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História Almas Gêmeas - Capítulo 37


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Capítulo 37 - Capitulo 37


Peter Kavinsky

    Eu me sentia no olho de um furacão de emoções. Primeiro eu me encontro “por acaso” com Lara Jean na casa da Margot, depois recebo a notícia que Aria estava a caminho do hospital com a pressão extremamente alta e sangrando, na sequência meu filho nasce em uma cesariana de emergência, prematuro, e por fim, mas não menos importante a mãe do meu filho corre risco de vida. Quando eu acordei hoje pela manhã, eu acreditei que seria apenas mais um dia comum, mas a minha vida mais uma vez deu um salto sem aviso prévio.

    Lara Jean. Como eu amo essa mulher. Sem ao menos saber o que estava acontecendo ela cuidou de mim e me trouxe até aqui, passou a noite toda pelas cadeiras da sala de espera, está pronta para me dar todo o apoio que eu preciso, no momento em que deixar. Ainda que não tenha dado atenção a ela, devido a velocidade que as coisas estão acontecendo, ainda assim ela não me perde de vista um minuto se quer.

    Henry. Meu filho é a coisa mais linda do mundo. Eu jamais poderia imaginar tamanha perfeição até encontrá-lo. Meu pequeno herói nasceu realmente pequeno devido a prematuridade, com incríveis 1,995 kg e 45 cm. Ainda não sabemos quanto tempo ele irá precisar passar na UTIN, mas eu sei que se ele chegou até aqui, nós sairemos vitoriosos dessa batalha. Mesmo que Aria tivesse carregado esse bebe no ventre por longos meses, é impossível não perceber que ele é meu filho, uma cópia do papai babão aqui. Sem dúvidas, seus traços são de um pequeno Kavinsky.

    Aria. Que medo de perder a mãe do meu filho. Eu sei que ela não foi a melhor pessoa ao longo dos últimos meses, mas eu não consigo me imaginar criando meu pequeno príncipe sem a mãe dele do lado. Olhar para o nosso pequeno seria o suficiente para ele repensar todos os vacilos que deu durante o fim do nosso relacionamento , nosso pequeno seria o motivo para criarmos uma relação de respeito e cumplicidade, tudo por ele. Meu peito dói de imaginar que ela corre o risco de perder essa oportunidade.

    Os pais de Aria chegaram pela madrugada, procuraram saber como foram os meses de gestação da filha, lamentaram profundamente não terem apoiado ela e ter participado de cada detalhe. Vê-los desesperados agora só me faz pensar que independente das escolhas do meu filho, existem coisas que nós precisamos apoiar. A gestação de Aria não era nada ilícito, pelo contrário, era fruto de um relacionamento de respeito e companheirismo que vivemos e que eles tinham ciência. Ainda que não estivéssemos mais justos, Aria merecia ter tido o apoio deles.

    Logo pela manhã nós recebemos a notícia de que Aria havia acordado e estranhamente a primeira pessoa que ela gostaria de ver era Lara Jean. Desde que ela seguiu para o quarto de Aria, um milhão de possibilidades passaram pela minha mente. O que Aria teria para falar com Lara Jean com tanta urgência?

    Assim que ela retornou para a sala de espera fui logo até ela, não fazia idéia do que poderia estar acontecendo. 

    -Está tudo bem? - Perguntei segurando seu rosto em minhas mãos delicadamente.

    -Dentro do possível…

    -O que ela queria com você? Você pode falar? - Perguntei com extrema cautela.

    -Ela acha que não vai sair daqui e pediu para mim cuidar de você e do Henry… Disse que gostaria que ele fizesse parte da família que nós dois sempre sonhamos em construir. - Ela diz que lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

    -Não é possível… - Sou eu quem estou chorando agora. O que Aria está pensando.

    -Ela vai deixar para te ver por último, disse que vai te contar tudo o que conversamos. - Ela diz com a cabeça deitada em meu peito.

