1. Spirit Fanfics >
  2. Almas Gêmeas >
  3. Capitulo 38

História Almas Gêmeas - Capítulo 38


Escrita por:


Capítulo 38 - Capitulo 38


Lara Jean

    Aria se foi. Já haviam se passado duas semanas, mas o baque naquela notícia ainda atormentava a todos nós, até mesmo Margot que nunca gostou dela está triste por ela não poder ter a oportunidade de criar o filho. Eu vi Peter em cacos ao receber a notícia, mas sua versão quebrada sobreviveu por poucos minutos, assim que ele saiu dos meus braços ele se tornou uma fortaleza, foi até a UTIN e desde então vem dedicando cada minuto dos seus dias em cuidar do pequeno. A família de Aria optou por uma despedida íntima, limitada apenas a eles e à família de Peter, devido à situação do bebe que ainda está internado, com isso eles optaram também pela cremação do corpo. 

    Acabei ficando mais do que o planejado em Seattle, quando pedi a John para remarcar minha passagem, acreditei que logo eu estaria de volta a NY, mas eu não tenho conseguido sair daqui e seguir minha vida. Todas as vezes que penso em voltar para casa, acabo me lembrando das palavras de Aria ao me pedir para cuidar de Peter e Henry, embora um esteja cuidando do outro, ainda assim eu não consigo deixar eles agora.

    Nesses dias que tenho estado aqui, acabei optando por ficar com meus pais, ficar sozinha não era a melhor opção para mim no momento. Então aqui estou eu, deitada na minha antiga cama, olhando para o teto e pensando em tudo o que vem acontecendo. Pelo jeito minha vida tem andado mesmo um conto de falhas.

    -Filha? - Escuto meu pai entrar no quarto.

    -Oi pai. - Disse sorrindo.

    Ele caminhou até mim e sentou colocando minha cabeça em seu colo.

    -Como você está? Aconteceu tanta coisa nesses dias… 

    -Estou bem dentro do possível, as coisas que Aria falou comigo antes de morrer não param de martelar na minha mente.

    -O que ela te pediu é uma responsabilidade muito grande, ela te confiou um filho, mas você sabe que só precisa aceitar isso se quiser, se você estiver disposta a isso. - Eu sabia que cada palavra era sincera.

    -Eu sei pai, mas eu sinto que meu coração já assumiu essa responsabilidade. Já tem mais de uma semana que isso tudo vem acontecendo e eu simplesmente não consigo ir embora… 

    -Então talvez seja hora de voltar para casa meu amor…

    -Eu não posso pai, estou construindo uma vida lá. Eu tenho a editora para cuidar, um livro para escrever…

    -Você pode terminar de construir sua vida aqui. Outra pessoa de confiança pode assumir a editora e o livro você pode escrever onde você estiver… Lara Jean, lar é onde nosso coração está e nesse momento seu coração está batendo aqui. Você foi para lá fugindo de tudo, mas agora você voltou para encontrar com tudo isso. Minha filha, é hora de voltar para casa… Pense sobre isso. 

    Meu pai depositou um beijo na minha testa e se foi, me deixando com a mente fervilhando. Perfeito, como se eu já não estivesse com questões suficientes para pensar em voltar para casa, meu pai terminou de “bagunçar” meus pensamentos. 

    Antes que eu consiga pensar muito sobre, meu celular toca e sei que vai vir um “aproveite a oportunidade que a vida está te dando!”.

    -Oi amiga! -Eu atendo rápido.

    -O Léo apareceu! - Fani solta como uma bomba.

    -Oi? Como assim? - Pergunto me sentando na cama.

    -Ontem foi a amostra do curta ao público. - Droga, eu me esqueci completamente disso. - Minha mãe enviou email para várias revistas e jornais do Brasil sobre o evento, uma revista eletrônica brasileira entrou em contato querendo uma entrevista e fazer a cobertura do evento, eu aceitei. Eles acompanharam todo o evento ontem, fizeram algumas fotos e agendaram uma entrevista pessoal hoje comigo. Até aí tudo bem, tudo normal, nada de novo sob a luz do sol. Mas quando a campainha tocou, tudo começou a ficar estranho demais.

    -Tem como respirar para terminar de falar? - Perguntei cortando ela.

