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História Almas, além do infinito. - Capítulo 23


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Notas do Autor


Oi, mais um pra vocês, espero que gostem. Se quiserem fiquem totalmente à vontade pra deixar sua opinião pra mim. Obrigada por acompanharem, cada um de vocês é importante pra eu continuar escrevendo, cada vez mais. Obrigada por tudo.
Bom início de semana pra todos. 😸😸😉😉❤❤

Capítulo 23 - Jogo, de amor...


Fanfic / Fanfiction Almas, além do infinito. - Capítulo 23 - Jogo, de amor...

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- Jace eu acho que... – ela abriu a porta do quarto de Jace, com estrema pressa, impaciência lhe corroendo por dentro, precisava contar a ele depressa, suas descobertas. Com seus olhos vindo fixos, nas linhas e letras no papel, em meio ao imenso emareado de folhas juntas. Tinha passado tantas horas envolvida com aquilo, que já se encontrava quase vencida pelo cansaço, a cada minuto passado, que agora até tinha mesmo, o medo, de que o que estava escrito ali fosse embora, caso seus olhos perdessem o diário de Valentim de vista.

Clary correu até o quarto de Jace, com extrema animação, o que havia lido, em um dos muitos diários, havia a deixado com as esperanças renovadas, de salvar os colegas shadowhunters que sofriam as consequências, do envenenamento pelo demônio ravener. Eles passaram horas da tarde naquilo, até o anoitecer, mas ela não esmoreceu nem um pouco. Após páginas e mais páginas folheadas, e seu subconsciente lhe avisando que talvez fosse inútil, ela finalmente, estava um pouco convencida de que eles haviam encontrado, o que tanto estavam procurando.

– Ah meu deus. – ela deu um pulo tão assustado e desesperado, junto a seu grito estridente, e cheio de histeria, assim que levantou o rosto, para vasculhar o cômodo em busca do rapaz. As bochechas da garota enrubesceram em imediato, um calor queimante tomando conta de seu rosto, era bem provável que estivesse da cor de um pimentão agora. Ou cristo, porque ela não bateu na porta antes, Clary e sua maldita mania de agir sempre por impulso. Que belo desastre, se o impacto não a tivesse lhe atingido tão em cheio, Clary teria desatado a correr dali, sairia tão rápido quanto havia entrado pela porta. Mas, um nervoso paralisado, a deixou com as pernas cravadas no mesmo lugar.

- Deus, digo eu, quer me matar criatura. – Jace disse, em um tom totalmente ameno, soltando as roupas de sua mão, em cima da cama. Ignorando totalmente seu estado, quase despido. Na verdade, o grito agudo e fino de Clary, que ele não esperava entrar em seu quarto, tão intempestiva, o havia chamado mais atenção, do que todo resto.

Clary virou para a direção oposta à ele depressa, nem se dando o trabalho de juntar o diário com as anotações de Valentim, que haviam escorregado de sua mão, com o susto que havia levado. A garota apertou os olhos, fazendo força para esquecer a visão que havia tido. De um Jace, apenas com uma toalha cinza escura, enrolada a cintura, provavelmente logo após sair do banho.

- Definitivamente, eu tenho que parar de fazer isso, entrar aqui assim. – Clary justificou, as palavras saindo sem ritmo por sua boca, devido ao nervosismo em sua voz, seu coração pulando descompassado dentro do peito, e querendo encontrar a forma exata de respirar, porém não estava adiantando muito, suas tentativas eram de puro fracasso. E saber que Jace, estava a poucos passes de si, naqueles trajes, não estava lhe deixando melhor. Porque ele tinha que a afetar, como garoto nenhum, foi capaz um dia. O que era exatamente, aquele desespero suplicado, que sempre  à embriagava por completo, toda vez que chegava tão perto dele. Principalmente em situações como aquela. Clary não entendia, mas também não conseguia parar de sentir, por mais esforço que fizesse. Estava condicionada, ao furacão imponente, que sempre sentia, toda vez que possuía o rapaz, tão perto de si, como agora.

