deixasse sua sala também. Deixando claro, que ninguém participaria daquela conversa.

Clary foi tomada por desconcerto, mas pediu com um olhar otimista, que Alec fosse embora sem ela. – Sente-se. – Imogen pediu simpática. Clary suspirou hesitante. 

- Olha juíza, eu sei que da última vez que nos falamos, eu não fui exatamente cordial com a senhora, mas não foi algo planejado, tenha certeza. – ela esclareceu. Sua consciência também lhe dizendo, o quão rude poderia ter sido, mesmo que essa não tivesse sido sua intenção. E deduziu em mente, que aquela foi à penúltima vez na verdade, a última vez que encontrou a mulher, estava realmente era enfiada no meio da noite, no quarto do garoto, que agora era neto de Imogen. A lembrança esquentou levemente o rosto de Clary, que baixou o olhar em direção ao tapete de cor vermelho, bem abaixo de seus pés. Estava ficando igual ao tapete, Clary supôs. Que bela trapalhada, típico dela, emendou Clary, silenciosa consigo mesma.

- Eu também nunca fui com você, ficamos quites então. – Imogen reconheceu, e por mais que àquilo não fosse de seu feitio, sentiu que precisava dizer a ela. Tinha realmente, um pé muito atrás com Clary. E tudo estava resumido a Valentim. Mais como a vida lhe surpreendeu de um jeito inesperado, a mulher também estava se prontificando, como um ato de resignação movido por gratidão, a concertar e rever algumas de suas atitudes. Seria uma forma de agradecer aos anjos, pela chance de felicidade, que ela achava que tinha ganhado, ao reencontrar seu neto vivo, depois de tanto tempo, algo que ela jamais esperaria. Ela tentaria se redimir, para ser uma pessoa melhor.

- Okay. – Clary sorriu cordial em agradecimento. – Porém eu também sei, que meu nervosismo para o momento, não justifica, minha mãe me criou pra ser uma boa pessoa, por mais que a senhora não confie nela, nós não escolhemos os pais que temos, eu não escolhi os meus, e hoje conhecendo meu pai, eu tenho plena consciência, que ter sido criada sem um, foi a melhor coisa do mundo. – Clary apertou os anéis que quase sempre usava, nos dedos da mão direita, em sinal de um nervoso leve que sentia, sendo totalmente honesta, com que também falava.

- Eu quero lhe agradecer, porque foi graças a sua petulância e resignação, que pela segunda vez, eu não perdi a chance de estar ao lado do meu neto. – Imogen deu um sorriso, coberto por agradecimento a ela. Clary não evitou, ficar com o coração, tocado por tal gesto. Não podia imaginar, o quanto a mulher, sacrificada pelo tempo em sua frente, já poderia ter sofrido em sua vida.

Clary sorriu de volta, sensibilizada pelas palavras dela, que ao julgar de Clary, continham bastante emoção. - O seu neto juíza, é  um homem maravilhoso, é uma das pessoas mais honradas que eu já conheci, o Jace me ajudou, em um dos momentos mais terríveis da minha vida, onde tudo parecia ser surreal demais pra ser verdade, eu achei que eu iria enlouquecer. – ela encarou o chão, não queria lembrar de nada daquilo, mas sentiu que precisa dizer o que pensava, as imagens do velório da mãe, sendo avassaladores em suas memórias. – E talvez, se não fosse ele, eu não sei o que teria sido de mim. – Clary piscou os cílios, que envolviam o olhar esverdeado, para interromper, qualquer lágrima emotiva e triste de cair.

– A senhora não precisa me agradecer nada, eu só peço que não magoe o Jace, ele não merece mais sofrimento pra vida dele, pelo contrário, ele merece toda felicidade do mundo. – a garota encarou a mulher, com toda firmeza e coragem que existiam dentro de si mesma.

- Eu também quero muito, que eu possa restaurar os meus laços com ele. – Imogen segurou as mãos da menina, querendo que ela acreditasse, no teor de verdade sincera, que suas palavras continham.

- Bom, então com licença. – Clary expressou um aceno de cabeça positivo, e resolveu deixar a sala. Talvez fosse demais para ambas, compartilharem mais segredos e intimidades naquele segundo.

*****************

- E aí como foi. – Jace chegou até Alec, próximo ao corredor que dava acesso ao escritório do instituto, com Isabelle em seu encalço. Ele não aguentou esperar longe dali, o desfecho daquela conversa, que estava tirando seu sossego e perturbando seu juízo. Jace não se perdoaria, se o irmão e Clary, recebem qualquer tipo de punição, pela desobediência que protagonizaram, para ajuda-lo, e o livrarem das mãos assassinas de Valentim.

- Surpreendente, eu diria até, ela nos deu uma chamada, mas ficou por isso mesmo. – Alec coçou a cabeça, meio incrédulo. Nem ele esperaria um desfecho tão brando.

