História Almas Gêmeas - Capítulo 32


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 1.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Heey, demorei, mas voltei. Espero que gostem

Capítulo 32 - É Verdade?


Não quis abrir a mensagem. Geralmente essa mesma frase vem carregada de vários problemas e não estou a fim de arranjar problemas no momento, acabei de me mudar. Tudo bem, tudo bem, sei que isso é horrível da minha parte, já que ele pode estar precisando mesmo falar comigo, pode ser sério, ele pode estar precisando de ajuda, mas e se não? Ok, melhor eu não pensar mais nisso, não vou abrir a mensagem e pronto. Jogo o celular na bolsinha e aperto a alça contra meu corpo em quanto subo as escadas rolantes. Assim que chego em cima, me sinto um pouco perdida. Do lado esquerdo, um caminho enorme para entrar no estádio, na minha frente, lugares para carregar bilhetes de ônibus e catracas para ir até o metrô, finalmente do lado direito, a entrada do shopping onde um monte de pessoas atropelavam umas às outras para entrar e sair. Haviam vários vendedores ambulantes vendendo spinners, brinquedos, fones de ouvido e pulseiras de miçangas no caminho. Em quanto passava por lá, um homem grita, me oferecendo um desconto para gravar meu nome em um grão de arroz. Foi uma proposta tentadora pra mim, rainha das compras inúteis, mas resisti. Eu ia perder o grão no primeiro minuto com ele.  Depois de todos esses vendedores, passo por muitas pessoas entregando panfletos, mas passei reto por todos sem olhar para trás. Avistei vários quiosques do McDonald's, Bob's, etc. Assim que entrei, respirei aquele cheiro de chão recém-limpo misturado com  perfume doce, vindo de uma loja de perfumes.
Eu não conhecia nada ali dentro, mas explorei. Era enorme, tudo era muito interessante, mas confesso que não estou muito acostumada a fazer compras sozinha. Eu sempre ia na companhia do Miguel ou da Júlia, aquela vagabunda. Acabei não ficando muito encantada com as coisas, apesar de eu ter achado a mesma lojinha de coisas japonesas que eu fazia compras no Rio de Janeiro, mas não é a mesma coisa. Parei num StarBucks e pedi um Frapuccino. Fiquei apenas andando com o copo na mão fingindo que eu era alguém importante ou só mais uma tumblrgirl de passagem, um dos meus passatempos preferidos.

                                    *Miguel*

                         Algumas horas depois...

Eu não estava mais aguentando esperar por uma resposta dela, a cada segundo minha agonia se multiplicava por um milhão. Eu estou preocupado com o que vai acontecer agora, mas é pelo bem dela. Eu não posso falar nada, pelo menos agora não. Eu sei que ela é insistente e durona e vai acabar descobrindo toda a verdade sozinha de uma maneira ou de outra, mas eu preciso fazer isso, eu amo muito ela. Além disso, esse nosso relacionamento é muito errado. Tive que descobrir isso da pior maneira possível.
Júlia me chantageou, falou tudo na minha cara como se fosse a coisa mais normal do mundo, ela é traiçoeira. Eu não acreditei, tive que confirmar tudo com o meu pai. Me doeu muito ter que olhar na cara dele novamente depois de tudo, mas eu ainda acho que é mentira. Ainda acho que eles estão juntos em algum plano para que os dois possam alcançar seus objetivos. Verdade ou não, foi o que conseguiram. Minha mãe e Eloy são dois coitados, sinceramente. É uma pena que eles se separaram no passado, eles merecem ser felizes e não ficar na companhia de dois cretinos como meu pai e Luana. Esse sofrimento todo está acontecendo por culpa deles. Eu sei que se não fosse por isso a Bia não teria nascido, mas é melhor eu ficar quieto, não sei mais o que pensar. Ela vai ficar arrasada comigo, mas eu não sou essa pessoa que provavelmente ela vai pensar que sou.
Júlia está do meu lado agora se esfregando em mim. Lembrei do maldito dia que eu não sei o que deu em mim e acabei ficando com ela. Meu estômago embrulha e sinto vontade de vomitar com esses pensamentos. Uma notificação chega e meu celular vibra, fazendo meu coração disparar. Era Bia. Respiro fundo antes de abrir a mensagem.
"Oi, pd falar."
Ela estava online também, talvez aguardando uma resposta. Logo ela começa a digitar de novo e meu coração quase sai pela boca.
"Foi mal não ter respondido antes, tô no shopping esfriando a cabeça por conta da mudança" 