- Ah não, desisti não. – ele continuou tirando as roupas dos cabides, despreocupado, mal ligando para sua falta de roupas. Timidez, nunca foi mesmo, um traço da personalidade dele. – Logo agora, que você está quase atingindo, o teu objetivo, que é entrar aqui, e me pegar, completamente desprevenido, como vim ao mundo. – Jace supriu uma gargalhada divertida, diante do jeito todo atrapalhado de Clary, que esfregava as mãos, no cumprimento dos fios escarlates, tentando puxar do fundo de sua alma, uma pitada de controle para a situação. O loiro não pode deixar de achar engraçada toda à cena. Jace abandou a camiseta que segurava em cima da cama, dando um passe até ela, com um sorriso contagiado, por toda vergonha desconcertada, evidente da garota, diante do que seus olhos acabaram de ver.

- Olha aqui, não seja exibido garoto. – Clary levantou um dedo, virando na direção dele, de forma impulsiva e impensada. Irritação passando por seu corpo, ao ser provocada por Jace, da forma mais descarada do mundo. E sua mente lhe ordenando uma resposta à altura. Porém ela perdeu a fala, sentindo-se desastrada, e completamente afetada pela nova visão dele que teve, Clary fitou o abdômen dele, parcialmente marcado pelas runas desenhadas em sua pele, por meros segundos, seus lábios entreabertos, chocados por uma certa atração sem fim se apossando de seu corpo. Ela segurou o ar nos pulmões, mordendo o lábio inferior, numa tentativa brusca de conter pensamentos e atitudes desenfreadas de sua parte.

Jace continuou com as mãos a cintura, a encarando firmemente, como se quisesse desvenda-la. Um sorriso largo, com pitadas de encantamento e sedução, emolduraram o rosto do loiro. Que não sabia, em que nível de loucura ele chegaria, caso ficasse, um pouco que fosse, mais apaixonado, por aquela garota. Aquela mistura de menina travessa, e mulher decidida, que sabe exatamente o que quer, estava mexendo com mente, coração, e corpo, de Jace, uma combinação arriscada, ele julgava. E desde o primeiro momento que pôs os olhos nelas, sempre foi assim, isso já estava o deixando maluco. Se a insanidade fosse um precipício, de abismo enorme, Jace sabia o quanto estava tentado a pular nele, sem medo algum.

Ele desviou os olhos da cena dela mordendo os lábios, daquela forma tão perfeita, antes que fosse, completamente culpado, por não segurar seus impulsos.

Clary tampou o rosto com a palma da mão ligeira, sua garganta arranhando, entre um gritinho nervoso, pressentindo que não deveria mais olhar para ele naqueles trajes. A menina espiou pela fresta entre seus dedos, da mão que cobriam o rosto, e apenas viu de relance a imagem, de um Jace com um sorriso zombeteiro nos lábios, em contraste com seu semblante de divertimento. Mas arrependeu-se cobrindo o rosto novamente. Ela somente escutou a risada alta de Jace, em retaliação.

- Ah vai se ferrar. – Clary cruzou os braços brava, virando o corpo de modo enraivado, xingando o rapaz sem cerimônias. Fitando com precisão, a porta de madeira bem à sua frente. Timidez e vergonha sem fim, entorpecendo seus sentidos. Nem mesmo poderia desdenhar, mentir com cinismo, o quanto não era nada afetada por aquela imagem. Nem si mesmo se faria acreditar, o problema era que Clary, infelizmente, julgava Jace, tão lindo, quanto o rapaz poderia ser arrogante e convencido. E isso não ajudava a por um freio em seus pensamentos atrapalhados.

Jace meneou o rosto, para todos os lados, não evitando o sorriso totalmente cheio de alegria que preenchia seu rosto, após a fala emburrada dela. Clary ouviu os passes descalços dele, contra o carpete, vindo em sua direção. A presença de ar, em seus pulmões, se fez ainda mais escassa, quando ficou inevitável, não sentir aquele aroma maravilhoso dele tão perto. - Pra que tanta marra, me diz. – afirmou Jace, com certo ar sedutor. Algo que nem fora planejado por ele. Um arrepio correu pela curva do ouvido de Clary.. Clary sentiu a respiração dele contra sua nuca. Provocando uma corrente elétrica alarmada, por seu corpo. Ela prendeu a respiração sem querer, uma ansiedade desesperada lhe paralisando.