- E o Aldetree concordou. – Isabelle, arqueou sua sobrancelha, nem um pouco maquiada para aquela manhã, totalmente surpreendida. Seu queixo estava caído, com o que o irmão mais velho contava. O que Alec contava era surpresa para ela, a morena já estava preparando todas as suas defesas, para tentar proteger o irmão e Clary, de qualquer retaliação que viesse, ela não aceitaria que os dois pagassem por algo, que fizeram, com as melhores intenções do mundo. Até porque a vida de Jace, valia muito para ela também, amava o irmão do meio, incondicionalmente.

- Ele quis dizer ao contrário, mas a juíza o colocou no lugar dele, nunca vi Aldertree tão acuado. – apesar do quase susto, Alec teve certeza que tudo valeu a pena, não somente por Jace, estar ali, bem e com eles de novo. Mas com toda certeza, o melhor veio no final, poder ver Aldertree, totalmente sem argumentos. – Parece que você amoleceu mesmo o coração dela. – ele especulou bem humorado, dando um pouco de ombros, a respeito do que pensaria Jace, de sua fala.

- Não fala besteira Alec. – Jace não cogitou que aquilo fosse verdade. E apenas repreendeu o parabatai.

- É mais, sabe que até vocês são parecidinhos mesmo. – Izy enlaçou seu braço ao de Jace, escorando a cabeça no ombro dele. Ela sorriu cheia de ternura, observando Jace revirando os olhos em retaliação, à afirmação feita. A morena, não ligou, sorrindo feliz.

- E cadê a Clary, não to vendo ela. – Jace olhou para o fundo do corredor, procurando a garota por todos os lados. Uma aflição leve, passou por sua voz, sem nem mesmo ele querer.

- Ela ficou lá dentro, a juíza queria falar a sós com ela. – Alec revelou, não achando que aquilo, levaria eles a qualquer outro problema.

- E você deixou Alec, o que ela pode querer com a Clary. – Jace engoliu sua preocupação, já estando em alerta, enquanto um nó angustiado se formava em sua garganta.

- Eu não achei que houvesse problema, Jace afinal de contas ela é sua avó agora, não. – Alec não viu, muita gravidade naquilo. Mas, pensou estar errado, ao ouvir o bufo irado de Jace, bem em sua frente.

- Okay Alec, mais não se esqueça também, que ela ainda é a juíza da Clave. – Jace respondeu, meio impaciente. Não queria descontar no amigo e irmão, mas de qualquer forma, sentia que precisa ver Clary, imediatamente.

- Acalme-se Jace, ela deve estar bem. – Izy quis acreditar que Imogen, não seria tão inescrupulosa e maluca assim. – Olha ela vindo aí. – Izy olhou para frente, além das costas de Jace, e afirmou, agora mais aliviada. Clary estava tranquila, ao menos demonstrava, entendeu Alec.

- Tudo bem. – Isabelle foi a primeira a questionar, com seu olhar chocolate, cravado no rosto de Clary, estudando cada reação da ruiva. Que estava calma, segundo a visão e observações de Isabelle.

- Está tudo bem, o que ela queria com você. – Jace a bombardeou de perguntas, virando o corpo para encara-la. Clary estaqueou ainda meio surpresa, com tudo que ouviu de Imogen, tateando concentrar-se nas perguntas de Jace. Ele veio em sua direção, implacável, mal a deixando respirar.

- Sim, ela me pediu desculpas, enfim não era nada de mais, fiquem tranquilos. – Clary respondeu ainda meio impactada, pelo jeito cordial e até educado demais, com que a mulher havia lhe tratado.

Jace não fez nenhuma outra pergunta, apenas a abraçou forte, lhe engolindo em seus braços, com uma certa aflição, que somente foi notada por Clary. Isabelle olhou para Alec, com um sorriso astuto, como se pedisse para o irmão, também comemorar, o simples abraço dos dois, desde quando ela era tão romântica, nem Izy estava sabendo responder para si.

*********

- Então era este nosso comunicado, infelizmente. – Aldertree retirou-se do palco, no salão de comunicados do instituto. Caminhando com um semblante impassível, apesar da crise que enfrentavam.

- Que absurdo é esse. – Isabelle estava condicionada a pura perplexidade, entorpecendo seus sentidos naquele momento.

Clary e Jace se entreolharam sem nada dizer. Os olhos verdes da garota estavam tomados por receio. Não havia processado nada que ouviu, estando mais ao fundo da sala, acompanhada dos amigos e Jace.

- Eu não sei, mas parece que nós vamos receber mais detalhes agora. – Alec sussurrou bem próximo ao ouvido de Izy, que estendeu o olhar para frente, fitando agora Imogen se aproximando dos quatro.