Me sinto mais mal ainda. Não fui ver ela no aeroporto, não consegui, não fui capaz. Eu sou um covarde, estou me rendendo às chantagens de Júlia, mas estou com medo, não sei do que ela é capaz de fazer com a Beatriz.

Comecei a balançar as pernas frenéticamente na tentativa em vão de me acalmar. Eu não conseguia respirar, meus dedos não me obedeciam, meu cérebro era só um vazio. A ficha ainda não caiu de que isso tudo está realmente acontecendo, só pode ser mentira. Faço um movimento microscópico, me preparando para levantar e sair correndo, largar tudo para trás e não ligar mais para ninguém, mas desisto assim que Júlia toma o celular da minha mão.
- Me devolve - digo num tom ameaçador, me levantando.
Estamos em um parque, num banco em baixo de uma árvore. Ela está um pouco movimentada e algumas pessoas olham para nós.
- Vai fazer o que? - ri - Relaxa, vou só fazer o que você não tem coragem.
Ela aperta em algumas teclas do celular, mas quando o tomo da mão dela, era tarde de mais.
"Quero terminar com você", dizia a mensagem já enviada. 

Senti um ódio mortal dela. Eu poderia apagar a mensagem, mas 1) ela já havia visualizado e 2) isso era necessário. Eu convivi com essa mentira durante muitos anos, não é justo que ela também conviva com essa mentira.
Beatriz me liga várias vezes, mas eu recuso todas as chamadas.
- Atende.
Olho para Júlia e nego, decidido, mas ela mesma atendeu a outra ligação.
Ouço a doce voz de Beatriz bem baixinha e meu coração parte em pedacinhos. Levo o celular até a orelha e abro a boca para falar algo, mas não sei o que dizer.
- Eu me recuso a acreditar que li isso mesmo. - ela diz
Um longo silêncio se faz através da linha.
- Tudo bem, eu sabia que não iria aguentar. Eu tinha certeza que você não queria tentar, eu sabia que no fundo você tinha se arrependido, não vai ser surpresa pra mim se você...
- Não dá mais! - a interrompo com a voz trêmula - Eu não te enganei, nunca, pelo contrário. Quem nos enganou foram nossos pais.
- Ah, agora a culpa é deles?
- Me deixa explicar, por favor. - respiro fundo - Esse relacionamento é errado, Beatriz. Nós somos irmãos.
- Claro, sempre formos como irmãos, mas eu achei que você estivesse sendo sincero comigo quando se declarou e nunca imaginei que isso pudesse nos atrapalhar. - a voz dela saiu um pouco mais baixa do que o comum, sinal de choro.
- Você não tá entendendo, é mais uma vítima dessa mentira, assim como eu. Nós somos irmãos, tipo, de sangue.
Outro longo silêncio se faz.
- O quê?
- Somos irmãos por parte de pai... A sua m...
Não consigo terminar de falar, por que ela desliga na minha cara. Graças a Deus. Não sei se seria capaz. Dói em mim tanto quanto nela, mas agora dói mais saber que ela também sofre com tudo isso.
- Bom trabalho - recebo um tapinha no ombro de Júlia, que sorri.

Me levanto e ando depressa para qualquer direção e ela vem logo atrás de mim, gritando.


Notas Finais


Sabe, nem eu aguento mais essas minhas promessas furadas de voltar, mas do nada sumir. É que sempre alguma coisa atrapalha, essas foram as piores férias da minha vida. Acho que ninguém aqui foi expulsso de casa (sem ter culpa de nada!!!!!) em pleno as férias kskjs. Em fim.. as coisas estão se ajeitando, eu acho. Até o próximo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...