- Melhor eu voltar depois, não. – ela especulou com a voz entrecortada. Ameaçando dar um passe meio atrapalhado para frente, no intuito de sair logo dali. Seu coração sambou de um, jeito estranho dentro do peito. Clary nem soube mais, onde o órgão batia, podia ouvir seu coração, tamborilando sôfrego, pelas palmas de suas mãos suadas, nas solas de seus pés, calçados pelo chinelo, ou bem na boca de seu estômago, talvez o órgão que com suas batidas, demonstrava o quanto ela estava viva, estivesse escapado por seu peito, e se encontrava bem ali, tamanho a força que Clary o sentia bater em seu esôfago.

Ela estava viva, com toda certeza ela estava, e continuaria assim, se caso a atração magnética, que estava sentindo por Jace, naquele segundo, não a matasse... Era como ser puxada por um imã, como ter coragem de ficar longe.

- Tá fugindo, Clary Fray. – Jace enroscou um braço na cintura dela, com certa destreza calculada. Clary apertou os lábios, reprimindo o grunhido que quase escapou por eles, devido ao gesto abrupto e inesperado dele. Ela encarou fixamente, a mão dele bem enroscada a sua cintura, por cima do cropeed preto que vestia, sendo acompanhado por um short jeans desfiado. Involuntariamente, suas pernas bambearam de imediato, ao tê-lo tão perto daquele jeito. Podia sentir todo calor dele, emanando para si, de um jeito, que a fazia se sentir tão bem. Não podia deixar, de sentir.

- Você está mesmo se achando hoje, não é. – Clary rebateu, querendo sustentar sua pose indiferente, mas não evitando, ficar meio sufocada pela própria falta de ar nos pulmões. E acabou encarando olhos azuis cheios de sedução, bem atrás de si, quando virou o rosto sem muita hesitação para trás.

Os lábios dela tremeram, e se quer Clary ficou sabendo, o que mais havia planejado para insulta-lo. Um dia teria que parar de deixar Jace, dominar seus sentidos daquela maneira. A primeira visão que ela teve ao adentrar o cômodo, ficando dentro de sua mente, como uma tatuagem, sem que ela pudesse apagar, a imagem do tronco nu, e com apenas uma toalha envolvendo sua cintura, lhe provocando calafrios, de um modo bom. Seria como mergulhar na água de um rio, sem saber sua temperatura, se você descobrisse o quanto estava fria, iria querer correr dali o mais rápido que pudesse, mas se ela fosse morna e agradável, envolvendo seu corpo, queria abraçar a eternidade lá dentro. Era assim que ela sentia-se, toda vez que era tocada por ele, envolvida, acalentada, desperta, curiosidade lhe movendo, a satisfação de aproveitar o calor bom, que eram ter os dedos dele percorrendo sua pele, misturando seu calor com o seu, a pele dos dois, demonstrava ser tão certa, um para o outro, texturas que se completavam e se moldavam, tão facilmente. E era como estar em paz, e ao mesmo segundo, sentir tudo nela arder, de um jeito bom e intenso.

- O que era tão importante assim, me explica. – Jace indagou bem próximo ao ouvido dela, mudando totalmente o assunto. Ele era irritante às vezes, percebeu Clary, num primeiro momento, fazia tudo dentro dela aquecer como brasa, e logo depois mudava o que dizia, da água para o vinho.

- Ah é que eu, eu precisava, precisava... – Clary sentiu a mão dele descendo a manga de seu casaco para baixo, o fazendo cair de seu ombro, deixando um beijo demorado ali, como se estivesse saboreando sua pele macia. A marcando tão gentilmente, em nome do carinho sem fim, que Jace nutria por ela. A cabeça de Clary, rodou tentando achar algum nexo no que estava tentando explicar. Seu pescoço tombando sem querer, na direção exata daquele beijo tentador.  O calor dos corpos, quase totalmente  colados se misturando, de um um jeito tão único.  Clary estava tentando entender como os dois, haviam, ido do frio ao quente tão rápido, já que durante todo dia, se quer tocaram no assunto, que envolvia os beijos da noite passada, talvez Jace não tivesse levado, tão a sério o que havia ocorrido com os dois, estava tão acostumado aos seus romances sem nenhum compromisso, talvez fosse só isso, e também não seria ela, que deixaria seu orgulho de lado para questiona-lo. Estava tão certa daquela decisão, mas agora, ali, aquilo nem parecia mais importar. – Talvez nem seja a hora. – Clary balbuciou, fechando os olhos sem se dar conta. A capacidade de raciocinar, escapando de sua mente totalmente. Ela sentiu beijos curtos e molhados, marcando seu ombro, e chegando até sua nuca. Mas, que droga Clarissa, ela quis concordar consigo mesma, sua estado de loucura era enorme mesmo, ou aquilo não estaria acontecendo.