- Vocês vão realmente fazer isso, condicionar aqueles pobres coitados ao Garde, até quando, pra sempre, ou algo pior vai acontecer com eles. – impulsiva, e dona de si, e de suas opiniões fortes, Isabelle foi a primeira a abrir a boca, antes mesmo que os irmãos e Clary.

- Nós queríamos que fosse diferente Isabelle, acredite. – Victor alegou, lançando um olhar firme a morena. Izy por sua vez se pudesse, teria o matado com sua indiferença. Aldertree também sentia o peso da decisão que tomou em conjunto com Imogen, e a consulesa. Não podia deixar de sentir.

Izy sorriu mortificada, sinônimo total de sua ojeriza, com a atitude que eles tomaram. Os colegas shadowhunters feridos e completamente foras de si, por isso, não mereciam aquilo. Eles estavam possuídos pelo demônio que os atacou, o único culpado era Valentim, sim isso era um fato. Mas virar as costas para eles, seria realmente a melhor solução. Izy não tinha ideia de como ajuda-los, há dias realizava testes em seu laboratório, numa tentativa de encontrar uma solução, mas não achava, apenas no final do dia, tinha sua mente preenchida por decepção. – Virando as costas pra eles desse jeito. – Isabelle ralhou, verdadeiramente se envergonharia se participasse, ou mesmo deixasse, qualquer resquício, de que ela também apoiava aquilo.

- Nós tentamos achar outra solução, mas infelizmente não há. – Imogen via-se sem saída alguma. Uma parte dentro de si, também se sentia decepcionada consigo, pela decisão dura e talvez até cruel que estava tomando. – Eles não são mais as pessoas que conhecemos, e não sabemos como reverter isso, consequentemente no estado em que eles se encontram, expõem a vida de todos a um risco. – a mulher disse assustadoramente pesarosa. Ter um poder tão grande em suas mãos, as vezes a fazia tomar decisões duras, e até cruéis. E isso era horrível.

- E deixa-los presos pro resto da vida, e condena-los a morte, é a solução, isso é patético. – Alec se pronunciou em total apoio a irmã, uma ira dolorosa, tombando seu coração, na direção de uma escuridão sem fim. A revolta estava o movendo, Clary teve certeza de que nunca viu, Alec assim, ele sempre fora tão comedido, mas até os mais tranquilos explodem, de vez em quando, cogitou. – E não me ameace, dizendo o quanto isso é insubordinado, ou mesmo meta o nome dos meus pais nisso, eu não vou concordar com isso. – Alec travou a fala de Aldertree, dando um passe, até o homem e o encarando de perto, com desafio perfeitamente evidente.

Jace segurou o braço do amigo com força. Assim como Clary e Isabelle, que pararam do outro lado do moreno, ambas tocando o rapaz com suplica.

- Cuidado aí garotinho. – Aldertree ajeitou a gravata, bem presa ao pescoço, como se fingisse não se importar, ou ter mesmo medo de Alec. Mas pela fúria contida do outro, era melhor ter, Clary julgou.

- Alec, lembra o que você me disse ontem, então não cometa meu erro agora. – Jace puxou com uma força até brutal o braço do parabatai, uma segunda vez, o fazendo dar um passe atrás, para bem longe do rosto de Aldertree.

Alec assim como todos, estava cansado de Aldetree e seus desmandos. Fúria tomou conta dele. Raramente queimava em raiva, impulsiva com alguém, mas o moreno se conhecia, para saber do que era capaz, quando aquilo ocorria consigo.

- Eu estou bem, eu estou bem. – Alec tirou os braços que o rodeavam de perto dele, e saiu apressado. Logo depois de dar um olhar em agradecimento a Jace.

- Jace já que Alec, não quer se envolver, eu peço a você que comande a equipe de transferência dos prisioneiros. – Imogen pediu cordial. Clary olhou de relance para Jace, em alerta, e agora, Izy já tinha corrido para junto do irmão, como ela resolveria uma nova quase briga por si só.

Jace estreitou o olhar, expressando uma surpresa irônica até. – Aqueles pobres coitados, são pessoas que eu convivi minha vida inteira até, eram colegas, pessoas boas, e que não são prisioneiros, só se forem da maldade de Valentim, que fez aquilo com eles. – um medo horrível presente nele, Clary poderia estar recebendo a mesma condenação que eles agora, caso tivesse sido afetada, pelo mesmo ataque de demônio que recebeu, assim como os outros. E ele estaria enlouquecendo agora, junto com o medo de perdê-la para sempre, aquilo fez Jace, entender tanto, a família de cada um, que estavam trancados nas celas do porão do instituto. – E apesar de ter sido criado por ele, eu tenho certeza, de que não sou sádico como Valentim. – Jace cruzou os braços com firmeza, em direção a Victor, que calado estava e continuou assim. O pensamento do rapaz, era um só, me desafie, e verá como terei gosto por quebrar sua cara. Jace sabia, que nao teria pena em descontar sua adrenalina. - Me mande pra cidade dos ossos, pela minha reclusa, mais eu não irei comandar nada, aquelas pessoas não merecem, que desistam tão rápido delas. – concluiu o rapaz, não escondendo o desapontamento doido, que emanava de si.