    Eu não consegui dizer mais nada, ficamos assim até me chamaram para entrar para ver Aria. Quando chega a minha vez, deposito um beijo na testa da Lara Jean e sigo para o quarto que me indicam. Assim que entro sou surpreendido por uma Aria frágil, pálida, mas determinada.

    -Oi. - É ela quem diz primeiro.

    -Você acordou… - Digo tentando conter as lágrimas.

    -Pois é, mas não sei por quanto tempo…

    -Para com isso… - Digo me sentando na cadeira ao lado dela e segurando sua mão. - Nosso Henry é lindo, mas sinto muito te dizer que ele é minha cara.

    -Eu sabia que o DNA dos Kavinsky era forte… - Ela diz com um riso fraco. - Promete que se algo acontecer você vai cuidar do nosso filho? - Lágrimas começaram a rolar nos olhos dela.

    -Não vai acontecer nada Aria, eu e você vamos criar nosso filho juntos.

    -Não… Eu já aceitei meu destino, você vai criar nosso filho junto com a Lara Jean, ela me prometeu que vai te ajudar. Eu não quero que meus pais fiquem com a guarda dele, então brigue com unhas e dentes se for preciso.

    -Para… - Ela me interrompeu.

    -Não… Deixa eu terminar. Eu quero que me perdoe por atrapalhar você e Lara Jean, eu quero que vocês sejam felizes e construíram tudo que sempre sonharam… Só não deixa meu filho esquecer de mim, fale de mim para ele… Eu sei que a Lara Jean vai ser a mãe que infelizmente eu não vou poder ser. Só preciso que me prometa que vai cuidar e que vai lutar por ela, você pode fazer isso?

    -Posso… Eu prometo! Mas fique sabendo que não vai acontecer nada com você…

    -Isso já não importa Peter, independente do que acontecer meu filho vai ficar bem!

    Não consegui dizer mais nada, eu apenas abracei ela e ficamos assim por um tempo.

    Eu não queria que as coisas terminassem assim.

    Voltei para a sala de espera arrasado, eu tinha visto como Lara Jean havia saído de lá e não imaginei que eu poderia voltar da mesma forma. Durante o trajeto eu não pude deixar de lembrar de tantos momentos que vivemos juntos, de toda a história que construímos ao longo dos últimos anos, as coisas que tínhamos em comum e um dia nos fizeram nos aproximar. Tantas memórias, tantas oportunidades, esse definitivamente não era o fim que eu desejava.

    Nesse momento havia duas coisas que prendiam meus pés na realidade, uma delas estava bem na minha frente e os braços dela representavam meu lugar no mundo: Lara Jean. Foi nesses braços que eu ganhei acalento, que ganhei conforto, foi nesses braços que nossas lágrimas de lamento se misturaram. Hoje não me importa que nós dois não estejamos juntos, eu não seria capaz de suportar todos os desafios que eu sabia que viriam pela frente se ele não estivesse bem aqui. Meu outro motivo tinha minha cara e cabia perfeitamente nos braços do meu lugar do mundo, nos braços da minha garota e sei que de alguma forma ele se tornaria a motivação diária dela também.

    Não demorou para a notícia chegar, Aria já havia aceito o destino, mas nós ainda não. Infelizmente a mãe do meu filho não resistiu a todas as complicações da gestação e do parto e faleceu. Essa mesma sala que já presenciou tantas lágrimas de alegria por vidas que chegam ao mundo todos os dias, hoje testemunham as lágrimas de uma família que perdeu alguém especial, alguém que tinha tanto pela frente. Meu coração se despedaçou pela perda dela, pela perda do meu pequeno Henry que era pequeno demais para sentir. Meu coração se apertou pelo desafio que estava à minha frente, agora eu tenho filho para criar, sozinho.


Notas Finais


Espero vocês nos comentários.
Beeijos!


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