- Você pode ter chegado, em uma ótima hora sabia. – Jace se divertiu com o arrepio que percorreu a nuca dela, quando ele roçou os lábios ali. Porém quis reprimir sua vontade de rir, de todo desconcerto dela. Ele como o bom atrevido que era, sem nunca fugir daquela característica de sua personalidade, com toda certeza, estava arriscando, tomar uma boa bifa na cara, dada por ela. Ele sorriu largo diante de seu pensamento.

Seria sua última tentativa de resistir, quis ter em mente ela...

- Jace para, isso não tem graça sabia. – Clary quis empurrar ele de perto de si, com o cotovelo um bom par de vezes, seu coração se perdendo no ritmo das próprias batidas. Enquanto ele com divertimento, continuava beijar seu ombro, guiado por uma empolgação sem fim. Clary ofegou, não querendo se entregar à aquele gesto dele, que também continha extremo carinho.

Ele deu risada da maneira mais serena e contagiada possível, apoiando o rosto brevemente, contra o ombro da menina. Como realmente, durante a noite passada, havia cogitado que poderia ficar longe dela para sempre, vendo os dois ali tão próximos de novo, e a fórmula louca e intensamente desesperada, com que ela mexia com cada pedaço dele, o rapaz estava tendo plena consciência, de que não seria tão fácil assim para ele, abrir mão dela e do sentimento que dominava totalmente seu coração, o preenchendo por dentro, dos sentimentos mais incríveis possíveis. Talvez ele não conseguisse jamais. Clary era mesmo o único ser do mundo, capaz de preencher seus dias, com um pouco de acalento e felicidade, em meio à tempestade turbulenta que viviam, que estava cada vez mais longe de obter um fim. - Olha que pode ter muito na verdade, muita graça. – provocou o rapaz, sendo envolvido pelo jogo de sedução que comandava todos os seus pensamentos. Clary apertou os olhos, os fechando por segundos de novo, sentindo os pelos da barba de Jace, já por fazer, pinicar a pele de sua nuca, lhe causando uma sensação de descontrole, quase que magnético.

Clary percorreu os cantos de sua mente, em busca de uma resposta atrevida, que não demonstrasse, o quão afetada ela poderia estar. - Tá virando palhaço é. – ela soltou em pura implicância. Em consequência, se pondo a gargalhar alto de si mesma, e da situação ridícula de sedução dos dois. Embaraço, que ela mesma havia criado quando entrou sem bater no quarto dele, a garota já nem sabia se ria de nervoso ou mesmo de pura felicidade, por depois de tanto tempo, poder estar perto dele sem rodeios, ou mesmo medo de alguém dizer o quão errado era. Ou que ela tivesse que se preocupar, em não magoar alguém por aquilo, no fundo era bom estar livre, para decidir sua vida e suas escolhas.

Ela nem poderia mesmo, somente culpar Jace, por aquilo, ela estava apreciando, aquele jogo provocativo, tanto quanto ele poderia estar.

Ele enlaçou seu outro braço livre à cintura de Clary, apreciando a sensação boa, que era a ter tão perto. – O que era tão urgente. – Jace quis saber, com seu tom de voz calmo, tirando todos os fios de cabelo ruivo das costas dela, e os ajeitando para o lado.

- Acho que eu sei por que o chá me salvou, Valentim também o usou para um antídoto, é mais ou menos isso. – Clary alegou explicativa, procurando reorganizar seus pensamentos, e os levar ao que realmente, teria que ser resolvido naquela hora.

- Certo, vou me vestir pra nós conversarmos então. – Jace desfez o enlaço a cintura dela, Clary sentiu uma corrente fria ali, substituindo o calor dos braços dele. E se viu já saudosa.

- Vou te esperar no meu quarto então. – ela pensou ser melhor, ameaçando ir embora.

Jace interceptou uma das mãos dela, ainda parado atrás de si, fazendo com que Clary não se movesse de imediato.