- É, com licença. – Clary não se importou muito, em cerimônias educadas, apenas deixou os dois sozinhos, para seguir o loiro de perto.

***************

Clary estava sentada no chão do quarto de Jace, as revelações que receberam naquela tarde, havia completamente destruído a paz de muitos ali.

- Jace e se tivesse um jeito, um jeito de reverter isso. – Clary se indagou, talvez mais a si mesma, jogando a cabeça contra os pés da cama dele. Buscando com o corpo todo torto, o encontro do olhar de Jace, que por segundos somente ouviu a voz da garota.

- Clary, eu acredito que todas as possibilidades tenham sido exploradas já, eu não concordo com eles, e nem com o que querem fazer, afinal todos eles tem família, tinham uma vida e nem mereciam isso. – Jace arrastou o corpo pelo colchão, ainda sentado, se aproximando mais dela. – Mais a única coisa que Izy, descobriu é que eles estão presos a seu subconsciente, sendo dominados por suas emoções mais ruins, e sem nenhuma consciência de realidade. – ele lembrou das palavras da irmã, raiva passando por si, pela derrota, que também se recusava a aceitar.

Eu poderia estar igual, Clary pensou que tinha muita sorte, ou alguém lá em cima, gostava muito dela, a menina ficou entristecida. - E se tivesse um jeito. – Clary insistiu, arrastando o corpo até ele, e pondo as mãos nos joelhos do rapaz, sentando ajoelhada na frente de Jace.

Jace suspirou meio incrédulo. Queria poder sonhar como ela. – Olha. – Clary tirou do bolso da bermuda, o vidro pequeno que havia pegado, entre as coisas de Valentim. – Jace correu o olhar, observando a mão pequena da ruiva, de sorriso astuto, sem que entendesse, o que significava seu gesto.

- O que é isso. – Jace segurou o objeto o rodeando em sua mão, sem muito entender.

- Achei entre os experimentos sádicos do Valentim, no cativeiro, está escrito aí antídoto. – ela entregou em confissão, o que até aquela manhã, não poderia ter muito nexo, mas agora, depois de muito pensar, quem sabe não estava mesmo, juntando todas as peças que poderiam levar a um caminho a ser seguido. – Se tivesse um jeito da gente saber exatamente do que se trata. – Clary franze o cenho, estando pensativa. Vendo o loiro abrir o pequeno frasco, procurando no cheiro, do líquido extremamente vermelho, algo familiar.

- Talvez tenha. – Jace proferiu decidido, e levantou ela junto consigo, segurando as mãos pequenas com cuidado. Apesar da pressa e desenvoltura com que ele a ergueu, Clary não teve tempo para sustos, tão rápido já se viu de pé. Um estalo de luz no fim do túnel, surgindo em sua mente, Jace comemorou.

Clary agora, era quem não estava entendendo. Apenas ficou em silêncio, olhando categórica, os movimentos de Jace, que se aproximou do guarda roupas, puxando uma caixa de papelão média de cima do móvel, sem que houvesse dificuldade. A ruivinha não entendendo, o que ele pretendia com aquilo, apenas ficou pensando consigo, que se fosse ela, precisaria de no mínimo duas cadeiras pra alcançar naquela altura.

- Lembra disso, os diários de Valentim. – Jace afirmou, sanando as dúvidas dela. Clary havia lido, algumas partes deles com Jace, mas eram tantas coisas ruins, que ela parou no meio de um. Eram muitas páginas, regadas de atrocidades, na visão dela.

- Pode ter algo aí. – ela perguntou incerta. Jace sorriu esperançoso.

- Bom não custa tentar. – Jace alegou decidido, chacoalhando a caixa contra o tapete, enquanto vários cadernos, envelhecidos pelo tempo caíram sobre o carpete. Quando achou aquela caixa, cheia de cadernos velhos, com a letra do pai adotivo, em um de seus muitos esconderijos, Jace nunca achou, que nada bom se revelaria, perante tais páginas, mas talvez agora, isso mudasse. Clary sentou ao lado dele no chão, com pressa...

Continua...

***********

 


Notas Finais


Musica, https://www.youtube.com/watch?v=2hNSNjfUHmA&list=RD2hNSNjfUHmA&start_radio=1
O vídeo não me pertence, apenas ao youtube
Até o próximo capítulo...


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