    -Era ele Lara Jean. Era o Léo o repórter que ia me entrevistar. Ele continua o mesmo, lindo… Meu coração chega errou as batidas quando vi ele parado na minha frente… Acho que chegou a hora do nosso acerto de contas. 

-O filho do Peter nasceu, Aria faleceu e pediu que eu cuidasse dos dois. Meu pai acha que devo voltar para Seattle. Acho que o meu acerto de contas também está chegando…

-Pelo jeito ainda dá tempo de nós duas vivermos o nosso felizes  para sempre.

-Espero por isso… 

Passamos a próxima hora contando todos os detalhes dos últimos dias, ouvi  Fani falar sobre todas as suas inseguranças em relação ao Léo e a também de todas as expectativas. Meu coração se encheu de alegria pela minha amiga, eu sabia o quanto essa conversa e esse encontro seriam libertadores para ela, independente da decisão que os dois tomarem juntos, ainda assim aquele era o play para uma parte da vida dela que estava a tantos anos pausadas.

Assim que terminei a ligação com Fani, decidi ir até o hospital, com sorte eu conseguiria ver o baby Henry, por ele está na UTIN, as visitas eram muito limitadas, mas hoje era meu dia de sorte. Logo que passei pela recepção encontrei com Peter.

-Você veio. - Ele disse me abraçando e cheirando meu cabelo.

-Eu vim, acho que estou apaixonada. - Peter se afastou e vi os olhos dele se encherem de esperanças ao me olhar. - Baby Henry nem sabe falar, mas já é dono do meu coração.

Peter sorriu sem graça, ele sabia que o filho era realmente uma coisa linda, mas algo me fez pensar que ele gostaria que eu dissesse que ele era o homem pelo o qual eu estava apaixonada. Desde que tudo aconteceu, nós estamos nos aproximando cada dia mais, mas ainda estávamos apenas na zona da amizade. Peter era um pai solo e eu apenas alguém para apoiá-lo, não era hora de pensarmos em nós dois.

-Eu me sinto da mesma forma, mas existe uma parte do meu coração que já estava ocupada e pertence a outra pessoa, então só por isso ele não é dono do meu coração por inteiro. - Ele disse me olhando nos olhos. - Hoje não veio ninguém além de Josh, se quiser pode entrar para ver ele.

-Com toda certeza eu quero! - Eu disse eufórica.

Caminhamos lado a lado até a UTIN, eu sentia meu estômago se revirando de ansiedade e eu não era capaz de distinguir se era por vontade de ver o pequeno ou se era pela reação a mão de Peter que estava depositada em minhas costas me conduzindo pelo caminho.

-Eu só consigo pensar no dia que eu vou poder pegar meu filho no colo e levar ele para longe desse lugar. - Peter desabafa durante o caminho me tirando dos meus devaneios. - Cada dia é uma vitória e menos um dia aqui, mas eu já não aguento mais meu coração acelerando a cada vez que meu celular toca, com medo de ser uma notícia ruim. 

-É só uma fase Peter, uma fase horrível, mas vai passar! - São as únicas palavras que eu consigo dizer. Ele sorriu para mim, um sorriso triste, mas doce.

-Vai sim, logo estaremos em casa. 

Peter era uma fortaleza, mas entre nós dois ele não precisava disso.

Eu estava definitivamente apaixonada pelo pequeno Kavinsky que estava dentro daquele incubadora de acrílico. Talvez aos seus olhos aquele bebe não tenha nada de bonito, mas para mim é o bebe mais lindo que eu já conheci. O tempo da visita era muito rápido, então logo estávamos na sala de espera novamente.

-Eu gosto quando você vem, a sua presença me dá uma injeção de ânimo.

-Eu gosto de estar com você também, mas vou ter que me ausentar por um tempo… - Assim que termino de falar o rosto de Peter logo fica tenso.

-Porque?

-Vou precisar ir NY…

-Vai voltar para casa? 

-Vou sim! 

Peter pareceu não gostar do que eu acabei de falar, mas a verdade é que ele vai gostar mais dessa informação do que ele imagina. Se ele se lembrar da nossa última conversa antes de eu viajar ele entenderá onde fica minha casa.


Notas Finais


Espero vocês nos comentários. Beeijos!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...