- Não, pode esperar se quiser, é rápido. – garantiu ele, em um tom que queria mais que tudo, que ela acreditasse nele. – O que, pode confiar, não vou te atacar não. – meio que riu Jace, querendo puxar o rosto indeciso dela para si, de relance ele ainda pode vislumbrar olhos fujões. Entretanto logo Clary estava olhando, fixamente para frente novamente.

- Ah estou correndo um perigo eminente. – Clary ironizou, fingindo um total drama mentiroso em seu rosto. Ele riu se afastando de vez dela, indo rapidamente a procura de suas roupas limpas em cima da cama.

Clary suspirou encarando a parede, perante ao silêncio cortante dos dois. – Será que dá pra confiar nas anotações de Valentim, existe uma chance de reverter tudo isso, não. – ela tentou quebrar todo o constrangimento, que rondou os dois. Após todas as trocas, de carinho, embriagadas por desejo sem fim.

- Não sei Clary, mais se existe uma mínima chance, nós podemos tentar, porque não. – Jace pensou que assim como ela, não concordava em desistir, das vidas inocentes, que foram prejudicadas pelo ataque de demônio provocado por Valentim, que continuava sob a posse do cálice mortal. Ele puxou o ar, meio pesado, abatido por certa culpa dolorosa. Já terminando de abotoar o botão da calça jeans preta, meio surrada nos joelhos.

- Deu, pode virar, não corre mais risco nenhum de ser atacada. – anunciou ele rindo. – Se bem, que do jeito que você me olhou, era eu que poderia estar em risco. – ele fala, de um modo brincalhão, no intuito de amenizar qualquer ponta de desconforto existente dela. Ou ele, que queria esconder, o quanto segurou e lutou com sua vontade, de a conduzir em direção ao seu colchão, e a beijar como se o amanhã não importasse. No fundo era bom saber, o quanto poderia mexer com ela, e por algum motivo amalucado, Jace apreciava provoca-la, daquela forma, explorando cada centímetro da pele de Clary.

- Você não tá brincando agora né, Jace eu juro que te mato, se você tiver. – Clary declarou, com o ar de riso dele, lhe tornando desconfiada. – Eu juro, juradinho. – ela disse, virando para ele com a mão ainda cobrindo os olhos.

Ele ria solar, sem conter o pensamento que passava em sua mente. – Eu poderia te dizer, que caso estivesse mentindo, poderia estar te beijando neste exato segundo, e te matar de uma outra forma, mas é melhor eu ficar quieto. – o garoto só iria segurar a vontade de dizer aquilo, quando se deu conta as palavras já tinham fugidos ligeiras por sua boca. Seria o amor se moldando com desejo e toda sua vontade de ama-la, os reais culpados por aquilo.

Clary destampou os olhos devagar, mas quis cobri-los outra vez, quando captou olhos azuis celestes, cheios de luxúria e desejo lhe encarando. Ela também preferiu pensar, que não havia entendido direito o argumento de defesa dele. Jace riu contagiado, por olhos verde floresta, curiosos, que lhe encaravam.

Clary fugiu de olhar pra ele, quebrando a conexão quase magnética dos dois. Regada por sorriso e olhares brilhantes. – Hum, olha aqui. – ela pediu, juntando o caderno de Valentim que estava consigo, que ainda permanecia ao chão. Folheando até as últimas páginas que havia lido.

Jace estendeu a camiseta por sobre o ombro, pegando o objeto da mão dela, com certa curiosidade.

- Tá vendo, aqui fala em antídoto sim, e a base, é uma substância em alta concentração, extraída da mesma planta. – Clary correu os dedos finos por sobre as letras, rabiscadas no papel a caneta, na intenção de mostrar a ele do que falava exatamente.

- É, mas nós não sabemos, se seu sangue angelical, não te ajudou a ficar imune, mais pode ter uma ligação sim. – Jace apoiou a mão no queixo pensativo, quem poderia não dizer, que ela não tinha certeza e razão. - Aquele frasco, que você pegou no cativeiro de Valentim, você esta com ele. – Jace questionou alarmado. Talvez ela não estivesse errada. 

Clary assentiu esperançosa. - Vamos falar com a Izy, ela pode nos ajudar com isso. – Jace entregou o caderno a ela, rapidamente. Conduzindo Clary para fora do quarto, enquanto vestia desajeitadamente a própria blusa. Quem sabe o caminho, para evitar mais uma catástrofe causada pelo homem, não fosse mesmo aquele. Ele torcia para que sim.



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